quarta-feira, 29 de julho de 2015

Cartoon

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Cartoon ELIAS O SEM ABRIGO DE R. REIMÃO E ANÍBAL F. 



In "Jornal de Notícias"


LUCHA CONTRA EL TRAUMA DE LOS NIÑOS PALESTINOS

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Lucha contra el trauma de los niños palestinos
LUCHA CONTRA EL TRAUMA DE LOS NIÑOS PALESTINOS


Imagen facilitada por la ONG NRC Palestine de algunos de los dibujos de los niños de Gaza que participan en la iniciativa educativa denominada Programa para un Mejor Aprendizaje del Consejo Noruego para el Refugiado (CNR), en el que más de doscientos colegios de la agencia de la ONU para los refugiados palestinos (UNRWA) en Gaza y en Hebrón reciben apoyo de expertos y educadores formados para tratar el trauma infantil originado por situación de conflicto o inseguridad constante.  (EFE)-(20minutos.es)


ENTRENANDO TIBURONES PARA SOPORTAR ANÁLISIS

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Entrenando tiburones para soportar análisis

ENTRENANDO TIBURONES PARA SOPORTAR ANÁLISIS

Desde hace algo más de un año el acuario de Loro Parque, en Tenerife, comenzó a entrenar a sus rayas, tiburones de fondo y tiburones nadadores para que estén habituados a los controles veterinarios de forma voluntaria y para hacer que una analítica no sea un trauma sino un juego. El objetivo de estos entrenamientos es tener respuestas controladas y voluntarias ante una posible analítica sanguínea, una ecografía, un aislamiento preparto o para las biometrías mensuales de control. En la imagen, un técnico trabaja con dos ejemplares de tiburón para que se acostumbren a los controles veterinarios. (Cristóbal García / EFE)-(20minutos.es)


Paulo Portas quer "sol na eira e chuva no nabal"

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Daniel Oliveira tece duras críticas à possibilidade de Paulo Portas ir sozinho aos debates televisivos, uma vez que faz parte de uma coligação.

Daniel Oliveira faz esta quarta-feira referência, no seu espaço de opinião no Expresso, à temática dos debates televisivos, indicando que “a dificuldade em definir regras que não sejam alteradas ao sabor das conveniências de cada um” é “um velho problema português”.

“Aquilo que eu defendo há muito é um debate entre os líderes das candidaturas com mais fortes possibilidades de vencerem, segundo as sondagens, um ou mais debates entre as candidaturas que incluem partidos com assento parlamentar, e uma entrevista (…) com cada partido que autonomamente se candidata e não tem assento parlamentar”, escreveu o comentador.
Daniel Oliveira defende que “a exigência de total igualdade (…) é impossível”, sublinhando que “resultaria no que tivemos nas últimas campanhas: debates nenhuns”.
Sobre as alegações de que Paulo Portas possa participar num debate de forma autónoma, mesmo estando o CDS a concorrer coligado, Daniel Oliveira é perentório: “Não consigo compreender como é que esta possibilidade está sequer em cima da mesa”, indica, acrescentando que “se vingasse seria arbitrária e irracional”.
“(…) Decidiram concorrer juntos. Mas nos debates querem as vantagens de quem concorre separado. Querem que as regras que sempre vigoraram sejam alteradas para terem as vantagens de ir sozinho e as vantagens de ir em separado. Querem sol na eira e chuva no nabal”, atira.(Notícias ao Minuto)

Nos outros blogs

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 O juiz que diz esfola

Começa a ter-se a impressão de que na justiça portuguesa cabe ao MP dizer mata e ao juiz de instrução dizer esfola. Alguns casos judicias mais mediáticos têm mostrado um juiz de instrução a chamar a si a liderança das investigações e a exigir medidas restritivas dos direitos dos arguidos ainda mais duras do que as propostas pelo MP, que, como é sabido, tem uma tradição de exagero nesta matéria.

