segunda-feira, 29 de junho de 2015

FUEGOS ARTIFICIALES EN GAZA

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Fuegos artificiales en Gaza

FUEGOS ARTIFICIALES EN GAZA


Un grupo de chicos palestinos encienden fuegos artificiales entre los escombros de las casas destruidas en Al Shejaeiva, en la franja de Gaza, con motivo de la celebración del ramadán. (Mohammed Saber / EFE)-(20minutos.es)


HARO CELEBRA LA BATALLA DEL VINO

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Haro celebra la Batalla del Vino

HARO CELEBRA LA BATALLA DEL VINO


Unos 130.000 litros se han utilizado este lunes como munición en la Batalla del Vino de Haro, que aspira a ser declarada de Interés Turístico Internacional en 2016 y que ha congregado a unas 10.000 personas, quienes han regado de vino los riscos de Bilibio, donde se celebra esta insólita tradición. (Abel Alonso / EFE)-)20minutos.es)


domingo, 28 de junho de 2015

MILES FIELES ACUDEN A LA MEZQUITA DE AL AQSA

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Miles fieles acuden a la mezquita de Al Aqsa

MILES FIELES ACUDEN A LA MEZQUITA DE AL AQSA


Miles de musulmanes rezan frente a la mezquita de Al Aqsa, tercer lugar más sagrado del islam, con motivo del mes de Ramadán, en Jerusalén, Israel. El mes sagrado musulmán, que conmemora la revelación del Corán al profeta Mahoma, comenzó el 18 de junio y concluirá el viernes 17 de julio, y supone un periodo de tiempo no sólo de ayunos y rezos sino también de celebración en el que muchos fieles aprovechan para visitar los santuarios de Jerusalén. (Alaa Baderneh / EFE)-(20minutos.es)



Democracia ou Europa?

