terça-feira, 10 de março de 2015

Passos Coelho está ao nível de Miguel Relvas?

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"Recordemos: Miguel Relvas, ministro adjunto de Passos Coelho, convocou os jornalistas para apresentar a demissão na sequência de notícias sobre uma licenciatura duvidosa.
Recordemos: Miguel Macedo, ministro da Administração Interna, saiu por achar que não devia continuar no cargo após vários dirigentes de serviços por si tutelados terem ido para a cadeia sob suspeita de crime na concessão de vistos gold.
Outras recordações: o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, saiu por causa de um plágio. Paulo Simões Júlio, da Administração Local, demitiu-se por alegado favorecimento de um primo quando era autarca. Joaquim Pais Jorge caiu por dizerem que negociou com o anterior governo um empréstimo swap. Franquelim Alves sucumbiu por estar ligado ao BPN, atividade omitida do seu currículo oficial.
Os motivos destas demissões são comparáveis à falha de pagamento, por Passos Coelho, de contribuições para a Segurança Social?
Ser favorecido por uma universidade na obtenção de um canudo é mais grave para um governante do que não pagar ao Estado?
Não ter percebido que um potencial crime se passa debaixo do nariz, supostamente praticado por gente com reputação à prova de bala, é pior para a autoridade de um político do que não saber que tinha de fazer descontos para a "caixa"?
Um plágio é mais desprestigiante do que uma fuga ao fisco cometida, pelo menos, 32 vezes?
Ter aconselhado um swap legal é equiparável a ter ignorado a lei contributiva durante cinco anos e depois impor rigor marcial na cobrança de impostos ao país?
Não ter alertado as autoridades sobre desconfianças relativas à gestão do BPN e omitir informação do currículo oficial é mais grave do que não responder à autoridade parlamentar que pergunta para quem trabalhou e quanto recebeu, no passado, o atual primeiro-ministro?
O homem que aceitou e, talvez, tenha provocado aqueles pedidos de demissão está ao nível de um Miguel Relvas ou de um Pais Jorge?
Demitir um primeiro-ministro implica a queda do governo. É grave. Mas governar sem passar por um julgamento político acerca de factos concretos e indesmentíveis, capazes de alterar profundamente a perceção dos cidadãos sobre quem comanda o poder executivo, é falsear a democracia representativa, o que é muito mais grave.
É claro que um cidadão imperfeito pode ser primeiro-ministro mas só quando quem vota conhece essas imperfeições e o julga, iliba ou perdoa através de eleições. Esta sim é a visão de Estado necessária para resolver este problema.
O resto é mesmo politiquice, daquela que o Presidente Cavaco Silva afirma detestar."
(Pedro Tadeu - Diário de Notícias)

segunda-feira, 9 de março de 2015

EL EJÉRCITO ISRAELÍ DEMUELE UNA CASA CISJORDANA

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El ejército israelí demuele una casa cisjordana

EL EJÉRCITO ISRAELÍ DEMUELE UNA CASA CISJORDANA

Un ciudadano palestino inspecciona los restos de una casa demolida en la localidad cisjordana de Jarushiyya, próxima a la ciudad de Tulkarem.Las tropas israelíes llevaron a cabo una redada en el pueblo y demolieron una casa en construcciónde dos plantas bajo el alegato de que no tenía los permisos de construcción necesarios. El edificio está situado cerca del muro de separación israelí. (Alaa Badarneh / EFE)-(20minutos.es)


EL SOLAR IMPULSE II COMIENZA SU VUELTA AL MUNDO

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 El Solar Impulse II comienza su vuelta al mundo

