domingo, 20 de Abril de 2014

SEMANA SANTA MARINERA EN VALENCIA

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Semana Santa marinera en Valencia

SEMANA SANTA MARINERA EN VALENCIA


Miembros de las distintas cofradías y público se mezclan este Viernes Santo durante la procesion a la playa de la Semana Santa Marinera para honrar a los muertos en el mar. (Kai Försterling / EFE)-(20minutos.es)


"Infelicidades verbais várias"

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"Não é que seja surpreendente para ninguém a forma como o duo dinâmico, Passos Coelho/Maria Luís Albuquerque, conduz o processo político. O já nosso mais que conhecido cocktail de ignorância, incompetência e desprezo pelos cidadãos, servido com a imprescindível casquinha de limão mentirosa, continua a jorrar em abundantes doses.
Esta semana, Passos Coelho abusou do limão. Ou melhor, como dizia um membro do Conselho de Ministros ao Expresso, o "primeiro-ministro teve infelicidades verbais várias". Pelos vistos, há mais ministros a aderir à novilíngua. A bem verdade, o muitíssimo provável autor da dita frase já começa a ser um especialista: o seu primeiro contributo foi a alteração do significado da palavra irrevogável.
No diálogo televisivo de terça-feira, o primeiro-ministro falou dum alargamentozinho no corte de salários face ao do anterior Governo. Segundo o primeiro-ministro, fazer cortes de 3,5% nos salários a partir de 1500 euros não é muito diferente de cortar 2,5% a partir dos 675. Também, segundo ele, não existirá grande diferença entre o tal corte de 3,5% nos salários de 1500 euros e o atual de 8,5%. Mais do dobro. As brutais diferenças não acabam aqui, mas serão pormenores que não passam duma maçadoria. Infelicidade verbal, pois então. Mas existiram mais aspectos que houve quem achasse claros. Houve tempo para libertar (bem sei que agora esta palavra quer dizer despedir, mas é só enquanto não nos habituamos) uma não verdade, quando disse que os cortes nas despesas de funcionamento do Estado tinham sido de 1600 milhões de euros: não foram, foram de metade desse valor como provou o Jornal de Negócios dois dias depois. Infelicidade verbal, sem dúvida. Também não faltaram, no alegre convívio, momentos de puro entretenimento: o desonerar (isto dos novos significados deve ter como objetivo aumentar a atividade económica das editoras de dicionários, só pode) das pensões e salários em 2016. Se der, eventualmente, às tantas. Tão certo como "termos cumprido as metas". Não houve tempo para explicar como é que não se tendo cumprido uma única meta original se diz exatamente o contrário. Infelicidade verbal, claro.
Depois, e como se fosse a coisa mais natural do mundo num responsável pela condução dos destinos dum país, pôs-se a adivinhar, a achar, a alvitrar, dizendo com a candura dos irresponsáveis que a Segurança Social não é sustentável. Um cidadão faz os seus descontos, acredita no sistema que lhe venderam, e vem alguém que representa a parte com quem ele fez o contrato dizer que aquilo não presta. Estudos que o comprovem? Provas irrefutáveis? Um numerozinho que seja? Nada. Põe-se em causa um pilar fundamental da comunidade utilizando o coeficiente de queixas, fazendo palpites, tendo uma fezada. Infelicidade verbal do líder do seu Governo, sr. ministro escondido com o rabo de fora?
Curiosamente, não faltam personalidades, da esquerda à direita, com provas dadas e estudos publicados, a dizer exatamente o contrário e até, espanto dos espantos, a argumentar com números, apresentando provas.
Se se fala de assuntos que dizem respeito à sobrevivência das pessoas, ao seu mais básico núcleo de direitos como salários, ou a contratos civilizacionais como a Segurança Social, que podíamos esperar da forma como se está a tratar da reforma do sistema de pensões, ou melhor, do método para tornar os cortes definitivamente provisórios ou provisoriamente definitivos? Aquela coisa que não devemos transformar um bicho de sete cabeças, nas palavras de Passos Coelho, aquilo de tirar dinheiro às pessoas que não têm maneira de o ir buscar a mais lado nenhum e que para isso trabalharam toda a vida. Será que nos devemos espantar? Espantar, talvez não. Mas não podemos deixar de nos indignar. É demasiado insultuoso ignorar por completo os cidadãos que se representa, é brincar com a dignidade das pessoas estarmos a 15 dias da apresentação duma medida que altera por completo a vida de tanta gente e percebermos que não existiram estudos sérios, que não se sabe ainda o que fazer, que não houve a mais pequena tentativa de diálogo com os parceiros sociais ou partidos da oposição, que um primeiro-ministro fala de relatórios que os que os deviam ter feito desconhecem, que o Ministério da Segurança Social não é tido nem achado no processo que aparentemente a única reforma se chama cortar.
Também a palavra "pessoas" perdeu significado. Deve ser isso. Talvez a expressão "vida das pessoas" tenha também uma nova dimensão. Algo com que se pode brincar, que pode ser testado, que em quinze dias se arruma.
Infelicidades várias temos tido nós e as piores, de certeza absoluta, não são verbais."
(Pedro Marques Lopes - Diário de Notícias)

