quarta-feira, 9 de março de 2016

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 O presidente pequenino

É normal recordarmos os líderes que marcaram a nossa história pela positiva, não foram muitos e alguns deles nem estavam muito preocupados com a nação, mas a memória colectiva ajuda-nos a recordar o que de bom se fez. Talvez por isso passemos o tempo a homenagear o Viriato, que não era assim tão tuga quanto isso, o D. Afonso Henriques que deu uma coça na mãe, os descobridores e o Marquês de Pombal.

Convenhamos que para mais de mil anos não é grande coisa, mesmo que acrescentemos personalidades como o Egas Moniz, a Padeira de Aljubarrota ou o Carlos Lopes. Mesmo assim são os suficientes para esquecermos aqueles que durante uma boa parte do tempo geriram as longas brancas da nossa memória colectiva.

E se durante longos períodos pouco restou para a nossa memória colectiva também são muitos que passaram pelo poder e de quem ninguém se lembra ou, como será o caso de Cavaco Silva, ninguém se irá lembrar. Como  povo costuma dizer, dos parvos não reza a história. No caso de Cavaco Silva o termo parvo até é muito simpático, basta recordar o episódio das escutas a Belém para percebermos que qualquer adjectivo apropriado para este senhor implica fazer ofensas ao Presidente da Pública, delito que o Código Penal pune com uma pena que pode ir até três anos de prisão.

Cavaco foi um homem pequenino, um político que marca as últimas décadas da nossa história pela falta de grandeza, pela mesquinhez, pelo novo riquismo, pelo oportunismo, pelo golpe baixo. Cavaco está associado ao que de muito mau aconteceu neste país, não admira que tenha deixado o cargo de primeiro-ministro com os cofres vazios e a pagar aos funcionários com títulos do Tesouro e deixe a Presidência com o país mergulhado numa profunda crise política, económica e social.

Cavaco vai ser um presidente de má memória e é merecedor da forma pouco digna como acaba o mandato, acaba dez anos de presidência de uma forma quase miserável, depois de semanas a distribuir medalhas faz o seu último discurso numa cerimónia montada por um acólito de Cascais, um discurso sem dimensão, sem conteúdo, sem qualidade, um discurso à imagem do político que sempre foi.

A Primavera começa no próximo dia 20, mas hoje é o último dia do inverno cavaquista, amanhã ninguém  se irá lembrar deste homem pequenino que em má hora marcou a vida política portuguesa. Foi o homem pequenino que numa declaração à PIDE orgulhava-se de não se relacionar com a sogra porque essa “criminosa” se tinha divorciado, que protagonizou o episódio das escutas a Belém, que um dia disse querer ajudar Mário Soares a terminar o mandato presidencial com dignidade, que recusou uma pensão a Salgueiro Maia para da dar ao inspector da PIDE.
Em Coimbra temos o Portugal dos Pequeninos, em Oeiras temos o Parque dos Poetas, na teremos o Portugal dos Mesquinhos. 

In "O Jumento"


terça-feira, 8 de março de 2016

MANOS EN BUSCA DE ALIMENTO

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MANOS EN BUSCA DE ALIMENTO

Migrantes y refugiados reciben alimentos de varios voluntarios en el puerto del Pireo (Grecia). Mientras, miles de personas permanecen atrapadas en el campo de refugiados de Idomeni, en la frontera con Macedonia, a la espera de ser expulsadas de suelo europeo tras el principio de acuerdo entre la UE y Turquía. (Orestis Panagiotou / EFE)-(20minutos.es)


Lista mensal de Aposentados e Reformados da CGA - mês de ABRIL/2016

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» Lista mensal de Aposentados e Reformados:



Aviso n.º 3042/2016, Diário da República n.º 47/2016, 2.ª Série, de 2016-03-08. Declaração n.º 17/2016, Diário da República n.º 47/2016, 2.ª Série, de 2016-03-08. Declaração n.º 18/2016, Diário da República n.º 47/2016, 2.ª Série, de 2016-03-08. Declaração de Retificação n.º 254/2016, Diário da República n.º 47/2016, 2.ª Série, de 2016-03-08.

