quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Um novo início

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A Esquerda foi sempre a expressão do desejo de mudança. Pelo contrário, a Direita representa a resistência a que algo mude. É assim há mais de dois séculos, desde que Luís XVI convocou os "Estados Gerais" que, contra a vontade do rei, se transformaram na Assembleia Constituinte que desencadeou a Revolução Francesa para acabar com a servidão, o regime senhorial e o absolutismo monárquico de direito de divino. O Centro, porém, não tem definição nem substância própria salvo o que resulta das contraposições que pretenda conciliar. Sem a Esquerda, afunila-se o universo das opções possíveis, esbatem-se as diferenças que matizam o pluralismo, promovem a cidadania e dão sentido ao debate público. Degrada-se a política e corrompe-se a democracia. Não tratamos aqui de categorias morais: o "bem" e o "mal" apenas qualificam o mais feliz e o mais perverso do que mudou ou persistiu. A mudança política, porém, marca o destino da Esquerda.
Graças aos acordos alcançados entre os partidos da Esquerda, foi derrotada a moção de rejeição apresentada pelo PSD e o CDS na semana passada. O Governo socialista assumiu por fim a plenitude das suas funções e a maioria que o suporta demonstrou ser capaz de corresponder às expectativas dos eleitores que lhe confiaram o seu voto e o seu futuro. Ficou provado que a miséria e o desemprego não são uma fatalidade inelutável, que, afinal, ao contrário do que o Governo da Direita obsessivamente afirmou ao longo de quatro anos - ora como justificação para as suas opções ideológicas ora como disfarce para os seus fracassos - existe, de facto, uma alternativa política. O reencontro das esquerdas assinalou também a reconciliação dos socialistas com a tradição progressista da social-democracia europeia, de Helmut Schmidt e de Mário Soares, há muito abandonada por Blair e outros apóstolos da "terceira via".
A etapa que agora se cumpriu não descreve um caminho fácil e linear. O primeiro passo exigia a obtenção de uma vitória inequívoca nas "eleições primárias" abertas à participação dos simpatizantes, convocadas para responder ao desafio lançado por António Costa. É oportuno recordar que uma parte substancial dos "argumentos" usados pela Direita contra o atual secretário-geral, numa flagrante manobra de "destruição de caráter", foram ensaiados, originalmente, no âmbito do combate interno no Partido Socialista. Depois, a coincidência da prisão de José Sócrates com o congresso partidário que consagrou a nova liderança do partido, funcionou, perante a opinião pública, como uma espécie de "certificação" das acusações que responsabilizavam o PS por todas as desgraças do país. O prolongamento da prisão preventiva do antigo primeiro-ministro e os sucessivos incidentes processuais, acompanhados pela violação sistemática do segredo de justiça, engendraram um fantasma que assombrou toda a campanha eleitoral. Foi neste contexto profundamente adverso, e apesar dele, que o PS construiu o seu programa eleitoral, persuadiu os cidadãos da bondade das suas propostas e até se viu obrigado a demonstrar aos opositores que as suas contas estavam certas, que as medidas haviam sido calendarizadas com rigor e que os impactos económicos e financeiros das políticas que propunha tinham sido devidamente calculados.
A nova etapa que agora se inicia enfrenta problemas de elevada complexidade e terá de responder a sérios desafios que reclamam, como dizia aqui, há duas semanas, a articulação inteligente das duas frentes em que este combate vai ser travado: a prática governativa e o trabalho parlamentar. O Governo, pela sua estrutura e composição, mostra que soube resistir à voracidade habitual dos aparelhos e das clientelas partidárias. A sociedade portuguesa continua a revelar grandes dificuldades no confronto com os seus preconceitos e práticas discriminatórias larvares. Apenas por isso, justifica-se destacar a presença, por mérito próprio, da ministra Francisca Van Dunem na pasta da Justiça, e dos secretários de Estado Carlos Miguel, nas "autarquias locais", e Ana Sofia Antunes, na "Inclusão das Pessoas com Deficiência". Por sua vez, o Parlamento assumiu um papel decisivo que lhe confere uma centralidade inédita na ação política e que o vai expor, inapelavelmente, ao mais severo julgamento dos eleitores que representa. Que seja a bem da democracia! (Pedro Bacelar de Vasconcelos - Jornal de Notícias)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

PS critica herança e adverte para riscos do défice ficar acima dos 3%

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O deputado socialista Paulo Trigo Pereira advertiu hoje que se a execução orçamental do último trimestre deste ano for igual à do mesmo período de 2014, o défice ficará em 3,1%, perspetiva totalmente rejeitada pelo PSD.

