terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Anticongelante por la ola de frío


Un avión de Lufthansa es rociado con líquido anticongelante en el aeropuerto de Hannover (Alemania) en la madrugada. Los meteorólogos anuncia la llegada de una ola de frío en los próximos días. (Julian Stratenschulte / EFE)-(20minutos.es)
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Presidente pressionado para se aproximar do governo de Passos

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Apoiantes de Cavaco consideram um “disparate” falar no afastamento de Vítor Gaspar. Presidente teve de vir negar divergências com governo


A pressão para que o Presidente da República se aproxime do governo é evidente e surge pela voz de alguns dos principais apoiantes de Cavaco Silva, que alertam para a necessidade de uma boa relação institucional, sobretudo numa altura em que o país atravessa uma grave crise.

O ex-conselheiro de Estado António Capucho lamenta que algumas vozes, aparentemente ligadas ao Presidente da República, “levantem problemas de forma disparatada”. Capucho apela à “solidariedade institucional” e, em relação à notícia do jornal “Público” que apontava para o desejo de alguns cavaquistas de afastarem Vítor Gaspar, defende que “é disparatado pôr em causa o ministro das Finanças”, que “ganhou credibilidade junto da opinião pública e é um dos ministros que melhor têm desempenhado o seu papel”.

Couto dos Santos, que se assume como cavaquista, concorda que Gaspar “está a fazer um bom trabalho” e não tem dúvidas que “o Presidente da República estará ao lado do governo em termos de unidade para recuperarmos desta situação”. “Se tivesse dúvidas disso, seria uma enorme desilusão”, avisa este deputado do PSD.

Já Silva Peneda, que também pertenceu aos governos de Cavaco, lamenta que “andem a brincar com coisas sérias” e recusa alimentar “ficções”. “Eu sou cavaquista e nunca pedi que o ministro das Finanças saísse”, diz o presidente do Conselho Económico e Social.

Notas do Papa Açordas: Se há necessidade para um desmentido, é porque aconteceu algo de muito estranho, entre cavaquistas e "coelhistas"... Como o povo diz, "não há fumo sem fogo"...

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Passa para cá a soberania

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Manuel António Pina

Os olhos cobiçosos da Alemanha voltam-se de novo para a
soberania dos países "periféricos". De facto, confirmando uma
notícia avançada pelo "Financial Times", a AFP revelou que
uma "nota informal" apresentada ao Eurogrupo pela Alemanha
(que ainda é devedora à Grécia de muitos milhares de milhões
que foi condenada a pagar-lhe a título de dívidas de guerra) no
sentido de que a Grécia seja forçada a ceder a sua soberania
orçamental em troca de novo pacote de "ajuda".

Os olhos cobiçosos da sra. Merkel não são substancialmente
distintos, senão nos processos, dos que uma outra Alemanha
deitou há décadas à soberania dos países vizinhos, Grécia incluída.
Taxas de juro usurárias e batalhões de burocratas com "certos
poderes de decisão" que reforcem "o controlo dos programas e
das medidas 'in loco'" são coisa mais discreta mas não menos
arrasadora do que "panzers" e exércitos de ocupação. O seu
efeito prático é, porém, o mesmo: a sujeição de um país e de
um povo.

Que o actual Governo português, vendo as barbas gregas a
arder, persista em atirar o país para o desastre, vergando-se
a "ajudas" arma(dilha)das e afundando a economia no ciclo
infernal da austeridade e da recessão, ou é cegueira obstinada
(do género da de quem não quer ver) ou coisa pior. -

Neste contexto, a intenção do mesmo Governo de pôr fim ao
feriado que recorda a data da Restauração da Independência
assume hoje uma involuntária carga simbólica.(Jornal de
Notícias)
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domingo, 29 de janeiro de 2012

José Lello omite mais de 600 mil euros do Tribunal Constitucional

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José Lello omitiu uma conta de 658 mil euros, durante 14 anos, ao Tribunal Constitucional.

O deputado do PS detinha desde 1988 uma conta num fundo, partilhada com a mulher, que ultrapassava os 658 mil euros.

