domingo, 26 de abril de 2015

Socialista Carlos César afirma que Cavaco fez "discurso de quarta classe"

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O presidente do PS considerou hoje que o Presidente da República proferiu um discurso de "quarta classe", na sessão comemorativa do 41.º aniversário do 25 de Abril, e declarou que há alternativa ao atual executivo nacional.

"Pouco mais do que generalidades resta à direita. Basta ver o discurso do Presidente da República de hoje, sobre o 25 de Abril, na Assembleia da República. Um discurso das habituais generalidades que não cabem a um Presidente da República discorrer sobre elas. Um discurso de quarta classe", declarou Carlos César.

O ex-presidente do Governo dos Açores e cabeça de lista do PS/Açores nas próximas eleições legislativas nacionais, pelo círculo eleitoral açoriano, usava da palavra no âmbito de um almoço-convívio promovido pela estrutura socialista regional, em Ponta Delgada, para assinalar mais um aniversário do 25 de Abril.

Carlos César lamentou que Cavaco Silva tenha deixado de fora da sua intervenção, em que abordou temáticas tão diversas, a autonomia dos Açores e da Madeira, sublinhado que "nem nos sobra a indignação".

O presidente honorário do PS/Açores lamentou, por outro lado, que o Governo da República tenha vindo a ignorar os Açores em questões como a economia do mar e a saúde, assim como nas transferências do Orçamento do Estado, acentuando que há outro caminho alternativo para o país e para os Açores, face ao esgotamento da direita no seu próprio insucesso. (Notícias ao Minuto)

Notas do Papa Açordas: Este PR não deixa saudades nenhumas e vai ficar na História como o pior de todos!...

sábado, 25 de abril de 2015

Nos outros blogs

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 Somos ainda mais infelizes dos que os paquistaneses
   
«Portugal aparece na 88.ª posição no ranking da felicidade, imediatamente atrás da Sérvia, Roménia, Zâmbia, China, Montenegro, Jordânia e Paquistão, todos com um PIB inferior, por exemplo.Na escala da felicidade e satisfação com a vida que levam, de 0 a 10, os portugueses ficam-se pelos 5,102 - menos 0,304 que no relatório anterior, quando ocupava o 73.º lugar. Aliás, Portugal aparece como o país mais infeliz da Europa Ocidental» [DN]
   
Parecer:

É o efeito Passos Coelho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o passos Coelho para as zonas tribais do Paquistão!»

In "O Jumento"

Foto Jumento

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In "O Jumento"

sexta-feira, 24 de abril de 2015

PGR recebe denúncia de corrupção contra Marco António Costa

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O vice-presidente do PSD, Marco António Costa, foi acusado esta sexta-feira por um antigo dirigente do partido de ser um "alpinista político" que terá feito carreira política profissional a montar um esquema de pirâmide de influências tendo como objetivo pagar e receber favores e chegar à liderança do partido.

Com a ajuda de Durão Barroso e José Luís Arnault, Marco António terá feito "a cama a Luís Filipe Menezes" e terá alimentado "homens de mão" como Agostinho Branquinho ou Virgílio Macedo, que foi sempre colocando em lugares públicos estratégicos.

"Durante a meia dúzia de anos que esteve em Gaia, colonizou a Câmara e as Empresas de Municipais de Gaia, com " amigos e boys " para " alimentar " alguns e para " pagar favores " a outros".

Estes são apenas dois exemplos da extensa coleção de casos que consta na denúncia de sete páginas que Paulo Vieira da Silva, antigo secretário-geral do PSD/Porto, publicou na sua página pessoal do Facebook e enviou para a Procuradoria-Geral da República, o Ministério Público e a Polícia Judiciária.(Jornal de Notícias)

Notas do Papa Açordas: "Cadê" o super-juiz?...

DÉFICE PÚBLICO AGRAVA-SE

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O défice das administrações públicas atingiu 709,8 milhões de euros até março em contas públicas, um saldo negativo que, no universo comparável, representa uma "ligeira deterioração", de quase 40 milhões de euros, face ao período homólogo. 

Segundo a síntese de execução orçamental até março, divulgada, esta sexta-feira, pela Direção-Geral de Orçamento (DGO), no primeiro trimestre de 2015, o défice das administrações públicas apurado na ótica da contabilidade pública (ou seja, dos recebimentos e dos pagamentos) atingiu os 709,8 milhões de euros. 


