segunda-feira, 16 de outubro de 2017

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 Jumento do Dia

   
Daniel Bessa, "ex-ministro do PS"

Só mesmo esta luminária conseguiria o milagre garantindo que "com este crescimento eu teria, no mínimo, um défice zero", só não explica como é que com défice zero teria este crescimento.

Este senhor, que ganhou mais notoriedade nacional por ter sido ministro do PS durante um par de dias do que pelos muitos anos de gestor ou de universitário, foi um dos defensores mais firmes da pinochetada económica de Passos Coelho, é o homem a quem os jornais recorrem quando querem falar mal da esquerda e ajudar a direita.

Nesta fase o problema é outro e vão desfilando os apoios a Rio ou a Santana e todos estes apoios fazem a sua declaração de saudosismo em relação a Passos Coelho. Alguns, como este, metem dó, até porque não é Rio que precisa de Bessa, em termos de votos dentro do PSD o "ex-ministro do PS" não vale o caracol, assim, é Bessa que quer sair da penumbra colando-se a Passos. As suas alarvidades económicas é um recado, está dizendo a Rio "ó Rio, se ganhares não te esqueças de mim".

«Na sala de entrada da Porto Business School onde dá aulas, Daniel Bessa sente-se em terra firme. A sua intervenção política é um “diletantismo”, que não o inibe de assumir posições críticas contra a política financeira do Governo, a elogiar Rui Rio ou Emmanuel Macron ou a agradecer a Passos Coelho. Mas é como académico com forte ligação às empresas que mais gosta de se projectar. Nessa condição, congratula-se que a economia cresça não pelo consumo como previa o Governo, mas pelo lado da exportação. E lamenta que não se olhe mais “para amanhã” e se faça um esforço maior para travar “o barril de pólvora” da dívida.» [Público]


domingo, 8 de outubro de 2017

Lista mensal de Aposentados e Reformados da CGA referente ao mês de NOVEMBRO-2018


» Lista mensal de Aposentados e Reformados:

novembro 2017 (PDF: 301,2 KB)


Aviso n.º 11896/2017, Diário da República n.º 193/2017, Série II, de 2017-10-06. Declaração de Retificação n.º 682/2017, Diário da República n.º 193/2017, Série II, de 2017-10-06.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

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 Jumento do Dia

   
carlos Costa, ainda governador do BdP

Carlos Costa parece esquecer que a independência do banco central tem dois sentidos e que da mesma forma que o governo deve respeitar o banco, também o governador deste deve evitar ser oposição. Além disso, Carlos Costa não precisa de fazer discursos manhosos para defender a independência do banco, o estatuto que defende essa independência é anterior ao seu mandato e sem essa independência Portugal nem poderia estar na zona euro.

O que Carlos Costa fez foi usar uma conferência para entrar na comunicação social, ajudando quem o ajudou a manter-se em governador e que lhe deve uma ajuda militantes às medidas de austeridade mais brutais. Recorde-se que os cortes de pensões e vencimentos atingiram todo o Estado, incluindo os tribunais, deixando de fora apenas o BdP. Para isso carlos Costa meteu um secretário de Estado da Administração Pública, que depois foi premiado com um lugar na administração do banco. É a isto que ele chama independência do BdP.

«O Governo considera “lamentáveis” as declarações proferidas esta segunda-feira pelo governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, sobre o que diz ser “a tentação de reduzir a independência dos bancos centrais”.

“A tentação de reduzir a independência dos bancos centrais não é só dos países do sul. (…) Não é só uma questão dos portugueses, coloquem dinheiro num lado qualquer e a tentação vai surgir”, disse Costa, citado pelo Eco, numa conferência sobre gestão de risco nos bancos centrais.

As declarações surgem num momento em que o Governo prepara uma reformulação da supervisão financeira em Portugal, que passará a incluir uma autoridade nacional de resolução bancária a ser liderada por um administrador indicado pelo Ministério das Finanças.

“É lamentável”, reage fonte oficial do Ministério perante as declarações de Costa. “Nunca foi essa a postura nem a forma como o Ministério das Finanças se relacionou com o Banco de Portugal. Esperamos que o Sr. Governador se retracte das declarações que fez, em nome de um relacionamento institucional saudável”, acrescenta.» [Público]



sexta-feira, 15 de setembro de 2017

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 Jumento do Dia

   
Rui Esteves, doutor tipo Relvas

Este senhor deve ter andando tão embrenhado nos estudos que nem deve ter ouvido as anedotas sobre o Relvas, ainda que quase aposto que fez montanhas de reenvios de e-mails que recebeu com anedotas sobre o desgraçado do Relvas, não aceedito que haja um único cidadão que não o tenha feito. Se eu tivesse uma licenciatura como a do Lic. Rui Esteves teria o cuidado de declinar o convite para Presidente da Proteção Civil, só alguém muito parco de recursos inteletuais pode pensar que tira uma licenciatura fazendo apenas quatro cadeiras e ninguém o denunciaria.

