domingo, 13 de abril de 2008

OS VAMPIROS DO SÉCULO XXI

Mensagem recebida por e-mail e que interessa a muita gente:
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Qual deles é o pior?
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A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a enviar aos seus clientes mais modestos uma circular que deveria fazer corar de vergonha os administradores - principescamente pagos - daquela instituição bancária.
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A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço/qualidade em toda a gama de prestação de serviços, incluindo no que respeita a despesas de manutenção nas contas à ordem.
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As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo parágrafo sobre racionalização e eficiência da gestão de contas, o estimado/a cliente é confrontado coma informação de que, para continuar a usufruir da isenção da comissão de despesas de manutenção, terá de ter em cada trimestre um saldo médio superior a EUR1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras associadas à respectiva conta. Ora sucede que muitas contas da CGD, designadamente de pensionistas e reformados, são abertas por imposição legal.
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É o caso de um reformado por invalidez e quase septuagenário, que sobrevive com uma pensão de EUR243,45 - que para ter direito ao piedoso subsídio diário de EUR 7,57 (sete euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social para receber a reforma. Como se compreende, casos como este - e muitos são os portugueses que vivem abaixo ou no limiar da pobreza - não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar despesas de manutenção de uma conta que foram constrangidos a abrir para acolher a sua miséria.
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O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucros fabulosos e que aposenta os seus administradores, mesmo quando efémeros, com«obscenas» pensões (para citar Bagão Félix), a vir exigir a quem mal consegue sobreviver que contribua para engordar os seus lautos proventos.
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É, sem dúvida, uma situação ridícula e vergonhosa, como lhe chama o nosso leitor, mas as palavras sabem a pouco quando se trata de denunciar tamanha indignidade. Esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos servem sob a capa da democracia, em que até a esmola paga taxa.
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Sem respeito pela dignidade humana e sem qualquer resquício de decência, com o único objectivo de acumular mais e mais lucros, eis os administradores de sucesso.
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Nota do Papa Açordas: É um escândalo que a CGD faz, apesar de ser uma instituição bancária pública e estatal. Obrigam as pessoas a abrir uma conta para receberem a parca reforma, e depois aplicam-lhe despesas de manutenção. É UM ROUBO.

Belo negócio! Há mais nos CTT...


Esta alienação, realizada em 20 de Março de 2003, permitiu que a empresa Demagre (cujos sócios eram duas sociedades offshore) comprasse o prédio por 14,8 milhões de euros e o revendesse no mesmo dia por 20 milhões de euros à ESAF (Espírito Santo Activos Financeiros), do Grupo Espírito Santo. Nas buscas já realizadas, os investigadores encontraram documentos com a referência «Amigos CTT – sem recibo – 1.000.000,00 Euros».
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Investigação de Coimbra continua em Lisboa
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Dois administradores da empresa compradora e Luís Vilar, presidente da concelhia do PS e vereador da Câmara de Coimbra desde 1998, foram constituídos arguidos pelo DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal) de Coimbra, por crimes de corrupção e tráfico de influências.
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Mas o facto de. entretanto, ter sido instaurado outro inquérito semelhante no DIAP de Lisboa contra a então administração dos CTT, liderada por Carlos Horta e Costa – empresa que tem sede social em Lisboa – levou a que a investigação fosse transferida para a capital.
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O negócio dos edifícios já foi duramente censurado por auditorias da Inspecção-Geral de Obras Públicas e da Inspecção-Geral de Finanças. No caso de Coimbra, o prédio tinha sido avaliado em 17,7 milhões, em 2000. Quando os CTT decidiram vendê-lo, a TRAMCRONE (TCN), SA, propôs pagar 13,4 milhões. Numa semana, a administração dos CTT reviu duas vezes o preço: primeiro para 15,9 milhões de euros (em 12/12/2002) e depois para 14,8 milhões. A TCN acabou por passar os seus direitos para a Demagre.
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No mesmo inquérito, existem ainda suspeitas de irregularidades na venda, em 2004, de outro edifício dos Correios, localizado na avenida da República, em Lisboa, também à TCN. Esta empresa e a Demagre tinham em comum os dois principais administradores: Júlio Macedo e Pedro Garcez. (SOL)
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Nota do Papa Açordas: Estes não são de Peniche, são dos CTT! Logo quando o negócio foi feito, levantaram-se suspeições mas, politicamente, não houve vontade para averiguar... Claro está que, mais uma vez, a montanha vai parir um rato...