"A saída ou não do procedimento dos défices excessivos, que almejamos, depende do comportamento deste último trimestre, do qual dois meses são ainda da responsabilidade do anterior executivo e apenas o último do atual Governo", defendeu o economista e deputado independente do PS na sua intervenção em plenário.

De acordo com o professor universitário, "se a execução orçamental deste último trimestre for igual à do ano passado (défice de 1,9%), teremos um défice excessivo de 3,1%".
"O PS reconhece a importância de se evitar um défice excessivo já em 2015, tem vontade política de o alcançar e tudo fará para o conseguir. Porém, há que reconhecer que representa enorme exigência de consolidação orçamental neste último mês, a exiguidade de tempo e de soluções que o Governo tem para alcançar", justificou.
O dirigente da bancada do PSD António Leitão Amaro contrariou em absoluto esta interpretação dos mais recentes indicadores macroeconómicos nacionais, sustentando mesmo que, tanto a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), como o Banco de Portugal, "concluem que Portugal vai ter no final do ano um défice inferior a três por cento".
"Bastará que se cumpra o mesmo resultado alcançado em agosto e setembro passado. Se a velocidade de descida do défice for a mesma, será mais do que suficiente para que se cumpra um défice abaixo de três por cento. Deixem as coisas estar como estão e não estraguem", declarou o ex-secretário de Estado social-democrata, dirigindo-se à bancada socialista.
Esta intervenção de António Leitão Amaro mereceu depois violentos ataques da parte do PCP e do Bloco de Esquerda, com o deputado comunista Paulo Sá a contrapor que os mais recentes dados "comprovam a falsidade da propaganda de PSD e CDS sobre a devolução da sobretaxa de IRS aos contribuintes, crescimento económico e défice".
A deputada do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua considerou mesmo que o anterior Governo PSD/CDS-PP deixou "uma armadilha" em matéria de consolidação orçamental e controlo do défice.
"PSD e CDS deixaram uma autêntica bomba relógio e agora estão ali sentados nas suas bancadas à espera da explosão. As promessas feitas por PSD e CDS em matérias como meta do défice e crescimento económico, a par do esgotamento da almofada financeira, constituem uma tripla fraude", sustentou Mariana Mortágua.
Já no período de respostas, Paulo Trigo Pereira aludiu às críticas do Tribunal de Contas face à forma como o anterior Governo utilizou em novembro passado "a almofada financeira para pagar despesas correntes".
"Em matéria de défice, desconhecemos também o impacto de rubricas importantes como as contas do Hospitais EPE, que só mais tarde serão apuradas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE)", apontou o deputado do PS. (Notícias ao Minuto)

NUEVO EDIFICIO DEL COI EN LAUSANA

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NUEVO EDIFICIO DEL COI EN LAUSANA


Vista de la maqueta del nuevo edificio del Comité Olímpico Internacional durante la ceremonia para colocar la primera piedra de la futura sede en Lausana, Suiza. (Salvatore Di Nolfi / EFE)-(20minutos.es)