Ainda por cima o senhor não parece ter muito bom senso, depois de tudo o que aconteceu durante este verão e com a Proteção Civil debaixo de fogo o mínimo que deveria ter feito era pedir a demissão, mas esperou pelo anúncio do inquérito. O senhor já deveria ter-se demitido e depois disso apanhava no diploma, emoldurava-o e punha-o na parede, de preferência ao lado de molduras com ações da antiga Torralta, porque valem mais ou menos o mesmo.

Compreende-se que alguém que adquiriu conhecimentos fora da universidade os use quando frequenta uma licenciatura. Por exemplo, se um funcionário do fisco teve de estudar fiscalidade ou auditoria percebe-se que estes conhecimentos possam ser considerados pela universidade que frequente. Mas só faz sentido para dispensa da atividade letiva, isto é, se um estudante prova que adquiriu os conhecimentos numa qualquer outra "encarnação" então que seja dispensado das aulas e autorizado a apresentar-se a exame, como todos os outros. ´esse exame que vai garantir que sabe e que foi avaliado em condições de igualdade com todos os que são portadores do mesmo diploma de licenciatura.

A entrega de diplomas com base em avaliações curriculares é uma aberração que alguém inventou e que está a gerar situações ridículas como a do Miguel relvas e a do agora famoso Comandante da proteção Civil. Para além do mais ridiculariza o ensino universitário português. É de rir à gargalhada ouvir que o Presidente da Proteção Civil tem uma licenciatura em proteção civil tirada numa escola superior agrária onde só fez quatro cadeiras. Imagino que cadeiras terá feito e que modelo de avaliação terá sido adoptado.

Como é que num cargo de tão grande responsabilidade pode estar um tal doutor? Isto é gozar com todos os que estudam a sério.

«O comandante nacional da Protecção Civil (Conac) Rui Esteves é licenciado em Protecção Civil pela Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB). Um diploma que conseguiu quase na sua totalidade através de equivalências. Informação oficial do processo disciplinar do aluno mostra que este fez quatro cadeiras por "avaliação em exame", as restantes 32 unidades curriculares foram feitas por creditação tendo em conta o currículo apresentado, que incluia a experiência profissional e cursos de formação em Portugal e no estrangeiro. Ao PÚBLICO, Rui Esteves diz que fez tudo "em conformidade com a lei vigente" e que pediu equivalências pela formação que fez "ao longo de 30 anos de carreira".

Rui dos Santos Martins Esteves assumiu o cargo de comandante distrital em Castelo Branco em 2005 e um ano depois estava a iniciar uma licenciatura em Protecção Civil no IPCB. Contudo, não só não frequentou a maioria das aulas da licenciatura como não foi avaliado por exame em 90% das unidades curriculares do curso. Ao longo de quatro anos, Rui Esteves apresentou junto do IPCB "pedidos de creditação" tendo em conta as melhorias que ia fazendo ao seu currículo, informou o PÚBLICO fonte oficial daquele instituto. E as melhorias centravam-se na sua experiência enquanto comandante distrital e nas formações na área.» [Público]

In "O Jumento"

domingo, 10 de setembro de 2017

Lista mensal de Aposentados e Reformados da CGA referente ao mês de OUTUBRO/2017

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» Lista mensal de Aposentados e Reformados:

outubro 2017 (PDF: 257,3 KB)


Aviso n.º 10269/2017, Diário da República n.º 172/2017, Série II, de 2017-09-06.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

PS acusa Paulo Rangel de mentir e diz ser indigno o aproveitamento político de tragédias Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/politica/detalhe/ps-acusa-paulo-rangel-de-mentir-e-diz-ser-indigno-o-aproveitamento-politico-de-tragedias

O PS considerou hoje "indigno" que Paulo Rangel tente tirar ganhos políticos da tragédia de Pedrógão Grande, acusando o eurodeputado do PSD de mentir porque o Governo não fez cortes, mas sim aumentou orçamentos em áreas centrais do Estado. 

Na Universidade do Verão do PSD, hoje de manhã, o eurodeputado Paulo Rangel acusou o Governo de "dar com uma mão e tirar com a outra" e de "deteriorar o Estado" com "cortes brutais" que já causaram vítimas "e não foram poucas". 

"Aquilo que Paulo Rangel diz é grave por duas razões: a primeira é que é pura e simplesmente mentira o que diz porque não houve qualquer corte, muito menos um corte brutal, na saúde, na educação ou na proteção civil", acusou o porta-voz do PS, João Galamba, garantindo que "os orçamentos nessas áreas cresceram todos", dados que "são públicos e facilmente comprováveis". 

Por outro, "a tentativa de instrumentalização da tragédia de Pedrógão Grande para ganhos políticos" é, na opinião do socialista, "uma atitude indigna que resulta do desespero político em que o PSD se encontra". 

"Ficamos hoje a saber que a Universidade de Verão do PSD se está a especializar em lecionar factos alternativos e indignidade política e escolheu um bom representante para isso porque Paulo Rangel, em indignidade, já nos tem dado vários exemplos no passado e voltou a dá-los hoje", condenou. 

De acordo com João Galamba, "os únicos cortes radicais nessas áreas foram feitos durante o Governo PSD/CDS que Paulo Rangel apoiou entusiasticamente". 

