segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

MASACRE EN AFGANISTÁN

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Masacre en Afganistán

MASACRE EN AFGANISTÁN


Varias personas se preparan para enterrar a las víctimas del ataque suicida perpetrado el domingo durante un partido de voleibol en la provincia de Paktika, sureste de Afganistán. El número de muertos en el ataque aumentó a 57, mientras que 66 personas continúan hospitalizadas. (Ahmadullah Ahmadi / EFE)-(20minutos.es)


Justiça e vingança

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Justiça e vingança 

Há, em Portugal, cidadãos que nunca poderão ser humilhados pela justiça como está a ser José Sócrates: os magistrados.


A detenção do antigo primeiro-ministro José Sócrates levanta questões de ordem política, de ordem jurídica e de cidadania. Mais do que a politização da justiça, ela alerta-nos para a judicialização da política que está em curso no nosso país. José Sócrates acabou, enquanto primeiro-ministro, com alguns dos mais chocantes privilégios que havia na sociedade portuguesa, sobretudo na política e na justiça. Isso valeu-lhe ódios de morte. Foi ele quem, por exemplo, impediu o atual Presidente da República de acumular as pensões de reforma com o vencimento de presidente. A raiva com que alguns dirigentes sindicais dos juízes e dos procuradores se referiam ao primeiro-ministro José Sócrates evidenciava uma coisa: a de que, se um dia, ele caísse nas malhas da justiça iria pagar caro as suas audácias. Por isso, tenho muitas dúvidas de que o antigo primeiro-ministro esteja a ser alvo de um tratamento proporcional e adequado aos fins constitucionais da justiça num estado civilizado. É mesmo necessário deter um cidadão, fora de flagrante delito e sem haver perigo de fuga, para ser interrogado sobre os indícios dos crimes económicos de que é suspeito? É mesmo necessário que ele, depois de detido, esteja um, dois, três ou mais dias a aguardar a realização desse interrogatório? Dir-me-ão que é assim que todos os cidadãos são tratados pela justiça. Porém, mesmo que fosse verdade, isso só ampliava o número de vítimas da humilhação. Mas não é verdade. Há, em Portugal, cidadãos que nunca poderão ser humilhados pela justiça como está a ser José Sócrates: os magistrados. Desde logo porque juízes e procuradores nunca podem ser detidos fora de flagrante delito. Em Portugal, poucos, como eu, têm denunciado a corrupção. Mas, até por isso, pergunto: seria assim tão escandaloso que um antigo primeiro-ministro de Portugal tivesse garantias iguais às de um juiz ou de um procurador? Ou será que estes, sim, pertencem a uma casta de privilegiados acima das leis que implacavelmente aplicam aos outros cidadãos? A justiça não é vingança e a vingança não é justiça. Acredito que um dia, em Portugal, a justiça penal irá ser administrada sem deixar quaisquer margens para essa terrível suspeita. 
Carlos Alexandre - Está há vários anos no Tribunal Central de Instrução Criminal e por lá ficará o tempo que quiser, pois os juízes são inamovíveis. Tempos houve em que um juiz não podia permanecer num tribunal mais do que seis anos (era a regra do sexénio) e, por isso, recebia um subsídio para a habitação. Porém, desses tempos, só resta, hoje, o dito subsídio, bem superior, aliás, ao salário mínimo nacional e totalmente isento de impostos. Duarte Marques - Este deputado do PSD veio manifestar publicamente júbilo pela detenção e humilhação pública de Sócrates, com o célebre ‘aleluia’. Era evitável a primária manifestação de ódio quando até a ministra da Justiça nos poupou ao habitual oportunismo político. Talvez mais cedo do que tarde se cumpra a sentença de Ezequiel: "Os humildes serão exaltados, e os exaltados serão humilhados."(António Marinho e Pinto - Correio da Manhã)


domingo, 23 de Novembro de 2014

EXIGEN RESPONSABILIDAD POR LA VIOLENCIA

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Exigen responsabilidad por la violencia