JUMENTO DO DIA

Seus invejosos!
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No caso da ida de Jorge Coelho começa a haver a impressão que os que vivem da sua profissão e critica o gesto do ex-ministro é que são uns malandros, o político que nunca geriu uma mercearia e que de repente vai parar à presidência de uma das maiores empresas de obras públicas é que é o exemplo de ética. O culminar desta estratégia foi a entrevista de Jorge Coelho ao "Correio dos Senadores" (Correio da Manhã) onde acusa os que o criticam de inveja.
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Tem razão, quando alguém vive bem por ser competente na sua profissão tenho admiração, mas quando alguém que nunca se esforçou muito fica rico por ter ganho o Euromilhões sinto inveja. É o que sinto em relação a Jorge Coelho, faço parte da esmagadora maioria dos portugueses a quem nunca sairá o Euromilhões e têm inveja dos sortudos que gastam dois euros e ficam ricos. (O JUMENTO)
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Nota do Papa Açordas: Loução tem razão, só os políticos anfíbios, sem qualquer experiência de gestão, conseguem tais malabarismos...É de louvar e suspeitar...

sábado, 12 de abril de 2008

ADSE: Reformados da função pública exigem devolução de descontos

ADSE: Reformados da função pública
Exigida devolução de descontos
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Os reformados da Função Pública querem que o Estado devolva os descontos "indevidamente" feitos para a ADSE, dado que Teixeira dos Santos admitiu ontem, na Assembleia da República, tratar-se de um "erro" o facto de estes terem de descontar um por cento da pensão durante catorze meses e não doze, como acontece para os funcionários no activo.
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Segundo Bettencourt Picanço, presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), este erro afectou 350 mil aposentados da Administração Pública, com uma pensão média de mil euros, aos quais já foi feito o desconto sobre o subsídios de Natal e de férias. Cada pensionista tem direito a ser ressarcido em 20 euros, já que um por cento de uma reforma de mil euros é dez euros.
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O Governo ainda não esclareceu se vai devolver o dinheiro cobrado a mais (cerca sete milhões de euros) aos pensionistas, mas os sindicatos admitem seguir para os tribunais se tal não acontecer.
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Teixeira dos Santos garantiu que o erro 'vai ser corrigido', mas, contactado pelo CM, o Ministério das Finanças recusa-se a adiantar prazos, referindo apenas que está a analisar a situação.
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O recuo do ministro resulta de o facto de um grupo de deputados do PS ter entregue, quinta-feira, no Parlamento um requerimento a questionar o Governo sobre a 'situação insólita'. (Correio da Manhã)
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Nota do Papa Açordas: Na altura própria, chamámos a atenção do governo para o facto dos catorze meses, em vez de doze, o que seria inconstitucional. Mas o governo foi cego, surdo, mudo e casmurro...Veja-se o facto de a ADSE nos fornecer assistência médica durante 12 meses e não 14, como estão a fazer...

Enriquecimento ilícito vai ser crime

Uma convenção da ONU ratificada por Portugal relança "pacote Cravinho"
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A Convenção da ONU contra a corrupção, ratificada por unanimidade do Parlamento em Julho de 2007, contempla a figura do crime de enriquecimento ilícito. Esta figura, porém, é inexistente na legislação portuguesa. Sem estabelecer prazos, a convenção obriga os estados à adopção de medidas legislativas "que se revelem necessárias para classificar como infracção penal" aquele crime, que é assim definido: " O aumento significativo do património de um agente público para o qual ele não consegue apresentar uma justificação razoável face ao seu rendimento legítimo".
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O pacote anticorrupção do então deputado socialista João Cravinho ia nesse sentido. "Na primeira versão, propus que fosse introduzido esse crime. Mas a direcção do grupo parlamentar alegou que era uma violação do estado de Direito, visto que invertia o ónus da prova", disse ao Expresso. Numa segunda versão, retirou aquele crime, mas mesmo assim não fez vencimento... (Expresso)
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Nota do Papa Açordas: O certo é que os deputados do PS não se interessaram muito por esta proposta de João Cravinho, e talvez seja fácil perceber porquê. Se, quem não deve não teme, porquê o medo dos deputados do partido socialista no seu agendamento. Talvez devam...ou têm telhados de vidro...