EL SOLAR IMPULSE II COMIENZA SU VUELTA AL MUNDO

El Solar Impulse II, que es propulsado exclusivamente con la energía que capta del sol, comienza su vuelta al mundo en Abu Dabi (Emiratos Árabes Unidos). El avión ha despegado esta mañana una velocidad de 20 nudos (36 km/h) del aeropuerto de Al Bateen. Este aparato cubrirá 35.000 kilómetros que se repartirán en 25 días de vuelo con velocidades de entre 50 y 100 kilómetros por hora. (Jean Revillard / EFE)-(20minutos.es)


domingo, 8 de março de 2015

Pedro piegas

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"1. Todos conhecemos pessoas com várias personalidades. Muitas da nossa vida de todos os dias, das nossas amizades, das nossas famílias. Outras que não fazem propriamente parte do nosso círculo mais íntimo mas que vemos ou ouvimos nos media. Políticos, por exemplo. São estes que mais vezes exibem uma espécie de desdobramento público de personalidade. Não poucas vezes, dão a sua opinião sobre um qualquer tema e dizem-nos: "É a minha opinião pessoal." Ficamos assim a saber que há a forte possibilidade de ter outra: uma que não é a sua mas que esse mesmo cidadão pode defender ao mesmo tempo que a outra ou, pura e simplesmente, estarmos perante alguém que tem duas personalidades distintas.
Talvez seja este o estranho caso do primeiro-ministro Passos Coelho e do cidadão Passos Coelho.
Antes de mais, e para que não reste qualquer dúvida, cumpre dizer que estou convencido da absoluta honestidade e da preocupação com o bem-estar da comunidade de ambos. Temo, no entanto, que o Passos Coelho primeiro-ministro esteja menos preocupado que o Passos cidadão com princípios fundamentais da democracia liberal. Pelo menos foi o que exibiu com o tristíssimo comentário sobre o seu antecessor no cargo, como também não estou a ver o Passos Coelho cidadão invocar a sua família para sua própria defesa. O que se afigura claro é que os dois Passos Coelho não se dariam bem, nada bem mesmo. Era até capaz de dizer que o primeiro-ministro Passos Coelho pensaria no Passos Coelho cidadão como um daqueles elementos que deviam sair da sua zona de conforto e emigrar.
Não me parece que o Passos primeiro-ministro entendesse a possível ignorância do cidadão Passos sobre a obrigatoriedade de pagar à Segurança Social ou que tivesse contemplações com possíveis esquecimentos. Posso imaginar o que diria o Passos primeiro-ministro sobre alguém que, sabendo que tinha uma dívida, levou três anos para pagar. Talvez que o Passos cidadão era alguém de uma outra raça e não "de uma raça de homens que paga o que deve". E que diria o primeiro-ministro, que acha que tem de haver tanta transparência, tanta transparência, que até acha que deve ser o cidadão a provar de onde vem o dinheiro que tem (vide o seu apoio à iníqua lei do chamado enriquecimento ilícito), de um outro que recusasse dizer em que empresas trabalhou? Assim como o Passos Coelho cidadão. Não ficaria pedra sobre pedra de certeza absoluta.
Também não julgo possível que o Passos primeiro-ministro tivesse contemplações com o Passos cidadão se este entregasse fora de tempo uma declaração ou fosse multado por uma qualquer irregularidade fiscal menor. Não, o primeiro-ministro não toleraria aquele cidadão comum de classe média, residente num subúrbio e que passa férias no meio do povo e não numa qualquer luxuosa estância. Esse, como todos nós, já teve falhas na sua relação com o fisco, esse compreende que às vezes temos de gastar mais dinheiro do que era suposto. Ao Passos Coelho cidadão, o Passos Coelho primeiro-ministro diria que quem não tem dinheiro para pagar o IRS é porque viveu acima das suas possibilidades.
Ao Passos cidadão, homem consciente das suas imperfeições, humilde, avesso ao puritanismo, com noção de que a importância dos pecados muda com o tempo, não perdoaria o Passos Coelho primeiro-ministro. Estou aliás convencido de que ultimamente quando olha para o espelho e vê o cidadão Pedro Passos Coelho lhe diz: "És um piegas, pá."
2. O ministro da Segurança Social tem azar: sempre que é mais papista do que o papa é certo e sabido que acaba a falar sozinho. No episódio da TSU, foi Mota Soares o primeiro a apregoar a genialidade do plano para depois ser, digamos assim, corrigido pelo líder do seu próprio partido e pelo primeiro-ministro - este esmagado pela realidade.
Também agora, mal se soube do não pagamento atempado à Segurança Social por parte do primeiro-ministro, lá quis o Sr. ministro ser o primeiro a jurar pela probidade de Passos Coelho. E a vontade de agradar foi tanta, que não hesitou em acusar os próprios serviços do ministério que dirige da prática de erros. Coitado do primeiro-ministro, ele não tinha nada que saber se devia pagar, a culpa era dos malandros dos funcionários. E, pronto, lá teve o ministro azar outra vez. O próprio primeiro-ministro veio dizer que não era perfeito e que era ele quem teria falhado.
Entretanto, o ministro calou-se. Talvez seja mesmo a atitude mais acertada. Para ele e para nós. Assim não teremos de assistir a espetáculos constrangedores.
3. Cavaco Silva acha que os problemas de Passos Coelho com a Segurança Social são fruto de "controvérsias político-partidárias que já cheiram a campanha eleitoral".
Ficamos assim a saber que o Presidente da República acha que nada no comportamento de Passos Coelho é reprovável e, portanto, tudo isto não passa de uma "jogada" da oposição. Como foram órgãos de comunicação social que divulgaram os lapsos do primeiro-ministro, devemos, assim, concluir que os que o fizeram estão ao serviço de interesses político-partidários. Ao que Cavaco Silva chegou."
(Pedro Marques Lopes - Diário de Notícias)