sexta-feira, 18 de Abril de 2014

AUSTRALIA CONSUME MÁS PESCADO EN SEMANA SANTA

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Australia consume más pescado en Semana Santa

AUSTRALIA CONSUME MÁS PESCADO EN SEMANA SANTA


Un trabajador sostiene un pescado en el Mercado de Pescados de Sidney (Australia). El fin de semana de la Semana Santa es la época más ocupada del año de este mercado, donde por lo menos 50.000 personas compran alrededor de 370 toneladas de comida de mar. (EFE)-(20minutos.es)


Passos, o cristalino

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"Vamos ter no que respeita a salários e a pensões no futuro de os desonerar. Isso é claro. Possivelmente em 2016." 15/4/2014
"O que é importante as pessoas terem como garantia, para saberem com o que contam, é que não alargaremos estes cortes. Isso é inequívoco." 15/4/2014
"Estas medidas que são de facto temporárias vão ter de permanecer mais algum tempo." 15/4/2014
"Teremos até ao fim deste ano de substituir estas medidas por outras que vigorem daqui para a frente. À medida que ultrapassamos a situação de emergência essas medidas têm de ser de substituídas por outras que não são de emergência." 15/4/2014
"Às vezes por facilidade fala-se de medidas definitivas. Ora isso não faz sentido." 15/4/2014
"Alargámos aquele corte de salários que já vinha do tempo do engenheiro Sócrates um pouco acima da taxa dos 10% até aos 12% - começámos um pouco mais em baixo, nos 2,5% e depois até aos 12%." 15/4/2014
[Sócrates efetuou um corte médio de 5%, iniciado em 3,5% nos 1500 euros, sendo de 10% a partir dos 5000; o atual corte inicia-se com 2,5% nos 675, é de 8,61% nos 1500, de 10% nos 1800 e de 12% a partir dos 2000.]
"Os 15% de pensionistas que são abrangidos pela CES a partir de 1350 euros têm uma taxa mais progressiva." 15/4/2014 [Aplica-se este ano a partir dos mil euros.]
"A ideia de que estamos aqui a esconder essas medidas e que de facto o que vamos fazer depois é aumentar os cortes sobre as pensões e sobre os salários, isso não corresponde à realidade e não há nenhuma razão para estar a criar nas pessoas essa ansiedade." 15/4/2014
"A redução nunca será tão grande como é hoje, mas terá de continuar a existir uma redução da pensão." 15/4/2014
"Não faz sentido fazer especulação sobre um eventual corte permanente nas pensões. O debate devia ser mais sereno e informado e os membros do Governo deveriam contribuir para isso." 27/3/2014
"Se eu tivesse já a medida duradoura para poder apresentar, apresentava-a já aqui." 15/4/2014
"Há uma tentativa de criar uma ansiedade desnecessária junto das pessoas mas não é o Governo que a está a criar." 15/4/2014
"A partir de 2015 iniciaremos a reposição gradual (...) dos cortes nos salários da função pública efetivados em 2011. O Documento de Estratégia Orçamental hoje aprovado não prevê mais medidas de austeridade (...) até 2016." 30/4/2012
"O Governo já disse que não é possível repor o nível de salários e pensões como eles estavam em 2010." 15/4/2014
"Os cortes salariais assumidos este ano são temporários. Mas não podemos regressar ao nível salarial de 2011." 5/3/2014
"Não quero contribuir para criar nenhuma ideia incorrecta face àquilo que o Governo virá a decidir." 15/4/2014"
(Fernanda Câncio - Diário de Notícias)

quinta-feira, 17 de Abril de 2014

PAPA FRANCISCO

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Papa Francisco

PAPA FRANCISCO

Fotografía cedida por el medio de comunicación Osservatore Romano del papa Francisco (d) realiza el tradicional lavatorio de pies en la Fundación Don Carlo Gnocchi en Roma, Italia. (EFE)-(20minutos.es)


Mário Soares "Os corruptos do Governo se não saírem a bem sairão à força"

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O antigo Presidente da República, Mário Soares, diz esta quinta-feira, em entrevista ao jornal i, que acredita que o Governo vai cair em breve pois “só se quiserem acabar muito mal é que não desaparecem antes de serem corridos”. Até porque, assegura, “aqueles que são corruptos, e no Governo há alguns, se não quiserem sair a bem sairão à força”.