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"1Não restam dúvidas, é uma vitória política retumbante. As conceções alemãs, abraçadas pelos decisores europeus, nuns casos por cobardia, noutros por nada terem para propor de alternativo, ou por pura convicção - caso do governo português -, e interpretadas pela troika, impuseram-se. E não chegou mostrar que se podia ditar essa vontade, foi preciso esmagar, humilhar, mostrar que ai de quem não se submeta.
O governo grego recuou nas suas posições até limites impensáveis, limites que ultrapassavam as suas mais reluzentes linhas vermelhas. Aceitou mesmo participar numa pantominice onde se discutiam tolices do género de mais 1% de IRS e menos de IRC, ou se ainda mais cortes na despesa social ou aumentos de impostos produziriam algum efeito benéfico numa economia destruída, ou fingisse que se podia viabilizar um país que tem uma dívida de 180% do PIB sem falar dela sequer. Uma farsa que durou meses e que passa à história como um dos grandes momentos de nonsense político. Discutiu-se assim se se devia tomar uma dose maior ou menor de um medicamento que inevitavelmente acabaria por matar o doente. Houve, por outro lado, analistas de jornais como o Financial Times, Economist, Daily Telegraph (só para falar de perigosos bastiões de extrema-esquerda) que realçaram as posições moderadas iniciais que o governo grego trouxe para a mesa das negociações. Ambrose Evans Pritchard, colunista e editor de economia do Telegraph, notório conservador e defensor convicto da economia de mercado, escrevia que o governo grego tinha feito propostas racionais, razoáveis, justas e proporcionadas.
Mas é evidente que não estamos no campo do estudo das alternativas económicas ou da racionalidade financeira, é de política pura e dura de que se trata. Pouco importa o que tenha acontecido nas reuniões de ontem ou o que resulte do referendo do próximo domingo, o efeito político está criado, a mensagem política está transmitida: destrói-se definitivamente a Grécia e ninguém mais se oporá ao diktat, implode-se uma comunidade e ninguém correrá o risco de votar em partidos que não defendam esse caminho.
O referendo é a única concessão que os decisores europeus, no fundo, deixaram aos gregos: a de optar pela forma de suicídio. Se escolherem o pacote, escolhem mais do mesmo, ou seja, a destruição mais lenta; se não o aceitarem, saem do euro e fica já instalado o caos - e não vai haver cofres cheios que nos livrem das ondas de choque que vão acontecer, por muito que os nossos patrões alemães tentem proteger os seus mais atentos e reverentes criados.
Não há evidência de que a receita imposta não resultou e, pelo contrário, aprofundou a destruição de um país - e o empobrecimento brutal, o desemprego enorme, a emigração em massa em grande parte da Europa - que faça hesitar os decisores europeus; não há risco premente de fim do projeto europeu que provoque um piscar de olhos nestes revolucionários inconscientes; não há previsível terramoto geopolítico que pare estes fanáticos.
Esqueçam o mínimo de capacidade dos cidadãos em definir o futuro ou de influenciar o projeto europeu: esta Europa ou nenhuma.
O processo grego e o caminho que a Europa tomou está a deixar uma terrível alternativa em aberto, uma possibilidade impensável e que contraria as bases mais profundas do mais extraordinário projeto que os povos europeus desenvolveram ao longos dos seus já muitos séculos de história e que conduziu a pouco prováveis várias décadas de paz e de prosperidade: a questão da democracia. Impondo-nos esta Europa, recusando-nos a hipótese de es-colhas, obrigam-nos a optar entre Europa e democracia. Melhor, dizem-nos, talvez inconscientemente, que para que a democracia se mantenha a Europa não é viável. É onde estamos a chegar. E o pior é que não pode haver dúvidas sobre qual tem de ser a opção.
Pois é, a vitória política alemã pode, e é muito provável que seja, ou a derrota do projeto europeu ou o princípio do fim da democracia na Europa.
2 O Supremo Tribunal dos Estados Unidos considerou ilegais as normas que proíbem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, passando assim a ser legal em todos os estados da União.
Zangamo-nos muitas vezes com os Estados Unidos. Irritamo-nos por pensarmos que, com o seu poder, podiam fazer mais pelo mundo. Confundimos, justa ou injustamente, a ingenuidade dos americanos com prepotência, o seu voluntarismo com arrogância. Percebemos mal as suas idiossincrasias, os desequilíbrios sociais, a violência, o individualismo. Mas só uma grande cegueira, um enorme preconceito poderá negar que aquela terra e aquelas gentes têm um profundo amor pela liberdade, pela democracia, pela defesa dos mais sagrados direitos do homem. Sexta-feira voltaram a mostrar tudo isso.
Quando tudo à nossa volta corre mal, há algum alívio em pensar que os Estados Unidos são a maior potência mundial e que são como são.
Deus abençoe a América, terra dos livres."
(Pedro Marques Lopes - Diário de Notícias)

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Mais uma médica de família a emigrar

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Em setembro de 2014, a Ordem dos Médicos recebeu um grito de alerta de uma colega especialista em Medicina Geral e Familiar (MGF), colocada num ACES da Zona Norte da ARS-LVT. Era a única médica para cerca de 5000 utentes, dos quais 2000 faziam parte da sua lista. A situação era agravada pela incompreensão e até agressividade de alguns utentes, que não queriam perceber que é impossível uma única médica de família (MF) responder às necessidades de 5000 pessoas.
A seu pedido, a médica foi recebida pela diretora-executiva do ACES. Expôs a sua situação e o seu estado de esgotamento e pediu alguma flexibilização do seu horário (não uma redução), devido ao facto de viver a 30 km e ter dois filhos pequenos. Explicou ainda que a escala de Atendimento Complementar noutro Centro de Saúde, para a qual era compulsivamente escalada ao fim de semana, colidia com o facto de estar sozinha com os filhos e não ter onde os deixar, pelo que colocava a possibilidade de se ver obrigada a sair do SNS. Em resposta a esta justa pretensão, a diretora--executiva informou-a secamente que nada iria mudar.
Perante tamanha insensatez, com um baixo salário e sentindo--se maltratada, a MF procurou emprego na Europa e já tem contrato para emigrar para a Suécia, depois de ser submetida e aprovada em várias provas de seleção, estando atualmente a aprender a língua sueca num curso intensivo.
Só depois de apresentar a carta de exoneração a estultíssima gestão do ACES propôs alguma flexibilidade. Tarde de mais.
Dizem os livros básicos de gestão que os recursos humanos, particularmente os mais diferenciados (mas todos, obviamente), devem ser tratados com um mínimo de dignidade e respeito. Todavia, parece que no Ministério da Saúde (MS) ninguém percebe nada de gestão de recursos humanos. Não há quem lhes ensine? Eu poderia fazê-lo!
Espanta-me que o MS continue a nomear alguns desqualificados militantes partidários para presidentes de ACES e que continue a ignorar e nada faça para evitar as causas da emigração de tantas centenas de médicos, que muita falta fazem aos doentes portugueses.
Estando Portugal a formar médicos acima das necessidades, é por todas estas razões e por culpas próprias que, infelizmente, o MS não cumprirá a promessa de dar um MF a todos os portugueses até ao fim da atual legislatura. (José Manuel Silva - Jornal de Notícias)














