domingo, 15 de dezembro de 2013

Marques Mendes: Troika "ou é um bando de hipócritas ou de irresponsáveis"

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Marques Mendes, no comentário semanal para a SIC, afirmou que os responsáveis pelo programa de ajuda externa a Portugal “estão a dizer uma coisa e a fazer exactamente o contrário”. O ex-líder do PSD acha que ou são “um bando de hipócritas ou de irresponsáveis, ou talvez os dois”.
Luís Marques Mendes, no comentário para a SIC, deu a sua opinião sobre Christine Lagarde e afirmou que houve algumas desavenças nas palavras dos líderes da ajuda externa.
Neste momento, Marques Mendes vê a Europa a “defender a austeridade e não o crescimento” e Lagarde a admitir que “houve erros nos programas de ajuda a Portugal e à Grécia”. No fundo, “houve uma redução do défice muito rápida enquanto deveríamos ter distribuído melhor a austeridade”.
“O que mais chocou” o conselheiro de Estado de Cavaco Silva, foi a falta de uma “palavra de perdão, arrependimento ou mudança de atitude, visto que a troika ainda cá está e não fez nada para mudar a situação”.
Para o político, a consequência desta “troca de ideias” é que as “pessoas têm de fazer sacrifícios em exagero”.
“O cidadão normal que não é licenciado em economia nem em política diz que afinal esta gente tem duas caras e deixa de confiar nos líderes”, acrescentou o comentador.(Notícias ao Minuto)

Notas do Papa Açordas: Nunca um político tinha definido tão bem a Troika... 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

COREA DEL NORTE EJECUTA AL NÚMERO DOS DEL RÉGIMEN

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Corea del Norte ejecuta al número dos del régimen

COREA DEL NORTE EJECUTA AL NÚMERO DOS DEL RÉGIMEN

Un ciudadano mira una televisión en la que aparece Jang Song-thaek, en Seúl (Corea del Sur). Jang Song-thaek, tío del líder norcoreano y número dos del régimen, ha sido ejecutado tras ser condenado a muerte por un tribunal militar. Se trata del mayor cambio político en los dos años de mandato de Kim Jong-un. (Jeon Heon-Kyun / EFE) - (20minutos.es)



Às ramas, às ramas

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"Temos a sorte, eu e quem me lê, de termos sido contemporâneos de dois colossos. Refiro-me, é claro, a Mandela e a Cavaco. Cada um no seu género, deixam uma marca indelével no seu tempo.
Mandela nasceu num regime que via nos negros uma subespécie e lhes negava, na sua terra, direito de voto ou de sequer frequentar o mesmo WC que cidadãos de pele mais clara. Apartheid queria dizer isso mesmo, um regime de separação em que os negros não eram escravos mas também não eram pessoas. Contra ele, Mandela, advogado de formação, começou por usar a palavra e o exemplo. Quando concluiu que por aí nada mexia, recorreu às armas. Buscou e recebeu apoios de gente e regimes muito pouco recomendáveis, como Kadhafi, de quem se dizia amigo, Fidel e a URSS. Em 1964 é condenado a perpétua, depois de um julgamento no qual explicou a sua opção pela luta armada e a forma como a distinguia de terrorismo (porque, argumentou, evitava vitimar pessoas). Esteve preso 27 anos, saindo com 72, em 1990. Até 2008, não podia entrar nos EUA sem autorização especial, por o seu partido, o ANC, estar listado como organização terrorista.
Como ouso comparar Cavaco a Mandela, perguntar-me-ão. Ora bem: Cavaco, no lugar de Mandela, teria feito muito melhor. Teria sido, explica-nos ele na sua Autobiografia Política, "cauteloso". Como exemplifica na posição que tomou, enquanto primeiro-ministro de Portugal, quando em 1987 se apresentaram na ONU várias resoluções contra a África do Sul: vota, ao lado dos EUA de Reagan e do Reino Unido de Thatcher, contra as sanções económicas, contra a condenação do auxílio militar de Israel ao governo do apartheid e contra a libertação de Mandela numa resolução, votando a favor noutra. A distinção, explicou o atual PR nesta semana, deveu-se ao facto de a primeira resolução defender o direito do povo sul-africano à luta armada, enquanto ele considerava que o "desmantelamento do apartheid" deveria ocorrer "por meios pacíficos, devendo as autoridades de Pretória abrir o diálogo com os representantes da comunidade negra". Muito melhor do que andar aos tiros, com o risco de magoar alguém ou partir alguma coisa, ou até recorrer ao exagero das sanções económicas. Fazia-se cara feia, dizia-se "racista mau, racista feio", e era esperar que eles caíssem neles.
Quando Cameron pede desculpa pela posição do seu país no passado (Obama não precisa, é Obama), Cavaco, admirável de coerência, mantém a sua: luta armada nem pensar; quem o critica é porque "não conheceu Mandela". Ele, que o conheceu, pode ter pedido a libertação de um homem condenado pela luta armada condenando a luta armada. Pode presidir às celebrações do golpe militar (armado) do 25 de Abril, até jurar defender uma Constituição que defende "o direito dos povos à insurreição [armada] contra todas as formas de opressão". Ok. Mas e A Portuguesa? Às armas, às armas? Não podemos fazer isto a um pacifista irrevogável. Mude-se o hino, já. Ou o Presidente." (Fernanda Câncio - Diário de Notícias)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