Mário Soares acredita que a queda do Governo liderado por Pedro Passos Coelho está para breve.

Em entrevista ao jornal i, o mítico líder socialista acusa ainda alguns membros de serem corruptos.

“Acredito [na queda do Governo em breve]. Só se quiserem acabar muito mal é que não desaparecem antes de serem corridos”, começa por dizer Mário Soares, acrescentando ainda que “aqueles que são corruptos, e no Governo há alguns, se não quiserem sair a bem, sairão à força, como disseram os militares”.

E por falar em militares, o antigo Presidente da República lembra que sempre foi “solidário” e, por isso, garantiu que vai estar ao lado deles na comemoração do 40º aniversário do 25 de abril.

“Este ano vou, mais uma vez, estar ao lado deles, mas não só”, assegura, até porque, sublinha, “quem fez e ganhou a Revolução dos Cravos, que entusiasmou toda a Europa e o mundo, foram exclusivamente os militares do MFA”.

Na longa entrevista houve ainda tempo para lançar críticas a Aníbal Cavaco Silva com Mário Soares a deixar-lhe um recado: “Se não mudar a tempo (…) também poderá sair muito mal. Medite no que lhe disse Durão Barroso, que não hesitou em voltar às culpas do BPN. (Notícias ao Minuto)

Notas do Papa Açordas: O desgoverno está moribundo!... Agora até exercem uma pressão incrível para evitar que os Capitães de Abril falem no Parlamento... 

terça-feira, 15 de Abril de 2014

BUEN TIEMPO EN TODA ESPAÑA

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Buen tiempo en toda España

BUEN TIEMPO EN TODA ESPAÑA

Arranca la semana santa de Ferrol, declarada de interés turístico internacional, con la bendición de los ramos y la procesión de la entrada triunfal de Jesús en Jerusalén (tradicionalmente conocida como la borriquita) con los pasos de San Juan Evangelista del siglo XVII y la borriquita. (Kiko Delgado / EFE)-(20minutos.es)



OTRO PERIODISTA ASESINADO EN FILIPINAS

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Otro periodista asesinado en Filipinas

OTRO PERIODISTA ASESINADO EN FILIPINAS


Familiares y amigos del reportero Rubylita García cargan su féretro mientras piden justicia tras su asesinato, cerca al Palacio Presidencial Malacanang en Manila (Filipinas). El reportero, de 52 años, que trabajaba para un tabloide, fue asesinado el pasado 6 de abril en el primer ataque a la prensa del año en el país. Antes de García, 21 comunicadores han sido asesinados debido a su trabajo desde que el presidente del país, Benigno Aquino III, asumió el poder en junio de 2010. (Ritchie B. Tongo / EFE)-(20minutos.es)



Os deputados têm medo de um reformado com 70 anos?

