domingo, 12 de julho de 2009

Vizinhos barulhentos

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Juízes entendem que descanso é um direito constitucional
Impedir a vizinhança de dormir pode sair caro

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Que marteladas eram aquelas que se ouviam no andar de cima durante a noite? Seria gente surda a que ali morava, para ouvirem a televisão aos altos berros? Nos primeiros tempos, o casal com duas crianças e uma terceira a caminho ficou à espera que a vida no prédio voltasse à normalidade. Mas o que se seguiu foi o calvário de noites a fio sem pregar olho, porque em lugar do silêncio ouviam-se estrondos, mais marteladas e música.
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No início deste mês, fez-se justiça. O Supremo Tribunal de Justiça condenou a barulhenta vizinha desta família a indemnizá-la em cerca de 25 mil euros. "Não é uma sentença comum. Lamento que não haja mais tribunais a tomar este tipo de decisão", comenta o presidente da Associação de Inquilinos Lisbonenses, Romão Lavadinho, ressalvando que são raros os queixosos que decidem ir a tribunal, devido aos custos envolvidos. Isso, aliado ao facto de os autores do ruído se transformarem, perante as reclamações, em potenciais agressores dos queixosos, faz com que "a maioria das pessoas se acobarde" quando é confrontada com uma situação do género. "Esta sentença vai ajudar muita gente a recorrer a tribunal", antevê o representante dos inquilinos de Lisboa.
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Menos de um mês depois das primeiras queixas na PSP, em Setembro de 2001, o casal e as duas crianças começaram a sofrer retaliações. Primeiro a vizinha de cima atirou-lhes água. O polícia que tomou conta da ocorrência escreveu no relatório que as roupas que vestiam cheiravam a lixívia. Depois foi um vaso em barro, que atingiu o pai das crianças na cabeça. Veio acompanhado de um rol de insultos e ameaças: "Seus cabrões de merda", "Porcos", "Podem ir chamar a polícia, que eu não abro a porta", "Vou fazer-vos a vida infernal com o barulho que vou fazer". A promessa foi cumprida, ao ponto de a família ter de ir dormir para pensões e hotéis várias vezes.
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Notas do Papa Açordas: Infelizmente, é uma situação que acontece muitas vezes. Há vizinhos, que não interessam nem ao menino Jesus. E, fazer queixa à PSP, também não leva a nada, a não ser, por vezes, redobrar o ruído. Esta sentença é uma pedrada no charco. Oxalá faça jurisprudência, mas que não demore sete anos...
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6 comentários:

Unknown disse...

Olá caro compadre. Aqui está uma notícia que devia sair nos jornais para as consciencias começarem a acordar. Estas cenas vê-se no dia a dia e é pena. No entanto acho que derece sempre a pena fazer queixa desta gente ordinária. Numa alturas destas é bom arranjar, dentro do possivel, testemunhas.
Boa notícia.

Kruzes Kanhoto disse...

Quando é assim a solução é fazer ainda mais barulho. O agravar do problema e o avolumar de pessoas incomodadas conduzirá a uma maior rapidez na procura da solução.

Marreta disse...

Com diz o Kruzes Kanhoto, essa é capaz de ser a solução mais eficaz, porque introduz muito mais gente na confusão, e chega a uma altura em que o prédio se tranforma num caos e é necessário e urgente encontrar soluções rápidas a contento de todos.
Penso que se fosse comigo não aguentaria 8 anos, a coisa teria que ser resolvida com um banho de sangue.
Quanto às "encomendas" que moram por cima de mim e que de vez em quando se entretinham a atirar água e terra dos vasos para a minha varanda, resolvi como último recurso, digamos diplomático, escrever-lhes uma carta que resolveram rasgar e meter debaixo da minha porta. Apresentei queixa na polícia, já que a polícia se recusa a tomar conta da ocorrência ao vivo. Segundo eles só podem actuar em flagrante delito. No entanto tirei fotografias que juntei à queixa e tenho ainda a presença testemunhal do administrador do condomínio, caso seja necessário. A referida escumalha agora anda calminha e nunca mais reincindiram, talvez advinhando o que lhes espera. Em caso de reincidência, e a conselho de um advogado da familia, apresentarei queixa no DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal). Em último caso existe sempre a hipótese do banho de sangue, que na maioria das vezes resolve definitivamente a questão.

Saudações do Marreta.

Maquiavel disse...

Nem mais, Marreta, você fez e fez muito bem. Viver no medo de represálias? Será melhor isso ou aguentar calado? De qualquer maneira está-se sempre em perda! Mas pelo menos assim sempre se pode dizer "tentei!".

Infelizmente após o vaso na cabeça eu partiria para a ignoräncia, e bater-lhes-ia à porta, näo com uma carta, mas de espingarda. Näo tenho uma, mas o meu pai tem. Chatice.

Mas é isso mesmo... se nem a bófia nem o DIAP ajudarem, pronto, uma pessoa ao fim de dias sem dormir dá em doida, quanto mais anos...

Anónimo disse...

Bom,moro em Piracicaba,SP,em um condominio,o Terras IV.
A mais de 2 anos aguento minha vizinha,Maria Cintia Bras Jacob,que por sinal é advogada e mãe,nos perturbar com seus sons altos,gritos e seus 4 cachorros.
Não importa a hora,ela não tem respeito nem conhece a cidadania.
Tenho um bebe e realmente,é estressante aguenta-la.Ja tomamos providencias e nada dela parar.
Ela manda a gente chamar a policia e da risada.....que baixaria!
Olha,realmente é verdade,qto mais conheço o seu humano,mais amo os animais....(salvo algumas exceções).Grata.

Anónimo disse...

minha vizinha conversa com o marido até altas horas, quando tem visitas e festas é uma zona, eles gritam o tempo todo..debocham da gente, dizem que estão em suas casas. meu filho é autista e as vezes não consegue dormir no proprio quarto devido o som alto da cozinha, ta prejudicando a saúde dele e filho sabe como é... o que eu faço gente, conversar não adianta, to com vontade de dar na cara dessa abusada...