Considerando o universo comparável, ou seja, excluindo as Entidades Públicas Reclassificadas este ano, o défice até março seria de 873,5 milhões de euros, uma "ligeira deterioração" de 38,8 milhões de euros do saldo negativo de 834,8 milhões de euros registado no primeiro trimestre de 2014, segundo a DGO.

Notas do Papa Açordas: O que vale é que temos os cofres cheios...



Cobertura eleitoral: PS e PSD recuam e falam em documento de trabalho. BE diz que projeto já morreu ((

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Alteração à legislação sobre cobertura eleitoral, leva PS a negar tratar-se de um "visto prévio": Inês de Medeiros diz que o diploma ainda está em discussão. Abreu Amorim sugere que ideia foi do PS

O que torto nasce, tarde ou nunca se endireita e o projeto de lei que "define os princípios que regem a cobertura jornalística das eleições e dos referendos regionais" parece seguir este provérbio. Conhecida a vontade do PSD, PS e CDS em estabelecerem um visto prévio à previsão da cobertura da campanha feita pelos órgãos de comunicação social.
Os socialistas foram os únicos a assumir a defesa do documento, mas recuando e falando numa proposta que está em discussão, de um texto que o Bloco de Esquerda já sentenciou à morte. O PSD veio negar qualquer intenção de "limitar a liberdade jornalística", dando a entender que a proposta teria tido origem na bancada do PS.
Entre os deputados das três bancadas o incómodo é generalizado mas a maioria e PS escudam-se agora na fuga de informação de um projeto ainda por fechar, apurou o DN. "A proposta ainda não entrou. Há uma reflexão em curso. A ideia é haver uma proposta para resolução de um problema que foi identificado. Nunca esteve em cima da mesa um visto prévio. O modelo que foi debatido já existe noutros países e que tem a ver com uma espécie de estatuto editorial de cada órgão de comunicação social que só pode ser avaliado por ele", justificou Inês de Medeiros, no Parlamento. (Diário de Notícias)

Notas do Papa Açordas: É uma vergonha para o PS vir  apresentar um projecto destes e entregar a sua defesa a uma girl, para quem o 25 de Abril e a liberdade de imprensa nada significa... António Costa que se cuide...

UN REMEDIO CORDOBÉS CONTRA EL PICUDO ROJO

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Un remedio cordobés contra el picudo rojo

UN REMEDIO CORDOBÉS CONTRA EL PICUDO ROJO

Juan Barbado, gerente de la empresa cordobesa Fertinyect, aplica al tronco de una palmera una botella de "Ynyect", un producto que han desarrollado con un innovador sistema capaz de vencer la plaga del picudo rojo, que destruye las palmeras en todo el mundo. (Salas / EFE)-(20minutos.es)


CIEN AÑOS DEL CONFLICTO TURCO-ARMENIO

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Cien años del conflicto turco-armenio

CIEN AÑOS DEL CONFLICTO TURCO-ARMENIO

Una mujer armenia muestra una pancarta en la que se lee "Reconoced el genocidio armenio" durante una protesta junto a al embajada turca en Teherán (Irán), este viernes 24 de abril de 2015. Hoy se cumple un siglo del genocidio de 1,5 millones de armenios masacrados por el Imperio Otomano. Unos 150.000 armenios residen en Irán. (EFE/Abedin Taherkenareh)-(20minutos.es)


EL VOLCÁN CALBUCO

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El volcán Calbuco

EL VOLCÁN CALBUCO


Vista general del volcán activo Calbuco, en Puerto Montt, ubicado a 1000 kilómetros de Santiago de Chile (Chile). El volcán ha entrado en erupción tras permanecer 43 años inactivo, con una enorme columna de cenizas y humo, que ha obligado a establecer una zona de exclusión de hasta veinte kilómetros en torno al volcán. Más de 4.000 personas han tenido ya que ser evacuadas.  (EFE/Alex Vidal Brecas)-(20minutos.es)