José Lello deveria tê-la declarado ao Tribunal Constitucional a partir de 1995, mas apenas o fez quando entregou a declaração de rendimentos relativa ao início de funções de deputado, em 2009.

Em sua defesa, o antigo membro do governo de José Sócrates justificou a omissão da conta dizendo que desconhecia a lei.

Notas do Papa Açordas: Como é que um deputado da Assembleia da República, e antiga membro do (des)governo do sr. Sócrates, pode alegar desconhecimento da lei?

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Cavaquistas defendem saída de Vítor Gaspar do Governo

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É absoluta a discordância de algumas das mais proeminentes personalidades do cavaquismo e do próprio Presidente da República sobre a condução da política orçamental e as prioridades para a organização das finanças públicas, que têm sido adoptadas pelo Governo.

O PÚBLICO sabe que, dentro deste grupo de personalidades que apoiam Cavaco Silva, há quem defenda já que o Governo deve substituir o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, que vêem como "um ultraliberal" que está a "dar cabo" do modelo social e económico construído após o 25 de Abril e no qual, frisam, os três governos de Cavaco (1985-1995) tiveram um papel crucial.

A questão de fundo - que tem criado tensão entre o Governo e o Presidente, cuja existência o Expresso ontem noticiou - passa pelo facto de que estas personalidades, a maioria das quais com conhecimento e reflexão precisamente na área económica, quando não mesmo em finanças públicas, como é o caso do próprio Cavaco Silva, verem como errado que as medidas de austeridade que são impostas pela crise da dívida pública sejam concretizadas com um enquadramento que vai conduzir, acreditam, à destruição da classe média e, consequentemente, do tecido económico português, que assenta em pequenas e médias empresas, que vivem do consumo.

É notório, nas conversas com as personalidades do cavaquismo, o crescendo de preocupação sobre o que vêem como a "desestruturação da economia", pela ausência de investimento. Isso é transparente em vésperas de mais uma cimeira europeia, que decorrerá amanhã, segunda-feira, em Bruxelas, e em que os responsáveis dos 27 Estados-membros vão, pela primeira vez, discutir a necessidade de uma agenda para o crescimento económico e políticas de investimento.

Notas do Papa Açordas: Toda a gente sabe que o sr. PC (Passos Coelho) quer destruir a classe média. Para ele só interessa o défice, nada de economia, desemprego... Ainda bem que os cavaquistas resolveram movimentar-se...

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China helada al comienzo de su Festival de Primavera



Residentes locales disfrutan el enérgico clima de invierno sobre el lago congelado de Kunming en el Palacio de Verano en las afueras de Pekín (China). China está en una larga semana festiva que marca el inicio del Festival de la Primavera o el nuevo año lunar, que este año corresponde al Año del Dragón de acuerdo al calendario tradicional. (Adrian Bradshaw / EFE)-(20minutos.es)

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Credores voltam a colar Portugal à Grécia. Prolongamento da ajuda externa é inevitável

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Juros da dívida batem novo recorde, empurrados pelo contágio da má solução europeia para a Grécia. Economistas dão como certa a continuação da ajuda financeira. FMI confirma ao i que perguntará em Agosto ao governo pelos planos de financiamento para o próximo ano

O governo português e os líderes europeus tentam descolar Portugal da Grécia – os credores, contudo, não vêem para já grandes diferenças. Os juros da dívida pública portuguesa e os seguros de crédito contra o incumprimento da dívida voltaram ontem a bater recordes desde o início do euro, reflectindo a expectativa dos credores de que Portugal precisará de mais tempo e dinheiro – e que esse prolongamento do resgate possa levar a uma solução de reestruturação de dívida semelhante à que ainda está a ser negociada na Grécia.