Mais grave ainda e a crer na comunicação social há um conhecido juiz que considera que nos casos mais mediáticos as medidas devem ser mais duras. Isto é, se existir o perigo de fuga de um criminoso desconhecido este pode ficar em liberdade, mas se o mesmo crime for mediatizado o mesmo perigo de fuga deve dar lugar a detenção. Parece que o mesmo juiz que considera que para alguém que se presume inocente a prisão preventiva ainda é pouco, não esclarecendo se defende as chibatadas ou a pena de morte aplicada preventivamente, o facto de se ruma figura mediática deve levar medidas de coação exemplares para alegria da populaça.

Estamos perante uma perversão da nossa justiça, o juiz de instrução a quem cabe velar pelos direitos fundamentais dos arguidos chama a si um papel que leva as nossa justiça para certas regiões do Iraque e da Síria.

In "O Jumento"

quinta-feira, 23 de julho de 2015

SE HUNDE UN FERRY EN EL NILO

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Se hunde un ferry en el Nilo

SE HUNDE UN FERRY EN EL NILO

Un grupo de egipcios acude al lugar donde se produjo el hundimiento de un barco en el río Nilo ayer, en Giza (Egipto). Veintiuna personas murieron y otras cinco resultaron heridas al hundirse el barco a bordo del que viajaban en el río Nilo, después de que chocara con otra embarcación, en el norte de El Cairo, según el último recuento de víctimas. El accidente se produjo anoche frente a las costas del barrio de Al Warraq, donde las labores de rescate continúan para recuperar los cadáveres de los demás pasajeros. (Almasry Alyoum / EFE)-(20minutos.es)

VUELTA A LA NORMALIDAD EN NEPAL

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Vuelta a la normalidad en Nepal

VUELTA A LA NORMALIDAD EN NEPAL


Un niño nepalí vestido con una camiseta de Messi, del FC Barcelona, carga con un bidón de agua en Thamel, Katmandú (Nepal). Tras los graves destrozos causados por el terremoto que asoló Nepal el pasado mes de abril los locales se enfrentan a dificultades diarias para acceder a los suministros de agua. (Narendra Shrestha / EFE)-(20minutos.es)


UE: Serviço europeu detecta ilegalidades no caso Tecnoforma

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Depois de dois anos de investigação, o Serviço anti-fraude decide fazer a participação ao MP.

O Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF) detectou ilegalidades no caso Tecnoforma, avança o “Público”.
Segundo o serviço europeu antifraude, existem infracções penais e financeiras na aplicação e/ou na atribuição de fundos europeus na empresa que teve o primeiro-ministro português como consultor e administrador.
Sobre este assunto, o OLAF afirmou àquele jornal que, por regra, os seus relatórios finais não são tornados públicos. É uma forma de “proteger os direitos das pessoas e as obrigações de confidencialidade” a que está sujeito, bem como a “não prejudicar eventuais inquéritos subsequentes”, alega a organização.
Contudo, no caso concreto da Tecnoforma, a organização explica que as suas “recomendações judiciais” são emitidas “se existirem provas de uma eventual infracção penal”.
“O OLAF transmitirá um relatório às autoridades nacionais competentes, recomendando uma acção judicial”. Já no que diz respeito às “recomedações financeiras”, elas têm por finalidade a recuperação de “verbas indevidamente utilizadas”, acrescentou ainda. 
Como resultado de dois anos de inquérito (altura que manteve uma relação estreita e directa com o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), os investigadores do OLAF concluíram que “a Tecnoforma e os seus dirigentes e/ou as entidades responsáveis pela atribuição dos financiamentos que a empresa recebeu do programa Foral cometeram actos susceptíveis de ser sancionados do ponto de vista financeiro e criminal”.
Recorde-se que o programa Foral foi lançado em 2001 para promover acções de formação profissional dos funcionários das autarquias locais. Entre 2002 e 2004 era tutelado por Miguel Relvas, o então secretário de Estado da Administração Local.
Acontece que nessa altura, a Tecnoforma conseguiu um quarto dos contratos aprovados em Portugal, a empresas de formação, no âmbito do programa. O OLAF lembra ainda que só na região Centro, a Tecnoforma ficou nesse período de tempo com 76% das verbas atribuídas pelo Foral a empresas privadas.
A participação já foi feita ao Ministério Público.(ionline)
Notas do Papa Açordas: Quando o sr. Passos perder as eleições talvez o processo seja mais lesto a andar...