NIÑOS AFGANOS EN RAMADÁN

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Niños afganos en Ramadán

NIÑOS AFGANOS EN RAMADÁN


Varios niños esperan para tomar el iftar (comida con el que se rompe el ayuno) durante la celebración del Ramadán en Herat, Afganistán. (Jalil Rezayee / EFE)-(20minutos.es)


TODOS A LA PLAYA

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Todos a la playa

TODOS A LA PLAYA


Vista de la playa de La Concha de San Sebastián, donde se ha alcanzado el lleno tras registrarse unas temperaturas máximas de 26 grados en la capital guipuzcoana. (Javier Etxezarreta / EFE)-(20minutos.es)


Mintos nada urbanos

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"Não, não vou falar de Passos e do Governo. É preciso, bem sei. Mas cansa, anotar mentiras, números martelados, inanidades e desaforos todos todos os dias, e perceber que têm disso fábrica em laboração contínua e são mesmo bons no mister, bem melhores e bem mais incansáveis que quem os desmente. A dada altura, a pessoa já nem quer tomar conhecimento. Como em relação ao tema no qual estupidez, crueldade e falseamento vão ao esplendor e que, morto-vivo, inapelavelmente regressa -- o aborto.
Lá o temos a 3 de julho de novo no parlamento, pela iniciativa legislativa "direito a nascer", subscrita por 38 mil cidadãos, com a inevitável Isilda Pegado à cabeça. Querem que "a mulher seja obrigada a ver a ecografia do feto e a assiná-la", a pagar taxa moderadora caso não apresente atestado de insuficiência, e não tenha direito a "licença paga". E que os médicos objetores de consciência, ou seja, que se opõem ao aborto, participem nas consultas do dito, que "o outro progenitor seja ouvido" e que menores de 16 possam decidir levar gravidez a termo.
Irrita, sim. Mas é poucochinho. Quê, não exigem esfregar-se a ecografia na cara de quem quer abortar? Não determinam que lave escadas para pagar o desmancho, preferencialmente desmanchando-se em sangue? E não estatuem que só clínicos anti-aborto podem dar consultas a quem quer abortar e decisão, seja da mulher, da miúda ou do "outro progenitor", só se admite contra? É que, caros, ou é ou não é. Ao limitarem-se a tentar dificultar o ato e humilhar quem o pratica, admitem o direito ao aborto, logo, a inexistência do "direito a nascer", reduzindo-se à guerra da propaganda e às más fés do costume: disfarçar o facto de o número de abortos "por vontade da mulher", que em 2007 clamavam dever alcançar os 30 a 40 mil anuais por "a oferta estimular a procura" (sim, disseram isto e nunca se retractaram), nunca ter chegado sequer aos 20 mil e estar até a diminuir - menos 20% de 2012 para 2014; insistir na ideia da "leviana" que repete abortos quando a maioria - 59% -- é mãe (30% de mais de um filho), a taxa de repetição portuguesa é das menores do mundo e pós-aborto 95,4% das mulheres escolheram um método contracetivo, com 38,2% a optar por dispositivo, implante ou laqueação; insinuar que quem aborta tem direito a licença paga quando o número de licenças por aborto, na casa das 4 mil, se manteve inalterado antes e pós legalização de 2007; martelar na taxa moderadora quando tal só iria prejudicar as mulheres de fracos recursos, aliás a maioria (59%) das que abortam -- 21,57% são desempregadas, 18,07% trabalhadoras não qualificadas e 17,06% estudantes -, as quais arrostariam para fazer prova de carência, como Isabel Moreira bem sublinhou já, perigos para o sigilo e portanto, potencialmente, para a sua segurança.
Não ia falar de Passos, dizia. Mas dá-se o caso de os Isildos comungarem com ele do diagnóstico e do método: sabem que só podem ganhar mentindo."
(Fernanda Câncio - Diário de Notícias)

