sábado, 1 de Novembro de 2014

ARTE EN MOSCÚ

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Arte en Moscú

ARTE EN MOSCÚ


Detalle de una de las obras mostradas en la exposición Sin Filtros, durante su inauguración en Moscú (Rusia). (Yuri Kochetkov / EFE)-(20minutos.es)


A pesada herança

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"A 16 de Junho de 2011, por ocasião da assinatura do acordo de coligação com o CDS, Pedro Passos Coelho reafirmava aquilo que já tinha repetido algumas vezes em jeito de promessa eleitoral: "Não usaremos nunca a situação que herdámos como uma desculpa para aquilo que tivermos de fazer. Daremos, por uma vez, um bom exemplo de poupar ao país durante meses o exercício de evocar a circunstância que herdámos. O país conhece-a, e conhece-a suficientemente bem para não ter tido nenhuma dúvida quanto à necessidade de mudar e de mudar profundamente". Mais adiante reforçava que o Portugal tinha todas as razões para estar tranquilo porque iria ter um governo que "não se vai desculpar com o que aconteceu antes nem com as dificuldades do presente para entregar o resultado que os portugueses querem receber".
Ao fim de pouco mais de três anos, este compromisso solene - quiçá por preguiça ou patetice - mereceu o mesmo destino de todas as outras promessas, isto é, o caixote do lixo.
Nos últimos dois dias, durante o debate do Orçamento do Estado, lá foi o passado trazido, mais uma vez, para o presente em nome, imagine-se, da pesada herança ou, para citar Paulo Portas, "tal era o pesadelo que vocês [socialistas] nos deixaram".
Por entre fantasmas e assombrações, o vice-primeiro-ministro acabou por confessar que a atual maioria não tinha alternativa senão pedir sacrifícios. Com esta afirmação Paulo Portas descaiu-se e, se dúvidas restassem, fez cair a máscara de Pedro Passos Coelho. Descodificando, aquilo que o líder do CDS está a dizer é que o atual primeiro-ministro, enquanto líder da oposição e candidato à chefia do governo, sabia que aquilo que prometia em matéria de impostos, salários e pensões, a troco de votos em 2011, não era para cumprir e, por isso, mentiu deliberadamente aos eleitores.
Regressando à pesada herança, Pedro Passos Coelho já se tinha revelado um primeiro-ministro igual a todos os outros que o antecederam quando, no passado fim-de-semana, decidiu apontar a jornalistas e comentadores para, como fazem todos, atirar as culpas de eventuais derrotas eleitorais para cima de terceiros. Chegados aqui, ao fim de três anos de exercício governativo, a regra confirma-se.
Vejamos então: será por culpa do governo anterior que o caos se instalou nos tribunais com o crash do Citius, o sistema informático da Justiça? Terá sido por causa do "pesadelo" socialista que ainda hoje centenas de alunos não têm os professores todos colocados e, por isso, não têm aulas? Terá sido por responsabilidade de quem esteve no poder até 2011 que Vítor Gaspar se demitiu de ministro das Finanças assumindo em carta pública que a receita tinha falhado e que, por isso, já não tinha credibilidade para continuar? Serão os governos anteriores responsabilizáveis pelo fracasso constante no cumprimento das metas do défice e pelos erros de previsão na evolução da trajetória da dívida pública portuguesa? E será por delito das anteriores maiorias que a economia não cresceu como prometido pelo primeiro-ministro logo em 2012 e depois em 2013 e que o PIB caiu em nove trimestres consecutivos?
José Sócrates tem, certamente, muitas culpas no seu cartório. Desde logo a de nos ter atirado para os braços dos credores impondo-nos um programa de ajustamento violentíssimo, terapia essa que se aplica aos países em pré-bancarrota como era o caso do nosso. Mas terá sido por agravo do anterior primeiro-ministro que o atual governo decidiu ir muito para além da troika?
Já se percebeu que entrámos em tempo de campanha eleitoral e que há falta de currículo para apresentar, PSD e CDS deitem mão do cadastro do PS, como se este não tivesse sido politicamente julgado nas eleições legislativas de 2011. No próximo ano, o que estará sob avaliação é o desempenho do atual governo e não qualquer outro. E precisamente por isso, seria bom que Paulo Portas, arvorado que está em citador mor da República, se lembrasse ele próprio das palavras sábias de Jorge Luís Borges, que ontem repetiu na Assembleia da República: "Se não conseguem suportar a realidade, pelo menos mudem de conversa".
(Nuno Saraiva - Diário de Notícias)

quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

FESTIVAL CHHATH PUJA EN INDIA

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Festival Chhath Puja en India