EXIGEN RESPONSABILIDAD POR LA VIOLENCIA 

Miles de estudiantes y organizaciones sociales marchan en Ciudad de México, durante una larga jornada de protestas a nivel nacional, en solidaridad con los 43 estudiantes desaparecidos hace casi dos meses. Con las marchas "queremos dar un mensaje muy claro: es hora de empezar a cambiar México", manifestó Omar García, uno de los alumnos de la Escuela Normal Rural de Ayotzinapa, a la que pertenecen los 43 estudiantes que desaparecieron durante la noche de violencia del 26 de septiembre pasado en Iguala, estado de Guerrero (México). (José Méndez / EFE)-(20minutos.es)


PREPARATIVOS PARA EL LANZAMIENTO DEL COHETE SOYUZ

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Preparativos para el lanzamiento del cohete soyuz

PREPARATIVOS PARA EL LANZAMIENTO DEL COHETE SOYUZ

Un cohete ruso Soyuz es colocado en la plataforma de lanzamiento en el Cosmódromo de Baikonur (Kazajistán). El cohete despegará hacia la Estación Espacial Internacional el próximo 23 de noviembre. (Maxim Shipenkov / EFE)-(20minutos.es)


UN SOCAVÓN SE TRAGA VARIAS CASAS EN RUSIA

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Un socavón se traga varias casas en Rusia

UN SOCAVÓN SE TRAGA VARIAS CASAS EN RUSIA

Un agujero de 50 metros de diámetro (en la imagen) se ha tragado varias casas de un pequeño pueblo cerca de la ciudad rusa de Solikamsk (Urales). El agujero empezó a formarse el pasado martes tras el colapso de una mina de la corporación rusa Uralkali y obligó a las autoridades locales a evacuar a los habitantes de la aldea ubicada en la zona del desastre. (Oficina de Prensa de la compañía Uralki / EFE)-(20minutos.es)




Nos outros blogs...

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 Alguém o convidou?
   
«“O Bloco não é e nem será o CDS de António Costa”, disse o coordenador bloquista João Semedo no discurso de abertura dos trabalhos da nona convenção do Bloco de Esquerda, que decorre este fim de semana em Lisboa. A politica de alianças de governação tem sido um tema fraturante dentro do partido, mas a rejeição de aproximações ao PS de António Costa é agora unânime entre os bloquistas, quer sejam afetos à ala de João Semedo e Catarina Martins, quer à ala de Pedro Filipe Soares e Luís Fazenda.

Rejeitando toda e qualquer aproximação ao PS, João Semedo lembrou o que disse esta semana Francisco Assis sobre a “impossibilidade” de um governo de coligação à esquerda e sobre a preferência de uma coligação com o PSD. Uma postura do eurodeputado socialista que o coordenador bloquista afirmou como clara para afastar qualquer interesse de o Bloco se juntar ao PS. “O Bloco não é nem será o CDS de António Costa”, afirmou, entre aplausos fortes.» [Observador]
   
Parecer:

E alguém convidou o BE para ser o CDS de António Costa? Tanto quanto se sabe na anterior legislatura funcionou como CDS do CDS.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Semedo se quando for o CDS de outro partido os dois conjugues do BE também vão partilhar um ministério.


sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Há hospitais que querem saber se as médicas vão engravidar

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Em concurso para vagas em hospitais e centros de saúde, jovens médicas ouviram a pergunta "tenciona ter filhos?". É ilegal.

A Ordem dos Médicos revelou que em concursos para colocação de médicos em hospitais e centros de saúde foi perguntado às candidatas se tencionavam ter filhos. A questão foi posta ao advogado da Ordem por médicas que não se identificaram e queriam saber como reagir. A Inspeção-Geral da Saúde abriu um processo sobre este caso.

