quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A Saúde também está em crise...

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Primeiro de 2009 no Parlamento
Apesar de saúde ser o tema escolhido, crise domina debate com Sócrates

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O tema do primeiro debate quinzenal de 2009 com José Sócrates era a saúde, para anunciar mais médicos de família, camas para a rede de cuidados continuados e o primeiro banco público de células do cordão umbilical, mas a crise económica marcou o duelo entre o primeiro-ministro e a oposição.
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Na sua intervenção inicial, o chefe do executivo anunciou mais 8200 camas na rede de cuidados continuados e antecipou os objectivos na área de 2010 para 2009. O responsável prometeu, ainda, mais 250 novos médicos especialistas em medicina geral e familiar, bem como a criação do primeiro banco público de células de cordão umbilical, que em Portugal apenas tem sido explorado por duas empresas privadas.
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José Sócrates informou também que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) já pagou todas as dívidas vencidas e validadas aos fornecedores dos hospitais EPE (Entidades Públicas Empresariais) no valor de 900 milhões de euros. Ainda no campo da saúde, os social-democratas questionaram o Governo sobre aquilo que consideram ser o “funcionamento caótico” do INEM e da Linha Saúde 24, mas não obtiveram resposta.
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Passada a primeira fase dedicada ao tema - a saúde - a oposição, a começar por Paulo Rangel, líder parlamentar do PSD, questionou José Sócrates sobre as medidas de combate à crise, como o regime de dispensa de concurso público para obras de até cinco milhões de euros, que, segundo o Governo, pretende acelerar o investimento. "O ajuste directo, nós sabemos, favorece a má gestão, favorece a corrupção, privilegia o favorecimento, é realmente algo que é extremamente perigoso num ano eleitoral. Eu diria mais, nos projectos co-financiados não será aceite pela UE, pode ter essa certeza", considerou Paulo Rangel.
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Nota do Papa Açordas: Sócrates é um especialista a escolher temas para os habituais debates
quinzenais no Parlamento, são temas que, por norma, não o colocam numa grande exposição frente à oposição. Assim, desta vez, escolheu a Saúde, onde poderia anunciar a entrada de mais médicos, mais camas de cuidados continuados e o primeiro banco público de células de cordão umbilical, em detrimento do tema que preocupa a maior parte dos portugueses: a CRISE. Mas, mesmo assim, quesões colocadas por Paulo Rangel, sobre o "funcionamento caótico" do INEM e da Linha Saúde 24, NÃO OBTIVERAM RESPOSTA. Isto mostra o que Sócrates tem de soluções para p país: uma mão cheia de nada...
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