quarta-feira, 22 de julho de 2015

ENTRENAMIENTO DE CASILLAS EN PORTUGAL

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Entrenamiento de Casillas en Portugal

ENTRENAMIENTO DE CASILLAS EN PORTUGAL

El nuevo guardameta del Oporto, el español Iker Casillas (2-i), y el centrocampista argelino Yacine Brahimi (d) calientan con el resto de sus compañeros durante un entrenamiento del equipo celebrado en el centro Olival en Vila Nova de Gaia, norte de Portugal. (Jose Coelho / EFE)-(20minutos.es)


17ª ETAPA DEL TOUR DE FRANCIA

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17ª etapa del Tour de Francia

17ª ETAPA DEL TOUR DE FRANCIA

El pelotón avanza durante la 17ª etapa de 161 kilómetros entre Digne-les-Bains y Pra Loup en la 102ª edición del Tour de Francia. (Kim Ludbrook / EFE)-(20minutos.es)


O desemprego de Passos

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"1 Marcelo Rebelo de Sousa classificou a declaração como clara falta de inteligência. É, sem dúvida, sobretudo vinda de um político, do atual primeiro-ministro, que, apesar do estado em que se encontra o país, aspira voltar a ganhar as eleições. Mas é muito mais do que isso: é uma agressão a todos, e são muitos milhares de portugueses, os privados do direito à dignidade que o trabalho confere. Eis a declaração: "Alguém que está desempregado algum problema deve ter, senão teria conservado o seu emprego". Esta visão cultural prejudica quem vai a uma entrevista de emprego, disse o primeiro-ministro. A intenção de Pedro Passos Coelho até pode ter sido bondosa. Vamos acreditar. O primeiro-ministro não partilha da perigosa visão cultural do desemprego, mas verbalizá-la numa entrevista em horário nobre é, no mínimo, de uma enorme falta de sensibilidade social. De tamanha inabilidade, que Clara de Sousa, a entrevistadora, sem deixar passar em claro o deslize, desafiou Passos a colocar-se no papel do desempregado que em casa o estaria a ver e ouvir. O primeiro-ministro acredita que o desempregado, sem posto de trabalho quem sabe se por incompetência de algum gestor - esse quase sempre inocentado -, o compreenderá. Afinal, falamos do mesmo primeiro-ministro que considerou o desemprego uma oportunidade para mudar de vida (disso não restam dúvidas), do mesmo primeiro-ministro que nos convidou a emigrar. Tudo generosas intenções de um homem que apenas e só pretende incentivar, em cada português, a faceta adormecida de empreendedor.
2 Milhares de estudantes iniciaram, ontem, o processo de candidatura a um curso superior. Agora, são em menor número a fazê-lo. Porque há menos condições económicas para prosseguir estudos, mas também porque se criou a ideia de que um canudo de pouco vale. Ou seja, não muda nada, quando se trata de arranjar emprego. Outra ideia falsa, perigosa numa sociedade democrática, que de tantas vezes repetida se torna verdade incontestada. Os números estão aí a prová-lo. Uma licenciatura, com efeito, não é garantia de emprego. Mas as estatísticas revelam que o desemprego é sempre menor entre detentores de um grau académico, em relação à média nacional. Por outro lado, pôr o foco da formação na empregabilidade é uma visão cruel da realidade. A formação dos cidadãos é equivalente à riqueza do país - e não perceber isso pode ser fatal para o futuro." 
(Paula Ferreira - Jornal de Notícias)



terça-feira, 21 de julho de 2015

A LA ESPERA DE ENTRAR EN LA UE

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A la espera de entrar en la UE