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"Citando a presidente da Assembleia da República, o facto de os militares envolvidos no golpe de 25 de Abril de 1974 não irem às celebrações da Assembleia da República é um "problema deles". É verdade. Acontece, porém, que "o problema deles" traz também uma carrada de problemas para a "Casa da Democracia", para usar expressão grata a Assunção Esteves.
Os homens que fundaram este Estado, a que chamamos democrático, não vão às comemorações organizadas por esse mesmo Estado porque queriam falar. Disseram-lhes que não podiam. As razões não interessam, qualquer uma serviria para PSD e CDS.
O que interessa é que a Casa da Democracia, onde todas as semanas ouvimos disparates eleitoralmente mandatados, mostrou que tem medo de ouvir, em cerimonial, uma reprimenda, eventualmente idiota, possivelmente acertada, dada por um militar reformado com mais de 70 anos. O primeiro problema da Assembleia da República com os Militares de Abril, portanto, é ter medo do que eles dizem. Os deputados são cobardes.
Estes antigos revolucionários, estes "Pais da Democracia", não são donos do regime. Ainda bem. Quando se portam como tal devem ser criticados, como acontece a todos os que intervêm no debate público, eleitos e não eleitos. Uma maravilha permitida pelo exercício da liberdade de expressão instituída por esta "Brigada do Reumático", como ofensivamente já lhes chamaram. Mas a Casa da Democracia não lhes dá, ironicamente, liberdade de discurso oficial no 40.º aniversário da democracia que ergueram. O segundo problema da Assembleia da República com os Militares de Abril é, consequentemente, ser ingrata. Os deputados são frios.
Estes velhotes que tanto incomodam os representantes do povo renunciaram voluntariamente ao poder, já quase vazio mas que ainda detinham, a 30 de setembro de 1982, apenas oito anos depois de controlarem o País pelas armas. Mas para os dirigentes do PSD e do CDS, que não conseguem resolver a má relação que têm com o 25 de Abril, nem isso merece uma gentileza protocolar. O terceiro problema da Assembleia da República com os Militares de Abril é, já se viu, ser mal-educada. Os deputados são uns rudes.
Quando se assinalar o cinquentenário da Revolução dos Cravos a natureza ditará, infelizmente, que quase nenhum destes homens estará vivo. Nessa altura vão atropelar-se homenagens no Parlamento. Talvez, finalmente, se decida levar Salgueiro Maia para o Panteão... Mas ninguém será incomodado com um discurso subversivo. O quarto problema da Assembleia da República com os Militares de Abril é, logicamente, ser hipócrita. Os deputados são uns falsos."
(Pedro Tadeu - Diário de Notícias)


domingo, 13 de Abril de 2014

O trabalho e o salário mínimo

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"1- Esqueçamos por um momento o facto de o primeiro-ministro ter dito há menos de seis meses que a subida do salário mínimo iria gerar mais desemprego e que, logo, era uma medida errada. A questão é tão evidentemente provocada pela campanha eleitoral e é tão ao arrepio de tudo o que o Governo vem apregoando - baixar salários é, confessadamente, o objetivo - que não haverá português que não perceba o intuito.
Tentemos ter uma conversa mais séria sobre o assunto.
O debate sobre o salário mínimo é, entre outros aspetos, um excelente exemplo da maneira como as questões económicas se sobrepuseram às políticas e, sobretudo, como alguns olham para a economia não como um instrumento mas como um fim em si mesmo. Mas, mais que tudo, como se tiraram as pessoas, e os seus direitos e valores mais básicos, do centro das decisões que importam à comunidade.
Há quem diga que o salário mínimo tem de descer ou mesmo acabar, argumentando que isso não só daria mais competitividade às empresas como contribuiria para a descida do desemprego. Do outro lado, são expostos argumentos sobre o impacto no consumo que uma subida ainda que pequena do salário mínimo provocaria e os benefícios que isto traria para as empresas e a economia.
Não é meu propósito refletir sobre os argumentos económicos, sendo-me porém evidente que empresas que baseiam o seu modelo de negócio em baixos salários numa economia aberta estão condenadas ao fracasso. Como, por outro lado, subir o salário mínimo (os valores de que se fala são perfeitamente equilibrados, é bom que se diga) sem refletir sobre as possíveis consequências imediatas para o tecido empresarial, apenas com o argumento de que uma subida do consumo ajudaria a economia, será tudo menos um comportamento avisado.
Não foi por razões macroeconómicas que se instituiu o salário mínimo, nem essas devem ser centrais na discussão. Muito longe disso.
Andamos esquecidos da verdadeira função do salário mínimo e do que ele representa para as democracias ocidentais: dignidade do trabalho. E a exigência no cuidado dessa dignidade é cada vez maior.
O aspeto essencial, aquele que convém nunca esquecer, é que o salário mínimo visava e visa assegurar que quem trabalha teria não só as suas necessidades básicas satisfeitas, mas também um conforto mínimo. Só um salário que permitisse a um trabalhador viver com dignidade, promoveria e valorizaria o trabalho. No fundo, uma forma de reafirmar o trabalho como fator central entre os outros meios de produção e como pilar fundamental da comunidade. Era, e é, assim vital, que a mais baixa das retribuições garantisse sempre mais que a simples sobrevivência. No limite, asseguraria que quem trabalha não fosse pobre.
Não é, nem nunca foi, o caso português. Portugal é um dos países onde trabalhar não significa sair da pobreza - não será preciso explicar que um agregado familiar, em que os dois cônjuges ganhem o salário mínimo, vive na pobreza.
E o pior é que a tendência para que mais e mais gente ganhe apenas o salário mínimo tem-se acentuado: em 2003, 4,5% da população empregada recebia o salário mínimo; em 2011, esse número subia para quase 11% - falar de produtividade, de motivação ou de valorização do trabalho com o salário mínimo português é quase insultuoso. E esses valores dispararão nos próximos anos. É esse o modelo económico que está a ser seguido e será um aspeto decisivo para um sério retrocesso do nosso país em termos económicos e sociais.
As comunidades europeias procuravam assegurar a importância fulcral do trabalho. O seu papel central na comunidade, com raízes bem fundadas na doutrina social da Igreja e no pensamento social-democrata. A questão da importância do trabalho, da sua ética, foi um dos pontos fundamentais no consenso europeu do pós-guerra e na construção da Europa.
O trabalho não pode ser olhado, apenas, como um bem transacionável. Ele é uma parte fundamental do que nós somos, da nossa personalidade e do nosso lugar na comunidade.
No momento em que o valor do trabalho fosse só o resultado da lei da oferta e da procura, sem limites, uma pessoa não seria distinguível duma soma de dinheiro ou dum terreno arável. O que isso provocaria à comunidade seria devastador. Uma comunidade que não promove o trabalho e que não o valoriza acima de tudo é uma comunidade condenada.
Nunca, como hoje, foi tão importante defender a função social basilar do trabalho e um salário mínimo condigno. É que estão mesmo sob ataque. Ninguém se iluda com propostas de campanha eleitoral.
2- A carga fiscal já representa 41,1% do PIB. A micro- consolidação orçamental alcançada, os ligeiríssimos sinais de melhoria foram alcançados à custa de um aumento brutal da carga fiscal que gerou um empobrecimento, também, brutal dos portugueses. Numa palavra: tanto esforço para nada. E onde é que incidiu o maior crescimento de impostos? Claro, sobre o trabalho."
(Pedro Marques Lopes - Diário de Notícias)