Médicos preocupados com "boys" nos centros de saúde

Coordenadores das USF estão contra a politização da gestão dos Centros de Saúde
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Os recém-criados agrupamentos de centros de saúde (ACES) vão permitir fazer 370 nomeações nos próximos tempos. Como dizia o outro, é fazer as contas - são 74 agrupamentos de centros de saúde, cada um com cinco administradores: o director-executivo, o presidente do conselho clínico e três vogais. O primeiro é nomeado pelo ministro da Saúde, os restantes pela respectiva Administração Regional de Saúde - que, por sua vez, é nomeada pelo ministro.
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A avalancha de nomeações que aí vem já motivou a contestação de mais de metade dos coordenadores das unidades de saúde familiar (USF) do país, que subscreveram um abaixo-assinado em que se insurgem contra a "partidarização dos agrupamentos de centros de saúde". No documento, denunciam o "processo tão frenético quanto subterrâneo" de concelhias e distritais partidárias de "imporem às ARS, não os melhores mas os mais devotos e obedientes".
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Ao Expresso, a ministra da Saúde aponta a competência e a concordância com a política do Governo como os dois critérios principais na escolha dos responsáveis pelos ACES. "Isto implica ter profissionais à frente da gestão dos agrupamentos que estejam de acordo com a reforma, porque se não boicotam tudo. E para que a reforma seja boa para a população temos que escolher pessoas com capacidade de gestão e que saibam o que vão fazer", afirma Ana Jorge.
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A questão dos critérios para a escolha dos responsáveis pelos ACES foi levantada pelo BE num requerimento ao Ministério da Saúde. Os critérios "são demasiado vagos e podem caucionar e permitir nomeações baseadas em motivações estranhas às instituições e às próprias funções a que respeitam", nota o deputado João Semedo. O director-executivo deve ser licenciado e ter "competência demonstrada no exercício durante pelo menos três anos, de funções de coordenação e gestão de equipa, planeamento e organização, mormente na área da saúde", e "formação em administração ou gestão, preferencialmente na área da saúde". Daqui conclui Semedo: "Não é de estranhar que em muitos casos as nomeações obedeçam mais à lógica dos interesses do partido no poder e da respectiva clientela partidária do que à capacidade, competência e currículo dos nomeados". (Expresso)
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Nota do Papa Açordas: Atenção boyada, ao ataque! Dada a nossa experiência de militante (não activo) do Partido Socialista, sabemos que as concelhias e as distritais, já têm, neste momento, esses cargos atribuídos aos boys, por si escolhidos. Sempre foi assim e, sempre há-de ser assim. Muitas vezes, ainda o cargo não está criado e já há um candidato escolhido.

O amigo de Jaime Gama recebe o "sr.Silva"

Jardim recebe o "sr. Silva" que tanto criticou
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Alberto João Jardim "esqueceu" as quezílias com o "sr. Silva" e recebe a partir de segunda-feira o "amigo Cavaco", na a primeira visita oficial à Madeira enquanto presidente da República.
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As divergências entre Jardim e Cavaco foram notícia ao longo dos anos e ainda há quem se lembre de que, em 2003, em Braga, o líder madeirense afirmou "Cavaco Silva não é o meu candidato". Na altura, descrevia-o como "o candidato do sistema" de quem não acreditava vir uma proposta de "alteração da Constituição, através de um referendo" como defendia.
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Em 2005, durante a campanha para as legislativas nacionais, Jardim endureceu mesmo as críticas a Cavaco Silva, depois de este ter admitido que "apostaria numa maioria absoluta do PS e não do PSD" e mostrado divergências com a actuação do então líder do PSD, Santana Lopes. Na altura, Jardim chegou a sugerir "a expulsão do sr. Silva do PSD".
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Mas a situação mudou. Este ano, Jardim recordou que quando Cavaco Silva começou a contactar os dirigentes do PSD com vista à sua candidatura a Belém lhe manifestou de imediato o seu apoio. "É a minha maneira de ser com os amigos, podemos ter quezílias, mas amigo é amigo", garantiu Jardim. Que admite que "foi muito crítico" com as posições assumidas por Cavaco Silva no passado, porque, "ao princípio, ele não entendia, como entende hoje, as autonomias, via-as com fortes desconfianças e, por outro lado, estava rodeado de algumas pessoas que também eram hostis à descentralização".
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Cavaco Silva iniciou mesmo oficialmente a sua campanha eleitoral na Madeira, e, no Funchal, a 7 de Janeiro de 2006, prometeu, caso fosse eleito, "ser sempre uma voz em defesa da autonomia regional". O que lhe valeu vencer as presidenciais em todos os concelhos do arquipélago.
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Hoje, Jardim elogia Cavaco "pela forma como tem exercido o seu mandato" e se "tornou uma referência de Estado".
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Cavaco Silva chega segunda-feira à tarde à Madeira, numa visita que se prolonga até ao dia 20. Deverá deslocar-se a todos os concelhos, incluindo à ilha do Porto Santo. Presidirá ainda às comemorações oficiais dos 500 anos da elevação do Funchal a cidade, data que se celebra a 21 de Agosto mas foi antecipada para coincidir com a visita do presidente da República. (Jornal de Notícias)
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Nota do Papa Açordas: Este amigo do sr.Gama está imparável. É capaz de dar as piruetas mais incríveis, e até parece que já tem fiéis seguidores, como aquele que o apelidou de Bokassa ainda há pouco tempo...

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Lei da Rolha para militares reservistas e reformados...

Antigos chefes militares dizem ter o "dever de falar" em público
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Um dos 'capitães de Abril' afirma que autor da proposta "tem visões"