Um adeus sem glória

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Na noite de amanhã, há festa na Baixa de Viana do Castelo. A população foi convidada a sair à rua. Deve levar champanhe e bolo-rei. E ninguém está equivocado, não é um réveillon fora de tempo. Nem sequer se pretende festejar a tomada de posse do novo presidente da República. O pretexto para a comemoração é outro: a despedida de Aníbal Cavaco Silva.
O homem que esteve presente na vida de muitos portugueses, uma boa parte ainda estudantes até à idade adulta, sai da vida política e parece não deixar saudades. Nem mesmo entre os da sua família partidária. Cavaco Silva atravessou, na política, as últimas quatro décadas de Portugal. E dividiu o país. Abandona Belém sem glória
Eleito sempre por largas maiorias, ficará na História, ao contrário do que os mais críticos tentam adivinhar. Foi primeiro-ministro no auge da chegada dos fundos comunitários a Portugal. E não conseguiu, com o ímpeto reformista que lhe era atribuído, mudar Portugal de forma estrutural.
Fez aquilo que depois criticou nos outros. Construiu, construiu, construiu... e no país nada ficou alicerçado capaz de mudar, de facto, as coisas. Os muitos milhões esfumaram-se, sem ficar raiz, e Portugal ficaria quase na mesma. Como no tempo dos Descobrimentos, "ao cheiro dessa canela", o país se despovoou. Voltaria às velhas rotas da emigração.
Injusto. Sim. Portugal mudou muito. Mas mudou no sentido daquilo que Cavaco e o Governo de Passos Coelho, por si apoiado quase sem disfarce, tanto criticaram. Todos nós, os que se formaram na vida adulta "tutelados" por Cavaco, nos lembramos: foi ele o primeiro-ministro do crédito fácil, foi dele o tempo em que era quase absurdo não comprar, em cada esquina alguém nos oferecia um crédito irrecusável. Foi ele, o primeiro-ministro Cavaco, que mandou abater os nossos barcos e fala agora do oceano como se da terra prometida se tratasse. No seu tempo de chefe do Governo, subsidiava-se a destruição dos olivais, da vinha, a "triste e fatal agricultura" de outros tempos sofria um rude golpe. Os campos ficaram mais abandonados, a desertificação cresceu veloz. Hoje dão palmadinhas nas costas dos jovens agricultores.
O Cavaco presidente foi outro. O homem que nunca se enganava, o homem que detestava enfrentar a contestação das ruas, como se a discordância fosse algo impuro num regime democrático. Aníbal Cavaco Silva despede-se, diz ter feito tudo em prol do interesse nacional. Não devemos duvidar das suas palavras. A nação de Cavaco é, contudo, uma nação antiga. A nação dos pobres, mas sérios.
Na noite de amanhã, há festa em Viana do Castelo - e noutros pontos do país, com certeza.(Paula Ferreira -Jornal de Notícias

segunda-feira, 7 de março de 2016

Contribuintes: Lista VIP "não só não foi extinta, como foi alargada"

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Denúncia é do presidente do Sindicato dos Impostos.

Paulo Ralha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, afirma que os trabalhadores do Fisco continuam a ser alvo de investigações para apurar a que tipo de informações estão a ter acesso. Prova disso, refere, é que quinze dos 29 processos que ainda estão pendentes foram abertos este ano.