sábado, 12 de Abril de 2014

O problema é nosso

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"1. Em mais um notável "inconseguimento", Assunção Esteves acha que "o problema é deles". Ora a primeira coisa a dizer é que é uma pena que a senhora presidente da Assembleia da República, segunda figura do Estado português, tenha esta má relação com as palavras. Que seja tão pouco política. Que não se proteja em declarações previsíveis. Que não prepare as respostas a perguntas de agenda. No fundo, que nem sempre faça corresponder a qualidade do discurso à responsabilidade do cargo.
Neste caso, o das relações com a Associação 25 de Abril, ou do regresso dos capitães de Abril às comemorações da data histórica na Assembleia da República, a resposta já citada tem um lado que até pode ser entendido como ofensivo. Mas é sempre uma resposta que divide. Parece que de um lado ficam uns, os deputados ("nós"), e do outro os capitães revolucionários de Abril ("eles").
Essa divisão não é boa para a sociedade portuguesa e, sobretudo, nem sequer corresponde ao processo em curso, aberto por vontade expressa de Assunção Esteves.
2. Nesta altura convém lembrar factos que parecem esquecidos. Primeiro: os chamados "capitães de Abril", hoje homens com outros postos militares, não costumavam falar nas cerimónias na Assembleia da República. Durante alguns anos um seu destacado elemento, Marques Júnior, falou em ocasiões semelhantes, é verdade, mas fê-lo já como deputado, escolhido pelo seu grupo parlamentar, o do PS.
Segundo: foram os capitães, unidos na Associação 25 de Abril que agora fala por todos, quem entendeu deixar de comparecer nas cerimónias comemorativas da data. E fizeram-no, convém recordar, desde há dois anos, como um ato de discordância política em relação ao governo de Pedro Passos Coelho que, como todos os outros desde aquele dia fantástico, também foi eleito pelos portugueses.
Terceiro: foi uma iniciativa de Assunção Esteves, tendo em conta a data redonda dos 40 anos, que abriu o tema do regresso dos capitães de Abril ao Parlamento endereçando um convite concreto para um lugar que ficou sempre em aberto.
Tudo isto são factos, não são opiniões: foram os capitães que abandonaram as cerimónias; e foi a Assembleia da República, através da sua presidente, que tornou bem claro que gostaria de os ter de volta.
3. A Associação 25 de Abril representa um conjunto de pessoas a quem todos nós, portugueses, devemos muito - mesmo aqueles que, por idade ou ignorância da história do seu País, entendem que não devem nada.
Estes homens, que hoje parecem falar vindos de um passado longínquo, prestaram grandes serviços a Portugal - e não foi só naquele dia. Fizeram-no quando deixaram livremente o poder, extinguindo por vontade própria o então chamado Conselho da Revolução. Ou, também, quando se tornaram imunes ao desvario criminoso em que caiu um dos seus: Otelo Saraiva de Carvalho.
Foram várias as ocasiões em que os capitães de Abril se mostraram dignos da sua responsabilidade e do seu único objetivo: devolver a liberdade aos portugueses. Homens bem preparados como Melo Antunes, corajosos com Salgueiro Maia, íntegros como Ramalho Eanes ou voluntariosos e patriotas como Vasco Lourenço cumpriram com nota 20 a sua missão histórica.
E é, por tudo isso, que esta polémica não faz sentido, e incomoda todos aqueles que, como eu, não esquecem a dívida de gratidão por aqueles homens humildes, heróis de verdade, na altura também cansados de lutar numa guerra injusta e que sabiam ser impossível de ganhar.
4. A Associação 25 de Abril deveria entender, 40 anos depois, que a democracia faz o seu próprio caminho. Que nunca tem donos. Que os governos podem, e devem, ser alvo de críticas, mas que apenas reportam ao voto. E queàs vezes, talvez injustamente mas tem parecido, os antigos capitães de Abril parecem posicionar-se como donos exclusivos da verdade em relação ao momento de crise do qual o País procura sair.
Parece difícil, quase impossível, resolver em tempo útil este contencioso entre uma direita que guarda ciosamente o seu espaço e uma esquerda que estimula o descontentamento. O ultimato dos capitães ajudou a essa crispação.
Mais uma vez, vamos todos perder com isso.
Sim, excecionalmente, gostaria de ouvir os capitães de Abril falar nos 40 anos da Revolução dos Cravos. Não porque fossem dizer qualquer coisa de novo. Eles estão por aí, na liberdade pela qual lutaram, há muito tempo a dizerem o que pensam. Tenho, aliás, o pressentimento de que discordaria de muito do que diriam. Mas a democracia ficaria mais forte e o País mais distendido. O ganho seria esse. E seria significativo."
(João Marcelino - Diário de Notícias)

sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Parlamento: Mário Soares repete ausência nas cerimónias do 25 Abril

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O ex-presidente da República Mário Soares não vai participar, pela terceira vez consecutiva, nas cerimónias do 25 de Abril, na Assembleia da República em Lisboa, disse hoje o próprio à agência Lusa.

"Também não vou, como é óbvio. Eu sou solidário com os militares de Abril, sempre fui, quando eles não vão, eu também não vou", afirmou Mário Soares, em Cortes, Leiria, à margem da inauguração da exposição "Rostos da Revolução", na Casa-Museu João Soares.

O ex-chefe de Estado salientou que "quem fez o 25 de Abril foram exclusivamente os militares".
"E nós temos que estar gratos aos militares que fizeram o 25 de Abril, que nos deram a liberdade e que, ainda por cima, autorizaram que os partidos que eram clandestinos passassem [a estar] em liberdade. Tudo isto se deve ao 25 de Abril, como o Estado Social".

Questionado sobre a eventual participação numa outra iniciativa paralela às comemorações na Assembleia da República a realizar pela Associação 25 de Abril, Mário Soares respondeu: "Eu vou lá, claro que sim, se for convidado, sem dúvida nenhuma".

Mário Soares escusou-se ainda a comentar a posição da presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, sobre a participação da Associação 25 de Abril nas comemorações.

Na quinta-feira, Assunção Esteves declarou que convidou a Associação 25 de Abril para estar presente "e só" na sessão solene comemorativa da revolução e que se os militares impõem a condição de falar "o problema é deles".

No mesmo dia, o presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, afirmou que está a ser ponderada a realização de uma iniciativa em que seja proferida a intervenção que os capitães de Abril queriam proferir na sessão solene no parlamento.

Em 2012 e 2013, Mário Soares também não esteve nas cerimónias em solidariedade com a decisão da Associação 25 de Abril de não se fazer representar.(Notícias ao Minuto)

Notas do Papa Açordas: Soares faz aquilo que muitos portugueses vão fazer: "cagar" para as comemorações oficiais de uma direita que quer voltar ao 24 de Abril...