O predador

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Foi diretor do Caixa BI, o banco de investimento da CGD, onde se especializou em parcerias público-privadas. Esteve do lado da banca, a desenhar a estrutura financeira dos contratos que mais tarde se revelaram ruinosos para o Estado: as PPP rodoviárias da Beira Interior, do Pinhal Interior, do Litoral Oeste, do Baixo Tejo, do Baixo Alentejo, do Litoral Algarve, entre outras. Foi ainda enquanto representante do consórcio privado ELOS que assinou o contrato de financiamento, e respetivos swap, associados à construção da linha de TGV Poceirão-Caia entretanto cancelada. No processo foi nomeado administrador-executivo do banco.
Em 2011, passa a secretário de Estado, com duas funções principais: a renegociação para o Estado dos contratos feitos enquanto gestor e a privatização de empresas públicas. Para o assessorar na difícil tarefa, contratou em exclusividade Teresa Falcão, advogada da Vieira de Almeida, um dos maiores escritórios do país, onde trabalhava precisamente na área de Infraestruturas. No dia 22 de janeiro de 2014, a advogada é exonerada com louvores, para logo a seguir ter sido assinado um contrato de prestação de serviços, em que recebia 31 mil euros por assessoria jurídica. No total, só em 2014, a Vieira de Almeida recebeu do Estado e entidades públicas 1 milhão e 160 mil euros.
Privatizou a ANA, com direito a alterações na regulamentação do setor aeroportuário à medida do comprador (segundo o próprio relatório de acompanhamento). Vendeu os CTT em Bolsa à finança estrangeira que encaixou largos milhões com a súbita valorização em Bolsa da empresa. Foi responsável pelo gigante embuste que foi a privatização da TAP, despachou a CP Carga e concessionou os transportes urbanos de Lisboa e Porto, cujos contratos (da Carris e Metropolitano de Lisboa) foram barrados pelo Tribunal de Contas.
Ainda não tinha terminado o mandato, e já se sabia dos seus novos voos: responsável pela venda do Novo Banco, contratado pelo Banco de Portugal (BdP), por um período de 12 meses, pela quantia de 30 mil euros mensais (descontos para a Segurança Social incluídos). É o dobro do que recebe o governador e muito acima, já agora, do que recebem os atuais administradores da Caixa BI.
Ainda assim, segundo o BdP, o valor equivale ao anterior salário como administrador, esquecendo-se que o lugar na Administração já foi preenchido por outra pessoa, e que nada garante que o gestor para lá volte com o seu salário milionário.
Assim foram os cinco anos meteóricos de Sérgio Monteiro, gestor, facilitador, governante. Sob a capa da competência técnica, a eterna confusão entre o público, o privado e os escritórios de advogados que, sendo privados, trabalham para ambos.(Mariana Mortágua - Jornal de Notícias)

Lista mensal de Aposentados e Reformados da CGA, mês de JANEIRO/2016

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» Lista mensal de Aposentados e Reformados:


Aviso n.º 14377/2015, Diário da República n.º 240/2015, 2.ª Série, de 2015-12-09. Declaração n.º 242/2015, Diário da República n.º 240/2015, 2.ª Série, de 2015-12-09. Declaração de Retificação n.º 1084/2015, Diário da República n.º 240/2015, 2.ª Série, de 2015-12-09. Declaração de Retificação n.º 1085/2015, Diário da República n.º 240/2015, 2.ª Série, de 2015-12-09.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Nos outros blogs

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 Descaramento político made in PaF
   
«Não estraguem”, dizem PSD e CDS. Não estraguem a devolução da sobretaxa. Não estraguem o PIB que estagnou. Não estraguem o emprego que está em queda desde julho. Não estraguem o investimento que, depois de recuar a níveis de meados dos anos 80, está estagnado. Não estraguem a meta do défice que nós nunca cumprimos e que tornámos mais difícil de cumprir, como revelaram os dados vindos recentemente a público sobre a execução orçamental. Depois da propaganda pré-eleições, a farsa descarada.

Desde o momento da sua apresentação, os objetivos orçamentais que constavam do Orçamento de 2015 sempre foram considerados demasiado otimistas. Se dúvidas houvesse, os dados da execução orçamental de Outubro confirmam a tradição dos últimos 4 anos: a meta do défice inicialmente orçamentada não será cumprida. Mesmo com os juros e o petróleo a ajudar, o défice vai mesmo ficar acima dos 2.7% orçamentados, sendo muito difícil atingir a meta dos 3% que permite a Portugal sair do procedimento por défices excessivos.

Dois partidos que violaram todas as metas e todos os compromissos, e que, seja na frente económica, seja na frente orçamental, deixam o país num estado bastante pior do que o seu discurso eleitoral apregoava, não têm qualquer autoridade para dizer “não estraguem”. Quando a meta do défice está em perigo, não há nada para não estragar. Há um mês para tentar consertar uma execução orçamental que garanta aquilo que os 11 meses anteriores não garantiram.