A LA ESPERA DE ENTRAR EN LA UE


Inmigrantes de Siria, Pakistán y Afganistán se toman un descanso mientras esperan la llegada de un tren que les lleve a Hungría, en la estación de tren de Belgrado (Serbia) hoy. Los inmigrantes quieren acceder a territorio de la UE a través de Serbia. (Koca Sulejmanovic / EFE)-(20minutos.es)

HOMENAJE DE LISBOA A AMÁLIA RODRIGUES

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Homenaje de Lisboa a Amália Rodrigues

HOMENAJE DE LISBOA A AMÁLIA RODRIGUES


Fotografía facilitada por la Cámara Municipal de Lisboa del último trabajo realizado por el artista portugués Vhils, un mosaico en la tradicional calzada lusa del barrio lisboeta de Alfama en el que retrata a la reina del fado, Amália Rodrigues. A través de lenguajes de diferentes épocas, la obra representa el rostro de Amália Rodrigues (1920-1999) con los contrastes del blanco y el negro de las piedras de la calzada portuguesa, para la que Vhils contó con la ayuda de los calceteiros (los que trabajan en el empedrado de las calles) del Ayuntamiento de Lisboa y de la escuela de la capital lusa en la que se preserva esta tradición. (Luis Ponte / EFE)-(20minutos.es)

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Cartoon ELIAS O SEM ABRIGO DE R. REIMÃO E ANÍBAL F. 



In "Jornal de Notícias"

ASAE suspende inspeções a feiras onde estejam membros do Governo

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O inspetor-geral da ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) afirmou hoje que foram suspensas algumas inspeções em feiras com a presença de membros do Governo devido ao risco de perturbação da ordem pública.

Pedro Portugal Gaspar, que está a ser ouvido na Assembleia da República, a pedido do PCP e do PS, a propósito das suspeitas levantadas pela Associação Sindical dos Funcionários da ASAE (ASAE-ASF), confirmou a retirada de brigadas de certames onde estavam presentes "altas individualidades", mas adiantou que não aconteceu apenas com membros do Governo.

Deu como exemplo a Feira do Fumeiro de Montalegre, em janeiro, que iria ser visitada pelo secretário de Estado da Alimentação, Nuno Vieira e Brito, pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e pelo secretário-geral do PS e líder da oposição, António Costa, motivo pelo qual a inspetora-diretora do norte, "entendeu que não havia condições para desenvolver uma ação de rotina".
Para o inspetor-geral da ASAE, trata-se de "um problema de conflito de deveres e risco potencial de alteração à ordem pública", já que a ação inspetiva pode envolver riscos e, por isso, "deve ser medida a tensão existente".
Pedro Portugal Gaspar assumiu que estas orientações foram transmitidas às chefias, de forma informal, tendo em conta que se tratavam de ações de rotina e que podiam ser desenvolvidas noutra altura.
O deputado do PCP, Bruno Dias, discordou desta forma de atuação: "Agora passamos a saber quando é que não vai haver ações inspetivas da ASAE, agora algumas pessoas vão ter a vida mais facilitada", criticou, sublinhando que ficam problemas por resolver em termos operacionais.
A Associação Sindical dos Funcionários da ASAE (ASF-ASAE) denunciou, em junho, situações em que os inspetores foram proibidos de fiscalizar determinados agentes económicos e em que as brigadas receberam ordens para abandonar os locais que estavam a inspecionar.
Para a associação sindical, estas situações revelavam, "em abstrato, uma 'lista VIP' da inspeção Económica", o que foi refutado pelo Ministério da Economia e, posteriormente, por um relatório da secretaria-geral do Ministério da Economia segundo o qual "não existe qualquer lista VIP" na ASAE, nem é usado "qualquer instrumento que implique um tratamento diferenciado na atuação" da inspeção económica.(Notícias ao Minuto)
Notas do Papa Açordas: Afinal a lista VIP da ASAE sempre existe!...Uma cambada de mentirosos!...