O meu plano jornalístico para as eleições

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Os grandes partidos exigiram aos jornais "um plano de cobertura jornalística do período eleitoral". E que o plano é obrigatório e deve ser apresentado a uma comissão que dará, ou não, o beneplácito. Boa! Sou adepto do plano jornalístico. Quando o diretor me pede um artigo, eu peço logo um plano prévio: "Por ou contra, chefe?" Nos acontecimentos a vir, como uma campanha eleitoral, o plano é ainda mais necessário. A bíblia do jornalismo são as cenas iniciais do filme Bananas, de Woody Allen. Lembro, no palácio presidencial duma república das bananas, o repórter diz para a câmara: "Dentro de minutos, o presidente vai descer a escadaria e será baleado." Jornalismo é isto, é plano. Eu, para as próximas legislativas, tenho previsto dar os resultados uma semana antes do voto. Faço-o pela ideia planeada que tenho do jornalismo, mas também por cidadania: com o povo prevenido, há menos chances de fraude eleitoral. A maioria dos meus colegas, gente atrasada, já se insurgiu contra o grande plano dos grandes partidos. Mas eu sou pelo plano minucioso e exaustivo. Por exemplo, no dia 21 de setembro, no Porto, Paulo Portas faz um manguito à multidão e anuncia que parte para a Síria, para aderir ao Estado Islâmico. Comigo, o DN só publica o previsto no plano para a edição do dia 22/9, nem mais nem menos. Na página 11, a foto a uma coluna, grande plano de cara a três quartos, sorridente, com a legenda: "Presidente do CDS, ontem, em Monchique."
(Ferreira Fernandes - Diário de Notícias)

terça-feira, 21 de abril de 2015

DETENIDOS POR TRÁFICO DE PERSONAS EN EL BARCO NAUFRAGADO

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Detenidos por tráfico de personas en el barco naufragado

DETENIDOS POR TRÁFICO DE PERSONAS EN EL BARCO NAUFRAGADO


Mohamed Ali Malek (i) y Mahmud Bikhit hablan a bordo de la nave Bruno Gregoretti, ayer antes de desembarcar en Catania (Italia). El ministro del Interior de Italia, Angelino Alfano, anunció hoy el arresto de los dos presuntos traficantes de personas, que se encontraban entre los supervivientes del naufragio frente a Libia, y que han sido trasladados al puerto de Catania. Ambos han sido acusados de los delitos de homicidio culposo múltiple, naufragio e instigación a la inmigración clandestina. (Alessandro Di Meo / EFE)-(20minutos.es)


JUICIO AL 'CONTABLE' DE AUSCHWITZ

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Juicio al 'contable' de Auschwitz

JUICIO AL 'CONTABLE' DE AUSCHWITZ

Oskar Gröning llega al Tribunal de Lüneburg (Alemania). La justicia alemana abre hoy el proceso contra Oskar Gröning, de 93 años y apodado el "contable" del campo de exterminio de Auschwitz, acusado de complicidad en el asesinato de 300.000 presos, en lo que se considera exponente de juicio tardío por los crímenes del nazismo. En el recuadro de la derecha, Gröning, en su juventud. (Julian Stratenschulte / EFE)-(20minutos.es)


Mário Soares: "Governo no melhor dos mundos. País a morrer aos poucos"

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Mário Soares assina esta terça-feira um artigo de opinião no Diário de Notícias onde refere acreditar que o Partido Socialista vencerá as próximas eleições legislativas.

O antigo Presidente da República, Mário Soares, escreve hoje um artigo de opinião no DN onde deixa duras críticas a Passos Coelho, ao Governo e a Cavaco Silva.


O ex-chefe de Estado refere que “mesmo as pessoas com dinheiro continuam a detestar o governo”, sobretudo porque considera que, atendendo ao discurso da coligação, “o Governo está no melhor dos mundos, quando Portugal está a morrer aos poucos”.

Lembrando as greves da passada semana, Soares explica que os trabalhadores estão insatisfeitos com a política seguida, “as injustiças e desigualdades resultantes dos contínuos cortes nos salários e golpes contra o direito ao trabalho e dignidade dos trabalhadores”.

Estas razões, explica o ex-líder rosa, são a base que lhe permite acreditar que “as próximas eleições vão ser ganhas, como dizem as sondagens e se torna evidente, por António Costa”.

O antigo chefe máximo da diplomacia portuguesa contesta ainda as medidas anunciadas por Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, “que apontam para a continuação da destruição do equilíbrio da Segurança Social, pilar do Estado Social, e para o aumento da pobreza”. Por estas razões, Soares questiona-se onde estão os “cofres cheios”.

Por fim, o histórico socialista refere ainda que a indisponibilidade do PS para governar com este PSD, manifestada, diga-se, recentemente, na sua perspetiva, vai deixar “o Presidente da República e Passos Coelho sem saída”. (Notícias ao Minuto)

Cartoon

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Cartoon ELIAS O SEM ABRIGO DE R. REIMÃO E ANÍBAL F. 