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Os militares reformados, em especial se tiverem exercido cargos de chefia, têm o dever de transmitir publicamente as suas posições sobre questões que entendam ser do interesse da nação, defenderam ontem altas patentes na reforma, ouvidas sobre a proposta do novo Regulamento de Disciplina Militar (RDM) pelo DN.
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O general Martins Barrento, ex-comandante do Exército e co-autor de textos críticos sobre as políticas do sector publicados pela Revista Militar, disse ser "muito estranho" alargar a restrição da liberdade de expressão aos militares reformados e reservistas. "Um dos problemas que referi [na revista] foi o da pouca sensibilidade para os assuntos militares. Se a proposta for para a frente, isso só me dá razão", observou.
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O general Garcia Leandro, ex-governador de Macau e actual presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, disse que é "a consciência de cidadãos" que leva antigos responsáveis militares a tomar posições públicas. "Não conheço países no mundo onde oficiais aposentados e com uma longa carreira de serviço à Nação e ao Estado não possam transmitir as suas opiniões", assinalou.
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O vice-almirante Reis Rodrigues, autor de um site na Net dedicado às questões de Defesa e Segurança, deu o exemplo do chefe militar que discorda das opções da tutela e se demite, até por questões de consciência: ele "tem o dever, quase a obrigação", de dar a conhecer as razões da sua decisão, frisou. "A lealdade não é só com os responsáveis das instituições do Estado [que mudam], mas com o próprio Estado. Se sujeitam os militares na reforma às mesmas regras dos do activo, coarcta-se um direito", disse.
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O general Silvestre Santos, da Força Aérea, considerou estar-se perante "uma maneira perversa de não deixar falar" os militares reservistas e reformados. "Se for preciso alterar as leis para isso, fazem-no. Só não podem mudar a Constituição", adiantou o militar.
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Num tom cáustico, o coronel Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril, reagiu com ironia: "Deve haver alguém com visões. Vou--me fartar de rir se alguém quiser aplicar-me o RDM, por muitas estrelas que tenha em cima".
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O novo RDM prevê que os militares na reserva, reforma ou inactividade temporária fiquem sob a mesma regra de silêncio sobre a instituição militar que se aplica a quem está no activo. Em caso de incumprimento, os militares são sujeitos a sanções disciplinares. (Diário de Notícias)
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Nota do Papa Açordas: Vindo deste (des)governo já nada me admira, agora querem fazer uma lei da rolha para os militares reservistas e reformados. Onde já se viu isto? Só nas repúblicas das bananas ou no reino do sr.Bokassa, amigo de Jaime Gama... Tudo isto feito por um governo de um partido que se diz socialista, mas que, na realidade, não anda longe da extrema-direita...

Bruxelas preocupada com elevadas taxas de juro ao consumo praticadas em Portugal

Taxa acima de 12 por cento, é o dobro da mais baixa da UE

Bruxelas preocupada com elevadas taxas de juro ao consumo praticadas em Portugal

O crédito ao consumo em Portugal é muito mais caro do que no resto da UE
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A comissária europeia para os Direitos dos Consumidores manifestou-se hoje preocupada com a divergência das taxas de juro do crédito ao consumo, referindo que em 2007 a taxa aplicada em Portugal foi o dobro da mais baixa da União Europeia (UE).
"Estamos preocupados com a divergência das taxas de juro no âmbito do crédito ao consumo", afirmou Meglena Kuneva, dando como exemplo a taxa aplicada em Portugal, que em 2007 superou os 12 por cento, "o dobro da taxa mais baixa da União Europeia (UE)".
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"Esta divergência das taxas de juro evidencia o enorme potencial de um mercado interno da UE funcionar correctamente", afirmou a comissária durante o seminário "Os Produtos Financeiros e a Defesa do Consumidor", que decorre hoje em Lisboa organizado pela associação de defesa do consumidor Deco.
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Contudo, apesar de o mercado interno da UE ser o "maior mercado retalhista do mundo", com 500 milhões de consumidores, "não está a funcionar correctamente", uma vez que a maioria das transacções continua a ter ligação aos mercados nacionais, disse a comissária europeia.
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Meglena Kuneva acrescentou ainda que "subsistem também divergências de preços no mercado que se afiguram, por vezes, excessivas e que parecem igualmente ser dissonantes relativamente a um mercado aberto e competitivo a nível da UE".
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Na ocasião, o vice-presidente da Deco, Alberto Regueira, referiu que a protecção dos consumidores é um processo que "nunca se pode considerar perfeito" e sublinhou a importância de, face à "manifestação crescente de problemas nas instituições bancárias", existir um "controlo muito eficaz por parte das autoridades reguladoras do mercado".
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Também presente no seminário, o presidente da Associação Portuguesa de Bancos, João Salgueiro, disse que os efeitos da crise económica internacional não vão "contagiar" a economia portuguesa pela área financeira, mas sim "pela economia real", quando alguns sectores produtivos começarem a sentir mais dificuldades em exportar ou ter clientes.
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Segundo João Salgueiro, a crise internacional também poderá ser sentida em Portugal "com o arrefecimento da economia espanhola e com a situação dos portugueses que trabalham em Espanha". (Público)
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Nota do Papa Açordas: Se fosse alguma medida para penalizar o consumidor, certamente que a ASAE já ia amanhã para o terreno, para a aplicar. Como o abaixamento de juros é uma medida para bem do consumidor, jamais irá ser aplicada, para bem dos bancos, claro!

"Aquela coisa" da DREN ainda "mexe"...