“Há muita especulação, mas de todos os receios o mais forte é o de reestruturação”, considera Paulo Soares Pinho, especialista em finanças e professor da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Pedro Santa-Clara, gestor de activos financeiros e professor de Finanças também na Nova, concorda. “Isto é o contágio da situação da Grécia, de uma renegociação de dívida com alteração de leis a posteriori e recusa do Banco Central Europeu de partilhar perdas com os credores privados.” Portugal, que na percepção dos mercados “tem problemas idênticos aos da Grécia”, nota Santa-Clara, surge como o país logo a seguir na linha de contágio depois de resolvida a situação grega.

Os juros da dívida a pagar em prazos mais curtos foram os que mais subiram – mais de 20% a cinco anos –, num sinal de tensão grande do mercado. Os seguros contra o risco de crédito (Credit Default Swaps ou CDS) também tocaram máximos, levando alguns corretores deste instrumento financeiro a cobrar uma comissão à cabeça pela protecção vendida aos credores, além do juro periódico – outro sinal de anormalidade.

Notas do Papa Açordas: Todos os analistas económicos e credores dizem a mesma coisa: a crise portuguesa está no mesmo patamar que a crise grega... só os nossos (des)governantes opinam o contrário...

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Surcoreanos se manifestan contra el genocídio en Corea del Norte


Activistas surcoreanos se manifiestan contra la la violación de los derechos humanos en Corea del Norte en Seúl (Corea del Sur). (Jeon Heon-Kyun/ EFE)-(20minutos.es)
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Juros de Portugal batem máximos e já estão ao nível dos da Grécia em Agosto

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Os juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida portuguesa estão hoje a bater máximos históricos a cinco e dez anos, negociando quase a 20 e a 15 por cento, os mesmos valores exigidos à Grécia há cerca de seis meses.

Em agosto de 2011, os juros pedidos pelos investidores para negociarem dívida pública grega estavam no ponto em que Portugal está hoje, fazendo adensar as preocupações dos investidores. Hoje mesmo, em entrevista à agência Lusa, o economista Paulo Trigo Pereira afirmou que Portugal deverá mesmo ter de fazer uma reestruturação da sua dívida soberana, explicando que os seus próprios cálculos apontam para uma dívida pública na ordem dos 116 por cento face ao Produto Interno Bruto em 2015, e que só a partir dessa altura se poderá começar a reduzir esse rácio, e isto tendo em consideração que Portugal estaria a cumprir o programa da 'troika'.

Pelas 12:43 de Lisboa, os juros negociados no mercado secundário a cinco anos disparavam para os 19,583 por cento, a dez anos tocavam os 14,864 por cento e a dois anos situavam-se nos 16,114 por cento, segundo dados da agência de informação financeira Bloomberg, que revelam que a trajetória portuguesa está a distanciar-se da espanhola, por exemplo, que hoje registava o nível de juros mais favorável de sempre nos prazos de dois e a cinco anos.

No dia anterior, à mesma hora, os juros pagos na maturidade dos cinco anos situavam-se nos 19,461 por cento, nos dez anos transaccionavam-se nos 14,802 por cento e no prazo mais longo nos 16,093 por cento.

Notas do Papa Açordas: Apesar de toda a austeridade que o sr. Passos Coelho nos tem aplicado, o país caminha para ser una nova Grécia... mais desemprego, mais falências, mais fome, mais insegurança, mais crimes... Não tarda, que os juros alcancem os 50 %...

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Carvalho da Silva. Acordo de concertação social revela "impulso suicidário"

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- "O acordo de concertação social não é lei, não pode e não vai se prática e vamos agir", prometeu hoje no congresso da CGPT, Manuel Carvalho da Silva. Num discurso empolgado, acolhido por repetidos "A luta continua" gritados pelos delegados sindicais, Manuel Carvalho da Silva despediu-se da liderança da Intersindical.

Ainda sobre o acordo tripartido, Carvalho da Silva frisou que este merece repulsa, acrecentando, numa alusão à UGT, que "uma organização sindical não pode nunca apoiar um acordo destes", nunca "sanccionar medidas que vão contra os trabalhadores e o povo". E alertou para um patronato "insaciável", que "depois de um acordo assinado desencadeia ataque para outro", adiantando que prova disto é que "um elemento da troika veio ressuscitar" a questão da TSU.