O PSD, segundo o porta-voz socialista, "não tem discurso e como está desesperado dispara em todas as circunstâncias e sem olhar a meios". 

"Essa tentativa de tirar dividendos políticos de mortes e de uma tragédia é um momento muito triste na democracia portuguesa e eu espero que o PSD saia desse registo rapidamente para bem de todos nós e do próprio PSD", apelou. 

Para o dirigente socialista, esta tentativa de aproveitamento político do incêndio de Pedrógão Grande "tem sido a marca do PSD desde que tragédia aconteceu em junho". 


"Tivemos o caso dos suicídios, o caso da alegada lista com mortes escondidas e agora temos esta declaração de Paulo Rangel", recordou.

 Na opinião do deputado do PS "é lamentável que o PSD se acantone nesse tipo de discurso, que é uma falta de respeito para com as pessoas, para com as vítimas e dá uma triste imagem de um partido que é um partido importante na democracia portuguesa". 

"O que lamento é que, para cumprirmos as metas europeias e criar a tal ilusão do Estado salarial, tenhamos criado condições de deterioração, de degradação dos nossos serviços públicos essenciais que já causaram vítimas e não foram poucas, é isto que eu lamento", disse Paulo Rangel esta manhã, numa referência implícita às vítimas mortais (pelo menos 64) dos incêndios que começaram em Pedrógão Grande.(Correio da Manhã)









terça-feira, 8 de agosto de 2017

Lista mensal de Aposentados e Reformados da CGA referente a SETEMBRO-2017

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» Lista mensal de Aposentados e Reformados:

setembro 2017 (PDF: 275,7 KB)


Aviso n.º 8895/2017, Diário da República n.º 152/2017, 2.ª Série, de 2017-08-08. Declaração n.º 61/2017, Diário da República n.º 152/2017, 2.ª Série, de 2017-08-08. Declaração de Retificação n.º 523/2017, Diário da República n.º 152/2017, 2.ª Série, de 2017-08-08. Declaração de Retificação n.º 524/2017, Diário da República n.º 152/2017, 2.ª Série, de 2017-08-08. Declaração de Retificação n.º 525/2017, Diário da República n.º 152/2017, 2.ª Série, de 2017-08-08. Declaração de Retificação n.º 526/2017, Diário da República n.º 152/2017, 2.ª Série, de 2017-08-08. Declaração de Retificação n.º 527/2017, Diário da República n.º 152/2017, 2.ª Série, de 2017-08-08.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

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 Jumento do Dia

   
Hugo Soares, "taberneiro" e Assunção Cristas

Este senhor não tem a mais pequena noção da dignidade, teve uma entrada de leão como líder parlamentar do PSD ao promover uma jogada indigna de um deputado do seu partido, exigindo ao governo que cometesse uma ilegalidade e sabendo muito bem que estava fazendo jogo sujo. Agora, que a manobra foi desmontada esta besta quadrada em vez de pedir desculpa aos portugueses e ao seu próprio partido, vem armar-se em parvo dispensando o governo de responder ao seu ultimato. Nunca o PSD desceu tão baixo e nunca teve um líder parlamentar com tão pouca qualidade.

Assunção Cristas, que de vez em quando não resiste á tentação de desempenhar o papel de caniche de Passos Coelho, não resistiu à tentação de embarcar nesta manobra suja. Agora vem armada em parvinha fazer de conta que não sabia que não cabia ao governo fazer listas de mortos. Grande pateta! Estranha forma de ser uma boa cristã esta de usar vítimas para conseguir protagonismo político e quase deixar passar a ideia de que bom, bom era terem havido mais vítimas. Mas esta senhora vai mais longe e depois desta postura indigna ainda diz que tem sentido de Estado, é o que diz a Lusa que reproduz esta bela declaração da senhora: “Da nossa parte tem havido um acompanhamento intenso, responsável e com sentido de Estado desde sempre destas matérias. O que lamentamos é que o Governo nem sempre tenha tido essa abordagem e essa postura, e, portanto, as palavras ficam com quem as disse”

«Depois do ultimato, o passo atrás: depois de o Ministério Público ter divulgado a lista oficial de vítimas mortais do incêndio de Pedrógão Grande, o PSD pediu esta manhã a Ferro Rodrigues que cancele as reuniões que pedira no Parlamento - da conferência de líderes e da comissão permanente - para discutir a falta de publicitação dos nomes.

Hugo Soares elogiou a atitude do Ministério Público que "andou bem e pôs um ponto final naquela especulação à volta do segredo de justiça". E criticou o Executivo: "O Governo não fez o seu trabalho - fez o Ministério Público e fez muito bem."

Perante os jornalistas, o novo líder parlamentar do PSD considerou que "finalmente e de uma vez por todas foi posto um ponto final numa especulação criada pela irresponsabilidade do Governo e pela forma como o Governo quis gerir politicamente aquilo que não pode nem deve estar no domínio da política". Hugo Soares acrescentou que as famílias podem agora "pedir as indemnizações e serem ressarcidas pelos danos, pelas mortes dos familiares e continuar as suas vidas".» [Público]

«A presidente do CDS-PP considerou hoje positivo que a Procuradoria-Geral da República tenha divulgado a lista das vítimas mortais nos incêndios de Pedrogão Grande e acusou o Governo de ter alimentado "um tabu" sobre esta questão.