O facto da situação económica e orçamental do país não corresponder ao que era dito no discurso eleitoral do PSD e do CDS não torna a situação do Governo mais difícil. O PS sempre partiu do pressuposto que o défice de 2015 ficaria acima do orçamentado. O PS sempre soube que ia ser difícil porque nunca embarcou na propaganda do anterior Governo e desenhou o seu programa com base na realidade, e não com base no que PSD e CDS diziam sobre a realidade.

Em 2011, PSD e CDS inventaram a desculpa do desvio colossal para rasgarem todos os seus compromissos eleitorais. Em 2015, o desvio colossal entre o discurso do PSD e do CDS e a realidade económica e orçamental do país não serve de desculpa para o PS fazer o mesmo. Apenas confirma o acerto do seu discurso e a urgência de pôr em prática um programa de Governo que reafirma todos os compromissos eleitorais do PS.» [Expresso]
   
Autor:

João Galamba.

In "O Jumento"

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Memória curta

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O tempo da política é sempre imediato. E abusa o mais que consegue das acrobacias permitidas pela memória curta. Mas há piruetas que, de tão rebuscadas, não enganam nem sequer o mais distraído dos portugueses que tem assistido à forma agressiva de bater bolas com que os políticos, mais bipolarizados que nunca, se têm entretido nas últimas semanas.
Marco António Costa, vice-presidente do PSD, assumiu ontem que é tempo de ser oposição, fiscalizando a "defesa do interesse nacional". Esta declaração seria responsável e séria, se não estivesse armadilhada no que a antecedeu e no que lhe sucedeu. Em ambos os casos, pelo meio das habituais expressões de que o poder foi tomado "de assalto", Marco António Costa referiu-se a contas.
Lembrou os cofres cheios e a dotação previsional de 62 milhões disponíveis para fazer face a imprevistos em dezembro (a tal almofada que não está tão macia como os recheados cofres). E voltou a garantir que os três por cento de défice serão atingidos "sem grande dificuldade", desde que António Costa e restante equipa "não estraguem", em 29 dias, o que PSD e CDS tão esforçadamente conseguiram em "1610 dias de trabalho".
O programa do PS foi aprovado no Parlamento há cinco dias, a 2 de dezembro. O país está a ser conduzido com base no Orçamento deixado pela coligação e começará 2016 a ser gerido em duodécimos. Por muito que o PS e a Esquerda sejam gastadores e responsáveis por nos deixar a troika à perna, é preciso ter esta cantiga entranhada no ouvido para acreditar que, se falharmos a meta do défice, a culpa só poderá ser destes terríveis assaltantes ilegítimos do poder.
Mas como a lógica não basta, olhemos então para as contas divulgadas, a fechar a semana, pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental. Nos primeiros nove meses do ano, o Estado terá tido um défice de 3,7%, o que torna "exigente e de difícil concretização" a meta estipulada por Passos Coelho para o ano - exatamente um ponto abaixo. Mas se há derrapagem nas metas, esqueça-se quem esteve no poder 336 dias. A culpa será sempre dos últimos 29. Estranha matemática.
Marco António Costa tem razão: é tempo de PSD e CDS serem oposição. E para isso têm de deixar o PS governar. A fiscalização é uma missão política tão nobre como a governação. Mas nós, os que somos governados, estamos fartos que Esquerda e Direita andem a apontar o dedo uma à outra. E, sobretudo, que nos tentem baralhar quanto a quem é responsável por quê. A nossa memória é curta, mas nem tanto.(Inês Cardoso - Jornal de Notícias)

MADURA ACEPTA LA HISTÓRICA DERROTA ELECTORAL

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MADURA ACEPTA LA HISTÓRICA DERROTA ELECTORAL 

Fotografía cedida por prensa de Miraflores del presidente de Venezuela, Nicolas Maduro, quien habla en la ciudad de Caracas (Venezuela). El presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, dijo que acepta los resultados muy adversos para el oficialismo de las elecciones parlamentarias con la "moral y la ética del chavismo" y destacó que "ha triunfado la Constitución y la democracia". (EFE)-(20minutos.es)



PROTESTA DE 'ECOLOGISTAS EN ACCIÓN

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PROTESTA DE 'ECOLOGISTAS EN ACCIÓN"