"Isto indicia a existência de uma Lista VIP mais alargada, pois quando são dados de pessoas anónimas os trabalhadores nunca são chamados para justificar nada”, afirma o presidente do sindicato ao Notícias Ao Minuto, revelando ainda que os processos a decorrer dizem respeito “a pessoas mediáticas, que surgem muitas vezes nos media, e que são pessoas da política, negócios e finanças”.
Este processo de “auto censura” que funciona como “um filtro do rasto informático” dos trabalhadores está a ter consequências graves entre os trabalhadores que têm medo muitas vezes de aceder aos dados, o que contribui para que não se esteja a proceder ao “combate à fraude fiscal”.
“Tem de haver livre acesso aos dados”, defende Paulo Ralha, sublinhando, ainda, que “num país livre” como Portugal “não há razão de existir” esta censura que “só beneficia os esquemas de fuga ao Fisco”.
Recorde-se que a polémica Lista VIP surgiu em 2014, altura em que se noticiava a existência de uma lista de contribuintes a que os trabalhadores não podiam aceder. Nessa lista, à altura, constavam nomes como o de Pedro Passos Coelho, Cavaco Silva, Paulo Portas e Paulo Núncio.
Mais de um ano depois, defende Paulo Ralha, essa Lista “não só não deixou de existir como ainda foi alargada”.(Notícias ao Minuto)
Notas do Papa Açordas: Espero que António Costa mande investigar este escândalo...

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 Não há lei para a falta de vergonha
   
«Os regimes de incompatibilidades não devem travar os mais bem qualificados, os mais bem preparados de exercer cargos políticos. Já aqui escrevi mais que uma vez que, num país pequeno como o nosso, com pouca gente muito qualificada nos vários setores, corremos o risco de não conseguirmos atrair para a atividade política os melhores. E se a isso acrescentarmos que em Portugal se paga mal aos políticos, percebemos que em breve podemos ter apenas medíocres, e rapazes que apenas conhecem a máquina dos partidos, nos mais importantes cargos.

Não surpreende que as primeiras reações à pouca vergonha demonstrada por Maria Luís fossem no sentido da recuperação de propostas legislativas que basicamente tiravam qualquer hipótese a alguém de arranjar um trabalho decente depois de exercer funções políticas. O equivalente a evitar que gente bem preparada viesse para a política. Eis o primeiro e mais importante contributo da ex-diretora financeira da Refer: a degradação da imagem dos políticos e a colocação da discussão num plano errado e perigoso. Mais um trunfo para o discurso que diz que os políticos são todos iguais, uns malandros que é preciso açaimar.

A seguir, e na sequência, veio o argumento legalista. Argumento, aliás, invocado pela ex-ministra. Segundo essa tese seria preciso, salvo melhor opinião, uma lei que prevenisse a completa falta de sensatez, a ausência de vergonha ou a compreensão mínima das regras básicas de respeito pela informação obtida em determinadas circunstâncias. Não há lei que possa explicar a Maria Luís que ir trabalhar para uma empresa privada com que teve negócios, enquanto o Estado que representava era efetivo proprietário do Banif, não é eticamente aceitável. Como não há lei que possa fazer com que a senhora perceba que o que está de facto por detrás da sua contratação é ter informação privilegiada que só obteve porque era ministra das finanças. Será que Maria Luís pensa que a empresa para onde vai trabalhar ficou impressionada pelo seu desempenho anterior a ser ministra? Ou que os seus cargos como diretora do departamento de gestão financeira da Refer ou de coordenadora do Núcleo de emissões e mercados do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público lhe trazem conhecimentos que "aportam valor à empresa sobre matérias de enquadramento macroeconómico e regulatório ao nível europeu, sobretudo da Europa continental", como referia o comunicado da empresa para onde vai trabalhar? E não vale mesmo a pena lembrar a ninguém que nunca como nos últimos anos um ministro teve tanta informação sobre o sistema bancário e que o valor que esse conhecimento representa para empresas que atuam no sector da Arrow é incalculável - compra de crédito mal parado, algo que não falta aos nossos bancos.

Não, os políticos não são todos iguais. A esmagadora maioria tem bom senso e conhece os limites éticos que a atividade política impõe. E não, não são necessárias leis que esclareçam o que é a ética e o bom senso. Mas há pessoas que exerceram e exercem cargos políticos que desconhecem estes valores, Maria Luís, pelos vistos, está entre eles.