Caso Carolina Michaëlis: DREN apresenta queixa contra uso público do vídeo
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A Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) apresentou uma queixa ao Ministério Público pelo uso público do vídeo filmado na escola secundária Carolina Michaëlis, no Porto, onde se via uma aluna no nono ano a resistir à professora que lhe tentava retirar o telemóvel, avança o “Rádio Clube”.
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A Entidade Reguladora da Comunicação recebeu também a queixa da DREN, que defende que as televisões e os jornais na Internet não podem reproduzir vídeos sem proteger a identidade das pessoas envolvidas nos mesmos.
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Por isso, a directora Regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, considera que as imagens são ilegais e violadoras da privacidade dos envolvidos. A directora diz que a comunicação social ultrapassou os limites éticos e legais, apesar de não querer acreditar na falta de profissionalismo dos jornalistas.
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Margarida Moreira admite mesmo sentir que “há uma campanha contra a escola pública” e que a partir de “duas ou três notícias que duram horas e semanas” se tem tentado passar a “imagem de um país que não tem um sistema público de ensino ajustado”. A professora sublinha, ainda, que os alunos envolvidos no caso da escola Carolina Michaëlis estão a ser “torturados” por alguns meios de comunicação social, mas sem adiantar nomes.
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De acordo com o “Rádio Clube”, em causa está a RTP e o site do semanário “Expresso”, por terem exibido as imagens do YouTube sem esconderem a identidade dos envolvidos, e a SIC, por ter emitido uma reportagem sobre indisciplina com uma imagem publicitária de um professor a destruir um telemóvel. (Público)
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Nota do Papa Açordas: Margarida Moreira, da DREN, a amiga do sr. sócrates, não está interessada em que estas desgraças da área da sua DREN, sejam conhecidas públicamente. E, assim faz tudo para o CALA e ABAFA, como se fosse posível tapar o sol com uma peneira... Por mim, esta senhora já tinha ido apanhar caracóis, ou melhor, pentear macacos para o conselho de ministros...

Memoria de la represión

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Memoria de la represión. Federico Frontini Grillo, Oscar del Hoyo, Raúl Dávila y Eduardo Fernández, miembros del Ejército Guerrillero del Pueblo, fotografiados por la policía tras su detención durante la represión de la dictadura militar argentina (1976-1983). Esta fotografía, como otras de desaparecidos y torturados que acabaron desechadas en archivos, han sido recuperadas en una exposición en Buenos Aires. (20 Minutos)

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Precariedade laboral

Parlamento
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Vieira da Silva sem resposta para desafios do BE sobre precariedade laboral
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O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, deixou hoje sem resposta o Bloco de Esquerda (BE) que lhe colocou quatro desafios, como o compromisso de regularizar a situação dos precários da função pública.
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O desafio foi feito primeiro pelo deputado bloquista José Moura Soeiro na abertura da interpelação no Parlamento sobre precariedade laboral e depois por Mariana Aiveca, já durante o período de debate.
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José Soeiro qualificou a precariedade laboral como "uma questão de civilização", deu vários exemplos de pessoas na situação de "falsos recibos verdes", para afirmar que "erradicar as protecções sociais associadas ao trabalho" é a "imposição da selvajaria liberal".
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O BE desafiou o Governo a adoptar a "limitação dos contratos a prazo a um ano", a "proibição de sucessivos contratos para o mesmo posto através de falsos temporários" e a "integração dos 117 mil precários do Estado".
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A estes três desafios, a deputada Mariana Aiveca juntou um quarto: o cumprimento da promessa do ministro de contratar mais 100 inspectores do trabalho, além dos 282 agora existentes.
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Ao Bloco de Esquerda, o ministro do Trabalho reconheceu existirem problemas sociais, "apesar da evolução positiva dos últimos anos", mas não respondeu directamente.
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Vieira da Silva enumerou as "políticas activas de emprego" e lembrou as iniciativas em curso, entre elas o Rendimento Social de Inserção, que já beneficiou cerca de 100 mil pessoas, ou o Complemento Social para Idosos.
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Face à insistência de Maria Aiveca, o ministro do Trabalho respondeu: "Se a senhora deputada considera que falar do salário mínimo, da qualificação dos portugueses, com o programa de estagiários remunerados para jovens, se acha que não tem a ver com precariedade, o problema é seu".
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E foi nessa altura do debate que Vieira da Silva voltou a garantir que, na revisão da legislação laboral, a prioridade do Governo é "conciliar a competitividade com contratação colectiva e o combate à precariedade".
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Na abertura da interpelação, no Parlamento, o deputado José Moura Soeiro definiu a precariedade como uma das "facetas da aberração da pobreza assalariada -- um em cada sete trabalhadores ganha tão pouco que está abaixo do limiar da pobreza".
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O cenário traçado continuou com o facto de Portugal ter "900 mil pessoas que trabalham a recibo verde" e que não têm subsídio de desemprego se ficarem sem trabalho". (Público)
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Nota do Papa Açordas: Até parece que ao Estado interessa esta situação dos recibos verdes, sempre são 117 mil precários como vulgares funcionários públicos, mas sem direito a qualquer subsídio. É bom lembrar os falsos bolseiros, que não descontam para a reforma e que são contratados por organismos estatais para cumprirem funções de rotina, e nunca para doutoramentos ou pós-graduações.
Que tal o Parlamento criar uma Comissão de Inquérito para tratar deste caso?...