Defendendo "o trabalho com direitos" e a "dignificação dos trabalhadores", Carvalho da Silva sublinhou que essas conquistas estão a ser postas em causa e sublinhou que a CGTP estará empenhada neste combate, ressalvando que entra agora na central uma nova geração que vem dar novo contributo à central. A renovação imposta pelo novo regulamento (que impede a eleição de dirigentes que cheguem à idade de reforma durante o mandato) implica a saída de Carvalho da Silva e de 1/3 dos históricos da maior central sindical portuguesa. Aplaudido de pé, Carvalho da Silva terminou com votos de êxito na luta que a CGTP se propõe.

Notas do Papa Açordas: Há muito que o PCP tentava substituir Carvalho da Silva por um militante mais ortodoxo. Salienta-se que Carvalho da Silva, desde que tirou o doutoramento, sempre disse que iria sair nesta altura, para prosseguir uma vida mais académica.

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Tragedia en Rio de Janeiro



Un hombre camina frente al lugar donde un edificio se derrumbó en el centro de Río de Janeiro (Brasil), sin que se haya informado del número de heridos ni de las causas del incidente. (Marcelo Sayão / EFE)-(20minutos.es)

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Carrilho: "Nunca vi em José Sócrates convicções socialistas"

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Manuel Maria Carrilho compara José Sócrates a Sarkozy no seu artigo de opinião “A repeteca”, publicado no Diário de Notícias.

“Ambos desvalorizaram sempre os valores, as ideias e as causas, em nome da alegada eficácia de uma acção constantemente encenada. Comungaram sempre do mesmo voluntarismo político, que ignora a complexidade das sociedades contemporâneas. Cultivaram sempre o mesmo reformismo "ao empurrão", e o mesmo pragmatismo da chamada "cultura de resultados", defende o ex-ministro da Cultura.

Para Carrilho, “a crise de 2008 apanhou-os, aos dois, completamente desprevenidos, e ambos se especializaram na negação das evidências até aos limites do possível”.O antigo embaixador de Portugal na UNESCO faz uma comparação: “Como hoje se fala de Merkozy, poder-se-ia então falar de Socrazy, ou de Sarkotes...”

Manuel Maria Carrilho garante que nunca viu em José Sócrates “convicções socialistas- no sentido europeu de "social-democrata" - mas antes uma atracção pela paródia em que infelizmente o socialismo tantas vezes se tem tornado, deslumbrado com o capitalismo financeiro, as novas tecnologias e os malabarismos da comunicação.”

Segundo o ex-ministro da Cultura, “na grande história do Partido Socialista, o "socrazysmo" foi um período atípico, que deixou um longo rasto de oportunidades perdidas, de casos estranhos, de histórias mal contadas e de encenações inúteis” Apesar de reconhecer que nem tudo foi mau, Carrilho garante que foram anos sem alma, numa constante deriva de valores e de convicções.”

Notas do Papa Açordas: Mais uma contribuição de MMCarrilho, para acertar contas com o sr. Sócrates. Era bom que o Estado português investigasse o enriquecimento galopante do ex-primeiro-ministro... Freeport, Cova da Beira, etc....

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ministra admite que em Portugal ainda há uma justiça para ricos e uma para pobres

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A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, admitiu hoje que Portugal ainda tem uma justiça para ricos e uma para pobres, defendendo, no entanto, que “há um fim de estado de impunidade que se pré-anuncia”.
Durante o debate do Clube dos Pensadores, que terça-feira decorreu em Gaia, a ministra da Justiça foi questionada pelo público sobre se, em Portugal, há uma justiça para ricos e uma justiça para pobres.
“Neste momento em Portugal há uma justiça para ricos e uma justiça para pobres a partir do momento em que se alguém tiver meios pode eternizar um processo, indo de recurso em recurso, suscitando uma série de incidentes e quem não tem esses meios não o pode fazer”, respondeu.
Paula Teixeira da Cruz, que começou o debate por fazer uma apresentação das medidas e trabalho do Governo no setor, sublinhou que aquilo que expôs “vai exatamente no sentido de pôr um fim a isso”.
“Se a pergunta clara é: temos uma justiça para ricos e para pobres? É verdade que ainda temos mas vamos caminhando no sentido de cada vez mais isso deixar de ser assim. Permitam-me que vos diga que começamos a ver detidos, presos que há 20 anos pensávamos impossível e, portanto, também é bom que se sublinhe os poucos passos que apesar de tudo se deram”, explicitou.
Segundo a ministra da tutela “era impensável ver algumas pessoas da sociedade portuguesa, a vários títulos, acusadas, outras presas, outras condenadas e, portanto, há um fim de estado de impunidade que se pré-anuncia”.