quarta-feira, 24 de junho de 2015

CINTURONES DE CASTIDAD PARA HOMBRES EN KENIA

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Cinturones de castidad para hombres en Kenia

CINTURONES DE CASTIDAD PARA HOMBRES EN KENIA


En el escaparate de una céntrica tienda de Nairobi, un maniquí desnudo luce un caparazón metálico que encierra sus genitales bajo llave: es el polémico cinturón de castidad para hombres que se ha empezado a comercializar con el pretexto de proteger a los kenianos de sus mujeres. Este calzoncillo de hierro que se cierra con un candado de "extrema seguridad", encontró su sitio entre trajes, camisas y corbatas hace unas semanas, tras conocerse el caso de una mujer en Nyeri (centro de Kenia) que le había cortado el pene a su marido como venganza por una infidelidad. (Alba Villén / EFE)-(20minutos.es)





CAJEROS QUE DISPENSAN AGUA POTABLE EN KENIA

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Cajeros que dispensan agua potable en Kenia

CAJEROS QUE DISPENSAN AGUA POTABLE EN KENIA

Una mujer inserta su tarjeta de crédito de agua en un cajero de un suburbio de Nairobi, Kenia. Este sistema facilita el acceso a agua potable y barata en aquellas zonas donde su acceso es complicado y está desarrolado por la compañía danesa Grundfos en cooperación con el gobierno keniata. (Daniel Irungu / EFE)-(20minutos.es)


Cartoon

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Cartoon ELIAS O SEM ABRIGO DE R. REIMÃO E ANÍBAL F. 



In "Jornal de Notícias"


terça-feira, 23 de junho de 2015

LA OLA DE CALOR DEJA 432 MUERTOS EN PAKISTÁN

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La ola de calor deja 432 muertos en Pakistán

LA OLA DE CALOR DEJA 432 MUERTOS EN PAKISTÁN 

Varios operarios apilan cuerpos de víctimas afectadas por golpes de calor en una morgue en Karachi (Pakistán). El número de muertos por la ola de calor que afecta la sureña provincia paquistaní de Sindh desde hace cuatro días con temperaturas por encima de los 40 grados aumentó este martes a 432, mientras ha comenzado a llover en algunas de las zonas afectadas. (Shahzaib Akber / EFE)-(20minutos.es)




REPATRIACIÓN DE AFGANOS REFUGIADOS EN PAKISTÁN

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Repatriación de afganos refugiados en Pakistán

REPATRIACIÓN DE AFGANOS REFUGIADOS EN PAKISTÁN

Un afgano toma una foto a su familia en un campamento de Peshawar (Pakistán) antes de su repatriación a Afganistán. Bajo el programa voluntario de repatriación puesto en marcha por ACNUR en marzo de 2002, millones de afganos regresaron a su país, aunque más de 1,5 millones permanecen en Pakistán. (Sohail Shahzad / EFE)-(20minutos.es)


PROTESTA POR EL PRECIO DE LA ELECTRICIDAD EN ARMENIA

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Protesta por el precio de la electricidad en Armenia

PROTESTA POR EL PRECIO DE LA ELECTRICIDAD EN ARMENIA


Policías armenios utilizan cañones de agua para dispersar a los manifestantes que protestan contra los planes del Gobierno de aumentar los precios de la electridad hasta el 40 por ciento en Ereván (Armenia). Al menos 18 personas, 11 de ellas policías, resultaron heridas y cerca de 250 fueron detenidas durante la disolución de una multitudinaria protesta en el centro de Ereván, la capital de Armenia, informaron las autoridades del país caucasiano. (Vakhram Baghdasaryan-Photolure / EFE)-(20minutos.es)


Nos outros blogs

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 A mentira como método
   
«Depois da sessão de aquecimento em torno da emigração, eis que Passos Coelho mete prego a fundo na farsa dos mitos urbanos e decide oferecer aos portugueses um festival de mentiras como nunca antes visto. Que Passos Coelho mente, e mente reiteradamente, não é novidade. Mas, que me recorde, nunca o havia feito como na sexta-feira passada. Era o último debate quinzenal, e Passos Coelho deixou bem claro aquilo que pretende fazer até às eleições: mentir. Mentir repetidamente e sem qualquer tipo de pudor.