FESTIVAL CHHATH PUJA EN INDIA

Indios devotos realizan ofrendas durante el Festival Chhath Puja en Bhopal (India). El Festival de Chhath es un evento religioso en el que las mujeres lucen joyas y vestimentas coloridas mientras devotos de ambos sexos rezan y realizan ofrendas en ríos, mares y lagos para el dios del Sol. (Sanjeev Gupta / EFE)-(20minutos.es)


Confusão: Passos volta atrás na ideia de devolver salários

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Primeiro-ministro desdiz o que tinha anunciado menos de duas horas antes. Afinal, vai insistir na reposição gradual de 20% por cada ano. Antes tinha dito que seria "integral" em 2016.

O primeiro-ministro leu uma coisa às 10 e pouco da manhã e corrigiu o que tinha dito já perto do meio-dia. Afinal, em 2016, sePassos Coelho ainda "for primeiro-ministro" vai insistir na reposição gradual de salários da função pública em 20%, até 2018, como o governo tem defendido, apesar do Tribunal Constitucional ter manifestado sérias reservas a esse calendário indefinido.
No seu discurso escrito, lido na abertura do debate sobre Orçamento do Estado para 2015, esta quinta-feira no Parlamento, o primeiro-ministro leu assim: "2015 é um momento de viragem na recuperação dos rendimentos portugueses e do seu poder de compra. A par do aumento do salário mínimo, com efeitos já no presente mês de outubro, os funcionários públicos beneficiam já da reversão dos cortes que foram feitos no contexto da emergência financeira. Essa reversão foi total para todos os trabalhadores do Estado com rendimentos até 1500 euros. E para vencimentos acima desse montante a reversão será de 20% em 2015 e integral no ano seguinte." Mas Passos Coelho acrescentou ao discurso uma frase: "Se outras propostas não aparecerem entretanto."
Essas propostas acabaram por aparecer na boca do primeiro-ministro, menos de duas horas depois de debate, em resposta ao deputado dos Verdes, José Luís Ferreira, quando Passos Coelho fez uma pirueta no seu discurso. "Se eu for primeiro-ministro nessa altura não deixarei de apresentar novamente essa proposta, portanto, proporei que a reversão salarial seja de 20% em 2016, como consta de resto daquilo que tem sido a posição pública do Governo."
Antes, Passos tinha explicado que, "nos termos do Tribunal Constitucional, a reversão salarial em Portugal em 2016 deverá ser total, porque o Tribunal Constitucional não permitiu que a proposta que o Governo anunciou pudesse em 2016 prosseguir com mais uma devolução de 20% do corte salarial".
Já no final do debate matinal, o primeiro-ministro, em resposta à deputada do BE Mariana Aiveca, salientou não haver "nenhuma ambiguidade" nas suas palavras, reforçando com a ideia de que o governo "cumpre sempre as decisões do Tribunal Constitucional". Mas notou que os juízes do Palácio Ratton disseram que não se pronunciariam sobre a medida de reversão dos cortes "porque a medida [prevista no documento de estratégia orçamental (DEO)] não tinha efeitos vinculativos".(Diário de Notícias)

Notas do Papa Açordas: Se existisse ainda alguma dúvida ela desapareceria agora: Passos Coelho é o pior primeiro-ministro de todos os tempos!...

quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

POCAS ESPERANZAS DE ENCONTRAR CON VIDA A LOS MINEROS

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Pocas esperanzas de encontrar con vida a los mineros