Notas do Papa Açordas: É muito positivo ver um governante reconhecer um facto que, desde há muito tempo, escandaliza a sociedade portuguesa. Na realidade, é triste verificar como os ricos se "safam" da chamada "Justiça", em relação aos pobres...

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Pedro Rosa Mendes: "Duvido que quem vive dobrado em democracia se endireite em tempos difíceis"

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O escritor e jornalista Pedro Rosa Mendes acabou a sua colaboração com a Antena 1, numa crónica emitida nesta quarta-feira de manhã, com declarado repúdio ao que diz ser “uma sociedade asfixiada por valores do silêncio, da cobardia, do bajulamento”.

O fim do espaço de opinião "Este Tempo", naquela emissora da RDP, motivou acusações de censura de dois dos seus colaboradores: o próprio Pedro Rosa Mendes, que disse ao PÚBLICO ter sido informado que “a administração da casa não tinha gostado da última crónica sobre a RTP e Angola” – na qual o jornalista critica o programa Reencontro –, e de Raquel Freire, que denunciou pressões. O director-geral da RTP, Luís Marinho, assegura que a decisão de acabar com o programa “já estava tomada há algum tempo”. Quatro dos cinco cronistas disseram ao PÚBLICO que só na segunda-feira foram informados de que o programa sairía do ar (link, só para assinantes).

Na terça-feira, a realizadora Raquel Freire usou o tempo de antena naquele espaço para falar sobre liberdade. Nesta quarta, Rosa Mendes dedica a primeira parte da sua crónica, de quase seis minutos (disponível aqui), ao livro de memórias recentemente editado em França do cineasta cambojano Rithy Panh, L'élimination [A eliminação], “documento histórico de grande intensidade”, para na segunda parte traçar um paralelo entre o regime dos Kmer Vermelhos e o Portugal dos nossos dias.

“Rithy Panh conta-me o Camboja dos anos 1970 e o seu livro reenvia-me, uma e outra página, com uma força que me deixa sem pulso, para o Portugal do presente. Para um país, precisamente, onde quatro décadas de democracia produziram, afinal, uma sociedade asfixiada por valores do silêncio, da cobardia, do bajulamento e dessa gangrena da nossa pátria que é a inveja social”, diz.

Continua Pedro Rosa Mendes: “Por junto, uma cultura mesquinha que quase sempre não há ninguém que diga aquilo que todos sabem, mas que todos devem calar. Uma terra onde, finalmente, se instalou o medo e uma noção puramente alimentar da dignidade individual. Traduza-se: ‘está caladinho, para guardares o trabalhinho’.”
Notas do Papa Açordas: Os tentáculos do polvo angolano já chegaram a Portugal: eliminação de tudo o que possa prejudicar os seus interesses... e, se possível, repôr a censura à Imprensa em Portugal... como comprovam os mais recentes acontecimentos...

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El domador y el león, una amistad peligrosa



El domador de leones Vladislav Goncharov mete la cabeza en la mandíbula de un león durante su espectáculo celebrado dentro la ceremonia de entrega de los premios del 36º Festival de Circo Internacional de Montecarlo (Mónaco). (Gaetan Luci / EFE)-(20minutos.es)

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Um pão, um pacote de arroz, um pacote de leite e moedas para ajudar Cavaco

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Entre 200 e 300 pessoas, segundo contas do PÚBLICO, boa parte deles reformados, compareceram à chamada para a manifestação à porta do Palácio de Belém, em Lisboa. Foi um protesto simbólico contra as declarações do Presidente da República a propósito das suas reformas.