Ecologistas en Acción ha protestado este lunes ante la factoría de Repsol en Cartagena (Murcia) porque esta multinacional refina en ella crudo de arenas bituminosas, un proceso que emite un 23% más de gases de efecto invernadero que el que se aplica al petróleo extraído de fuentes convencionales. (Javier Carrión / EFE)-(20minutos.es)


EL CENTRO DE MADRID, COLAPSADO

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EL CENTRO DE MADRID, COLAPSADO 

Fotografía de la calle Preciados, una de las principales arterias comerciales del centro de Madrid, repleta de gente. Son muchos los españoles que aprovechan estos días festivos para realizar sus compras navideñas en la capital. (JORGE PARÍS)-(20minutos.es)


Não há "condições" para fim da sobretaxa em 2016, admite Costa

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O primeiro-ministro, António Costa, diz não haver "condições financeiras" para acabar com a sobretaxa do IRS em 2016, como querem PCP e BE, mas que "há várias soluções" que estão a ser trabalhadas na Assembleia da República.

"Essa questão ainda está a ser trabalhada na Assembleia da República. Nós, infelizmente, não temos condições financeiras para eliminar integralmente a sobretaxa para todos os contribuintes", afirmou o também secretário-geral do PS, numa entrevista ao Público que o jornal divulga hoje.
António Costa acrescenta que, no entanto, "há várias soluções possíveis" entre aquilo que defendem o PCP e o BE e uma "eliminação de metade em 2016 e outra metade em 2017" ou "uma eliminação variável, em função do escalão de rendimento" dos contribuintes.
"Há várias soluções possíveis e estão a ser trabalhadas de forma a poder beneficiar o mais rapidamente possível um maior número de contribuintes, mas dentro daquilo que são os limites da capacidade financeira do Estado", afirmou.
O primeiro-ministro garante, por outro lado, que o Governo encurtou o mais possível todos os prazos para começar a "funcionar em pleno" e está agora "a desenvolver os trabalhos" para o Orçamento do Estado de 2016 e para "assegurar a melhor execução possível" do deste ano, "tendo em vista a assegurar e contribuir" para a meta de 3% do défice público, o que fará Portugal sair do procedimento europeu por défice excessivo.
Sobre a intenção de manter a maioria do capital da TAP nas mãos do Estado, António Costa diz que as negociações já começaram, mostrando-se "convencido" de que será possível chegar a um acordo com os compradores da companhia aérea.
No que toca às subconcessões dos transportes coletivos em Lisboa e no Porto, diz que a reconversão é "simples", uma vez que "não há contrato".
António Costa garante, por outro lado, que o Governo não vai alterar qualquer lei orgânica de serviços da Administração Pública em 2016 e que trabalhará com os atuais dirigentes em funções, se eles assim o quiserem.
Por outro lado, diz estar disponível para ouvir os parceiros sociais sobre o aumento do salário mínimo nacional, mas garante que "não será por ausência de acordo na concertação social que o Governo deixará de tomar as decisões que te de tomar" nessa matéria.
Dizendo que tem "confiança" na maioria parlamentar que apoia o Governo e que não tem "qualquer sinal que perturbe" essa confiança, António Costa diz esperar cumprir toda a legislatura, com base nos acordos assinados com PCP, BE e PEV.
"O que aconteceu desta vez de novo foi que todos tivemos a maturidade de dizer: ok, já sabemos bem o que nos distingue, sobre essa matéria não vamos discutir porque não faz sentido. Agora vamo-nos entender sobre um conjunto de matérias que são urgentes", afirmou, sublinhando que, por exemplo, para haver um entendimento sobre o aumento do salário mínimo não têm todos de pensar o mesmo sobre a NATO.(Notícias ao Minuto)

sábado, 5 de dezembro de 2015

Nos outros blogs

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 A geringonça em que está a oposição

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In "O Jumento"

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

TRASPLANTE DE CÉLULAS MADRE

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TRASPLANTE DE CÉLULAS MADRE


La pequeña Mirabella Horvath juega con un móvil en los brazos de su madre en el departamento de trasplante de células madre y hematología infantil del hospital Szent Laszlo de Budapest (Hungría). (Szilard Koszticsak / EFE)-(20minutos.es)