In "Jornal de Notícias"

segunda-feira, 20 de abril de 2015

EL ANDROIDE RECEPCIONISTA

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El androide recepcionista

EL ANDROIDE RECEPCIONISTA

Un fotógrafo toma fotografías del androide llamado Aiko Chihira, que la compañía Toshiba 'ha colocado' como recepcionista en que el mostrador de información de la tienda de Nihonbashi Mitsukoshi en Tokio (Japón). El robot con forma humana, que se mueve, habla e incluso parpadea, trabajará dos días proporcionando información a los clientes de esta tienda de alta tecnología. (Franck Robichon / EFE)-(20minutos.es)

UN ALUMNO MATA A UN PROFESOR CON UNA BALLESTA

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Un alumno mata a un profesor con una ballesta

UN ALUMNO MATA A UN PROFESOR CON UNA BALLESTA

Efectivos de la Policía Nacional a las puertas del Instituto Joan Fuster de Barcelona, donde hoy un profesor ha muerto y otras cuatro personas han resultado heridas, tras ser alcanzadas por flechas de ballesta supuestamente disparadas por un alumno de segundo de la ESO, que ha sido detenido. (Toni Garriga / EFE)-(20minutos.es)


domingo, 19 de abril de 2015

Nos outros blogs

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 O bondoso Paulo Núncio
   
«O Governo emendou a mão na cobrança coerciva de impostos pelo Fisco. Estão a ser tomadas medidas dirigidas às penhoras de bens, algumas inusitadas, que têm vindo a ser noticiadas nos jornais. Há casas de famílias carenciadas leiloadas, alimentos de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) confiscados e clientes de restaurantes obrigados a assumir responsabilidades pelas dívidas dos estabelecimentos onde apenas fizeram uma refeição. 

Muitos procedimentos da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) foram automatizados, e a cegueira da máquina, bem como a desproporção das sanções face à dimensão dos incumprimentos, são críticas que ganham cada vez mais eco.

Sobretudo a venda de casas de habitação por causa de dívidas de impostos tem estado debaixo de fogo. Ao Expresso, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, garante que o leilão de casas de habitação é "residual", ou seja, em causa estarão sobretudo outro tipo de imóveis, como estabelecimentos comerciais, escritórios, garagens, terrenos para construção ou arrecadações. » [Expresso]
   
Parecer:

Enquanto foram os pobres a ficarem sem casa demonstrou o maior desprezo, agora que procura melhorar a imagem já é um bom cristão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

In "O Jumento"

  

UN AVIÓN COMERCIAL INSPIRADO EN R2-D2 DE 'STAR WARS'

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Un avión comercial inspirado en R2-D2 de 'Star Wars'

UN AVIÓN COMERCIAL INSPIRADO EN R2-D2 DE 'STAR WARS'

Fotografía cedida por la aerolínea japonesa All Nippon Airways (ANA), que ofrecerá vuelos comerciales en un avión cuyo diseño se inspira en el icónico robot R2-D2 de la saga Star Wars. El diseño del avión, un Boeing 787-9 Dreamliner, ha sido desvelado durante una convención para fanáticos de la franquicia galáctica en Anaheim, California. El avión comenzará a volar a finales de año, coincidiendo con el estreno de la séptima entrega de la saga, prevista para el 18 de diciembre. (EFE)-(20minutos.es)