POCAS ESPERANZAS DE ENCONTRAR CON VIDA A LOS MINEROS


Miembros de los equipos de rescate trabajan para sacar a los 18 mineros atrapados en un pozo en la mina de Ermenek en Karaman (Turquía). Las labores de rescate de los 18 mineros que quedaron atrapados el martes en una mina de carbón Turquía han proseguido toda la noche, pero hay pocas esperanzas de encontrar con vida a los trabajadores. (Str / EFE)-(20minutos.es)


terça-feira, 28 de Outubro de 2014

LA LAVA AMENAZA AL PUEBLO HAWAIANO DE PAHOA

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La lava amenaza al pueblo hawaiano de Pahoa

LA LAVA AMENAZA AL PUEBLO HAWAIANO DE PAHOA

En la pequeña localidad de Pahoa (Hawái), de unos 800 habitantes, todo el mundo sigue minuto a minuto la evolución de la corriente de lava que se dirige a la población. Los vecinos ya han sido alertados por las autoridades, que han comprobado cómo el río de lava proveniente del volcán Kilauea ha cambiado de dirección en las últimas semanas y avanza veloz hacia el pueblo. En la imagen, la lava atraviesa el cementerio del pueblo. (USGS / EFE)-(20minutos.es)
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LAS ÚLTIMAS TROPAS DE COMBATE BRITÁNICAS ABANDONAN AFGANISTÁN

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Las últimas tropas de combate británicas abandonan Afganistán

LAS ÚLTIMAS TROPAS DE COMBATE BRITÁNICAS ABANDONAN AFGANISTÁN 


Soldados británicos en un Hércules tras dejar Camp Bastion hacia Kandahar (Afganistán). Las últimas tropas británicas desplegadas en Afganistán abandonaron este lunes la provincia de Helmand (sur del país), un día después de que se anunciara el final oficial de las operaciones de combate del Reino Unido contra los talibanes. Con la marcha de esos últimos soldados británicos de Afganistán se pone fin a 13 años de campaña militar desarrollada en ese país. (Cpl Andrew Morris / EFE)-(20minutos.es)


CONTRA LA EJECUCIÓN DE UNA JOVEN IRANÍ

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Contra la ejecución de una joven iraní

CONTRA LA EJECUCIÓN DE UNA JOVEN IRANÍ 


Unas activistas de la organización feminista Femen son detenidas mientras protestan en la Embajada de Irán en Berlín (Alemania) contra la sharía (ley islámica) y contra autoridades iraníes después de que Reihané Yabarí, una joven iraní de 19 años condenada por matar al hombre que, según ella, trató de violarla, fuera ahorcada el sábado en Irán. (Tim Brakemeier / EFE)-(20minutos.es)