Para o constitucionalista Guilherme da Fonseca está em causa o direito à privacidade e as candidatas devem recusar-se a responder. "Perguntar algo assim envergonha-nos a todos", diz Joaquim Azevedo, coordenador do estudo sobre medidas de apoio à natalidade.(Diário de Notícias)

Notas do Papa Açordas: Isto só é possível num país desgovernado pelo Passos Coelho e seus acólitos...

quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

ARRESTADA POR PEDIR DEMOCRACIA AL ESTILO 'LOS JUEGOS DEL HAMBRE'

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Arrestada por pedir democracia al estilo 'Los juegos del hambre'

ARRESTADA POR PEDIR DEMOCRACIA AL ESTILO 'LOS JUEGOS DEL HAMBRE

'La activista prodemocracia Nacha Kong-udom (2ºizda) saluda con el símbolo de la democracia y libertad, −utilizado en la película de Los Juegos del hambre y adoptado por los opositores del régimen tailandés−, mientras es arrestada por policías vestidas de paisano en un cine en Bangkok (Tailandia). (Rungroj Yongrit / EFE)-(20minutos.es)


PROTESTA CONTRA EL TRATADO DE LIBRE COMERCIO

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Protesta contra el tratado de libre comercio

PROTESTA CONTRA EL TRATADO DE LIBRE COMERCIO


Una multitud protesta en contra del tratado de libre comercio entre Corea del Sur y China en Seúl (Corea del Sur). China es el aliado comercial más importante de Corea del Sur y en 2013 las relaciones comerciales entre ambos países supieron más de 183.000 millones de euros. (Jeon Heon-Kyun / EFE)-(20minutos.es)


OE2015: Bloco está contra reposição de regalias a deputados

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A deputada do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua afirmou hoje que o BE "está contra" propostas de reposição de regalias a deputados "ao mesmo tempo que se corta em pensões de trabalhadores".

Mariana Mortágua, que falava durante o debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2015 na Assembleia da República, começou por acusar o Governo de ter rasgado o contrato que tinha com os trabalhadores das empresas do Estado, o qual previa um complemento de pensão, permitindo a estes trabalhadores "ter um rendimento digno".

"O Governo sem pestanejar cortou esse contrato, rasgou esse contrato e corta no rendimento que muitas vezes equivale a 60% do rendimento dos trabalhadores destas empresas", disse a deputada bloquista.
De acordo com Mariana Mortágua, "não se pode admitir que o PSD admita cortar complementos de reforma de trabalhadores da função pública ao mesmo tempo que propõe, juntamente com deputados do PS, repor as pensões vitalícias a deputados".

A deputada do BE reiterou que o seu partido está "contra qualquer proposta que implique repor regalias a deputados ao mesmo tempo que se corta em pensões de trabalhadores".

Sobre esta matéria, nem os deputados do PS nem os deputados do PSD pediram a palavra, sendo que, na sexta-feira, os dois partidos entregaram uma proposta de alteração ao Orçamento que acaba com a suspensão introduzida em 2014 nas subvenções mensais vitalícias atribuídas a ex-titulares de cargos políticos com rendimentos mensais médios superiores a 2.000 euros.

A proposta de alteração em causa, que é subscrita pelos deputados Couto dos Santos (PSD) e José Lello (PS), ambos membros do Conselho de Administração da Assembleia da República, prevê que em 2015 essas subvenções, bem como as respetivas subvenções de sobrevivência, passem a estar sujeitas "a uma contribuição extraordinária de 15% sobre o montante que exceda os 2.000 euros".

A bancada socialista já disse que vai viabilizar a proposta de alteração ao Orçamento para acabar com a suspensão do pagamento de subvenções vitalícias a antigos titulares de cargos políticos: "Não vamos colocar obstáculos à aprovação dessa proposta de alteração" ao Orçamento do Estado para 2015, disse hoje à agência Lusa o vice-presidente da bancada socialista Vieira da Silva.