2. Maria Luís tem razão: o seu comportamento tem uma leitura política. E não apenas no sentido do que devem ser os deveres dum servidor público em relação à comunidade, não só na dimensão do entendimento do mais profundo sentido desses deveres que, como é sabido, estão para além da lei.

A ex-ministra foi uma das principais figuras de um governo que fez do discurso moral perante a crise, da necessidade do sacrifício pessoal em prol de valores mais elevados, do próprio desprendimento do líder em relação a luxos, dos comportamentos austeros, pontos fundamentais da sua narrativa política. Zonas de conforto, pieguices e a luta contra os privilégios dos ricos e poderosos foram verdadeiras pedras de toque.

Digamos que Maria Luís fugiu ao guião. E tendo isso acontecido deixou Passos Coelho com um problema. Ver a segunda figura do seu governo, passados quatro meses, desprezar tudo aquilo que faz parte da sua imagem enquanto político não só é grave para o seu partido - é para ele próprio. Mas, como seria previsível, o ex-primeiro-ministro veio em socorro da sua cara-metade política. Criticar a atitude de Maria Luís seria criticar-se a si mesmo. Maria Luís e Passos Coelho são as duas faces da mesma moeda, a criatura confundiu-se com o criador.

Não admira que tanta gente do PSD esteja profundamente preocupada com as consequências da atuação de Maria Luís e com o apoio de Passos Coelho. O silêncio embaraçado das suas principais figuras são bem prova disso.

O comportamento da ex-ministra tem consequências que serão nefastas, não só para a imagem geral dos políticos mas também, e sobretudo para partido a que pertence e para o líder que a promoveu. No fundo, cai uma máscara. E não é só a de Maria Luís.» [DN]
   
Autor:

Pedro Marques Lopes.

In "O Jumento"

sábado, 5 de março de 2016

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 Jumento do dia
    
Maria Luís, miss swap

Maria Luís andou a estudar umas coisitas no ISEG sobre derivados e mal chegou à administração de uma empresa desatou a comprar swaps. Mas quando chegou ao governo esqueceu-se do seu triste passado swapiano e deu ordens às empresas públicas para não cumprirem os contratos que tinham feito com os bancos. Agora que uma financeira inglesa decidiu comprar o lixo tóxico do governo de Passos Coelho eis que Maria Luís enfrenta mais um fantasma do seu passado. A senhora está rodeada de fantasmas, os do passado e os do futuro.

«Um tribunal londrino deu razão ao Santander Totta, contra o Estado português, noticia o Diário de Noticias. O Metropolitano de Lisboa, a Carris, o Metro do Porto e a STCP foram condenados pelo Commercial Court de Londres a reconhecer a validade de contratos swap no valor de 1,8 mil milhões de euros celebrados com o Santander Totta.

A ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, tinha dado ordem às empresas para contestarem os contratos swap (gestão de risco financeiro) celebrados com o Santander Totta por considerar que as condições impostas eram lesivas para as empresas públicas, obrigando-as a pagar juros elevados. O tema foi objeto de uma comissão parlamentar de inquérito.


Em comunicado, o Santander Totta refere que a sentença do Tribunal de Londres dá razão ao banco, sem no entanto, avançar com valores relativos ao que esta decisão poderá custar ao Estado. Em causa estão, numa primeira linha, todos os juros cujo pagamento foi suspenso em setembro de 2013 por estas empresas. Até meados do ano passado, o valor em dívida ascendia a 233 milhões de euros. As perdas potenciais para as empresas públicas, ao valor de mercado registado no primeiro semestre do ano passado ascendiam 1,2 mil milhões de euros.» [Observador]