LONDRES, BAJO LA NIEBLA

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Londres, bajo la niebla

LONDRES, BAJO LA NIEBLA

Fotografía tomada desde un helicóptero y facilitada por la Policía Metropolitana que muestra una vista aérea de los rascacielos que despuntan entre el manto de niebla que cubre la ciudad de Londres (Reino Unido). (Mps In The Sky / EFE)-(20minutos.es)



Ladrão livra-se de ser julgado por falta de transporte da cadeia

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É o próprio Ministério Público de Guimarães, no despacho de arquivamento do inquérito-crime, quem assume que o alegado ladrão só não foi acusado e levado a tribunal porque os responsáveis da cadeia de Custóias nunca disponibilizaram uma viatura para o transportar até ao local onde seria feito um reconhecimento pessoal necessário à continuação do processo.

"Foram realizadas diligências no sentido de ser feito o reconhecimento pessoal do Paulo F.", refere o despacho emitidos em finais de outubro último, no qual o procurador da República explica que, "apesar do longo espaço de tempo decorrido, não foi possível concretizar a diligência porque o agente dos factos se encontra no Estabelecimento Prisional de Custóias e tal estabelecimento nunca se disponibilizou a transportar o indivíduo em causa a Guimarães".

Paulo, que está preso por causa de outros processos, terá sido reconhecido através de imagens da videovigilância da gasolineira, situada junto ao Castelo de Guimarães. Pelas 9.30 horas do dia 23 de novembro de 2011, um homem - supostamente Paulo - entrou na Cepsa de faca na mão e capucho na cabeça, obrigando a funcionária a entregar 400 euros da caixa. (Jornal de Notícias)

Notas do Papa Açordas: Isto é a prova da total descredibilização da justiça. É o bater no fundo...



quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Lista mensal de Aposentados e Reformados da CGA - JANEIRO / 2014

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» Lista mensal de Aposentados e Reformados:


Aviso n.º 15005/2013, D.R. n.º 238, 2.ª Série, de 2013-12-09. Declaração n.º 260/2013, D.R. n.º 238, 2.ª Série, de 2013-12-09. Declaração de retificação n.º 1334/2013, D.R. n.º 238, 2.ª Série, de 2013-12-09. Declaração de retificação n.º 1335/2013, D.R. n.º 238, 2.ª Série, de 2013-12-09. Declaração de retificação n.º 1336/2013, D.R. n.º 238, 2.ª Série, de 2013-12-09.