Telefone, Internet e televisão


Poupe 25 euros se pagar serviços de comunicações em pacote
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Efeitos de separação da PT e da PTM para consumidores. Os pacotes de serviços de comunicações, os chamados «triple» ou «double play», chegaram para ficar, mas também para permitir poupanças significativas e que podem chegar até aos 25 euros. É o efeito, como já tinha sido antecipado, da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pela Sonaecom sobre a Portugal Telecom, que trouxe mais concorrência.
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A verdade é que, apesar do falhanço desta operação, tornou-se obrigatória a separação entre a Portugal Telecom e a PT Multimédia (agora Zon Multimédia) e os benefícios para os consumidores já se estão a verificar. Ambas as empresas tiveram que criar os serviços que não disponibilizavam e estão a concorrer não só com as outras operadoras, mas também entre si.
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A guerra das operadoras é a fidelização dos clientes e, por isso mesmo, estas fazem pacotes de serviços com preços cada vez mais apetecíveis, não compensando assim pagar as ofertas em separado.
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Para começar, é importante que perceba o conceito: por «triple play» entende-se por uma oferta de três serviços-telefone, Internet e televisão-e o «double play» tem, como o próprio nome indica, apenas dois deles.
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Quais as mais baratas?
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Saiba então que, se somarmos a assinatura de um telefone a um acesso à Internet e a um pacote de canais de televisão vai custar quase 60 euros. Mas se compararmos as ofertas «três em um» verificamos que as mais baratas são as da AR Telecom (TvNetTel), da Sonaecom (Clix e SmarTV) e da Zon Multimédia (TV, Net, Phone) ao rondarem os 38 euros. As mais caras e com um custo mensal de mais de 50 euros são as da Cabovisão e da Portugal Telecom, com os respectivos pacotes Triplo 3 e Meo.
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No entanto, estas propostas têm diferenças entre si e têm de ser consideradas consoante as necessidades e preferências de cada um. Mesmo assim, qualquer uma delas fica mais barata, na melhor das hipóteses, em quase 25 euros e, na pior, em quatro euros por mês se pagar estes serviços em separado. E há ainda as vantagens de não se pagar assinaturas de telefone e das campanhas pontuais que as operadoras estão constantemente a fazer.
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Outro ponto a favor é obviamente o facto de se pagar uma só conta, o que é muito mais cómodo. O senão é que se a linha avariar fica simultaneamente sem qualquer um dos três serviços. (Agência Financeira)
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Nota do Papa Açordas: Como no poupar é que está o ganho, nós já mudámos para a ZON Multimédia e, na realidade, o serviço é muito melhor que a SAPO.