Não estamos a apenas a falar de falsas promessas, como dizer que não se vai cortar salários, não se vai despedir ninguém, não se vai acabar com o 13º mês e que se vai fazer austeridade apenas nas gorduras do estado e não nas pessoas. Isso era em 2011. Em 2015, depois de 4 anos a governar, para além de promessas mentirosas como no passado (como dizer a Bruxelas que pretende cortar nas pensões negando, em Portugal, que tal compromisso exista), há que acrescentar um outro tipo de mentiras, que são necessárias para ocultar o que se passou nos últimos 4 anos.

A troika, cuja vinda foi amplamente desejada, que foi uma aliada útil durante vários anos e que até pecava por défice de radicalismo no “ajustamento, passou a ser uma espécie de diabo que Passos heroicamente expulsou do país.

O IVA, que o memorando previa que fosse aumentado em 400 milhões de euros e que este governo aumentou em mais de 2000 milhões, nunca foi aumentado.

Os rendimentos dos mais pobres, apesar do brutal aumento do IVA e de praticamente todas as prestações públicas de combate à pobreza terem sido cortadas (Rendimento Social de Inserção, Complemento Solidário para Idosos, Complemento por Dependência), apesar da pobreza ter disparado, apesar do Orçamento de Estado para 2015 prever um novo corte de 100 milhões de euros em prestações sociais, não foram beliscados.

Os salários dos funcionários públicos e as pensões, que este governo insistiu obsessivamente cortar e que o Tribunal Constitucional, em 2013, 2014 e 2015, obrigou a devolver, estão a aumentar por mérito das políticas deste governo.

A educação, a saúde, a justiça nunca estiveram melhores. Aliás, o Estado, quer nos serviços públicos, quer no fisco, nunca funcionou tão bem e nunca foi tão amigo do cidadão como agora.

O investimento em ciência e na inovação, apesar da destruição dos últimos 4 anos, é uma grande aposta da atual maioria. O combate à pobreza que este governo criou também é.

O IRS, apesar do enorme aumento de impostos, superior a 30%, é agora amigo das famílias, apesar do governo ter optado por medidas regressivas de apoio às famílias com filhos que tratam os filhos de ricos de forma diferente dos filhos de pobres.

O consumo cresce sem recurso ao endividamento, apesar do crédito ao consumo ter disparado 30%.

As exportações nunca cresceram tanto, apesar de terem crescido bem mais antes deste governo entrar em funções e do crescimento presente ser, em grande medida, fruto de investimentos do passado, que não estão a ser feitos no presente.

O saldo externo positivo é uma reforma estrutural, apesar de ser, em grande medida, conjuntural, um produto da recessão e da queda das importações. No primeiro ano em que economia cresceu uns míseros 0.9% (depois de uma queda acumulada superior a 6%), as importações dispararam e o saldo externo degradou-se 30%. Os últimos dados conhecidos, apesar da desvalorização do euro e da queda do preço do petróleo, mostram que as importações continuam a crescer bem acima das exportações.

O investimento, apesar de ter caído 30%, regredindo a níveis de meados dos anos 80, dispara. O facto desse “disparar” ser explicado, não pelo investimento em sectores transacionáveis, como diz o Passos Coelho, mas pela compra de automóveis e pela construção (depois de colapsar, deu um pequeno suspiro), que não têm qualquer relação com o IRC – a grande reforma promotora do investimento deste governo – são pormenores irrelevantes.