Uma cábula de Passos para jornalistas preguiçosos

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"O primeiro-ministro indignou-se com os jornalistas por, supostamente, dizerem que a despesa pública está igual a 2011: "Chega a ser patético verificar a dificuldade que gente que se diz independente tem de assumir que errou, que foi preguiçosa, que não leu, que não estudou, que não comparou, que não se interessou a não ser em causar uma boa impressão, em dizer (Maria vai com as outras) o que toda a gente diz..."
Espero que a pontuação usada por mim na tentativa de reproduzir a oralidade do tribuno das Jornadas Parlamentares do PSD-CDS seja fiel ao pensamento exarado... Adiante.
Confesso, caro leitor e cara leitora: sou um preguiçoso. Quem preguiça, pensa; logo, eu preguiço.
Vagarosamente, portanto, meditei: "Chega a ser patético verificar a dificuldade que a ministra das Finanças tem em assumir que a carga fiscal vai aumentar em 2015, que não leu, que não estudou, que não comparou, que não se interessou a não ser em causar uma boa impressão, em dizer (Maria vai com as outras) o que o primeiro-ministro quer."
O ócio recordou-me a paralisia do Citius e a tentativa de culpar uma gigantesca sabotagem ao sistema, conspirada nacionalmente pelas chefias intermédias dos funcionários públicos: "Chega a ser patético verificar a dificuldade que a ministra da Justiça tem em assumir que errou, que foi preguiçosa, que não leu, que não estudou", etc...
Poupando trabalho, analiso assim o arranque do ano escolar: "Chega a ser patético verificar a dificuldade do ministro da Educação em não errar, em assumir que é preguiçoso, que não lê, que não estuda, que não compara, que não se interessa a não ser em causar uma boa impressão..." Perfeito, não é?
Resolvo também cabular sobre as garantias dadas aos pequenos acionistas para investirem no BES, dias antes do seu colapso: "Chega a ser patético verificar a dificuldade que (escolher entre o governador do Banco de Portugal, o primeiro-ministro ou o Presidente da República) tem em assumir que errou, que foi preguiçoso, que não leu, que não estudou..."
Sobre as gaffes permanentes de Rui Machete posso comentar, sem esforço e factual: "Chega a ser patético verificar a dificuldade que o ministro dos Negócios Estrangeiros tem em assumir que errou..." e por aí fora.
Quanto a estas críticas de Passos, eu, jornalista mandrião, constato: "Chega a ser patético verificar a dificuldade que o primeiro-ministro tem em assumir que errou, que foi preguiçoso, que não leu, que não estudou, que não comparou, que não se interessou a não ser em causar uma boa impressão."
Obrigado pela ajuda, ó grande tribuno das Jornadas Parlamentares do PSD-CDS."
(Pedro Tadeu - Diário de Notícias)

segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

LA MAQUETA DEL TITANIC MÁS GRANDE DEL MUNDO SE CONSTRUYE EN GIRONA

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La maqueta del Titanic más grande del mundo se construye en Girona

LA MAQUETA DEL TITANIC MÁS GRANDE DEL MUNDO SE CONSTRUYE EN GIRONA 


La maqueta más grande del mundo del Titanic, la embarcación de lujo que se hundió tras chocar con un iceberg en 1902, se construye actualmente en el municipio gerundense de Castelló d'Empúries antes de su traslado a Granada para proceder a la instalación de los interiores e iniciar una gira por ocho países.El casco de la maqueta tiene 9 metros de largo por 2 de ancho y 2,4 de alto. (Robin Townsend / EFE)-(20minutos.es)