"Esperemos que agora se acabe com este tabu que lamentavelmente o Governo alimentou quando não foi claro em relação a esta matéria. Creio que é positivo poder-se ter acesso a essa lista e certamente o Ministério Público fará o seu trabalho", disse Assunção Cristas.

Falando aos jornalistas à margem de uma visita a um centro de apoio a reformados, em Lisboa, a presidente do CDS-PP considerou que a divulgação da lista pela PGR permitiu já perceber que "há mais duas mortes sob investigação, ligadas ainda que indiretamente aos incêndios de Pedrógão".» [DN]

In "O Jumento"

terça-feira, 18 de julho de 2017

"Estou impressionado. Economia portuguesa está em situação muito sólida"

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O Secretário Europeu dos Assuntos Económicos e Financeiros está em Portugal e nas primeiras declarações aos jornalistas, não poupou elogios ao desempenho orçamental português.

Pierre Moscovici parece ter-se tornado um fã incondicional da receita do Governo de António Costa para a economia portuguesa. De visita a Portugal para reuniões de trabalho com o líder do Governo e com as duas figuras máximas do Banco de Portugal, o Secretário Europeu assumiu-se "impressionado" com os resultados orçamentais portugueses: "O progresso feito por Portugal é impressionante".

"Eu sou otimista e estou impressionado. Acho que as mensagens apresentadas nos últimos meses e anos têm sido muito fortes. A economia portuguesa está agora de facto numa situação muito sólida e num crescimento muito forte. A redução do défice devido aos esforços bastante significativos do povo português estão a gora a produzir resultados e estes esforços têm de ser continuados", garantiu Pierre Moscovici em declarações à imprensa na Representação da Comissão Europeia em Lisboa.

"A situação económica melhorou de forma impressionante e o crescimento será provavelmente acima de 2,5% do PIB e isto é muito sólido. O desafio é transformar esta recuperação em crescimento sustentável."

"Eu creio que isto é possível, porque há fatores estruturais que vão manter este crescimento", explica o Secretário Europeu dos Assuntos Económicos e Financeiros, antes de lembrar "a quantidade e a qualidade das exportações", o enorme aumento do turismo em todas as épocas do ano e o "regresso do investimento estrangeiro".

"Há um ano, alguns pensavam em multar Portugal e Espanha ou cortar os fundos estruturais, o que teria sido louco, olhando agora para a situação em Portugal e Espanha. Fomos inteligentes, fomos flexíveis, dialogámos e estamos convencidos que foi a melhor solução."

Apesar dos elogios, Pierre Moscovici alerta que "há necessidade não só de continuar com a diminuição do défice nominal, mas também continuar a consolidação do défice estrutural que tem de ser reduzido, porque é esse o caminho" e continua a identificar o desemprego como um problema a resolver.
Sobre o problema do crédito malparado, o Secretário Europeu disse que o tema não foi debatido com Carlos Costa e Elisa Ferreira na reunião desta terça-feira, mas deixou ainda assim um elogio a Portugal: "O que eu diria é que o rácio de  rédito malparado está a diminuir e isso é uma boa notícia. Estamos neste momento no bom caminho".(Notícias ao Minuto)

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Estacionar em locais para deficientes tira dois pontos à carta

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A partir deste sábado, 8 de Julho, estacionar - ou parar - em lugares reservados a pessoas com deficiência, passa a ser considerada contra-ordenação grave, com sanção acessória.

Parar ou estacionar em locais destinados a pessoas com deficiência vai passar a ser considerado uma contra-ordenação grave, já a partir deste sábado, dia 8 de Julho, sendo subtraídos pelo menos dois pontos à carta (num total de 12).

As novas regras foram aprovadas por unanimidade no Parlamento, depois de uma proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda (BE) ao artigo 145º do Código da Estrada, onde passa a ler-se que "a paragem e estacionamento em lugar reservado a pessoa com deficiência condicionadora da sua mobilidade, por qualquer pessoa que não esteja habilitada para tal" é uma contra-ordenação grave.


Além da multa pecuniária, que para estacionamento em lugares reservados varia entre 60 e 300 euros, as contra-ordenações graves dão lugar a uma sanção acessória de retirada de dois a três pontos na carta de condução.

Esta sexta-feira, dia 7 de Julho, foi também publicado em Diário da República o diploma que vem obrigar todas as entidades públicas a passarem a dispor de lugares mínimos obrigatórios para pessoas com deficiência.