MANIFESTACIÓN CONTRA EL GOBIERNO DE MADURO

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Manifestación contra el Gobierno de Maduro

MANIFESTACIÓN CONTRA EL GOBIERNO DE MADURO

Manifestantes opositores al Gobierno de Nicolás Maduro participan en una marcha nocturna en la avenida Francisco de Miranda, en Caracas (Venezuela). El Gobierno y la oposición comenzaron un diálogo para tratar de encontrar salidas a la crisis política en el país en presencia de una representación de tres cancilleres de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) y del nuncio en Caracas, Aldo Giordano. (Miguel Gutiérrez / EFE)-(20minutos.es)



Ainda as tristes "comemorações oficiais" do 25 de Abril

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 Jumento do dia
    
Assunção Esteves, pensionista rica da democracia

Ir ao actual parlamento celebrar o 25 de Abril é mais ou menos a mesma coisa que ir a um baile de debutantes e encontrar uma sala cheia de putas, uma boa parte dos deputados não seriam ninguém sem esta democracia mas odeiam o 25 de Abil ou, pelo menos, o 25 Abril do povo português.

Assunção Esteves, a segunda escolha do PSD para presidir ao parlamento e uma personalidade que enriquece com pensões políticas adquiridas à custa de uma carreira feita à sombra da democracia e mais à custa de "inconseguimentos", para usar um termo muito querido da senhora, do que de outra coisa.

Se alguém tinha dúvidas sobre o que vai na cabeça desta senhora bastaria a ideia de recorrer a privado para patrocinar as celebrações do 25 de Abril, um sinal do que a senhor pensa desta data. Mas ao recusar dar a palavra aos que impuseram a democracia à direita portuguesa a senhor foi mais longe, não tanto pela decisão mas pela forma cobarde como o fez. E o que a senhora fez foi um convite ao boicote às celebrações oficias do 25 de Abikl.

O 25 de Avbril foi feito na rua e entre o povo e é aí que deve ser celebrado, entre os que amam a democracia e não são alérgicos a cravos.

In "O JUMENTO"

'PERFORMANCE' SOBRE LA LÍNEA DEL ECUADOR

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'Performance' sobre la línea del Ecuador

'PERFORMANCE' SOBRE LA LÍNEA DEL ECUADOR

Fotografía tomada el 9 de abril que muestra al artista alemán Heiner Boerger echando pintura sobre su obra Piensa sobre la Libertad, realizada sobre la línea del Ecuador en la reserva de Sweetwaters en Kenia. La obra incluye una performance del artista en la que sobrevuela en helicóptero sus pinturas sobre la línea divisoria. (Thomas Campean / EFE)-(20minutos.es)



Estado quase novo

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"Era um regime porreirito. É certo que tinha de acabar pela força, e que é uma vergonha que quem mandava e os membros da polícia política não tivessem sido castigados; inclusive o dia em que caiu foi o mais importante da nossa história. Mas estava-se bem, no Estado Novo.
É o que se conclui do inquérito efetuado em janeiro pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa em colaboração com o Expresso e por este divulgado: 42% dos respondentes dizem que o Estado Novo teve mais coisas negativas do que positivas; 28% acham que foi meio/meio e 19% que foram mais as coisas positivas. Ou seja, a maioria - 47% - vê um regime bom ou assim-assim. Os mesmos inquiridos acham porém que os responsáveis do regime deposto a 25 de abril - dia mais importante da história portuguesa para 59% - deviam ter sido julgados (56%); 45% que não foi feita justiça em relação aos pides (31% não sabem - saberão o que seja a PIDE?) e, não fosse aquele golpe a mandar a coisa abaixo, 55% acreditam que outro o faria brevemente.
Não conhecendo o resto do estudo, a ser apresentado numa conferência, anseio por saber se aos 1254 inquiridos foi pedido para explicarem por que raio acham que um regime tão anódino, quiçá simpático, deveria ter sido derrubado e os seus responsáveis castigados, assim como quais seriam, concretamente, os seus aspetos positivos e negativos. Já como a maioria dos respondentes valorizam a ideia de democracia não preciso que perguntem.
Nada disto é novidade, tendo em vista o que se ouve em fóruns radiofónicos e televisivos? Certo, mas evidência científica é outra coisa. Concluir disto o quê? O típico colunista/taxista português assacará, enojado, a "culpa" aos "políticos", essa raça de malandros que, claro, só medra na democracia (Salazar devia ser limpa-chaminés) e "deu cabo dela". Eu, perdoem, culpo a democracia. Esta nostalgia vingativa, que valoriza um passado miserável para desvalorizar o presente, esta espécie de iliteracia dos direitos é, paradoxalmente, obra dela. Mudou-nos tanto e tão completamente, fez--nos tão outros, tão outro País, permite-nos tomar tanta coisa por certa que já não somos, como comunidade, capazes de imaginar (ou lembrar, que é imaginar) o que é estar ou ser sem. Voltar atrás é tão impensável que podemos até brincar, namorar com isso.
Cuidado, porém: todos os impensáveis sucedem também por ninguém acreditar que sejam possíveis. Os impensáveis bons, como o 25 de Abril, e os outros."
(Fernanda Câncio - Diário de Notícias)