Através do Facebook, que tem sido uma das plataformas a dar a maior visibilidade ao coro de protestos que se levantou a seguir, foi posta a circular um apelo de mobilização para esta terça-feira. Palavra de ordem: "Traz uma moeda pró Cavaco". Ao fim de uma hora de flash mob, que começou cerca das 17h30 e terminou 60 minutos depois, a organização tinha angariado um pacote de cereais e outro de leite, um pão, um cigarro, um pacote de arroz e moedas.

A organização tentou depois entregar estes bens na Presidência, mas foram impedidos de avançar, tendo em conta que o nível de segurança tinha sido elevado por causa da visita do presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy. Porém, Paulo Querido, um dos organizadores desta iniciativa, garantiu em declarações aos jornalistas que iriam acabar por entregar aqueles bens aos serviços da Presidência.

Esta iniciativa foi convocada na segunda-feira como uma flash mob. A adesão não atingiu os níveis de contestação que se tem ouvido pelo país, depois de Cavaco Silva ter dito, na sexta-feira, que a pensão que recebe da Caixa Geral de Aposentações (1300 euros) não daria provavelmente para pagar as despesas.

"Neste momento já sei quanto é que irei receber da Caixa Geral de Aposentações. Descontei quase 40 anos uma parte do meu salários para a CGA como professor universitário e também descontei durante alguns 30 anos como investigador da Fundação Calouste Gulbenkian e devo receber 1300 por mês, não sei se ouviu bem 1300 euros por mês”, disse Cavaco, de visita ao Porto, na sexta-feira, olhando o jornalista. “Tudo somado, o que irei receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas porque como sabe eu também não recebo vencimento como Presidente da República”.

Notas do Papa Açordas: Ñunca pensei que estas cenas se pudessem passar em Portugal. Absolutamente degradante para a imagem internacional do Presidente da República... Como se diz na minha terra, Cavaco Silva Silva pode limpar as mãos à parede e entregar o seu pedido de demissão...

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Buzos holandeses extraerán el fuel del Concordia



Buzos de la compañía holandesa Smit Salvage realizan una primera inspección del crucero Costa Concordia, encallado frente a la isla italiana del Giglio, para poner en marcha su plan de extracción de las 2.200 toneladas de carburante depositados en sus bodegas. Mientras los técnicos de la compañía holandesa inspeccionan el casco, los equipos de rescate italianos continúan las tareas de búsqueda de los cerca una veintena de desaparecidos tras el naufragio del crucero el pasado 13 de enero. (Carlo Ferraro / EFE)-(20minutos.es)

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Governo mantém férias de 25 dias para 54 mil bancários

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Os acordos assinados nas últimas semanas entre os sindicatos da UGT e o governo contempla um menor sacrifício para cerca de 54 mil trabalhadores e 27 mil reformados do sector bancário, avança o Diário de Notícias.

Os 25 dias de férias não vão ser alterados para os trabalhadores da banca e, no caso dos pensionistas, mantém-se o pagamento dos subsídios de férias e de Natal. Além disso, o Banco de Portugal, que reclama um estatuto especial por ser um banco “central e independente” decidiu pagar os 13º e 14º meses aos funcionários.

João Proença, secretário-geral da UGT, explicou que “nem todos os trabalhadores perderão dias de férias. É o caso dos bancários”. O texto do acordo diz que a redução das férias, de 25 para 22 dias, afectará os acordos de empresa, contratos colectivos ou contratos de trabalho assinados “após a entrada em vigor do Código do Trabalho” de 2003. No entanto, os contratos dos bancários sempre tiveram 25 dias, ou seja, como nunca tiveram majoração, não perdem agora os três dias de férias.