À socapa

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"1. Talvez a comunidade esteja disponível para discutir se devemos ter uma Segurança Social como a que temos; se tem de ser mudada, se a proteção no desemprego deve ser assegurada pelo Estado, se devem ser as pessoas a escolher que tipo de pensão vão ter e quem lha vai pagar, se os privados devem ter o papel central, os tipos de financiamento possíveis e todos os demais aspetos que envolvem o modelo. Mais: provavelmente, os problemas que conhecemos, a crise da natalidade, o envelhecimento, a crise económica e outros, obrigam a que essa discussão seja feita.
Como é desejável, um governo deve ter uma posição sobre a questão e tomar medidas no sentido que considera o apropriado. Mas há outras coisas que não pode fazer. Não pode mudar o modelo como o conhecemos apenas porque é governo. Este tipo de Segurança Social é um pilar fundamental do Estado social e, dito de forma muito simples, é nesta forma de organização social, bem ou mal, que a nossa comunidade resolveu viver.
A mudança radical deste sistema, dos seus fundamentos e até dos seus próprios meios de financiamento constituiriam uma mudança do contrato social. Assim sendo, não pode ser uma maioria conjuntural a definir uma mudança em algo de estruturante da nossa comunidade.
Mas se este ou qualquer governo acha que tem de se mudar radicalmente ou, pelo menos, de forma substancial, tem de enunciar a questão, de afirmar ao que vem de peito aberto, de mostrar estudos, de lançar o debate, de apontar caminhos alternativos. Algo, por exemplo, mais elaborado do que dizer que se reduz a TSU e depois a diminuição de encargos das empresas se encarregará de criar mais empregos que gerarão mais dinheiro para a Segurança Social. Não é ser picuinhas, estes assuntos exigem bem mais do que coeficientes de queixos. Não é mais uma estrada ali ou acolá que está em causa, ou de mais um imposto sobre isto ou aquilo: discute-se parte importante do financiamento duma organização que gere a solidariedade social, que é responsável pela condução do esquema escolhido como forma das gerações se entreajudarem, dos mais desprotegidos serem apoiados, dos mais desfavorecidos serem ajudados. Mas, mais do que tudo, há algo que o governo não pode mesmo fazer: esconder propósitos numa área tão importante. Não pode tomar medidas que, objetivamente, contribuem para o fim de um modelo e, mais tarde, vir dizer que tem muita pena, que fez tudo o que estava ao seu alcance, mas não correu bem - claro que não há ninguém que possa dizer que a redução da TSU para as empresas gerará mais emprego, que compensará a quebra das receitas para a Segurança Social, tão-somente porque é uma rematada falsidade ou, no mínimo, ignorância. Espero muito sinceramente estar enganado, mas estes remoques disfarçados de propostas ou propostas disfarçadas de remoques sobre a redução da TSU para as empresas, uma semana antes de se anunciar um corte de 600 milhões de euros em pensões e no que mais se verá, são sinais claros de que há uma vontade não declarada.
Há sempre da parte de quem governa um dever de transparência, de clareza nas intenções, mas no caso de traves mestras da comunidade tem de haver um especial cuidado. Proponham-se revoluções, mas não se tente fazê-las à socapa e depois apresentá-las como facto consumado.
2. Será que os empresários consideram a descida da TSU algo de fundamental para o crescimento do volume de negócios e dos lucros das suas empresas?
Não, não consideram e estou certo de que, se lhes perguntassem, se tivessem de escolher dez medidas importantes para as suas empresas, esta não entraria - algo de diferente é perguntar a qualquer cidadão se gosta de pagar mais ou menos impostos ou contribuições. Então porquê?
Reduzir a TSU para os empregadores ajuda a melhorar a produtividade - muito provavelmente o maior problema da nossa economia? Também não. Diminuir os custos de trabalho não gera mais qualificação, mais formação, mais investimento em tecnologia, mais capacidade de gestão, melhor organização e métodos. Então porquê?
Baixar a TSU para os empregadores ajuda a melhorar a competitividade? Sim, preços mais baratos ajudam a competir. Mas pensava que já tínhamos chegado à conclusão de que concorrer com uma proposta de valor baseada no preço, num mercado globalizado, é um suicídio. Que isso será entrar numa competição em que chegaremos à conclusão de que para vendermos teremos de produzir com menos qualidade e pagar aos trabalhadores meia malga de arroz. Não há um consenso sobre a necessidade de gerar produtos e serviços com elevado valor acrescentado? Então porquê?
Diminuir a TSU gera mais emprego? Mas alguém acredita que o custo de contratar um trabalhador é um dos fatores decisivos para a decisão? Será que um empresário vai colocar mais gente na empresa porque paga, nas atuais circunstâncias, menos de TSU ou porque há mais negócio ou o quer expandir? A TSU ia baixar assim tanto? Claro que o impacto dessa descida no emprego ia ser limitadíssimo. Então porquê?
Ainda acha que não há mesmo uma intenção não declarada?"
(Pedro Marques Lopes - Diário de Notícias)

sexta-feira, 17 de abril de 2015

OBAMA Y VARUFAKIS, EN LA CASA BLANCA

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Obama y Varufakis, en la Casa Blanca

OBAMA Y VARUFAKIS, EN LA CASA BLANCA

El presidente estadounidense, Barack Obama (izq), conversa con el ministro griego de Finanzas, Yanis Varufakis, durante una recepción en la Casa Blanca para conmemorar el Día de la Independencia griega en Washington DC (Estados Unidos). (Dimitris Panagos / EFE)-(20minutos.es)