sexta-feira, 6 de março de 2015

Perfeitamente invulgar

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"Faz quatro anos que Passos recebeu, em biografia, o cognome de Um Homem Invulgar. Assinada por Felícia Cabrita, a obra dá-nos a saber o que o atual PM queria que dele soubéssemos à beira das legislativas.
Por exemplo que quando saiu do parlamento, em 1999, "tinha direito à subvenção vitalícia, mas abdicou". Um deputado só podia pedir a subvenção vitalícia a partir dos 55; Passos tinha 35. O que pediu - e recebeu - foi o subsídio de reintegração, de 60 mil euros. Factos sobre os quais a biografia é omissa, citando antes o encómio de Marques Mendes - "Ficou sem rendimentos e foi trabalhar e estudar. É extremamente sério" - e acrescentando: "Sem ficar refém de quaisquer interesses, passa a viver como qualquer estudante-trabalhador com família." Esforçado como é, porém, na página seguinte (152) já tem emprego. "Trabalha agora na Tecnoforma, empresa de recursos humanos vocacionada para a formação na área dos petróleos, onde começara do nada até chegar a consultor."
Curioso Passos ter "começado do nada" na empresa de Fernando Madeira, o mesmo que em 1996 o convidara para presidir a uma organização denominada Centro Português para a Cooperação. O CPPC, do qual Marques Mendes também fazia parte, tinha, explicou Madeira numa entrevista à Sábado em maio de 2014, o objetivo de "explorar as facilidades de financiamentos da UE para projetos nos PALOP". Sabe-se que o atual PM se esqueceu de colocar esta invulgar ONG - que teria a Tecnoforma como principal "mecenas" e visaria canalizar dinheiros europeus para projetos em que a empresa participasse - no seu registo de interesses como deputado; recentemente, afetou até não recordar se auferira alguma coisa pelos seus serviços. Natural pois não a ter mencionado à biógrafa, que no mesmo capítulo exalta a epopeia da candidatura autárquica, em 1997, na Amadora: "É uma batalha impossível, mas ele parte sempre do princípio contrário. (...) Paulo de Carvalho (...) é o mandatário. Com ele voa para Cabo Verde. (...) O cantor recorda essas andanças: "Ele acreditava no que defendia, e andou numa roda-viva. Até falou com o Presidente da República e outros políticos para ver se eles também podiam ajudar na melhoria de vida dos seus conterrâneos [os habitantes do bairro da Cova da Moura, subentende-se]."" Madeira, do qual o livro não reza, tem outra versão da viagem: ocorreu no âmbito do CPPC. E do cantor diz: "Apareceu no aeroporto de Lisboa. Acho que foi também para desbloquear, mas dá-me a impressão de que havia uma segunda agenda entre eles. Em Cabo Verde, depois das reuniões, eles foram para outro lado." Como, atesta Madeira, "as despesas que envolviam os custos do CPPC eram todas pagas pela Tecnoforma" e Marcelo, então líder do PSD, garante na biografia que "o partido estava completamente falido, o homem teve de fazer uma campanha sem recursos", teme-se que o PM tenha de vir a acrescentar às confessas imperfeições campanhas eleitorais acima das suas possibilidades."
(Fernanda Câncio - Diário de Notícias)