Já quanto aos complementos de pensão, a proposta de Orçamento do Estado para 2015 mantém a suspensão do pagamento de complementos de pensões pelas empresas do setor empresarial do Estado com prejuízos nos últimos três anos.

No debate parlamentar, também o PS e o PCP criticaram esta medida: o comunista Bruno Dias considerou que se trata de "um saque" aos rendimentos dos trabalhadores e referiu que "foram as empresas que lhes pediram para passarem para a reforma mais cedo", ao passo que a socialista Catarina Marcelino defendeu que se trata de "uma proposta imoral, indigna e indecente" com a qual o Governo "está a dar cabo da vida de centenas de pessoas que não pediram nada a ninguém e que hoje veem os seus rendimentos cortados".(Notícias ao Minuto)

Notas do Papa Açordas: É uma vergonha! Mais uma vez o Bloco Central funcionou!... Os senhores deputados apenas olham para a sua barriga... 

terça-feira, 18 de Novembro de 2014

Observatório das Crises: Consolidação orçamental falhou e despesa pública aumentou

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O Observatório sobre as Crises e Alternativas considera que os objetivos da consolidação orçamental falharam, a recessão aprofundou-se e a despesa pública aumentou, ao mesmo tempo que a proteção social se tornou menos acessível e de pior qualidade.


A conclusão resulta de uma comparação entre o Orçamento do Estado para 2015 e o exercício de 2007 feita pelos investigadores do Observatório, cujos resultados são divulgados num Barómetro das Crises, publicação eletrónica do Centro de Estudos Sociais (CES) da universidade de Coimbra.

"A consolidação orçamental em contexto recessivo falhou no seu propósito. Aprofundou a recessão e, sem reduzir o défice, impôs mais custos para uma provisão pública de bens e serviços e uma proteção social menos acessível e de pior qualidade", diz o documento do observatório.

O Orçamento para 2015 foi comparado com o exercício de 2007, tendo em conta que este foi "o último antes da eclosão da Grande Recessão".

Para os investigadores do Observatório "a imagem que emerge do orçamento para 2015 é a de um Estado deformado pelo serviço da dívida e outras despesas que aumentaram, algumas por causas estruturais, outras induzidas pela própria recessão e por uma coleta fiscal injustamente repartida".

Segundo a análise feita, as políticas de consolidação orçamental dos últimos anos, "ao forçarem o reequilíbrio, contraíram a atividade económica".

"Ao mesmo tempo, induziram importantes alterações estruturais no próprio Estado, nomeadamente, a redução do número de efetivos, desarticulação da administração pública e a crescente subcontratação de funções públicas; o retrocesso na garantia dos direitos económicos, sociais e culturais, e a erosão das funções redistributivas da fiscalidade", diz o Barómetro.

Os investigadores consideram ainda que "a par da ineficácia da política seguida para a consolidação orçamental, a proposta de Orçamento de Estado para 2015 possui diversos elementos parcamente explicitados, mas que se traduzirão num aumento das desigualdades e do desequilíbrio de esforços pedidos aos diversos extratos sociais".

Por isso, o CES promove na quinta-feira, em Lisboa, um debate com o tema "OE2015: Opacidades e insensibilidade social", que contará com a participação de António Bagão Félix, João Ferreira do Amaral e José Castro Caldas.(Notícias ao Minuto)

Notas do Papa Açordas: Não sou eu que o digo, são os especialistas...