domingo, 26 de Outubro de 2014

Tainha por cherne

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"1. O discurso com que os chefes de Estado e de governo da União Europeia se despediram de Durão Barroso foi feito por Angela Merkel. Não admira. O, até dia 1 de novembro, presidente da Comissão Europeia foi um venerador e diligente executor de todas as convicções, de todas as políticas, de toda a visão alemã para a Europa. O seguidismo foi tal que Durão Barroso deixou de contar. A partir de certa altura quem queria saber qual a posição da União Europeia perguntava primeiro aos representantes do eixo franco-alemão e depois simplesmente à chanceler alemã. As pessoas fazem, muitas vezes, os cargos, e Durão Barroso conseguiu transformar o seu numa espécie de sucursal dos interesses alemães.
Barroso seguiu o cherne da necessidade da expiação da culpa dos povos das economias periféricas. Esses malandros que viviam de bar em bar e gastavam à tripa-forra. Atacou com denodo o Tribunal Constitucional do seu próprio país e conseguiu fazer do FMI uma instituição equilibrada face ao fanatismo da Comissão que liderava. Colaborou ativamente nas criminosas políticas que ajudaram a destruir ainda mais as economias periféricas e mais débeis e tornou-se uma espécie de campeão dos tremendos erros das troikas . No fim dos vários programas, as várias nações europeias não resolveram os seus problemas estruturais, pelo contrário, as suas economias ficaram mais frágeis, os Estados mais fracos, as comunidades mais desiguais.
Barroso deixa a União Europeia à beira da deflação, com um desemprego nunca visto (sobretudo jovem) e com as populações descrentes no projeto europeu. Nunca os partidos eurocéticos foram tão fortes e nunca houve tantas dúvidas sobre a convicção de que uma Europa unida seria boa ideia. Temos um conjunto de nações para quem a Europa deixou de ser uma prioridade e assistimos à renacionalização da política feita às claras.
Há quem diga que uma das vitórias de Durão Barroso teria sido a não morte da moeda única. Diria que o euro sobreviveu apesar do ex-primeiro-ministro português. Foram, em grande parte, as soluções que Durão Barroso apoiou que puseram em risco o euro e se há alguém a quem devemos a ainda existência da moeda única, muitas vezes contra corrente, é a Mario Draghi. Também podia referir-se em seu abono as vezes em que falou das eurobonds ou das necessárias alterações aos tratados europeus. O problema é que rapidamente esquecia as propostas ou mesmo se desdizia mal a Sra. Merkel ou o Sr. Schäuble contestassem as suas propostas.
Dizia Bernardo Pires de Lima, neste jornal, que Durão Barroso não tinha sido presidente da Comissão em tempos fáceis, mas que é nestas alturas que os políticos acima da média sobressaem. Não consigo sequer pensar, pelos resultados obtidos, em Durão Barroso como um político mediano. Provou ser simplesmente medíocre. Não admira que as instituições europeias e a própria União tenham chegado ao estado a que chegaram, tendo durante este período um político deste calibre, sequer formalmente, à frente dos seus destinos. O pior é que, às tantas, foi mesmo essa a intenção - mas isso é outra conversa.
Convenhamos, é injusto atribuir a Barroso toda a responsabilidade pelos erros cometidos pela União Europeia nestes últimos dez anos. E é injusto porque o seu papel pouco mais foi que o de capataz. E é aí que está a sua maior falha, e é aí que, sobretudo, está o seu terrível fracasso. Foi um político sem iniciativa no mais conturbado período da recente história europeia. Alguém que se limitou a ir na onda imposta pelos mais fortes e a cavalgou como só os que querem agradar fazem: sempre a tentar ir além dos desejos de quem manda. Não admira que, depois de dez anos no cargo, apenas cento e cinquenta dos setecentos e cinquenta deputados tenham estado presentes no seu discurso de despedida. Há sinais que não enganam.
Durão Barroso saiu mal de Portugal e deixou a União Europeia ainda pior. É um político que entra sempre pela porta grande e sai sempre por uma muito pequena. O seu mandato só não fica para a história como um terrível fracasso porque nem para a história fica.
A ambição desmedida não chega para alguém ser um político médio, quanto mais estadista. Durão Barroso provou-o mais uma vez.
Boa noite e boa sorte.
2. Rui Machete resolveu dizer que havia portugueses no Estado Islâmico que queriam regressar a Portugal. Foi até mais explícito, eram mulheres, duas ou três, segundo ele, as que queriam voltar à sua terra. Evitemos explicações espúrias: o ministro divulgou informações que deviam permanecer secretas e colocou em sérios riscos de vida cidadãos portugueses.
Em qualquer país minimamente civilizado, o Sr. Machete não passaria nem mais um minuto como ministro e muito provavelmente estaria sujeito a vários processos.
Mas, ao final da tarde de sexta-feira, percebeu-se porque nem o ministro corre o risco de ser demitido e sobretudo entendemos que não vivemos num país minimamente civilizado. É que o primeiro-ministro português afirmou que "as declarações que o senhor ministro fez a mim não me causaram nenhum incómodo". Ou seja, o primeiro-ministro não fica incomodado por existirem portuguesas em risco de ficarem sem cabeça na Síria - não está agora em causa terem colaborado ou colaborarem com uma organização absolutamente infame. Uma nova versão do velho ditado: pimenta no rabo dos outros é refresco para mim. É, digamos, toda uma nova forma de ser primeiro-ministro. Não admira que Rui Machete possa dizer e fazer os disparates que lhe apetece."
(Pedro Marques Lopes - Diário de Notícias)

sábado, 25 de Outubro de 2014

NINA PHAM ESTÁ LIBRE DE ÉBOLA

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Nina Pham está libre de ébola