Lista mensal de Aposentados e Reformados pela CGA - ABRIL/2015

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» Lista mensal de Aposentados e Reformados:


quinta-feira, 5 de março de 2015

Nos outros blogs

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 País miserável
   
«Pior do que a Indonésia, a Eslováquia, o Brasil, a Colômbia ou Itália. O índice Bloomberg das economias mais miseráveis coloca o nosso país na 10.ª posição de um 'ranking' de 51 países liderado pela Venezuela.

Portugal tem a 10.ª economia mais miserável do 'ranking' da Bloomberg hoje divulgado que contabiliza 51 países. Uma lista que é conseguida somando, em cada país a taxa de desemprego ao valor da inflação.

Esta é, defende o canal especializado norte-americano, uma simples forma de perceber a facilidade (ou dificuldade) em viver e trabalhar num determinado país.» [DN]
   
Parecer:

Passos Coelho tem azar, nos mesmos dias em que se soube que não cumpria com as suas obrigações com a Segurança Social, a Bloomberg diz que Portugal é um dos países mais miseráveis do mundo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Passos que deixe de ser miserável e apresente a sua demissão.»

In "O Jumento"


ATAQUE AL EMBAJADOR DE EEUU EN COREA DEL SUR

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Ataque al embajador de EEUU en Corea del Sur

ATAQUE AL EMBAJADOR DE EEUU EN COREA DEL SUR

El embajador de Estados Unidos en Corea del Sur, Mark Lippert (c), sale del Centro para las Artes Sejong tras resultar herido este 5 de marzo de 2015 tras ser atacado por un hombre que dijo estar en contra de los ejercicios militares conjuntos que Washington y Seúl realizan desde esta semana en territorio surcoreano. El sospechoso, identificado como un hombre de 55 años apellidado Kim, cortó un una cuchilla la cara del embajador cuando este llegaba a dar un conferencia en el centro de Seúl, informó la agencia Yonhap. (Yonhap / EFE)-(20minutos.es)


DETENIDO EL LÍDER DE 'LOS ZETAS'

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Detenido el líder de 'Los Zetas'

DETENIDO EL LÍDER DE 'LOS ZETAS'

Militares custodian al líder de la organización criminal de Los Zetas, Omar Treviño Morales, quien fue detenido en la localidad de Garza García del estado de Nuevo León (México). Treviño, alias el Z-42, capturado por fuerzas federales mexicanas, se caracterizaba por su "perfil extremadamente violento" que generó divisiones al interior del propio grupo criminal. (Sáshenka Gutiérrez / EFE)-(20minutos.es)


As revelações de Passos sobre Passos Coelho

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Do que se tem dito de Passos Coelho, nada me incomodaria por aí além. Falhou no pagamento da Segurança Social, e durante cinco anos? Deveria ter pago no tempo devido, mas não seria isso que me faria despedi-lo como político. O mesmo com os atrasos de pagamentos e processos do fisco, como ontem se soube. É verdade que me alertou: como é que ele, que fora dirigente partidário e em breve seria líder (refiro-me ao período em que cometeu aqueles pecadilhos), se permitiu prejudicar a carreira política por causa, no caso da SS, de 80 euros por mês? Tomei nota desses seus casos mas não me convenciam. Mal comparando, em princípio não gosto de bêbados mas quem me dera um líder como o bêbado Churchill. Não sou dos que aplaudem a demissão de uma ministra por não ter pago a taxa da tevê, não sou sueco, nem quero. Insisto, o que se tem dito de Passos Coelho não me incomodaria por aí além. Já o que tem dito Passos Coelho de si próprio faz-me decidir. A estupidez de um político se escudar no "não sabia" para uma obrigação legal. O sem sentido de dizer que não pagou a dívida à SS, logo em 2012, quando foi prevenido, para não parecer eleitoralista. O eleitoralismo rasca de trazer a sua família à baila ("a minha família está pessoalmente preparada...") quando os erros são seus. O ridículo de se adiantar ao que vai aparecer sobre os seus atrasos fiscais, como se isso exorcizasse as revelações... Passos Coelho é pouco. E sabemo-lo porque ele o diz.
(Ferreira Fernandes - Diário da Manhã)

quarta-feira, 4 de março de 2015

CAMPAÑA PARA SALVAR EL SOHO DE LONDRES

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Campaña para salvar el Soho de Londres