LA SUBIDA DEL GASOLINA MOVILIZA A LOS INDONESIOS

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La subida del gasolina moviliza a los indonesios

LA SUBIDA DEL GASOLINA MOVILIZA A LOS INDONESIOS


Estudiantes indonesios protestan contra la subida del más del 30% de los precios de la gasolina como consecuencia de los recortes del Gobierno a los subsidios de los carburantes, en Yakarta (Indonesia). Desde la media noche, la gasolina pasó a costar 8.500 rupias (0,56 euros) el litro y el gasóleo 7.500 rupias (0,49 euros) el litro, tras encarecerse ambos 2.000 rupias, lo que supone un aumento del 30 y 35% respectivamente. (Bagus Indahono / EFE)-(20minutos.es)


MANIOBRAS MILITARES DE COREA DEL SUR

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Maniobras militares de Corea del Sur

MANIOBRAS MILITARES DE COREA DEL SUR

Marines surcoreanos participan en Pohang (Corea del Sur) en el evento anual Operaciones Anfibias durante el ejercicio Hoguk que se realiza para entrenar a las tropas en caso de un ataque de Corea del Norte. (Jeon Heon-Kyun / EFE)-(20minutos.es)


segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

Tradicionais chapéus nepaleses

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Tradicionais chapéus nepaleses são expostos para venda ao longo de uma rua em Katmandu, durante o festival Tihar, também conhecido como Diwali - Navesh Chitrakar/Reuters (The Wall Street Journal)


Nem tudo o que luz é ouro

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Foi Paulo Portas que pôs Portugal nesta situação amoral de vender a residência por meio milhão.

Os vistos dourados são uma má ideia desde o início. Ridicularizam o princípio da igualdade (“todos os estrangeiros são iguais desde que tenham meio milhão de euros para comprar apartamentos de luxo em Portugal”).

Vendem aquilo que não deve ser vendido, a possibilidade de emigrar e residir primeiro, a nacionalidade e a cidadania depois. Criam entre os países europeus uma corrida indigna: Malta já oferece cidadania europeia a quem a compre por dois milhões de euros sem precisar de pôr os pés no país. E são uma porta aberta para a fuga de capitais e para a lavagem de dinheiro. Enquanto seres humanos morrem no Mediterrâneo por serem imigrantes e refugiados, alguns dos que roubam os recursos dos seus países podem comprar em toda a segurança a sua residência no espaço europeu.

Má ideia para começar, má implementação para continuar. Tudo, a começar pelo nome pindérico em inglês (vistos “gold”), tresanda à desvalorização do país que este governo promoveu desde que tomou posse. Isso já era verdade antes das recentes revelações sobre possível corrupção na atribuição de vistos dourados, e continuará a ser verdade quer se comprove ou não a corrupção.

A única coisa que faltava aos vistos dourados era serem ainda piores do que se pensava. Mas aí convém separar as coisas, e distinguir corrosão de corrupção. Os vistos dourados eram, como já ficou dito acima, uma prática que corroía certos valores da igualdade republicana ou da simples decência humanitária. E sê-lo-íam mesmo que não se verificasse que, além disso, corrompiam também gente em lugares cruciais da administração e do estado.  

Há pois três planos distintos em toda esta história.

O primeiro é o da investigação que pode, ou não, provar as alegações de corrupção. Adicionalmente, neste plano poderemos também — ou não — encontrar a demonstração de que todo o programa estava desenhado de uma forma que favorecia a corrupção. E poderemos ainda vir a descobrir — ou não — que um programa deste tipo nunca poderia deixar de, independentemente da sua implementação, ser inerentemente mais atreito a práticas de corrupção. Para tudo isto vamos ter de esperar por mais informação.

O segundo é o plano político, ontem emblematizado pela demissão do Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, declarando este contudo nada ter a ver com os possíveis atos de corrupção e querer apenas preservar a autoridade que a instituição governativa deve ter. Como foi imediatamente notado, esta atitude põe em cheque outros ministros deste governo que, mesmo perante o caos nos respetivos ministérios e uma acentuada perda de condições para permanecerem no cargo, não tomaram o mesmo caminho. E põe também em xeque o primeiro-ministro, pelo menos indiretamente, pelo seu hábito de manter em funções esses ministros.