Notas do Papa Açordas: Não admira nada, pois se a UGT depende dos sindicatos bancários, era de esperar a defesa dos seus interesses pelo sr. João Proença. Os outros sindicatos, de tão pequenos e insignificantes que são, não interessam...


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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Petição que pede demissão de Cavaco Silva tem cerca de 6500 subscritores

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Cerca de 6500 pessoas já assinaram a petição online que pede a demissão do Presidente da República, considerando que perante a "falta de senso e respeito" das declarações sobre as suas pensões não reúne condições para representar os portugueses.

Lançada no sábado por Nuno Luís Marreiros, a petição online "Pedido de demissão do Presidente da República" tinha 3979 assinaturas às 18h30 desta segunda-feira. Às 21h15, o número de assinaturas já tinha subido para as 6500. Um aumento de cerca de 2500 nomes em apenas 2h45.

No texto da petição, são recordadas as declarações do chefe de Estado na sexta-feira, quando Cavaco Silva afirmou que aquilo que vai receber como reforma "quase de certeza que não vai chegar para pagar" as suas despesas.

"Estas declarações estão a inundar de estupefacção e incredulidade uma população que viu o mesmo Presidente promulgar um Orçamento de Estado que elimina o 13.º e 14.º meses para os reformados com rendimento mensal de 600 euros", lê-se no texto da petição.

Perante "tão grande falta de senso e de respeito para com a População Portuguesa", é ainda referido na petição, o Presidente da República "não reúne mais condições nem pode perante tais declarações continuar a representar a população Portuguesa".

"Peso isto bem como o medíocre desempenho do senhor Presidente da República face à sua diminuta intervenção nos assuntos fundamentais e fracturantes da sociedade portuguesa, os cidadãos abaixo assinados vêm por este modo transmitir que não se sentem representados, nem para tal reconhecem autoridade ao senhor Aníbal António Cavaco Silva e pedem a sua imediata demissão do cargo de Presidente da República Portuguesa", é ainda referido.

Contactado pela Lusa, o primeiro signatário da petição, Nuno Luís Marreiros, explicou que escreveu o texto no sábado de manhã, depois de decidir que em vez de se "resignar" e "comentar só com os amigos", desta vez deveria "ter outro tipo de atitude".

Notas do Papa Açordas: Se ainda não subscreveu esta petição aproveite agora. É necessário mostrar ao sr. Cavaco, a repugnância dos portugueses por tão sórdidas palavras. Mais uma vez, mostrou que não se encontra à altura para ocupar tão importante cargo.

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"Eu, eu, eu...e os outros"

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Manuel António Pina

Embora tenham suscitado justificada indignação geral, as
queixas de Cavaco Silva sobre a(s) sua(s) reformas (mais de
10 000 euros mensais, que "não vão chegar para pagar as
minhas despesas") não têm relevância senão como sintoma.

De facto, tais queixas foram feitas pouco tempo depois de o
mesmo Cavaco Silva ter, sem pestanejar, promulgado um
Orçamento que confisca os subsídios de férias e Natal a
milhares de reformados com pensões de poucas centenas de
euros. E só 48 horas após a assinatura de um Acordo de
Concertação Social que subverte totalmente os direitos,
liberdades e garantias dos trabalhadores assegurados na
Constituição, facilitando e embaratecendo os despedimentos
e deixando-os ao arbítrio patronal, e reduzindo indemnizações,
subsídios, férias, feriados e tempos de descanso, acordo em
que Cavaco vê um "sinal de confiança" para todos os portugueses.

Parece que Cavaco irá receber os subsídios de férias e Natal a
que tem direito como reformado do Banco de Portugal. Descontou
para isso e tem todo o direito a recebê-los. O problema é que
também os restantes portugueses, os reformados e os trabalhadores
da Administração Pública no activo, têm idêntico direito e Cavaco
subscreveu sem reservas, sequer de constitucionalidade, a lei que
os espolia de tal direito.

O "provedor do povo" queixou-se ao povo de que 10 000 euros
por mês não lhe chegam. Será o povo, por sua vez, o provedor do
seu provedor? (Jornal de Notícias)
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