Esta obrigação estende-se às entidades em parceria público-privada e tem de ser assegurada no prazo máximo de 30 dias após a entrada em vigor do diploma.(Jornal de Negócios)

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Ltsta mensal de Aposentados e Reformados da CGA - mês de AGOSTO/2017

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» Lista mensal de Aposentados e Reformados:
          
agosto 2017 (PDF: 237,0 KB)

Aviso n.º 7616/2017, Diário da República n.º 129/2017, 2.ª Série, de 2017-07-06. Declaração n.º 44/2017, Diário da República n.º 129/2017, 2.ª Série, de 2017-07-06. Declaração de Retificação n.º 446/2017, Diário da República n.º 129/2017, 2.ª Série, de 2017-07-06. Declaração de Retificação n.º 447/2017, Diário da República n.º 129/2017, 2.ª Série, de 2017-07-06.
www.cga.pt

terça-feira, 4 de julho de 2017

"Pedir a demissão pode confortar muitas almas mas não resolve problema"

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Jerónimo de Sousa considera que a demissão dos ministros não resolve os problemas como o furto em Tancos ou os incêndios em Pedrógão Grande.

O líder do PCP afirmou hoje que o partido entende que “é uma precipitação pedir a demissão [do ministro da Defesa] a não ser que o CDS queira disfarçar as responsabilidades que teve, nomeadamente com o Governo passado” no que diz respeito aos “problemas e dificuldades causadas com os cortes no investimento das nossas Forças Armadas”.

Jerónimo de Sousa referia-se ao furto de munições em Tancos e do qual o ministro da Defesa tem sido considerado um dos culpados, tendo o CDS pedido ontem a sua demissão.

“Nós pensamos que não é esse o caminho, sendo que se houver responsabilidades políticas defendemos que elas devem ser avaliadas. Mas é uma precipitação que naturalmente não tem nada de bom”, disse, defendendo que a “investigação deve ser levada até ao fim”.

"Deve haver primeiro uma investigação profunda, deve ser esclarecido esse acontecimento grave e depois tirar naturalmente as ilações políticas, não só as militares mas também as políticas que correspondam a esse final da investigação", acrescentou.

A opinião é semelhante quanto à responsabilidade da ministra da Administração Interna nos fogos de Pedrógão Grande.

“Pedir a demissão de uma ministra pode confortar muitas almas mas não resolve o problema de fundo, que é o estado da nossa floresta”, disse hoje em declarações aos órgãos de comunicação social, em Nogueira da Regedoura à margem de uma homenagem a Ferreira Soares, médico assassinado pelo Estado Novo. (Notícias ao Minuto)

domingo, 2 de julho de 2017

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 Jumento do Dia

   
Passos Coelho

Para Passos Coelho antes de se apurarem responsabilidades no caso do roubo de Tancos já deveriam estar a rolar cabeça. É óbvio que se tivessem rolado cabeças de militares, como fez no fisco com o caso das listas VIP, estaria agora a acusar o governo de decapitar a hierarquia militar. No tempo de Passos a solução era sempre a mesma, os culpados eram os funcionários, aliás, como líder da oposição tem a mesma tese, como se viu nos incêndios, o culpado foi o Estado.

Mas Passos está mal informado, na sequência do roubo já foram demitidos cinco militares em posição de comando, ainda que não tenham sido exibidos na praça pública, como era prática do seu governo.

«O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, mostrou-se hoje surpreendido por ainda ninguém na hierarquia militar ter apresentado a demissão ou ter sido exonerado na sequência do furto de material de guerra em Tancos, Santarém.

"Fico espantado por até hoje na própria hierarquia militar não ter havido ninguém que tivesse sido exonerado ou colocado o lugar à disposição no caso do roubo de material de guerra, em Tancos, e temos um ministro da Defesa que assume a responsabilidade política, sem que ninguém saiba associar isso a qualquer acção", frisou Pedro Passos Coelho.

“Era importante que o país soubesse o que é que isto quer dizer, que acções é que foram tomadas”, disse.» [Público]

In "O Jumento"


terça-feira, 27 de junho de 2017

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 Jumento do Dia

   
Passos Coelho, oportunista

Nunca o oportunismo político foi tão longe, forçado pela máquina partidária ou por um mau instinto Passos Coelho tenta salvar a sua carreira política à custa das vítimas dos incêndios e como acha que morreram poucas pessoas ou porque receia que não possa atribuir estas mortes ao governo, inventa suicídios causados por falta de apoio governamental.

Passos é um cobarde que ficou em Lisboa, que muitas horas depois fez uma visita de circunstância à sede da Proteção Civil e agora, que os incêndios estão apagados, mandou o aparelho do seu partido fazer uma montagem para dar o seu espetáculo. Ansiosos por ajudar o grande líder os militantes locais decidiram inventar uns mortos por suicídio, não só inventaram os suicidas como encontraram a causa para essa opção, o abandono por parte do governo.

Um político responsável teria o bom senso de confirmar antes de comentar, mas a fome de votos não é boa conselheira e Passos optou pelo oportunismo puro. Mas um político responsável nunca iria anunciar mortes por suicídio que ninguém tinha noticiado, Passos não só achou que devia ser ele a dar a informação em primeira mão, julgando que estava a ser escondida, como revela uma grande irresponsabilidade pois num quadro destes a forma como anunciou os suicídios é um estímulo a outras pessoas com vulnerabilidades no foro psiquiátricos. Passos parece que quer mais mortos, talvez assim os portugueses o voltem a escolher para primeiro-ministro.