Seria, contudo, importante que estes dois planos não ofuscassem o terceiro, que é o dos próprios vistos dourados, e não deixassem incólume o principal defensor da ideia. Foi Paulo Portas que pôs Portugal nesta situação amoral de vender a residência por meio milhão de euros e, em consequência, de parecer um país que sabe o preço da cidadania sem saber o seu valor.(Rui Tavares - Público)
        

domingo, 16 de Novembro de 2014

Fisco: Costa defende que não se deve andar atrás dos "pequeninos"

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António Costa defendeu hoje que o combate à fraude e à evasão fiscal não se faz através de penhoras de casas, razão por que não se deve andar atrás dos mais "pequeninos", mas sim daqueles que organizam "esquemas".


"O desafio à fraude e à evasão fiscal não é andar atrás dos pequeninos, que têm dificuldade, muitas vezes, em cumprir as suas obrigações, mas é daqueles que organizam esquemas bem elaborados de subtração de capitais, para subtrair aos cofres do Estado milhões e milhões", afirmou o socialista.

O candidato único a secretário-geral do Partido Socialista falava durante um encontro com militantes, em Faro, onde aproveitou para apelar à mobilização de independentes na construção de um programa de Governo para a nova legislatura, para que possa ser aprovada em convenção nacional, até à primavera.

António Costa reafirmou que as propostas socialistas de alteração ao Orçamento do Estado para 2015 não contribuirão para o aumento do desequilíbrio orçamental, sublinhando que é urgente travar os "aumentos" brutais do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e garantir que ninguém perde a sua casa.

Segundo o socialista, a maioria não devia apenas preocupar-se com o aumento do IMI para as famílias que têm muitos filhos, mas sim prestar também atenção às famílias que já não têm filhos a seu cargo, mas que têm sofrido cortes nas pensões e sobre as quais paira a ameaça de aumento do IMI. (Notícias ao Minuto)

Notas do Papa Açordas: Já se viu que este desgoverno é forte com os fracos e fraco para com os ricos...

VOLVO OCEAN RACE

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 Volvo Ocean Race

VOLVO OCEAN RACE

El equipo Brunel de Holanda (d), visto desde la cubierta del equipo Dongfeng de China, durante una prueba previa a la competición de vela Volvo Ocean Race, en Ciudad del Cabo, Sudáfrica. La Volvo Ocean Race es la primera competición de vela del mundo para tripulantes profesionales que compiten por ser los más rápidos. (Nic Bothma / EFE)-(20minutos.es)


CAMINO A LA EXPLANADA DE LAS MEZQUITAS

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Camino a la Explanada de las Mezquitas

CAMINO A LA EXPLANADA DE LAS MEZQUITAS


Una niña palestina pasa junto a varios policías fronterizos israelíes en el casco viejo de Jerusalén (Israel) mientras se dirige a las oraciones musulmanas de los viernes en la Explanada de las Mezquitas. La Policía israelí ha levantado las limitaciones de acceso por edad a la Explanada de las Mezquitas, hasta la fecha restringido a los mayores de cincuenta años. (Jim Hollander / EFE)-(20minutos.es)