51 GRADOS ASFIXIANTES EN MADRID

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51 grados asfixiantes en Madrid

51 GRADOS ASFIXIANTES EN MADRID

La ola de calor que asfixia a España esta semana ha dejado en Madrid imágenes como esta, en la que un termómetro de la capital marca 51 grados centígrados. Cuarenta y tres provincias de catorce comunidades siguen en alerta. Consulta el tiempo y la temperatura en tu localidad. (JORGE PARÍS)-(20minutos.es)

ALERTA NARANJA EN MADRID

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Alerta naranja en Madrid

ALERTA NARANJA EN MADRID


El calor no da tregua. En la imagen, un grupo de niños se refrescan en Madrid Río. La comunidad de Madrid tiene aviso naranja por temperaturas máximas de 40 grados en zonas del sur las Vegas y oeste y de 39 grados en el área metropolitana y en Henares; en la sierra se alcanzarán 36 grados centígrados. (JORGE PARÍS)-(20minutos.es)

Nos outros blogs

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 E viva a revolução
   
«Menos de uma semana depois de apresentar a demissão do cargo de vice-ministra das Finanças com a justificação de que não concordava com o acordo alcançado por Alexis Tsipras com os líderes europeus em Bruxelas, Nadia Valavani, a "número dois" de Yanis Varoufakis, vê-se envolvida num escândalo político. Isto porque se tornou público que a sua mãe, de 85 anos, levantou 200 mil euros do Banco Nacional da Grécia uma semana antes do início do controlo de capitais e do encerramento dos bancos gregos, com restrições de levantamentos de 60 euros diários nos multibancos.

Valavani apresentou a sua demissão horas antes de o novo pacote de austeridade ser levado a votação no parlamento grego (a vice das Finanças foi a primeira de várias baixas num executivo dividido pelo acordo que Tsipras aceitou em Bruxelas). Disse nessa altura que votaria contra o acordo e que porta to não faria sentido continuar no governo. Esta segunda-feira surgem rumores de que a razão pode não ter sido apenas essa.

Logo na altura em que a mãe da governante levantou os 200 mil euros, que a família obteve com a venda de um hotel, Lefteris Avgenákis, um deputado conservador, tinha alertado para que um ministro ou "alguém muito próximo" tinha retirado dinheiro de um banco, antecipando o que aí viria. » [i]
   
Parecer:

Uma velhota muito cuidadosa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

In "O Jumento"

domingo, 19 de julho de 2015

La Vía Láctea, vista desde Polonia

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La Vía Láctea, vista desde Polonia

La Vía Láctea, vista desde Polonia

La Vía Láctea brilla sobre dos viejos roble en el área protegida de Rogalin landscape Park, cerca de Poznan (Polonia). (Lukasz Ogrodowczyk / EFE)-(20minutos.es)