O mentiroso foi o provedor da Santa Casa de Pedrógão, mas o oportunista irresponsável foi Passos Coelho. Se o provedor optou por dar a informação a Passos ignorando os serviços oficiais é um problema dele e do partido dele. Passos não deixou de ser o abutre oportunista que optou ser.

O aparecimento do provedor irresponsável não chega para limpar a imagem do seu chefe. É bom lembrar que este pobre senhor foi presidente da autarquia de Pedrogão Grande pelo PSD e é cabeça de lista pelo mesmo partido pelo PSD. Estar a usar o estatuto de provedor para fazer política suja não passa de um truque deste político sem escrúpulos, que usa o sofrimento dos seus concidadãos para conseguir votos de forma muito suja.

Note-se que mesmo depois de esclarecido de que não tinham ocorrido suicídios Passos insistiu na mentira de que haviam pessoas internadas na sequência de tentativas de suicídio. Passos é um mentiroso compulsivo.

«Pedro Passos Coelho, presidente do PSD, visitou esta segunda-feira algumas das áreas afetadas pelo fogo de Pedrógão Grande, onde referiu, quando estava no quartel de bombeiros de Castanheira de Pêra, ter conhecimento de pessoas que se suicidaram por falta de apoio psicológico após a tragédia que vitimou 64 pessoas.

“Naquilo que é mais fundamental no Estado, que é garantir a segurança das pessoas, o Estado falhou e estão aqui as evidências. Depois, saber se foi inevitável ou se era evitável, se há culpa a atribuir pelo falhanço e responsabilidade, isso é outra conversa. Dez dias depois, ainda está a falhar”, começou por referir Pedro Passos Coelho. “Tenho conhecimento de vítimas indiretas deste processo, pessoas que puseram termo à vida, que em desespero se suicidaram e que não receberam o apoio psicológico que deviam. Devia haver um mecanismo para isso. Tem havido dificuldades. Ninguém me convence que não há responsabilidades. O Estado falhou e continua a falhar”, completou.

Ao que o Observador apurou, Passos Coelho terá abordado a existência de suicídios depois de, durante a manhã, ter ouvido relatos na zona de casos que chegaram a essa situação extrema, após o desespero provocado pelos incêndios e respetivas consequências. O presidente do PSD fez visitas a Avelar, a Vila Facaia e esteve em três instituições de Pedrógão Grande: a Câmara Municipal, a Santa Casa da Misericórdia e os Bombeiros Voluntários.» [Observador]

«Foi o provedor da Santa Casa da Misericórdia quem disse ao líder do PSD que teria havido suicídios em Pedrógão Grande. "Julguei que a informação era fidedigna e, afinal, não era", disse ao Expresso João Marques. "Felizmente não se confirma nenhum suicídio, ao contrário do que eu disse ao dr. Passos Coelho. Peço-lhe desculpas públicas por isso".

O que o provedor diz ao Expresso é que foi "induzido em erro". "E induzi em erro o dr. Passos Coelho. Houve efectivamente duas ou três tentativas de suicício e manifestações suicidárias de mais algumas pessoas, que dizem que têm essa intenção. Mas suicídios mesmo, isso é boato", acrescenta agora.

(...) Mas as certezas de Passos começaram a ser postas em causa mesmo enquanto ele falava com os jornalistas, na sede dos bombeiros do concelho. Quando os jornalistas pediram para que fosse mais específico quanto à informação dos suicídios, um deputado do PSD diz a Passos que a informação "não se confirma". E Passos vira-se para trás, perguntando: "Não se confirma?". A seguir, virado para os jornalistas, o líder social-democrata explicou que essa informação lhe tinha sido transmitida "por um familiar", pelo que não tinha duvidado dela.» [Público]

In "O Jumento"

segunda-feira, 19 de junho de 2017

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 Jumento do Dia

   
Jornalistas da SIC e da TVI

Pedrógão Grande foi vítima de uma tempestade de fogo, a combinação entre ventos fortes e de múltiplas direções em conjunto com uma trovoada desencadeou um incêndio de grandes dimensões. Um pouco mais tarde e com dimensões muito menores o fenómeno registou-se em Lisboa, onde por volta das seis da tarde se registou uma trovoada seca acompanhada de rajadas de vento.

Mas o que preocupa muitos dos jornalistas deslocados para o local não foi dar notícia do que sucedeu ou do que estava sucedendo, ávidos de morte e de sofrimento os jornalistas procuraram imagens que chocassem, que atraíssem espetadores, a TVI24 foi a vencedora, logo de manhã encontrou mortos na estrada e apesar das insistências da GNR para se afastarem insistiam em filmar. Depois, desrespeitaram um familiar das vítimas que se encontrava no local, aproveitaram-se de alguém que passava por um momento difícil para expor o seu sofrimento em direto.