sábado, 15 de Novembro de 2014

Porque está na moda humilhar os portugueses

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O Fundo Monetário Internacional (FMI), no seu relatório do passado dia 5, utiliza uma linguagem folclórica, simultaneamente repleta de ameaças. Vejamos duas curtas passagens: Portugal, para "recuperar de tal crise económica, tende a ter um processo demorado repleto de surpresas desagradáveis"; "Portugal tem pouca margem para divagar (divergir) dos seus comprometimentos orçamentais". Estes indivíduos gozam connosco. Primeiro impuseram o memorando de empobrecimento e retrocesso, e agora vêm dizer-nos que estamos encurralados e que podemos atropelar-nos a cada passo que dermos.
A senhora Merkel afirmou que Portugal tem licenciados a mais, quando a nossa percentagem de licenciados é inferior à da Alemanha. A educação/formação dos portugueses não lhe interessa, assim como não admite que possamos ter um projeto de desenvolvimento autónomo e independente. Para ela e seus aliados do Norte e Centro da Europa, o nosso país, bem como vários outros da periferia, deve ser aprisionado numa posição secundária e de dependência. Para servir esse objetivo, instituíram na União Europeia (UE), com apoio do Governo português, a tese de que somos malandros, preguiçosos e corruptos, que andamos a viver acima das nossas possibilidades. É revoltante ver artigos de opinadores portugueses, construindo a "opinião pública", a justificar "cientificamente" as afirmações da chanceler alemã.
Sucedem-se os casos de opiniões e palpites de funcionários da UE sobre os impactos das decisões do Tribunal Constitucional, o aumento do salário mínimo nacional e outras matérias. O Governo e os principais atores da governação que temos ficam calados, deixando que nos humilhem.
No Luxemburgo - país paraíso fiscal - os portugueses, que constituem grande parte da sua população, são impedidos de falar a sua língua, enquanto o nosso Governo e as elites dominantes se calam. No espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), vamos observando acontecimentos que de forma alguma prestigiam Portugal.
De quando em vez, ouvimos deputados e políticos da maioria, membros do Governo, o primeiro-ministro (PM), o presidente da República dizerem que Portugal vem recuperando "credibilidade" e "prestígio" no plano internacional. Tais afirmações só podem justificar-se porque para estes senhores o interesse nacional restringe-se hoje a uma plena sujeição ao poder dos mercados, aos interesses dominantes na UE e ao rumo neoliberal que o sistema capitalista segue. Os sorrisos e aplausos que recebem da senhora Merkel e seus aliados na UE, os elogios do FMI ou do Banco Central Europeu significam apenas agradecimentos pela sua submissão.
Tudo o que se passa no país é observado pela comunidade internacional. Se o nosso PM não tem memória de acontecimentos delicados do seu percurso profissional, não é de estranhar que outros olhem os portugueses com menosprezo. Se o vice-primeiro-ministro não se liberta do lamaçal do negócio dos submarinos (que, na Alemanha, foi julgado como processo prenhe de corrupção), e se o seu grande feito na política económica internacional é a criação dos vistos "gold", esquema para seduzir capitais estrangeiros duvidosos a quem oferece privilégios, não é de estranhar que nos vejam com desconfiança.
Se temos ministros e ministras como o da Educação ou a da Justiça que apesar de cometerem erros atrás de erros e de agirem de forma manipuladora ou mentirosa continuam no Governo, se o ministro da Economia se dá ao atrevimento de ensaiar um papel de bobo da corte em plena Assembleia da República, com toda a certeza que não faltarão relatórios de diplomatas estrangeiros a criticar e a rebaixar os portugueses pela sua tolerância e submissão.
Se o presidente da República pactua com todos estes comportamentos antidemocráticos e irresponsáveis, se tem uma intervenção política que incentiva o amorfismo social, que desvaloriza a democracia e se limita a defender o centrão de interesses e o contaminado "arco da governação", como pode haver posicionamentos exteriores que nos valorizem e respeitem?
Precisamos de derrotar estas humilhações externas e internas a que vimos sendo sujeitos. Isso implica derrotar os seus executores e os seus projetos políticos.
(Manuel Carvalho da Silva - Jornal de Notícias)







sexta-feira, 14 de Novembro de 2014

PROTESTA DE FEMEN EN EL VATICANO

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Protesta de Femen en el Vaticano

PROTESTA DE FEMEN EN EL VATICANO


La policía arresta a activistas de la organización feminista Femen durante una protesta convocada en la Plaza de San Pedro del Vaticano. Las activistas protestaron contra una visita del papa Francisco al Parlamento Europeo ya que consideran que no cumple con los principios de secularidad de la UE. (Stringer / EFE)-(20minutos.es)