PCP denuncia que metade das empresas do PSI-20 é gerida por ex-governantes

Apontado caso de Jorge Coelho na Mota-Engil
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PCP denuncia que metade das empresas do PSI-20 é gerida por ex-governantes
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O Bloco de Esquerda e o PCP apontaram hoje, no Parlamento, a nomeação de Jorge Coelho para presidir à Mota-Engil como um exemplo de promiscuidade entre a política e os negócios. O PCP foi mais longe e desfiou uma longa lista de ex-governantes que foram para grandes empresas. E ficou sem resposta de todas as bancadas.“
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Metade das empresas do PSI-20 tem ex-governantes nos seus órgãos sociais”, denunciou hoje Bernardino Soares, líder da bancada do PCP. Sem nunca referir nomes – à excepção de Jorge Coelho – o dirigente comunista deu outros exemplos de ex-ministros de Obras Públicas que ingressaram em grandes empresas, como Ferreira do Amaral (PSD), na Lusoponte, António Mexia (PSD) na Galp e depois na EDP.
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Bernardino Soares referiu também muitos casos na banca: um ex-ministro PSD (Fernando Nogueira), um ex-secretário de Estado da presidência (Paulo Teixeira Pinto, PSD) e um ex-ministro-adjunto (Armando Vara, PS) no BCP. O Banco Santander recrutou uma ex-ministra das Finanças (Manuela Ferreira Leite, PSD) e um ministro da Presidência (António Vitorino, PS). Foram também referidos "vários ministros e secretários de Estado" que foram para o Banco Espírito Santo, Banco Português de Negócios ou Banco Privado Português.
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Noutras áreas, o líder da bancada do PCP referiu ainda um secretário de Estado da Saúde (José Lopes Martins, PSD) para a administração do Hospital Amadora-Sintra cujo contrato negociou, um ex-ministro do Desporto e da Administração Interna (Fernando Gomes, PS) na Galp, e um ex-ministro das Finanças (Pina Moura, PS) na Iberdrola e na Prisa.
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Nem mesmo a Assembleia da República escapou ao rol: "Até temos um deputado, porta-voz de um partido, e logo o mais representado que é provedor das empresas de trabalho temporário e defende, claro está com toda a independência que a legislação laboral devia ser mais liberalizada", prosseguiu Bernardino Soares, referindo-se ao dirigente socialista Vitalino Canas.
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Para o líder da bancada comunista, “esta situação de promiscuidade mina os alicerces do Estado democrático, compromete a independência de decisão e dá justificadas razões para que o povo esteja descrente nos partidos que alternam a governação”. Esta declaração política foi recebida com silêncio. Nenhum partido quis intervir. Minutos antes o Bloco de Esquerda, pela voz de Helena Pinto, também defendeu como “imperativo democrático o fim da promiscuidade entre a política e os negócios”.
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Depois de citar o exemplo do ex-ministro Ferreira do Amaral ter negociado a concessão à Lusoponte e presidir agora àquela empresa, Helena Pinto referiu o caso de Jorge Coelho na Mota-Engil, “uma das construtoras com maiores interesses nas actuais concessões de auto-estradas, algumas delas assinadas pelo próprio Jorge Coelho, e nas futuras obras públicas agora anunciadas pelo primeiro-ministro”.
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Para a deputada do Bloco de Esquerda, “esta promiscuidade” entre a decisão política e os negócios das grandes obras públicas é “inaceitável”. O Bloco de Esquerda apresentou um projecto de lei sobre o reforço das incompatibilidades dos titulares de cargos públicos e políticos que prevê o aumento de três para dez anos o limite de ingresso de políticos em empresas por si governadas. O limite actual também foi considerado “ridículo” pelo PCP.
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Em defesa de Jorge Coelho, o deputado socialista José Junqueiro disse não poder aceitar que se façam “juízos de valor sobre a honestidade de pessoas que estão na vida pública”. Jorge Coelho “saiu da política há sete anos, a lei das incompatibilidades não foi ferida”, disse Junqueiro, refutando a ideia de que o Parlamento seja transformado num “tribunal popular”. (Público)
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Nota do Papa Açordas: Já se viu, em inúmeros casos, que a política não passa de um trampolim para um emprego bem remunerado. Na lista elaborada pelo PCP, ainda faltam nomes como Ângelo Correia, Paulo Portas, Dias Loureiro... e tantos outros. A ética é muito bonita, mas raramente é cumprida...

FMI prevê economia mais fraca em 2008

O Fundo Monetário Internacional (FMI), puxou da caneta vermelha
e não teve dúvidas: para 2008, cortou no crescimento da economia
portuguesa, que , pelo sétimo ano consecutivo, cresce abaixo da União
Europeia, como se pode ler no Diário de Notícias.
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O Fundo conseguiu enervar o governo que aposta agora desmascarar
o "pessimismo das previsões" da instituição sediada em Washington.
O governo mantém a previsão de 2,2% para este ano, enquanto o FMI
contrapõe 1,3%.
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O desemprego, de acordo com governo e FMI, deverá ficar pelos 7,6%.

Desnutrición extrema

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Desnutrición extrema. Jason López, de nueve años de edad, en un hospital de San Pedro Sula, Honduras, donde se recupera de su severa desnutrición; pesa ocho kilos. El caso fue denunciado a la Policía por los vecinos. Se trata de un caso extremo en un país en el que el 30 % de los menores sufre desnutrición. (20 Minutos)

AGORA É QUE VÃO SER ELAS

AGORA É QUE VÃO SER ELAS
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«A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) poderá começar a visitar os escritórios de advogados, para verificar se respeitam as regras impostas pela lei, no que diz respeito à afixação, em local visível, de uma tabela com os preços que cobram pelos serviços jurídicos, mas também para fiscalizar se possuem livro de reclamações, avança o «Jornal de Negócios». » [Portugal Diário]
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Parecer: Vai ser lindo ver os ninjas da ASAE a assaltarem os escritórios de advogados com a cara encoberta e levando atrás um batalhão de jornalistas admiradores das façanhas do inspector-geral que fuma cigarrilhas em locais onde pode prejudicar a saúde dos outros.
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Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proponha-se que os primeiros escritórios "invadidos" sejam aqueles onde trabalham deputados, em especial deputados da maioria, para que dêem o exemplo.» (O JUMENTO)
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Nota do Papa Açordas: E, já agora, podiam ir acompanhados pelo fisco...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