O emprego, apesar dos 450 mil empregos destruídos, cresce espetacularmente. Passos Coelho garante que o emprego cresce por causa das reformas estruturais, que flexibilizaram o mercado de trabalho, e por causa da redução da dependência do Estado, apesar todos os recursos públicos (fundos europeus) usados para fabricar empregos (mais de 50% do “emprego” criado tem apoio público) e, sobretudo, apesar do emprego só ter deixado de cair quando o TC impediu Passos Coelho de concretizar o seu alucinado plano - anunciado no final de 2012 e reafirmado em abril de 2013 - de cortar 4 mil milhões de euros no Estado Social, em pensões e em salários da função pública.

A dívida pública, apesar das privatizações claramente além da troika, apesar de ter aumentado 30 pontos percentuais, mais do triplo do que o governo previa (dados que incluem todas as alterações de perímetro orçamental e de toda a dívida dita “escondida”), vai começar a baixar.

Há pouco, muito pouco da narrativa de Passos Coelho que não seja mentira ou, numa versão mais suave, uma aldrabice.

Há uma meia verdade, que é a história nos juros. Em 2011, de facto, os juros estavam elevadíssimos e eram incomportáveis. E os juros baixaram. Acontece que, da mesma forma que não foi Sócrates que fez disparar os juros da da Irlanda, da Espanha ou da Itália, também não foi Passos Coelho que, em 2012, fez baixar os juros de todos estes países, e muito menos foi Passos Coelho que, com a confiança gerada pelas suas políticas, fez com que os juros chegassem a níveis negativos. Por essa razão, da mesma maneira que foi a alteração do comportamento do BCE que permitiu pôr termo à crise das dívidas soberanas e baixar os juros, só o BCE pode evitar que Portugal volte a ser afetado por perturbações no mercado da dívida. Passar a ideia de que os juros estão baixos porque Portugal tem os cofres cheios, é não só falso como perigoso. Se algo de grave se passar, não são os cofres portugueses, por muito cheios que possam estar, que acalmam os mercados. No futuro, como no passado, o único cofre capaz de pôr termo a uma crise nos mercados da dívida é o BCE. Sugerir o contrário pode não ser considerado tecnicamente uma mentira, mas não é menos grave por isso.» [Expresso]
   
Autor:

João Galamba.

In "O Jumento"