In "O Jumento"


sexta-feira, 4 de março de 2016

ATRAPADOS EN GRECIA

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ATRAPADOS EN GRECIA

Un grupo de refugiados acampa en la plaza Victoria, en el centro de Atenas. El cierre de las fronteras en la ruta de los Balcanes ha dejado en una complicada situación a Grecia que se prepara para la posibilidad real de convertirse en un gran campamento para miles de migrantes.  (Orestis Panagiotou / EFE)-(20minutos.es)

KIM JONG UN REVISA SUS MISILES

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KIM JONG UN REVISA SUS MISILES

El líder supremo norcoreano Kim Jong Un mientras mantiene una reunión con personal militar, durante las pruebas de lanzamiento de un nuevo sistema de misiles de largo alcance. (KCNA / EFE)-(20minutos.es)

'INVASIÓN PANDA' EN BANGKOK

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'INVASIÓN PANDA' EN BANGKOK

Imagen de algunos de los 1.600 osos panda de papel maché diseñados por el artista francés Paulo Grangeon, en colaboración con el Fondo Mundial para la Naturaleza (WWF), colocados frente al Gran Palacio en Sanam Luang, Bangkok, Tailandia. (Rungroj Yongrit / EFE)-(20minutos.es)

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 Jumento do dia
    
Maria Luís, uma rapariga com muito humor

Esta rapariga teve sempre muita graça! Será que o marido também vai para a financeira, com o gosto de dar porrada era uma excelente ajuda nas cobranças difíceis. Dizer que vai apoiar a financeira com os seus conhecimentos macroeconómicos só pode ser uma piada, a empresa deve ter umas dúzias de quadros capazes de dar lições de macroeconomia à senhora.

«Entretanto, Maria Luís Albuquerque emitiu um comunicado onde confirma ter sido contratada pela Arrow. "As funções que vou desempenhar são de natureza estritamente não executiva, isto é, sem participação nas decisões sobre negócios em concreto, em Portugal ou noutros países." Para a ex-ministra, o objectivo da sua contratação "é de aportar valor à empresa sobre matérias de enquadramento macroeconómico e regulatório ao nível europeu, sobretudo da Europa continental". "Nenhuma decisão tomada pela empresa no passado foi condicionada ou influenciada por qualquer tipo de decisão que eu tenha tomado." Quanto à sua permanência no Parlamento, ou à passagem para uma empresa com a qual o Estado indirectamente negociou quando tutelava as Finanças, Albuquerque não vê nenhuma incompatibilidade: "A função de administradora não executiva não tem nenhuma incompatibilidade ou impedimento legal pelo facto de ter sido Ministra de Estado e das Finanças e de ser deputada. Qualquer outra leitura que possa ser feita desta nomeação só pode ser entendida como mero aproveitamento político partidário."» [Público]

In "O Jumento"


quinta-feira, 3 de março de 2016

EL TUNGURAHUA, EN PLENA ERUPCIÓN

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EL TUNGURAHUA, EN PLENA ERUPCIÓN


Detalle del volcán Tungurahua, cuya actividad se reanudó el pasado viernes, desde el sector de Huambalo (Ecuador). La montaña no ha dejado de expulsar lava en la última semana. (José Jácome / EFE)-(20minutos.es)


UN NUEVO TIPO DE RANA

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UN NUEVO TIPO DE RANA

Una rana scinax cf rostratus descubierta recientemente en los Valles Altos del Carabobo (Venezuela). Este tipo de batracio no habita en ninguna otra parte del mundo y se encuentran ya en peligro de extinción por estar en una zona donde se están secando las fuentes de agua. (Ricardo Matamoros / EFE)-(20minutos.es)

Cartoon

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Cartoon ELIAS O SEM ABRIGO DE R. REIMÃO E ANÍBAL F. 