A SIC Notícias encontrou um possível motivo para culpas e quando ouviram que o sistema de comunicações Sirene tinha tido uma falha não se cansaram de procurar quem lhes dissesse que havia relação entre essa pequena falha e a tragédia. Já não era o que sucedia que devia ser notícia, o importante era beliscar as autoridades para agradar ao dono da estação de televisão, tantos mortos vinham mesmo a calhar.

Explora-se o sentimento de quem sofre, a impaciência de quem quer chegar a casa, incendeia-se o ambiente sugerindo que a GNR se atrasou a fechar estradas, chegam onde o INEM ainda não chegou e acendem o rastilho da revolta. Depois da trovoada seca chegaram a Pedrógão Grande estes jornalistas incendiários. às vezes tenho vergonha dos nossos jornalistas, uma classe que no passado granjeou grande prestígio mas que nos dias de hoje há muitos profissionais que não dignificam a sua própria classe.

Na busca de encontrar culpados para crucificar ainda antes de os incêncdios estarem controlados a SIC ainda entrevistou um senhor zero da associação "Zero". É sabido que os ambientalistas são uns produtores de culpados e este zero á esquerda não desiludiu, não fez a mais pequena referência às consequências ambientais, disse as banalidades sobre pinheiros e eucaliptos, logo ali e sem qualquer base falou em descoordenação de meios. Enfim, um nojo.

In "O Jumento"

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Costa e PS esmagam Passos e PSD

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Se as eleições fossem hoje, PS ganhava e ficava a mais de 19 pontos do PSD.

Se as eleições legislativas fossem hoje, o PS estaria próximo dos 44 por cento (43,7%) e o PSD ficaria a 19,1 pontos percentuais dos socialistas, com apenas 24,6% - quase metade. Esta é uma das principais conclusões da sondagem CM/Aximage realizada entre os dias 7 e 11 de junho. A outra conclusão é que António Costa, primeiro-ministro e líder do PS, bate Passos Coelho, ex-primeiro-ministro e líder do PSD, com uma vantagem nunca vista. 

No que à confiança para chefiar o Governo diz respeito, a sondagem é clara: 69,1% escolhem António Costa contra 22,2 por cento que preferem Passos Coelho. Há um ano, Costa já ganhava este campeonato. Só que, na altura, os dois líderes estavam separados por ‘apenas’ 20 pontos, quando hoje há 47 pontos percentuais a distanciá-los.

O cenário não é mais animador para o PSD quando se olha para a avaliação dos líderes partidários: o secretário-geral socialista lidera com 15,6 valores e Passos mantém-se fixo no fundo da tabela com 5,2 valores, um terço da avaliação do seu adversário. O segundo lugar é ocupado por Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, com 11,8 valores, seguida de Jerónimo de Sousa, do PCP, com 10,4 valores. Assunção Cristas, líder do CDS, não consegue nota positiva e só garante 7,7 valores numa escala de zero a 20. 

A última vez que o PSD esteve à frente do PS foi em março de 2016, mês em que Marcelo Rebelo de Sousa tomou posse como Presidente da República, com 36,1 por cento dos votos. Mas desde novembro do ano passado que o partido não chega sequer aos 30%. Os socialistas fizeram o caminho inverso e, se em março de 2016, tinham 33,8 %, agora superam os 40%. 

Em junho o BE baixou dos dois dígitos e passou dos 10 por cento registados em maio, para os 9,7%. A CDU subiu 0,1 pontos percentuais face ao mês anterior e o CDS baixou de 5,4 para 4,6 por cento. Por sua vez, a abstenção situou-se nos 33,6 por cento em junho contra 35,3 por cento registados em maio.(Correio da Manhã)


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 Jumento do Dia

   
Catarina Martins e Cecília Meireles

Estas senhoras
 não parece pensarem muito bem naquilo que votam.

«A acta das votações está online, para quem não acreditar. No dia 11 de Maio último, “a Assembleia da República, reunida em plenário, saúda e apoia a candidatura de Portugal à fixação da sede da Agência Europeia de Medicamentos em Lisboa, como de interesse nacional”. Esta era a conclusão do “voto de saudação”, que refere Lisboa por três vezes, aprovado por unanimidade pelos deputados. Para os mais cépticos, é o “voto n.º 306/XIII/2.ª” e também pode ser consultado no site do Parlamento o resultado da votação: “Aprovado por unanimidade.”

Porém, nos últimos dias, depois das críticas de alguns autarcas (do Porto, sobretudo), vários deputados começaram a criticar o sentido do seu próprio voto. E também aqui quase que há unanimidade. A falta de memória varreu todos os quadrantes (com a excepção aparente do PCP).