NINA PHAM ESTÁ LIBRE DE ÉBOLA

El presidente estadounidense Barack Obama (i) da un abrazo a la enfermera Nina Pham durante una recepción en la Casa Blanca, Washington, Estados Unidos. Nina Pham, una de las dos enfermeras que atendió en un hospital de Dallas a un liberiano enfermo de ébola y contrajo el virus, superó la enfermedad y dejó el centro clínico de los Institutos Nacionales de Salud (NIH) en Maryland donde estaba internada. (Olivier Douliery / EFE)-(20minutos.es)


sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

AGREDE A DOS POLICÍAS CON UN HACHA

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Agrede a dos policías con un hacha

AGREDE A DOS POLICÍAS CON UN HACHA


Captura de vídeo facilitada por la División de Comunicación e Información Pública (DCPI, siglas en inglés) que muestra a un hombre con un hacha momentos antes de herir a dos policías de Nueva York. El hombre fue abatido por otros policías testigos de la agresión. El suceso, en el que también resultó herida una mujer por una bala perdida, tuvo lugar en el barrio de Queens (Nueva York, EEUU) cuando el agresor, de unos 32 años de edad que no ha sido identificado por las autoridades, se lanzó de improviso contra cuatro oficiales que se encontraban en el lugar. Los motivos del ataque son aún desconocidos.  (Dcpi Handout / EFE)-)(20minutos.es)


Deco diz que banca agradece a PSD e CDS manutenção das comissões

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A Deco classifica como insensibilidade social e desrespeito pelos eleitores o chumbo dos deputados às três iniciativas legislativas para proibir cobrança de comissões bancárias nas contas à ordem e anuncia que vai continuar a lutar por esta proibição.

"A petição [entregue no parlamento com vista àquela proibição] foi subscrita por 90 mil pessoas. A única entidade que vai agradecer à maioria parlamentar é a banca. Sem dúvida, há aqui um voltar de costas dos deputados aos eleitores", disse à Lusa o secretário-geral da associação de defesa dos consumidores - Deco, Jorge Morgado.

O terceiro projeto de lei para proibir os bancos de cobrarem comissões ou outros encargos pela manutenção de contas de depósito à ordem, da autoria do PCP, foi chumbado na passada sexta-feira pela maioria parlamentar PSD/CDS-PP, apesar de toda a oposição ter votado favoravelmente.

A petição da Deco pelo fim das comissões de manutenção nas contas à ordem foi entregue há um ano na Assembleia da República: "Uma petição só precisa de quatro mil assinaturas para ser entregue no parlamento, mas esta contou com mais de 90 mil assinaturas. Chumbar as propostas traduz um desrespeito pelos eleitores", comentou Jorge Morgado.

A associação reconhece a derrota nesta batalha, mas avisa que não perdeu a guerra: "Vamos tentar colocar este assunto na agenda politica e só desistimos desta guerra quando tivermos resultados", afirmou o secretário-geral da Deco.
Jorge Morgado explicou que as comissões bancárias não resultam da efetiva prestação de um serviço e estão antes alicerçadas numa "enorme injustiça social", por serem calculadas em função do saldo médio dos clientes, pelo que quem mais paga é quem menos dinheiro tem na conta bancária.

"Atendendo a que a conta à ordem é hoje um serviço imprescindível à gestão financeira de qualquer cidadão, esta decisão prejudica milhares de portugueses", acrescentou, salientando que também faz tábua rasa de uma recomendação emitida pelo Banco de Portugal, em março deste ano, que "confirmava as críticas apontadas pela Deco".(Jornal de Notícias)

Notas do Papa Açordas: Mais uma vez os deputados da Maioria voltam as costas aos seus eleitores e fazem um favor aos bancos... o que é normal...