In "Jornal de Notícias"

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 Jumento do dia
    
Passos Coelho, primeiro-ministro no exílio

Depois  de perceber que nem com muitas rezas e terços da Assunção Cristas se realizarão eleições antecipadas passos Coelho começa a mudar de estratégia, começou por prometer votar não a tudo no OE e agora já fala em acordos na Segurança Social. O traste de Massamá não mudou de ideias por estar preocupado com o país, mas sim por estar preocupado consigo próprio, apesar dos seus parcos recursos intelectuais percebeu que o seu niet estava a dar maus resultados e apesar das suas manobras ficou a falar sozinho mais a dona Teodora.

Cada vez mais isolado, sem poder e com um PSD descrente nas suas possibilidades o traste político de Massamá luta pela sobrevivência, ainda que continue a representar a sua pantomina do primeiro-ministro exilado no seu próprio país.

«No dia em que apresentou a moção estratégica com que volta a candidatar-se à liderança do PSD, Pedro Passos Coelho dá a primeira grande entrevista à SIC. Fala sobre o Orçamento do Estado, as fragilidades da banca e a atuação do Governador do Banco de Portugal. Comenta um eventual cenário de reestruturação da dívida e mostra-se disponível para discutir com o Governo matérias centrais, como a sustentabilidade da segurança social. Passos Coelho não acredita que a estratégia orçamental de António Costa resulte, mas diz que, se por milagre isso acontecer, será o primeiro a apelar ao voto na esquerda» [Expresso]

In "O Jumento"



quarta-feira, 2 de março de 2016

CON LOS PIES EN LA TIERRA

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CON LOS PIES EN LA TIERRA

El astronauta estadounidense Scott Kelly tras aterrizar cerca de la ciudad de Dzhezkazgan en Kazajistán. Kelly y su compañero ruso Mikhail Kornienko regresaron este martes a la Tierra después de 340 días en la Estación Espacial Internacional (EEI) como parte de una misión para comprobar la resistencia humana. (Kirill Kudryavtsev / EFE)-(20minutos.es)

FUEGO PARA SOPORTAR EL FRÍO

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FUEGO PARA SOPORTAR EL FRÍO

Un grupo de refugiados, alrededor de una fogata, para calentarse en un campamento improvisado, en Idomeni (Grecia), donde esperan que se les permita cruzar la frontera con la República de Macedonia. (Simela Pantzartzi / EFE)-(20minutos.es)

A Assunção de Passos

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Aconteceu e em simultâneo. No dia em que Marcelo Rebelo de Sousa dá a sua última aula de direito administrativo na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Passos Coelho apresenta a sua última moção de estratégia à liderança do PSD. Sob o lema de um "Compromisso reformista", o presidente social-democrata avança sem oposição mas não se antecipa sem confronto. Nos tempos próximos, navegando à vista da governação socialista e das alianças à Esquerda, espera que o seu fatalismo histórico se confirme: não especula sobre o papel do presidente da República face a uma eventual crise política mas depende dessa crise para evitar que os ditos sociais-democratas do partido o reformem compulsivamente. Sem compromisso. Só há futuro político para Passos Coelho caso o vento não sopre de feição a António Costa. E, ainda assim, muito depende daquele a quem apelidou - no último Congresso do partido - de "cata-vento" e a quem criou todos os obstáculos possíveis no caminho para Belém. Após ter "catado" o eleitorado ao Centro, quererá o social-democrata Marcelo mostrar administrativamente ao liberal Passos para que lado sopra o vento?
No campo dos fenómenos naturais não se pode dizer que Passos, por concorrer sozinho e sem ninguém à ilharga em eleições directas, tenha acabado com o PSD. Independentemente do vento que sopre de Belém, há sempre um Rio que corre. Ou um Morais Sarmento que emerge. Daqui a seis meses, a luta pela bandeira da social democracia será impiedosa. A "segunda geração de reformas" a que Passos Coelho se compromete perante um crescimento económico socialista minguado, terá que ser dirigida para dentro do próprio partido, agora que não conta com a execução orçamental forçada dos amigos de Bruxelas. Os amigos de Bruxelas são de ocasião e a ocasião é o momento. E o momento é de Costa. Ninguém acredita que Passos resista quatro anos na Oposição sem concorrência interna. Paulo Portas percebeu-o há muito e já teve essa Assunção. A sua.
Passos prefere assumir outro caminho e, ao contrário de Portas, encerra-se no seu semicírculo, não procurando descendência. Continua a ser irrazoável, acreditando agora que o cenário macroeconómico que fielmente serviu durante quatro anos, o possa salvar. No fundo, Passos Coelho ainda não tirou o "pin" da lapela apesar de ter abandonado o discurso da ilegitimidade governativa da Esquerda. Como fez questão de nos informar no dia anterior à apresentação da sua moção ao congresso, caso estivesse no Governo "estaria a bombar para afastar a crise". É essa a sua assunção. Alguém lhe explique que continua a bombar para o que já devia ter acabado mas continua.(Miguel Guedes - Jornal de Notícias)