domingo, 21 de junho de 2015

Uma dúvida fundada e 485 128 problemas

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"1 Em entrevista ao Público, António Costa defendeu a criação de um novo instituto, uma nova categoria jurídica chamada "dúvida fundada". Diz o líder dos socialistas: "Sempre que houver uma dúvida fundada por parte do Ministério Público relativamente à prática de qualquer ilícito por parte de um membro do governo, isso implica necessariamente a cessação de funções por parte desse membro do governo." O ex-presidente da câmara esclarece o que entende por dúvida fundada: "Confio que o procurador-geral da República comunique, no devido momento, que entende que existem dúvidas fundadas que aconselham à cessação de funções." Ou seja, o procurador liga ao primeiro-ministro e diz-lhe que há suspeitas sobre a conduta de um qualquer membro do governo. Não lhe diz, claro está, quais são, pois o segredo de justiça assim lho impõe; o primeiro-ministro também não pode perguntar, pois estaria a interferir no funcionamento do Ministério Público e a desrespeitar a separação de poderes.
Assim, segundo esta novidade jurídica, melhor, esta coisa político-jurídica, ou assim mais ou menos, de António Costa, bastaria a tal comunicação por parte do procurador para que um membro do governo cesse imediatamente as suas funções. Toda a confiança política de António Costa nesse homem ou mulher termina porque o procurador lhe diz que há "dúvidas fundadas".
É, de facto, toda uma nova ideia de separação de poderes, de um novo papel para o Ministério Público e de uma nova conceção sobre alguns direitos dos cidadãos.
O ex-ministro da Justiça defende um novo poder para o Ministério Público: o de demitir membros do governo, para tal basta uma chamadinha para São Bento. Espero uma homenagem pública de António Costa a Marques Mendes, é que o ex-líder do PSD foi muito criticado, e bem, por sugerir que um titular de um cargo público se devia demitir se fosse constituído arguido. António Costa ultrapassou-o a toda a velocidade: basta-lhe a "dúvida fundada". Temos também um novo método de condenação, já não é preciso julgamento num tribunal, não há necessidade de contraditório, de o cidadão ser sequer ouvido, nada: a tal dúvida condena imediatamente o cidadão político à cessação de funções. António Costa confiará na avaliação do procurador, essa nova função judicial a cargo do Ministério Público.
O ex-ministro da Justiça não esclarece, mas será que devemos depreender que, se o procurador lhe telefonar a dizer que há uma suspeita fundada em relação ao primeiro-ministro, ele se deve demitir? Parece que sim. E, já agora, se afinal o tal político for inocente, como é que ficamos? Será que a dúvida fundada do procurador é uma espécie de sentença transitada em julgado, sem hipótese de recurso?
Convém lembrar de novo: António Costa foi ministro da Justiça.
Como é do conhecimento geral, Costa é dos que não veem problemas na Justiça e é mesmo um dos campeões do nosso conhecido brocardo "à política o que é da política e à justiça o que é da justiça". Se estas suas novas ideias constituem exemplo do que ele entende por separação de justiça e política e do que deve ser o caminho para melhorias na justiça, estamos conversados, muito conversados mesmo.
2 Não, não são 300 000, nem 350 000, nem sequer 400 mil, em quatro anos saíram de Portugal 485 128 portugueses. Os dados são da Pordata e é absolutamente chocante que a notícia não faça aberturas de telejornais, não encha primeiras páginas de jornais, não preencha debates radiofónicos. Não de vez em quando, mas de forma constante até que toda a gente fique ciente do drama que estamos a viver como comunidade.
Temos muitos problemas, uns antigos, outros recentes. Corremos o risco de o desemprego estrutural estabilizar em números terrivelmente altos, temos um significativo aumento de pobreza, mas nenhuma brutal crise como este autêntico êxodo de portugueses.
Chega a ser revoltante assistir a gente próxima do governo a desvalorizar esta realidade dizendo que este fenómeno sempre esteve presente - como se o convívio com uma doença tal se pudesse tornar suportável - ou se alguma vez na nossa história recente os números fossem desta dimensão. Como também é chocante que a oposição fale deste assunto juntando-o de forma leviana a tantos outros.
São 485 128 portugueses que saíram, não, sequer em pequeníssima parte, para se valorizarem, como dizia um pândego secretário de Estado. Não, são gente de que Portugal desistiu, que, mesmo assim e mostrando que a vontade deles é regressar, ainda dizem em número significativo que voltarão. Mas voltarão como, se lá fora há soluções para a sua vida que não encontram cá?
Como é possível falar-se da questão da demografia como prioridade, e não tocar sequer no problema da emigração, como a coligação fez quando apresentou as linhas gerais do seu programa? Será que esqueceram que os homens e mulheres que emigram são na sua quase totalidade gente na idade de procriar, que terão os seus filhos no estrangeiro? Que esta fuga em massa contribui de forma decisiva para o envelhecimento da população? Que estamos a desperdiçar as pessoas que poderiam ajudar o país a dar a volta? Que a gente que abandona o país está na força da idade, no auge das suas potencialidades?
É à nossa morte como comunidade que estamos a assistir e olha-se para isto como se fosse apenas mais um problema."
(Pedro Marques Lopes - Diário do Governo)

sábado, 20 de junho de 2015

DESCANSO EN LA MEZQUITA DE ISTIQLAL

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Descanso en la mezquita de Istiqlal

DESCANSO EN LA MEZQUITA DE ISTIQLAL


Musulmanes indonesios acuden a la mezquita de Istiqlal con motivo de los primeros rezos del viernes del Ramadán en Yakarta (Indonesia). Musulmanes de todo el mundo celebran el ramadán, tiempo en que se les prohíbe comer, beber, fumar y mantener relaciones sexuales desde el amanecer al atardecer. (Bagus Indahono / EFE)-(20minutos.es)


Declarações: Costa acusa Passos de continuar a negar a realidade do país

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O secretário-geral do PS, António Costa, acusou hoje o primeiro-ministro de continuar a negar a realidade do país e "não ter consciência" das dificuldades causadas às pessoas com rendimentos mais baixos que sofreram cortes nas prestações sociais.