Pátria: lugar de desventura

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"Acabou a recessão!", exclamaram, cheios de alegria e tolejo, jornais, rádios e televisões. Ninguém explicou nada a ninguém, e o bulício de regozijo pegou-se. Nos corredores dos ministérios, nas farmácias, nos quartéis, no edifício majestoso onde funciona a Galp, no bloco operatório de Os Lusíadas, o murmúrio adquiriu formas de clamor: "Acabou a recessão!" E Paulo Portas, que gosta de dizer coisas, falou e disse, entre enlevado e libidinoso: "Vai começar um novo ciclo!", sorriu e caminhou, lépido, para o gabinete onde congemina.
Para quem acabou a recessão?, e quais os benefícios que traz ao milhão de desempregados; aos milhares de famílias que recorrem ao Banco Alimentar e à Cáritas para comer; aos reformados e pensionistas, esbulhados dos magríssimos proventos; aos 25 mil casais sem emprego; aos milhares de miúdos que vão para a escola com o estômago vazio; aos cem mil jovens portugueses que abandonaram a pátria porque a pátria é lugar de infortúnio; aos velhos que morrem sozinhos sem ninguém dar por isso, ou espantados de medo nos caixotes de vivos para aonde são enviados por quem os não quer - para quem e para quê?
A recessão acabou, e então? E acabou mesmo? Ou não será outra das "incongruências problemáticas" de um Governo mentiroso, servo dos mais poderosos e notoriamente incapaz de resolver os nossos problemas mais ínfimos? Ninguém esclarece nada a ninguém. E o directo concorrente ao poder, pela interposta pessoa do triste e melancólico António José Seguro, perde-se nas banalidades do costume, com o bordão já famoso de o PS ser "um partido responsável", afirmação que os factos procedentes da sua direcção desmentem e enxovalham.
Poderia ser uma ópera-bufa se o assunto fosse para rir. Mas não é. Trata-se da nossa própria existência como nação, e o desassossego chegou a tal ponto que muitos elementos do próprio PSD já chegam a exigir a substituição de Seguro! Que venha outra coisa porque "isto" não é coisa nenhuma. Dizem.
Aliás, as sondagens são inquietantes. É modestíssima a vantagem do PS sobre o PSD, e a agitação naquele partido, cuja tradição de conspiração interna é conhecida, avoluma-se cada dia que passa. O espectáculo mediático protagonizado pelo secretário-geral dos socialistas, chega a ser pungente pela tibieza do seu conjunto e pela inexistência de fibra. Toda a gente já percebeu que o homem não serve, que não sabe, e que simplifica sempre, por inépcia, as respostas que se lhe exigem.
Esta historieta do fim da recessão vem auxiliar, ainda mais, o jogo de indefinições com o qual o chefe do PSD gosta de se enredar para melhor servir os seus objectivos, que não são inocentes: marcados fortemente pela ideologia que defende e executa como paladino e crente. Porque, na verdade, Pedro Passos Coelho tem, ama e serve uma ideologia. Quanto a António José Seguro?" (Baptista Bastos - Diário de Notícias)

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

HISTÓRICO SALUDO ENTRE OBAMA Y CASTRO

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Histórico saludo entre Obama y Castro

HISTÓRICO SALUDO ENTRE OBAMA Y CASTRO

El presidente estadounidense, Barack Obama (i), saluda su homólogo cubano, Raúl Castro, durante el servicio religioso oficial del expresidente sudafricano Nelson Mandela en el estadio FNB de Soweto en Johannesburgo (Sudáfrica). Líderes y personalidades mundiales acompañan al pueblo sudafricano en el servicio religioso oficial que se celebra, bajo una intensa lluvia. (Kim Ludbrook / EFE)-(20minutos.es)




LA ESA INTENTARÁ EL PRIMER ATERRIZAJE EN UN COMETA

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La ESA intentará el primer aterrizaje en un cometa

LA ESA INTENTARÁ EL PRIMER ATERRIZAJE EN UN COMETA

Dibujo facilitado por la Agencia Espacial Europea (ESA) que representa la sonda espacial Rosetta (arriba) y el cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, sobre el que intentará aterrizar en noviembre de 2014, en una misión que se iniciará el próximo 20 de enero. La finalidad del proyecto es estudiar con profundidad el cometa, que se acerca a la órbita del Sol cada 6,6 años y que todavía es muy desconocido. (EFE)-(20minutos.es)