Desta vez foram os gregos

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"Os tempos favorecem afirmações fortes, definitivas: a "Europa acabou", "as instituições europeias estão mortas", "não há democracia na Europa". Não há quem não faça paralelos com momentos marcantes da história europeia: a humilhação imposta ao povo alemão em Versalhes, ou a lembrança de James Galbraith, na Harpers, da invasão soviética da Checoslováquia em 1968 - que considero especialmente feliz. Infelizmente, todas fazem sentido.
De tudo o que aconteceu há um detalhe que nada traz à discussão: a análise daquela infâmia mascarada de documento que os alemães e seus acólitos, com a cumplicidade de todos os outros, impuseram - desta vez foram os gregos, mas chegará a vez de toda a gente que não se submeter. Digamos que a coisa a que alguns chamam acordo se resume a uma carta em que se insulta, achincalha, goza com um povo inteiro. Será que há sequer uma alma que acredita numa receita que já provou à saciedade não resultar? Que impõe ressarcir um valor para os credores que nem vendendo o país todo se pode alcançar? Será que alguém consegue defender, sem ser à luz da mais feroz vontade de humilhar um povo e de desrespeitar os mais básicos princípios democráticos, cláusulas que impõem decisões a tribunais? O que se pode dizer de um documento que nenhuma das partes acredita que pode ser cumprido?
Não, é evidente que não vale a pena perder tempo com tal enormidade.
Importa perceber, sim, o que se pretende atingir com essa coisa, como é que se pode chegar ao extremo de a propor e, sobretudo, quais são as consequências.
Retomo a lembrança de Galbraith. O império russo, na invasão da Checoslováquia, deixou cair definitivamente a máscara de qual era a sua relação com os países chamados socialistas. Igualmente, o processo grego mostrou claramente que a Alemanha só está interessada na Europa na medida em que os seus países se sujeitem ao que ela acha melhor para a própria Alemanha. As dúvidas que restassem sobre o interesse da Alemanha numa Europa mais integrada e mais coesa desapareceram. As instituições europeias funcionarão ou não na medida em que se submetam aos interesses alemães. A lei do mais forte, agora sem disfarces ou subterfúgios.
Construção europeia, integração, solidariedade, democracia são palavras vãs. Ou melhor, estamos perante um modelo em que se pode ter o euro ou democracia, não os dois.

O euro, a visão e os métodos alemães
Pouco importa se for óbvio que uma dada receita não funciona para uma parte ou partes da Europa, se uma economia se encontra num estado diferente da dos outros, se os problemas diferem. Não importa, há um método e é esse que tem de ser aplicado.
Ninguém ignorava que prescindir de ter moeda própria implicaria perda de soberania, mas o que não nos disseram é que não íamos poder participar nos assuntos que dizem respeito a todos, nomeadamente à própria comunidade onde vivemos, que ficaríamos sujeitos a um diktat. Nem isso, nem que não se poderiam corrigir eventuais problemas num instrumento tão importante como uma moeda comum para Estados soberanos diferentes, sem poder político central, uma inteira novidade. Talvez não estivéssemos na altura interessados em ouvir, talvez muitos povos europeus tivessem tantas esperanças em pertencer à primeira divisão que acharam que valia a pena não fazer perguntas. Mas também é verdade que nos foram escondidas muitas decisões, que resultados de referendos só eram aceites se fossem no sentido desejado por aquilo que achávamos na altura que eram instituições europeias representativas dos povos.
Repito pela enésima vez, esqueçamos as divisões ideológicas clássicas, a esquerda e a direita - aliás, só em Portugal é que meia dúzia de lunáticos consegue ver um pensamento de direita nas posições alemãs; basta lembrar que o ex-ministro das Finanças germânico Peer Steinbruck, um social-democrata do SPD, afirmou querer a saída da Grécia do euro. Não está em causa. Estamos tão simplesmente perante uma forma de pensar, pelos vistos, de um país, dos interesses desse mesmo país e da visão que tem para o papel que os seus vizinhos têm de desempenhar. E não querem discutir o assunto. O problema é se aparece gente que também não quer discutir assuntos, gente que não acredita mesmo nada na democracia, que também prefere a linguagem da força, e talvez doutra força que não a económica. O desespero, a humilhação de um povo tem consequências imprevisíveis.
Confiança é a palavra-chave. Habermas escreveu que a Alemanha numa noite destruiu o capital político que tinha construído em 50 anos. Onde se lê capital político deve ler-se confiança. Confiança, o cimento que transforma um conjunto de pessoas, um conjunto de vários países - no caso concreto - numa comunidade. O que nos permite assumir que uma pessoa, uma instituição, um país atua em função do grupo e não apenas dos seus interesses.
Julgar que se constrói uma comunidade humilhando um povo que se quer parte dessa mesma comunidade é não querer construir comunidade nenhuma. É apenas querer impor a lei do mais forte. Não, não é preciso lembrar que não era essa a Europa que se queria construir."
(Pedro Marques Lopes - Diário de Notícias)