SANTA CLAUS EN MOTO

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SANTA CLAUS EN MOTO


Un hombre vestido de Santa Claus a bordo de una "scooter" de camino a una fiesta navideña cerca de Laubbach (Alemania). (Thomas Warnack / EFE)-(20minutos.es)

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 Enfim, BE e PCP descobrem-se "burgueses"
   
«Como a simplicidade pelos olhos dentro, a famosa prova do algodão, ficou ontem óbvio, de vez, o princípio que faz uns governarem e outros não: a famosa prova da aritmética. Com uns, dá maioria, com outros, não... Podemos passar a outros assuntos, ok? Falemos, então, de outro assunto que ontem também ficou arrumado: o regresso do filho pródigo, aliás, dois. A Assembleia da República é a casa da democracia. A casa de todos. Como líder partidário, António Costa só tem um mérito firmado até agora (e grande): ele declarou ainda antes da campanha eleitoral que nenhum partido tem peste. Por ter deixado essa porta aberta a todos, Costa, depois dos votos, recolheu uma maioria. Seja dito, a direita (CDS e PSD) e o PS sempre defenderam que o governo de Portugal era para ser feito pela vontade saída do Parlamento. E eles estavam certos. Porém, dois partidos alheavam-se, por tradição, da responsabilidade total. Estavam na AR mas com um pé, uma vontade e muitos discursos de fora. Para o BE e o PCP, o Parlamento era um mero patamar porque era "burguês". Em toca e foge, aprovavam uma ou outra lei, mas nunca um governo. Com o apoio a este governo PS, aconteceu agora uma revolução. Ontem, Catarina Martins explicitou-a: "O BE reconhece que que este programa foi feito com base no que discutimos e que assenta sobre pontos essenciais." Isto é, este é o governo de PS, BE e PCP. Amanhã, outras variantes. Já podemos contar, para tudo, com todos.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

In "O Jumento"


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

KERBALA CELEBRA EL ARBAIN

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KERBALA CELEBRA EL ARBAIN


Miles de peregrinos musulmanes chiíes se congregan alrededor del santuario del imán Husein durante la conmemoración del Arbain en la ciudad santa de Kerbala, a unos 110 km al sur de Bagdad (Irak). (Str / EFE)-(20minutos.es)

PRIMER BOMBARDEO BRITÁNICO EN SIRIA

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PRIMER BOMBARDEO BRITÁNICO EN SIRIA

Vista de un avión Tornado GR4 de la RAF británica, a su regreso a la base aérea de Acrotiri, Chipre, tras haber cumplido su primer misión en Siria. (Stavros Koniotis / EFE)-(20minutos.es)


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

DIBUJOS OCULTOS EN LA ALHAMBRA

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DIBUJOS OCULTOS EN LA ALHAMBRA


Una restauradora señala las piezas de madera que conforma la cúpula del templete oeste del Patio de los Leones de la Alhambra de Granada, cuyos trabajos de restauración de madera y yeso han desvelado dibujos de la época nazarí escondidos en el reverso de las piezas. (Pepe Torres / EFE)-(20minutos.es)

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 O exame da quarta classe, a nova batalha da direita

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O exame da quarta classe tem um efeito mítico para a nossa direita, marca um antes e um depois, dantes sabia-se tudo, depois veio a bandalhice, dantes era o Salazar, depois foi a democracia. Não importa que não sirva para nada, não importa que seja de um tempo em que a escolaridade obrigatória era de 4 anos, o que importa é que o futuro de Portugal está comprometido porque deixa de existir um exame que só por cá existia. Curiosamente o Crato desapareceu e já ninguém fala dele, desapareceu o homem mas ficou a ora, obras como o exame da quarta classe e o desinvestimento no ensino do inglês.

In "O Jumento"

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

SIGUE DESPIERTO

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SIGUE DESPIERTO


El volcán de Fuego de Guatemala continúa en fase eruptiva hoy, lunes 30 de noviembre de 2015, con constantes explosiones y ondas de choque que hacen vibrar algunos techos y ventanas de casas aledañas, en Escuintla (Guatemala) (Juan Martinez Espinosa / EFE)-(20minutos.es)