Ao participar na sessão de encerramento da Convenção Regional do PS do Algarve, em Portimão, António Costa criticou Pedro Passos Coelho pelas declarações proferidas na sexta-feira na Assembleia da República, onde o primeiro-ministro afirmou que as pessoas com rendimentos mais baixos não tinham sido sujeitas a cortes.

"O que o primeiro-ministro disse não é, pura e simplesmente, verdade e é por estas e por outras que a credibilidade se mina relativamente a este primeiro-ministro", disse António Costa, no Teatro Municipal de Portimão.

António Costa recordou que o primeiro-ministro disse que "as pessoas com rendimentos mais baixos não foram objeto de cortes" e recordou a forma como "a classe média foi asfixiada por este Governo no corte de salários e pensões, no aumento dos impostos, das taxas moderadoras, das portagens".

"Mas, infelizmente, o Governo não se ficou pelo ataque à classe média e não hesitou, até nas pessoas com os rendimentos mais baixos, de levar até elas a sua fúria de austeridade", afirmou o dirigente socialista.

António Costa disse que "a realidade é que o Complemento Solidário para idosos (CSI) foi cortado, foi reduzido e, sobretudo, o acesso foi bastante restringido", deixando dezenas de milhar de pessoas sem esse complemento.

"Ao longo destes quatro anos houve mais de 70.000 idosos que recebiam o CSI e que o perderam e que vivem hoje com as dificuldades que este primeiro-ministro criou e que nem sequer tem consciência que as criou", lamentou, considerando que Pedro Passos Coelho "não aprendeu a lição".

António Costa quantificou as perdas para os beneficiários do CSI, afirmando que esse complemento foi "reduzido para o próprio beneficiário em 7%", se houver "outro adulto a cargo do agregado o corte foi de 33%" e, na parcela do Rendimento Social de Inserção (RSI) para as crianças, houve "um corte de 44% por decisão deste Governo e deste primeiro-ministro".

"Os beneficiários do RSI são pessoas ricas e titulares de grandes rendimentos, ou são aquelas que foram vítimas dos cortes deste Governo apesar dos baixos rendimentos que têm?", questionou António Costa.

O secretário-geral do PS frisou que "170 mil pessoas perderam a possibilidade de acederam ao RSI" com o governo de maioria PSD/CDS-PP dirigido por Pedro Passos Coelho.

António Costa criticou, ainda, o governante por ter dito que "Portugal viu aumentar menos a emigração, quando comparado com países como a Irlanda e a Espanha", e refutou esta afirmação, afirmando que a emigração aumentou "na Irlanda em 7%, em Espanha em 32% e em Portugal em 126%".

"Então onde aumentou mais, em Portugal, na Irlanda ou na Espanha? Mas que contas são essas senhor primeiro-ministro", disse ainda o secretário-geral socialista. (Notícias ao Minuto)

sexta-feira, 19 de junho de 2015

ENCUENTRO ENTRE PUTIN Y TSIPRAS EN SAN PETERSBURGO

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Encuentro entre Putin y Tsipras en San Petersburgo

ENCUENTRO ENTRE PUTIN Y TSIPRAS EN SAN PETERSBURGO

El presidente ruso Vladimir Putin (i) junto al primer ministro girego Alexis Tsipras (d) durante una sesión plenaria del Foro Económico Internacional de San Petersburgo, Rusia. Tsipras dijo que se encuentra en Rusia en medio de las negociaciones de su país con los acreedores porque Europa ya no es el centro del mundo. (Anatoly Maltsev / EFE)-(20minutos.es)

REFUGIADOS EN NUEVA DELHI

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Refugiados en Nueva Delhi

REFUGIADOS EN NUEVA DELHI

Fotografía de una refugiada rohinyá mientras regresa de hacer la colada en el asentamiento en el que vive en Madanpur Khadar. Unas cincuenta familias de la minoría musulmana rohinyá viven en el campamento montado por la ONG Zakat Foundation of India. La mayor parte de los residentes son jornaleros y traperos que ganan unos cinco dólares al día. Los niños estudian en una madrasa local que hace las veces de mezquita. (Rajat Gupta / EFE)-(20minutos.es)