quinta-feira, 13 de março de 2008

Situação "calamitosa" na saúde militar...

Defesa: Situação «calamitosa» na saúde militar mobiliza oficiais no Porto
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A Associação dos Oficiais das Forças Armadas (AOFA) promoveu hoje, no Porto, um encontro sobre a situação «calamitosa» em que se encontra a Assistência na Doença aos Militares (ADM), que provoca um «crescente descontentamento» entre os militares.
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A AOFA, que já marcou outros encontros para Évora, Entroncamento e Oeiras, afirma que a degradação dos serviços prestados pela ADM configura um «claro desrespeito» pelo estatuto da Condição Militar.
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A «degradação» do funcionamento da ADM, após a fusão da assistência à saúde dos militares dos três ramos das Forças Armadas, está a provocar a «indignação» das associações representativas dos militares na reserva e reforma.
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Na terça-feira, uma delegação da AOFA foi recebida no Parlamento pelo Partido Socialista e pelo CDS-PP a quem explicaram as razões de queixa dos militares no que respeita à assistência na doença e aos complementos de reforma. Estão previstas reuniões com os restantes partidos com assento parlamentar e com a Comissão Permanente de Defesa.
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Num comunicado conjunto divulgado na passada quarta-feira, as quatro associações sócio-profissionais de militares «insistiram que os militares apenas vão poder incluir nas declarações de IRS, relativas a 2007, cerca de 20% das despesas com a saúde não comparticipadas».
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O texto, subscrito pelas associações dos Militares na Reserva e Reforma (ASMIR), dos Oficiais (AOFA), dos Sargentos (ANS) e dos Praças da Armada (APA), criticou a posição do Ministério da Defesa segundo a qual «as despesas não incluídas na declaração relativa a 2007 (...) o serão na respeitante a 2008».
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Segundo o comunicado, os militares «sofrem uma dupla penalização porque vão ter de aguardar, não se sabe até quando, o pagamento das comparticipações a que têm direito, e suportar, durante mais um ano ou, talvez, para sempre, e encargos com o IRS que não deviam ter lugar».
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Em documento enviado aos associados, a AOFA chama a atenção para o facto do prazo dado às entidades prestadoras de serviços e convenções para renovarem os acordos com a ADM terminarem no final de Março e que de momento se desconhecem que protocolos e convenções vão ser renovados.
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As preocupações desta associação aumentaram com o «crescente número de acordos já denunciados, particularmente com clínicas dentárias, e de outras especialidades médicas».
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A indignação da associação assenta no facto de muitos cônjuges de militares beneficiários da ADSE terem sido obrigados a optar até 25 de Janeiro, definitivamente, por um subsistema de saúde (ADM) cuja assistência afirmam ser «desconhecida e incerta».
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A AOFA afirma que os militares não receberam qualquer informação do ministério da Defesa, do Instituto de Acção Social das Forças Armadas (IASFA) ou da ADM para que pudessem ter feito uma «opção consciente» entre os sistemas de saúde.
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«Este tratamento é da maior desconsideração e desmerecido para os militares e suas famílias», afirma a AOFA, no comunicado.
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«A recente substituição da direcção do IASFA, veio criar nova oportunidade de colaboração, com alguma esperança de se poder vir a contribuir para ultrapassar as dificuldades por todos sentidas», declara.
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O ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, terá reconhecido, em audiência concedida à AOFA, em 27 de Fevereiro, a «necessidade de se estabelecer um canal de diálogo, a fim de mais facilmente serem solucionados os graves problemas existentes na Assistência na Doença aos Militares (ADM) e se consagrar a prestação deste serviço em consonância com os princípios do Estatuto da Condição Militar (ECM)», acrescenta.
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A associação diz ter desencadeado uma série de iniciativas para se procurar «uma resposta para a situação calamitosa em que se encontra a ADM», entre petições, conferências de imprensa e, recentemente, uma série de reuniões de debate com os oficiais, para encontrar novos caminhos para um problema que se agrava». (RTP)
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Nota do Papa Açordas: Esta situação deve ser rotulada pelo sr.Vitalino Canas como uma excelente "obra" do governo...Como se diz na minha terra, podem limpar as mãos à parede...

1 comentário:

Tiago R. Cardoso disse...

À que reconhecer que eles conseguem estar em todo lado, não existe sector que estes senhores não coloquem o dedo, mais valia estarem quietos.