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Novo Banco? Calma, pede Costa. Até agosto de 2017 há tempo

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Primeiro-ministro está confiante com o crescimento da economia portuguesa e lembra que "o Governo obteve da União Europeia a prorrogação de mais um ano do prazo para tomar decisões sobre o Novo Banco".


António Costa afirmou hoje que a aposta deste Governo “na recuperação do rendimento das famílias e a criação de melhores condições para as empresas investirem” são eixos essenciais para o crescimento da economia portuguesa, que hoje voltou a registar um crescimento de 1,5% de acordo com dados do INE.

“Temos de ter como prioridade o relançamento da economia. E neste aspeto há dois eixos essenciais: a recuperação de rendimentos das famílias e a criação de melhores condições para as empresas investirem. A aposta que fizemos, no melhoramento do sistema financeiro são condições essenciais”, disse, no âmbito de uma visita ao Salão Internacional do Setor do Banco e Bebidas, em Lisboa.
O primeiro-ministro defendeu ainda a necessidade de aumentar as exportações.
“Temos uma meta muito ambiciosa que é em cinco anos podermos equilibrar a nossa balança comercial em valor. Para isso é preciso exportar mais e produzir mais”, disse, lembrando que esta “é uma linha de continuidade que tem de prosseguir passem os governos que passem.
Questionado ainda sobre a situação do Novo Banco que pode ser alvo de uma nacionalização, o líder socialista acalmou os jornalistas e portugueses, lembrando que "o Governo obteve da União Europeia a prorrogação de mais um ano do prazo para tomar decisões sobre o Novo Banco", pelo que tem ainda até agosto de 2017 para resolver a situação.
E concretizou: "A obtenção deste prazo visa sobretudo diminuir a ansiedade das senhoras e senhores jornalistas, a preocupação de todos nós, e sabermos que temos tempo para em conformidade e bem decidir o que tem de ser decidido, no momento próprio e em tranquilidade". (Notícias ao Minuto)

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 Um pequeno incidente, diz o pobre senhor
   
«“Não tem [consequência] nenhuma”, afirma Carlos Costa, em entrevista ao jornal Expresso deste sábado a propósito das críticas do primeiro-ministro dirigidas à sua acção como Governador do Banco de Portugal (BdP).

António Costa lamentou “a forma como a administração do Banco de Portugal tem vindo a arrastar uma decisão” sobre os lesados do BES, dizendo que este está a impedir uma “solução proposta pelo Governo e aceite pela maioria dos lesados do BES”. As críticas ao BdP sucederam-se por parte de dirigentes do PS bem como dos outros partidos de esquerda representados na Assembleia da República.

Questionado acerca da possibilidade de se demitir, Carlos Costa recusa essa hipótese. “Seria curioso que qualquer pequeno incidente determinasse uma perda de vontade de alcançar os objectivos que tenho de prosseguir”, declarou ao semanário, concluindo que isso “seria obviamente atribuir um significado que não tem a uma declaração”.» [Público]
   
Parecer:

Enfim, este senhor tem um grande sentido de humor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»