PROTESTAS CONTRA IRÁN EN BERLÍN

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Protestas contra Irán en Berlín

PROTESTAS CONTRA IRÁN EN BERLÍN

Varios iraníes protestan contra las ejecuciones y lapidaciones que se producen en Irán, frente a la Puerta de Brandenburgo, en Berlín (Alemania) por la celebración del Día Internacional de los Derechos Humanos. (Bern Von Jutrczenka / EFE)-(20minutos.es)

Christine Lagarde: Houve "erro" de cálculo nos efeitos de austeridade, assume FMI

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A directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, admitiu esta terça-feira que houve um “erro” quanto às consequências que as políticas de contenção teriam nos bolsos dos gregos e dos portugueses. Contudo, aquele organismo mantém a sua “posição”, avança o semanário Expresso.

Houve um “erro” de cálculo nos efeitos que a austeridade iria ter em países como Portugal e Grécia. A declaração foi feita hoje por Christine Lagarde, no âmbito de uma conferência em Bruxelas, escreve o Expresso na sua edição online.

A directora daquele que é um dos organismos que compõe a troika, juntamente com a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu, admitiu, assim, que houve “demasiada consolidação orçamental, demasiado depressa”, sendo “preciso dar tempo ao tempo”. “E dissemos a mesma coisa tanto para a Grécia, como para Portugal, ou para Espanha, que não estava sob programa”, acrescentou.

Ainda assim, de acordo com Lagarde, “o FMI não mudou de posição, mas foi o primeiro” a alertar para esta situação, o que se traduz numa “questão de honra”, já que é crucial para aquela entidade “reconhecer os seus erros quando eles são cometidos, ou reconhecer que alguns temas não foram suficientemente abordados e explorados” (Notícias ao Minuto).

Notas do Papa Açordas: Muito "engraçada" esta notícias... E estes f.d.p. ainda mandam fazer mais austeridade? Infelizmente, Portugal não tem um verdadeiro Presidente da República... pois se o tivesse, talvez não "gozassem" tanto...


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

HOMENAGE A MANDELA

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Homenaje a Mandela

HOMENAJE A MANDELA

Una escultura de arena ha sido construida en memoria del expresidente sudafricano Nelson Mandela en Puri, India. Cientos de actos siguen honrando a Mandela en el cuarto día de duelo oficial. (EFE)-(20minutos.es)



LAS PROTESTAS FUERZAN LA DISOLUCIÓN DEL PARLAMENTO TAILANDÉS

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Las protestas fuerzan la disolución del Parlamento tailandés

LAS PROTESTAS FUERZAN LA DISOLUCIÓN DEL PARLAMENTO TAILANDÉS

Manifestantes antigubernales participan en una protesta en Bangkok. El Gobierno de Tailandia anunció la disolución del Parlamento y la celebración de elecciones generales dentro de 60 días con el objetivo de atenuar las protestas antigubernamentales. (GTRES)-(20minutos.es)



A nossa dívida e os Monty Python

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"Os Monty Python vão voltar, 30 anos depois do último filme, O Sentido da Vida. Um do grupo, Terry Gilliam, explicou a razão: os cinco humoristas estão endividados. Sendo os Monty Python o que são, uma bênção, é caso para se dizer, bendita dívida. Aliás, as dívidas são sempre uma oportunidade. Até já ouvi um tipo dizer que para os bons operários dos Estaleiros de Viana lhes saiu a lotaria: ganham agora uma indemnização e depois vão ser readmitidos pela Martifer... Foi o próprio Gilliam que tomou a iniciativa de confessar o azar da dívida - e contou-o com ironia, não me pareceu haver amargura. Já os operários dos estaleiros, mesmo aqueles a quem saiu a taluda, continuam a protestar. Ele há gente a quem se anuncia um cancro e fica triste, em vez de se regozijar com as semanas que vão passar de papo para o ar. Para quem possa sentir nesta crónica algum sarcasmo sobre a venda dos estaleiros, aviso: também acho que os trabalhadores não eram o único elemento da equação, o Estado não podia continuar a pagar as dívidas de uma empresa inviável. O azarito foi a altura: na mesma semana vendeu-se os CTT, uma empresa viável que dava dinheiro ao Estado. Por isso, o humor é melhor que a política a tratar destas coisas. Se é para dizer que o mexilhão é que se trama sempre, os Monty Python puseram John Cleese, com ar de banqueiro da City, a dizer no sketch "Como Tratar as Classes Baixas": "A tiro! Eu sei que não é popular dizê-lo.." (Ferreira Fernandes - Diário de Notícias)