Deixem-se de histerias

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"As pessoas espantam-se com cada coisa. Agora é porque um tribunal superior diz que nas mulheres a atividade sexual serve sobretudo para a procriação, logo depois dos 50 e já tendo parido dois filhos não poder ter sexo não releva grande coisa para efeitos de indemnização por danos, e dá como assente que uma mulher deve cuidar do marido.
Isto no país e na semana em que, reagindo ao caso do homem que em Soure, Coimbra, matou a mulher e uma filha à facada e deixou outra filha ferida, um porta-voz da GNR disse ao DN: "É difícil perceber, ainda para mais quando se atacam os filhos. Pertence ao domínio da psicologia." Ora bem. Se o homem matasse só a mulher seria mais fácil perceber, até porque é o pão nosso de cada dia, a gente já não estranha (só até junho foram 24, uma por semana) - e, como daquele senhor tão engraçado chamado Palito que, estando com pulseira eletrónica por violência contra a ex-mulher foi de caçadeira para a matar e matou a ex-sogra e a irmã dela por se meterem à frente, diziam os populares (as populares, aliás) que o aplaudiram à porta do tribunal, "se fez aquilo alguma razão teria."
Aliás, como nos lembrou nesta mesma semana e neste mesmo país o presidente da Federação das Associações de Ciganos, contestando um projeto parlamentar de criminalização de casamentos forçados (de menores, portanto), o papel da mulher está muito bem definido e o resto são aberrações que podem levar os homens à loucura e o mundo à ruína: "A cigana é preparada para o casamento. As ciganas aprendem a lavar, a coser, a passar a ferro, a fazer tudo. Ao contrário da sociedade maioritária em que a maioria delas nem sabem fritar um ovo. Até se vê mulheres a conduzir um automóvel e os maridos a conduzir carrinhos de bebé. As nossas são 100% femininas, 100% donas de casa."
O mesmo país em que estas declarações passam sem uma única reação institucional de repúdio (fosse um muçulmano a debitá-las, ui), que é o mesmo país em que uma proposta de criminalizar o assédio sexual das mulheres na rua é acolhida com gozo - o argumento predileto é "só as feias não gostam" - e no qual a quebra da natalidade é invariavelmente imputada à "dificuldade de conciliar maternidade e trabalho", é também o mesmo em que uma loja pode apostar, como estratégia de marketing, num cartaz à porta a dizer "homens e cães podem entrar, mulheres não." Fosse "proibida a entrada a negros", "judeus" ou "ciganos", isso sim, era inaceitável, discriminatório, insultuoso. Mas é com mulheres, pá. Qual é o problema de discriminar e insultar as mulheres, que, toda a gente sabe, já não se podem queixar de falta de igualdade? Se calhar queriam valer mais do que os homens, ou ter um estatuto intocável, não? Um bocadinho de sentido de humor, vá. E digam lá se aquele acórdão, bem vistas as coisas, não é a nossa cara."
(Fernanda Câncio - Diário de Notícias)

quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

KOBANI, AÚN BAJO EL FUEGO

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Kobani, aún bajo el fuego

KOBANI, AÚN BAJO EL FUEGO

Una columna de humo sube a lo lejos en Kobani tras un ataque aéreo visto desde la frontera kurda, en Sanliurfa (Turquía). El Pentágono analiza si uno de los 28 lotes con armas y ayuda médica lanzados vía aérea para las fuerzas kurdas que combaten en la ciudad siria de Kobani fue a parar a manos de los yihadistas del Estado Islámico (EI), informó su portavoz, el contraalmirante John Kirby. ¡ (Sedat Suna / EFE)-(20minutos.es)




COMIENZAN A BAJAR DE LA VALLA

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Comienzan a bajar de la valla

COMIENZAN A BAJAR DE LA VALLA

Varias personas juegan al golf en un campo de Melilla ante los inmigrantes de origen subsahariano que se han encaramado desde primera hora de esta mañana a la valla. Varios de los inmigrantes comenzaron a bajar tras permanecer en lo alto alrededor de seis horas. (Fernando Gutiérrez / EFE)-(20minutos.es)




Estão desaparecidos os processos da ONG de Passos Coelho

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Os documentos do Centro Português para a Cooperação (CPPC) - fundado por Passos Coelho em 1996 - terão sido enviados para o Ministério do Emprego, mas não se sabe onde se encontram.