IUC - Governo falha início de apreensão online de veículos


Desde o início do ano e até meados de Março foram apresentados um total de 6552 pedidos de apreensão de veículos.
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A apreensão de veículos na Internet, no âmbito do imposto único de circulação (IUC), ainda não está disponível, ao contrário do que foi anunciado pelo secretário de Estado da Justiça, João Tiago Silveira.
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No mês passado, o governante tinha anunciado a medida no Parlamento para iniciar dia 1 de Abril, mas tal não se verificou até hoje. Segundo o gabinete de imprensa do Ministério da Justiça, a nova data será anunciada ainda este mês, bem como o modo de funcionamento.
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A apreensão de veículos é a solução possível para os proprietários que agora se vêem confrontados com o pagamento do IUC relativo a carros que venderam há vários anos, mas cujo registo comercial não foi actualizado.
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Actualmente, o pedido de apreensão pode ser feito apenas nos serviços da ex-Direcção-Geral de Viação, nas conservatórias do registo automóvel e junto das autoridades policiais, no âmbito do regime transitório criado este ano pelo Governo.
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Ao abrigo deste regime, foram apresentados 6552 pedidos de apreensão de veículos desde o início deste ano e até meados do mês passado, o que representa um aumento de 350 por cento face ao mesmo período de 2007.
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Com o pedido de apreensão do veículo em causa, os contribuintes podem evitar o pagamento do IUC de viaturas que já não possuem. Esta foi a forma encontrada pelo Governo para contornar a desactualização do registo automóvel, estimada em cerca de um milhão de veículos.Desde o início do ano e até meados de Março foram apresentados um total de 6552 pedidos de apreensão de veículos. (Público)
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Nota do Papa Açordas: Não faz mal, já estamos habituados ao incumprimento de promessas por parte deste governo. É só mais uma...

Com coração de suicída, matou-se


Com coração de suicida, matou-se
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Um norte-americano que tinha recebido o coração de um suicida num transplante feito há 13 anos, matou-se da mesma forma que o seu doador, afirma uma reportagem do jornal "Beaufort Gazette".
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Segundo o jornal, Sonny Graham sofria de insuficiência cardíaca quando recebeu, em 1995, o coração de Terry Cottle, que se tinha suicidado com um tiro na cabeça.
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Depois de um ano com o novo coração, procurou a família de Cottle para agradecer pelo órgão e acabou por se envolver e casar com a viúva do doador, Cheryl Cottle, em 2004.
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O jornal cita fontes da Polícia e afirma que, na semana passada, Sonny Graham, que morava no Estado norte-americano da Geórgia com a esposa e tinha 69 anos, se matou com um tiro na garganta, na garagem da casa.
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O fenómeno da herança de traços da personalidade do doador em transplantados já foi estudado por cientistas. Em 2002, a revista científica "Journal of Near-Death Studies" publicou uma pesquisa extensiva, realizada pelo neuroimunologista Paul Pearsall, sobre este assunto. Pearsall entrevistou 150 transplantados com coração ou pulmões e afirmou que as células vivas do tecido do órgão transplantado tinham capacidade de memória.
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A teoria, conhecida como "memória celular", foi tema de um livro escrito por Pearsall e inspirou ainda outra publicação "A voz do coração", da professora de dança Claire Sylvia.
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Apesar dos estudos sobre a herança da personalidade dos doadores, vários especialistas em transplantes afirmam que ainda há pouca prova científica sobre esta relação. (Jornal de Notícias)
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Nota do Papa Açordas: Será que as células vivas do tecido do órgão transplantado têm capacidade de memória? Muito interessante...

Ângelo Correia insatisfeito com o actual PSD

Dirigente social-democrata não sabe se regresso à vida política valeu a pena

Ângelo Correia considera “totalmente insatisfatória” a situação do PSD
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O dirigente do PSD Ângelo Correia considerou hoje "totalmente insatisfatória a situação" do partido e disse que não sabe ainda se o seu regresso à vida política activa valeu a pena. O presidente da Mesa do Congresso social-democrata falava aos jornalistas no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), onde decorreu hoje um debate sobre finanças públicas promovido pelo PSD.
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Ângelo Correia apontou dois objectivos para o PSD: "Refazer a qualidade do partido, que foi perdida nos últimos anos, e refazer a necessidade de pensar". Questionado se isso está a ser feito pela direcção de Luís Filipe Menezes, respondeu que "ainda não. Para mim, é totalmente insatisfatória a situação. É preciso o partido dedicar-se muito mais a pensar, a reflectir e a falar com o País".
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"Sem isso, estaremos longe de criar as condições para os portugueses sentirem que somos melhores. Ninguém se intitula melhor do que outros. O que é essencial é provarmos, no trabalho, no estudo, na dedicação, na inteligência, na inovação", acrescentou. De acordo com Ângelo Correia, "o líder do PSD [Luís Filipe Menezes] está empenhado nisso".
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O ex-mandatário nacional da candidatura à liderança do partido de Luís Filipe Menezes referiu que deu "uma volta" na sua vida para regressar à política activa. Interrogado se esse regresso valeu a pena, respondeu: "Só se pode fazer um balanço final quando acabar o mandato desta direcção. Até agora, o meu balanço não é satisfatório, não é". E acrescentou: "Os meses de Janeiro a Março foram três meses perdidos, com disputas internas por razões menores". "Espero que retomemos a linha que tinha sido pensada em Outubro e Novembro. Se isso acontecer, e prevejo que isso aconteça, estaremos no bom caminho", concluiu. (Público)
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Nota do Papa Açordas: Nunca percebemos o motivo pelo qual Ângelo Correia resolveu apoiar Meneses: se, pela sua amizade ou, pelo "pó" que tinha a Marques Mendes...Resta-lhe a porta de saída e ir apoiar o seu empregado: Pedro Passos Coelho...