CAMPAÑA PARA SALVAR EL SOHO DE LONDRES


Un trabajador de la construcción realiza una excavación en la calle Old Compton del barrio del Soho en Londres (Reino Unido). El Soho es la zona de vida nocturna y ocio más famosa de Londres y ya resistió el desarrollo urbanístico de los 70, sin embargo los nuevos planes de reurbanización podrían acabar con su identidad característica. Los vecinos del barrio han creado la plataforma Salvemos el Soho para evitar que los comercios tradicionales sean sustituidos por los cada vez más comunes establecimientos de grandes cadenas. Un número creciente de celebridades se ha unido a la causa para preservar el ambiente del barrio, como Benedict Cumberbatch, Idris Elba o Pete Townshend. (Facundo Arrizabalaga / EFE)-(20minutos.es)


Portugal é o campeão mundial da miséria

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"É como uma lista, daquelas que os sites hoje permitem, bem ilustradas e focadas. Tipo, as dez mais mal-vestidas na passadeira dos Óscares. Esta apareceu ontem com a chancela da revista financeira "Bloomberg Business". Tema: os países mais miseráveis do mundo. Método: da tanga. O que não seria grave se fosse remetido para a secção de ninharias. Mas receio que a leviana lista seja hoje tratada como arma de arremesso no pobre debate político nacional. Diz a Bloomberg: entre as 51 economias mais ricas , Portugal é o 10.º dos mais miseráveis! E adianta-se o critério: soma-se a inflação ao aumento do desemprego e dá o índice de miséria. Vai só ler-se a última fórmula: "índice de miséria". Condensa-se: "miséria". Não sem razão o título da lista da revista é "As 15 mais Miseráveis Economias do Mundo". Então, com o mote de miséria, vamos esquecer que somos o 10.º pior entre as 51 melhores, e não entre os cerca de 200 países do mundo. Mais, vamos esquecer que é indecente dizer-se que somos o 10.º em miséria, piores numa lista em que estão chineses, tailandeses, mexicanos, malaios, colombianos e brasileiros, que certamente trocariam bem a miséria deles pela nossa. Mas não importa, hoje, à esquerda, dir-se-á que a direita nos atirou para o lugar 10 da miséria mundial e, à direita, dir-se-á que a esquerda nos quer levar a ser a Venezuela, que é o top da miséria. E nesse tipo de debate, sim, somos os campeões mundiais da miséria." (Ferreira Fernandes - Diário de Notícias)

terça-feira, 3 de março de 2015

Bloomberg põe Portugal como o 10.º país mais miserável do mundo

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Pior do que a Indonésia, a Eslováquia, o Brasil, a Colômbia ou Itália. O índice Bloomberg das economias mais miseráveis do mundo coloca o nosso país na 10.ª posição de um 'ranking' liderado pela Venezuela.

Portugal tem a 10.ª economia mais miserável do mundo, segundo um 'ranking' da Bloomberg hoje divulgado. Uma lista que é conseguida somando, em cada país a taxa de desemprego ao valor da inflação.
Esta é, defende o canal especializado norte-americano, uma simples forma de perceber a facilidade (ou dificuldade) em viver e trabalhar num determinado país.
O "vencedor" destacado desta triste competição é a Venezuela, que vive com uma inflação galopante (64% pelo menos), desemprego em alta, escassez de bens de primeira necessidade e perspetiva uma contração de 7% no PIB para este ano.
Argentina e África do Sul completam o pódio, ainda que com valores que não chegam a metade do índice venezuelano. Veja o gráfico da Bloomberg AQUI.
Ucrânia - um país em guerra e com o desemprego a crescer -, Espanha, Rússia - a braços com uma crise quase sem precedentes no valor do rublo -, Croácia e Turquia são os restantes países à frente de Portugal nesta lista.
A taxa de desemprego acima dos 13% e a inflação que, segundo o FMI, rondará os 1,2% contribuem para esta classificação nacional no "top 10" dos "miseráveis". (Diário de Notícias)

Notas do Papa Açordas: Eis o país de sucesso do Passos Coelho!...