"O problema é deles", diz Assunção Esteves sobre exigência da Associação 25 de Abril

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Presidente da Assembleia da República trata reivindicações dos militares de usarem da palavra na cerimónia como algo "que não existe". Vasco Lourenço responde que, sendo assim, não estarão presentes.

A presidente da Assembleia da República afirmou esta quinta-feira que convidou a Associação 25 de Abril para estar presente na sessão solene comemorativa da revolução, e que se os militares impõem a condição de falar "o problema é deles".

"Todos os anos há convite à associação 25 de Abril. Este ano houve novo convite, o resto não existe, não comento o que não existe", começou por dizer Assunção Esteves aos jornalistas.

Confrontada com a condição de usar da palavra imposta pelo presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, para que os militares de Abril estejam presentes na sessão solene, Assunção Esteves respondeu: "O problema é deles". "Houve um convite para virem ao parlamento, só", frisou.

O assunto nunca foi levado formalmente a conferência de líderes nem se prevê que venha ser tratado na próxima, agendada para 23 de Abril. Isto porque nenhum partido incorporou a reivindicação da Associação 25 de Abril numa proposta formal de alteração ao formato habitual da cerimónia, que se cumpre no Parlamento com intervenções de um deputado por bancada, a presidente da Assembleia da República e o Presidente da República.

Notas do Papa Açordas: Esta senhora ainda é pior que o corta fitas! Se ela está reformada desde os 40 anos e é presidente da AR deve-o, exclusivamente, aos capitães de Abril... Não tenham medo das palavras... um filho da p-t-, é sempre um filho da p-t-...

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

ISRAEL PONE EN ÓRBITA UN NUEVO SATÉLITE DE VIGILANCIA

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Israel pone en órbita un nuevo satélite de vigilancia

ISRAEL PONE EN ÓRBITA UN NUEVO SATÉLITE DE VIGILANCIA

Imagen facilitada por el Ministerio de Defensa de Israel que anunció la puesta en órbita del satélite "Ofek 10", lanzamiento que tuvo lugar a última hora del miércoles y que fue coordinado con la estatal Industria Aérea de Israel. (EFE) - (20minutos.es)


Cortes: Freitas do Amaral aponta "mentira" ao Governo

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Freitas do Amaral disse, em declarações à Antena 1, que “se calhar, o Governo já sabia que um dia as medidas provisórias teriam de ser definitivas. Se foi assim, houve mentira”. Na perspetiva do fundador do CDS, o “novo modelo económico não se pode basear em salários baixos e em pensões baixas”.

“Acabou o pesadelo, acabou a fase pior, mas ainda há problemas sérios para resolver. Só que esses problemas não podem ser resolvidos através da austeridade pura e dura”. É esta a mensagem que Freitas do Amaral gostaria de ouvir do primeiro-ministro “terminado o período da troika”.

Aos microfones da Antena 1, o fundador do CDS revelou estar “convencido de que o Governo quer tornar as medidas provisórias em definitivas, o que parece uma péssima solução”. “Se calhar, o Governo já sabia que um dia teriam de ser definitivas. Se foi assim, houve mentira”.

Na perspetiva do professor, o Executivo não deveria, para já, “fazer grandes festas e deitar grandes foguetes” e deveria lutar para que Portugal não construa um “novo modelo económico baseado em salários baixos e em pensões baixas”. (Notícias ao Minuto)

Notas do Papa Açordas: Calculem que até Freitas do Amaral reconhece: este desgoverno é mesmo mentiroso!...

quarta-feira, 9 de Abril de 2014

UN AVIÓN SOLAR CAPAZ DE RECORRER MILES DE KILÓMETROS

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Un avión solar capaz de recorrer miles de kilómetros

UN AVIÓN SOLAR CAPAZ DE RECORRER MILES DE KILÓMETROS

El segundo prototipo del primer avión solar que ha sido capaz de recorrer miles de kilómetros y mantener una autonomía de más de 24 horas continuas sin una gota de carburante, el Solar Impulse II, es presentado en una ceremonia en la localidad suiza de Payerne. (EFE) - (20minutos.es)