Cecília Meireles, do CDS, acha agora que é um “provincianismo”. Catarina Martins, do Bloco, deu uma pirueta e afirmou: “Eu julgo até que se devia decidir que Lisboa não era a melhor opção e depois olhar para as outras cidades do país que estão em condições de o fazer, seguindo exemplos de outros países que não concentraram as agências europeias nas capitais.” Um grupo de deputados do PS, o partido proponente da “saudação” à candidatura de Lisboa, quer, agora, estudos que comprovem a validade do que há um mês não teve dúvidas de votar. Outros deputados, do PSD, avançam com localizações melhores: Braga, Coimbra… O vice-presidente social-democrata, Miguel Santos, quer até um “toque de verdade”: “Consegue o ministro da Saúde verbalizar, com um toque de verdade, das razões para tal decisão e dos argumentos para preterir outras cidades portuguesas?”.» [Público]

In "O Jumento"



segunda-feira, 12 de junho de 2017

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 Jumento do Dia

   
Passos Coelho, traste de Massamá

Passos Coelho está muito indignado porque  alguém que trabalhou em defesa do Estado no processo negocial que levou à reversão da privatização da TAP assuma responsabilidades como administrador daquela empresa em representação do Estado. Onde é que está o conflito entre se ter defendido os interesses do Estado numa negociação e agora ser administrador da mesma empresa em defesa do acionista Estado?

Conflito há em ser ministro da Economia e pouco depois presidente executivo da EDP, ou entre negociar as rendas com a Troika e depois ir para presidente da EDP, ou ainda meter o pai de um secretário de Estado que substituiu outro demitido por pressão da EDP a trablahar nesta empresa, ouy o marido da Maria de Belém ter ido trabalhar também para a EDP, como a EDP fosse uma vaca cheia de tetos para alimentar personagens e personalidades do PSD, de ex-membros do governo do PSD ou de familiares e amigos destes mesmos membros de governos do PSD.

«O líder do PSD, Passos Coelho, considerou no sábado à noite que é “uma pouca vergonha” o Governo nomear para administrador da TAP “o mesmo homem que andou a negociar a reversão” da privatização da transportadora.

“Isto é uma pouca vergonha, não tem outra classificação. E fica tão mal a quem nomeia como a quem aceita”, afirmou Passos Coelho, ao discursar durante a convenção autárquica do PSD de Viseu.

Miguel Frasquilho vai ser o novo presidente do Conselho de Administração da TAP, confirmou no sábado o jornal Expresso, que avançou ainda o nome do advogado Lacerda Machado e da líder da Fundação Serralves, Ana Pinho, para vogais.» [Expresso]

In "O Jumento"


sexta-feira, 9 de junho de 2017

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 O KO no Gomes Ferreira
   
«Estive a ver a entrevista a António Costa. Em grande forma. O pafioso Gomes Ferreira até trazia gráficos para provar que o déficit desceu à séria com Passos, e que a economia já estava a crescer quando o Passos foi à vida para ocupar o cargo de primeiro-ministro no exílio. Ou seja, o Gomes Ferreira queria provar que o bom sucesso atual da economia portuguesa é da responsabilidade do Coelho e não deste governo.

Pois tenho que reconhecer que António Costa, com o qual nem sempre concordo mas que reputo ser um dos poucos políticos sérios deste país, é também um político muito hábil. Respondeu ao Ferreira com a citação do que este lhe tinha dito, há um ano, quando também o entrevistou na SIC. E nessa altura, Ferreira dizia a Costa que o país estava à beira do abismo, que a política seguida era uma catástrofe, tal como também o dizia o Passos. Ou seja, se o país estava tão mal como eles diziam, se a política seguida era tão horripilante, como podem os bons resultados ser da responsabilidade do governo anterior e não deste?

Em suma, o Ferreira queria provar três teses:


  1. Que o país não está tão bem como António Costa pensa que está.
  2. Que mesmo naquilo em que está melhor, o mérito é de Passos Coelho!
  3. Que a austeridade continua, na prática, ainda que o governo queira fazer crer que já acabou.
  4. António Costa esteve à altura. Desmontou os argumentos do Ferreira com grande argúcia e inteligência, mesmo que o entrevistador possa ter alguma razão, nalguns dos tópicos que avançou. Só que, Ferreira perde toda a razão quando usa esses tópicos para engrandecer as políticas pafiosas e desmerecer os méritos do actual governo.

Um entrevistador deve ser isento e tentar pôr o entrevistado a falar e a comunicar as suas opções e opiniões, respondendo a perguntas pertinentes. Ferreira não faz entrevistas, faz debates. Como se fosse candidato a uma qualquer eleição e tivesse António Costa como seu adversário político. É como se o árbitro fosse também ele jogador, calçando chuteiras e tudo.

O problema é que as chuteiras do Gomes Ferreira são alaranjadas com umas listas azuis, as cores pafiosas. E ele nem sequer faz questão de o esconder. Antes de entrar em campo deve telefonar ufano a Passos Coelho e dizer: “É hoje, vou dar cabo dele”. Só que, mais uma vez, foi à tosquia e saiu tosquiado.» [Estátua de Sal]
   
Autor:

Estátua de Sal.

In "Jumento"

HUYENDO DEL GAS LACRIMÓGENO

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HUYENDO DEL GAS LACRIMÓGENO


Varios palestinos corren para evitar los botes de gas lacrimónegno mientras intentan trepar por una valla cerca de Belén, en Cisjordania, mientras intentan entrar en Jerusalén para poder asistir a las oraciones en la mezquita de Al Aqsa, en el segundo viernes de Ramadán. (Abed Al Hashlamoun / EFE)-(20minutos.es)