Passos ou a esperada virtude da ignorância

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"O primeiro-ministro afirma: "Não tinha consciência de que essa obrigação era devida." A frase refere-se ao período, entre 1999 e 2004, em que Passos Coelho trabalhou a recibos verdes por 2500 euros mensais na empresa Tecnoforma (para além de uns trocos não especificados, ganhos a colaborar com a empresa LDN e a associação URBE) sem pagar uns parcos 77 a 96 euros mensais à Segurança Social.
O então "trabalhador precário", tentado, sem sucesso, a singrar fora da política depois de servir a Nação como deputado, julgava ser possível escapar à contribuição. Talvez seja erro de um raciocínio neoliberal, não sei... Sei é que tal ignorância denuncia o pouco que ele apreendeu sobre o Estado, durante oito anos, sentado no hemiciclo parlamentar.
A ignorância ou o esquecimento são armas políticas recorrentes. O próprio Passos, quando foi apertado há uns tempos sobre quanto auferira nessa mesma Tecnoforma e na organização não governamental satélite, o Centro Português para a Cooperação, também explicara a incapacidade em ser rigoroso na resposta com a falta de memória imposta pela passagem do tempo.
Já tivéramos um presidente de um banco a esquecer-se de declarar oito milhões de euros ao IRS e a ser tratado com condescendência pelo fisco. Na comissão parlamentar que analisa o caso BES passam todas as semanas grandes figuras a alegar ignorância ou desconhecimento de minudências como remunerações no valor de vários milhões de euros, paradeiros de dinheiros pagos em negócios estranhos, informações sobre a falta de solidez do banco, conselhos dados aos papalvos para comprarem ações de uma instituição à beira do colapso, etc., etc.
Tivemos o ministro Mota Soares a garantir que os cidadãos não devem pagar pelos erros da administração pública (neste caso por não ter recordado o pagamento a Passos Coelho), esquecendo-se das penhoras que o fisco faz, todos os dias, à cabeça, sem haver ainda decisões do tribunal sobre conflitos entre as Finanças e muitos desses contribuintes .
O coitado do jornalista que noticiou o incumprimento de Passos Coelho - José António Cerejo - é que não deve olvidar-se de todas as vezes que avançou notícias deste género: anima a malta durante uma semana ou duas mas vê os factos serem rapidamente ignorados. Começou em 1997, com a revelação de uma falha no imposto da sisa cometida pela agora respeitável hipótese do Partido Socialista para a Presidência da República, António Vitorino - coisa de que já ninguém quer lembrar-se.
Eles esquecem-se e, por isso, permanecem virtuosos para a intervenção pública. É chocante? Talvez, mas, para ser sincero, já não é inesperado... e isso é o mais grave." (Pedro Tadeu - Diário de Notícias)

FUNERAL DEL OPOSITOR BORIS NEMTSOV

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Funeral del opositor Boris Nemtsov

FUNERAL DEL OPOSITOR BORIS NEMTSOV

Familiares del opositor ruso Boris Nemtsov asisten a su funeral en Moscú (Rusia). Boris Nemstov falleció el pasado 27 de febrero de 2015 tras ser abatido por cuatro disparos cuando cruzaba el puente sobre el río Moscova en Moscú (Rusia). (Sergei Ilnitsky / EFE)-(20minutos.es)

EL VOLCÁN VILLARRICA ENTRA EN ERUPCIÓN

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El volcán Villarrica entra en erupción