O Ministério da Solidariedade, do Emprego e Segurança Social disse ao Público que não consegue encontrar os documentos relacionados com o CPPC de Passos Coelho, que lhe foram enviados em 1997.

Dia 3 de outubro foi feito um requerimento para consultar os documentos arquivados "que tenham a ver com projetos e pedidos de financiamento apresentados entre 1996 e 1999" pelo CPPC, e é na sequência deste que o gabinete de Mota Soares fez saber ao Público que os documentos estão desaparecidos.

A controvérsia em que está envolvido o CPPC prende-se com os pagamentos que terão sido feitos ao primeiro-ministro e que ele não terá declarado ao fisco. Pedro Passos Coelho nega ter recebido esses pagamentos enquanto era deputado em exclusividade.

Alguns documentos sobre o CPPC estão ainda arquivados no Instituto Camões e já foram tornados públicos.(Diário de Notícias)

Notas do Papa Açordas: Há desaparecimentos que são muito convenientes...

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

AURORA BOREAL EN NORUEGA

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Aurora boreal en Noruega

AURORA BOREAL EN NORUEGA


La aurora boreal ilumina el cielo en la ciudad de Tromso, en el norte de Noruega. (Jan Morten Bjoernbakk / EFE)-(20minutos.es)


O que viu Passos Coelho em Nuno Crato?

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"Pedro Passos Coelho noticiou ontem que Nuno Crato, após a catadupa de falhas e erros no início do ano letivo, se ofereceu, de baraço ao pescoço, ao sacrifício da demissão mas "nunca evitou agarrar no problema e nunca procurou lavar as mãos do assunto. Isso só significa que acertei quando o escolhi para ser ministro da Educação". E, por isso, Crato prossegue, serenamente, a gestão de um ministério onde, no projeto de Orçamento do Estado, se promete cortar para o ano mais 700 milhões de euros.
Se o objetivo de Passos, quando formou governo, foi o de procurar homens e mulheres que teimosamente insistissem em repetir erros em cima de erros, sem nunca perder a determinação com que procuram novos erros para cometer, então, não há dúvida, Nuno Crato foi uma escolha espetacular.
De resto o homem já reincidiu: os tais 700 milhões de cortes inscritos por Maria Luís Albuquerque nas contas da Educação são "na prática, 200 milhões" disse-nos ele guiado, suspeito, pela habitual matemática obstinadamente errada e candidamente adorada pelo chefe do governo. Com números lidos assim adivinho já as casas de apostas a tratar de cotar a data da próxima paralisia das aulas em Portugal: "Será antes das férias de Natal (pagamos 1,2 por cada euro apostado) ou no segundo período (4,50 por cada euro apostado)?"
Com a confiança de quem está habituado a prever coisas que não acontecem - qualidade certamente imprescindível para trilhar caminhos políticos com Passos Coelho - o homem que coloca professores à balda e depois pede desculpa garante que não encerrará escolas em 2015, nem decidirá novos despedimentos de professores, nem aplicará experimentalismos nas salas de aula... à luz do passado deste político deverá acontecer, portanto, o contrário.
Este governo retirou, desde 2012, mais de 1750 milhões de euros ao financiamento do ensino pré-escolar, básico e secundário e 401 milhões ao ensino superior. Isto foi feito com Crato a garantir, obstinado, que o ensino público ia melhorar. O desastre está à vista, claro. "Não faz mal", repete o hipotético demissionário, "para o ano reforçamos a dose". E, neste caso, nem desculpas pede!
A teimosia de Crato é a mesma qualidade que levou Passos a aprovar orçamentos errados, retificados várias vezes ao longo dos exercícios, como irá acontecer em 2015. A teimosia de Crato é a mesma que leva Passos a insistir, para salvar o país, em empurrar uma boa parte dos portugueses para o nível de vida limiar à pobreza. Por isso Passos está certo quando diz que viu, em Crato, as virtudes que, cegamente, acha que ele próprio tem. Há muito tempo que não ouvia palavras tão acertadas do primeiro-ministro."
(Pedro Tadeu - Diário de Notícias)