EL VOLCÁN VILLARRICA ENTRA EN ERUPCIÓN

Erupción del volcán Villarrica, en Villarrica, a unos 750 kilómetros al sur de Santiago de Chile. Más de 3.000 personas han sido evacuadas debido al riesgo de aluviones generados por el derretimiento de la nieve en la cima del volcán. (Ariel Marinkovic / EFE)-(20minutos.es)


Nos outros blogs

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 Amnésia colectiva

Parece que este país vive um problema de amnésia colectiva, Passos Coelho esqueceu-se de pagar as contribuições para a Segurança Social, Ricardo Salgado já nem se lembra de ter presidido ao BES, o Carlos Costas esqueceu-se de fazer o papel de regulador, Cavaco esqueceu-se do que disse aos clientes do BES, o Zainal Bava não se recorda de ter enterrado o dinheiro da PT no GES e a ministra das Finanças não tinha ideia de ter adquirido os swap.

Por este andar, o Paulo Macedo que se esqueceu de contratar médicos para as urgências e ultimamente desapareceu para que nos esqueçamos deles, ainda vai propor que o Memofante passe a ter uma comparticipação a 100%.

In "O Jumento"

segunda-feira, 2 de março de 2015

PROTESTA DE FEMEN

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Protesta de Femen

PROTESTA DE FEMEN


Un grupo de activistas de la organización feminista Femen ha hecho este lunes una protesta durante la primera jornada del Congreso Mundial de Móviles coincidiendo con la presencia de Mark Zuckerberg, fundador y consejero delegado de Facebook. (Toni Albir / EFE)-(20minutos.es)


Cartoon

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In Jornal de Notícias
Cartoon ELIAS O SEM ABRIGO DE R. REIMÃO E ANÍBAL F. 02-03-2015

Passos pagou. Assunto encerrado?

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Não há quem não saiba. Quando se recebe um salário ou uma avença, quando se tem um contrato de trabalho ou se passam recibos verdes, seja a quantia a receber generosa, sofrível ou miserável, há dois impostos a que não se escapa: um é o famigerado IRS, o outro é a contribuição para a Segurança Social. Também não há quem não saiba que fazer um braço de ferro com o Fisco ou com a Segurança Social sobre este tipo de matérias pode soar heroico, mas na verdade é quixotesco. O Estado tem muitas contas para pagar e, no que diz respeito a rendimentos do trabalho, não perdoa um cêntimo (o mesmo não se pode dizer quando se trata de dinheiro metido numa conta na Suíça, caso em que está sempre disponível para fazer um desconto).
Não há quem não saiba? Enfim, há pelo menos um trabalhador português que, pelos vistos, não sabia. Chama-se Pedro Passos Coelho e revela uma estranha iliteracia financeira para quem exerce o cargo de primeiro-ministro de Portugal. Embora seja verdade que, à data do esquecimento, ainda só tinha sido deputado. Talvez tenha faltado à votação no dia em que foi aprovada a lei que impôs, aos trabalhadores a recibo verde, o pagamento mensal da contribuição para a Segurança Social. Acontece muito, no Parlamento.
O Estado não perdoa um cêntimo? Enfim, há pelo menos um trabalhador português a quem, pelos vistos, perdoa. E curiosamente também se chama Pedro Passos Coelho e exerce o cargo de primeiro-ministro de Portugal. Ao contrário de dezenas de milhares de portugueses que, em 2007 e 2008, foram convocados à pressa pela Segurança Social, para pagarem o que deviam, a notificação que devia ter seguido para Passos Coelho terá ficado esquecida numa gaveta qualquer.
Questionado sobre tudo isto pelo jornal "Público", Passos Coelho acrescentou um brinde: até já sabia do calote desde 2012, mas deixou-se ficar sossegado, era assunto já prescrito. Ainda assim, tencionava pagar, mas só depois de terminar o mandato como primeiro-ministro. Como ficámos a saber, também este fim de semana, Passos Coelho espera que o povo lhe renove o mandato por mais quatro anos. Portanto, saldaria as contas lá para 2019. Mas já que o jornalista levantava a questão, não se falava mais nisso. Arranjou tempo entre numerosos afazeres e pagou a dívida. Assunto encerrado? (Rafael Barbosa - Jornal de Notícias)