sábado, 7 de dezembro de 2013

DISTURBIOS EN ATENAS

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Disturbios en Atenas

DISTURBIOS EN ATENAS

Estudiantes de instituto se enfrentan a la policía durante una manifestación en recuerdo del quinto aniversario del asesinato de Alexandros Grigoropoulos, de quince años, por disparos de la policía en las calles de Atenas, Grecia. (Orestis Panagiotou / EFE)-(20minutos.es)


Enquadrar a história

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"1- A propósito da morte de Nelson Mandela, o espaço comunicacional inflamou-se, a reboque das redes sociais, contra o homem que em 1987 desempenhava o cargo de primeiro-ministro de Portugal e votou contra, ao lado dos Estados Unidos de Reagan e da Inglaterra de Thatcher, uma resolução da ONU que defendia a libertação do então dirigente do ANC, o movimento que pegara em armas contra o detestável apartheid.
Esse primeiro-ministro era Cavaco Silva e já veio explicar que o sentido de voto traduzia as reservas portuguesas pelo facto de considerar que esse texto continha um "incentivo à violência" ao apelar à resistência armada contra o regime no poder na África do Sul. No entanto, lembra agora o Presidente da República, Portugal fez uma declaração de voto condenando o apartheid e votou uma outra resolução pedindo a libertação imediata de Mandela, descolando aí da posição dos seus dois velhos aliados, que continuaram a votar contra.
2- Creio ser insuspeito de simpatias políticas pelo atual Presidente da Republica. O incrível silêncio que tem mantido ao longo de sete anos sobre o roubo ocorrido no BPN, no qual participaram figuras destacadas da sua família política, é algo que deveria chocar qualquer cidadão. É incompreensível como Cavaco Silva se deixou aprisionar no episódio das ações da SNL e renunciou a pronunciar-se sobre o maior roubo perpetrado em democracia. Esta é uma nódoa que a história há de relevar.
Mas essa mesma história deve ser chamada a compreender o sentido de voto de Portugal em 1987, numa dessas resoluções, a 42/23. Esse voto que hoje, à luz da evolução do mundo, parece de todo absurdo só o é em parte - naquela em que ficaram três países contra 129 (e 22 abstenções). De resto, havia algumas razões para estarmos ao lado dos nossos aliados tradicionais.
3- Em 1987, dois anos antes da queda do Muro de Berlim, vivia-se ainda a Guerra Fria e um dos palcos era precisamente a África Austral. Ali combatia-se e morria-se. Cuba estava em Angola, ao lado do MPLA contra a UNITA. O marxismo instalara-se em Moçambique. A África do Sul vivia governada por um regime incrível, de apartheid, mas era um aliado estratégico dos Estados Unidos e da Inglaterra e ali viviam cerca de 500 mil portugueses que, saídos das nossas ex-colónias, tinham refeito as suas vidas.
puzzle era muito mais complexo do que parece, visto 25 anos depois.
Acresce que Mandela era o líder de um movimento que pegara em armas e cuja libertação podia causar um descalabro regional e uma guerra fratricida. Nada fazia prever que viesse a revelar-se naquele extraordinário ser humano que salvou o seu País de um banho de sangue e inspirou biliões de admiradores em todo o mundo. O revoltado jovem barbudo que pegara em armas sairia da prisão, 27 anos depois, com o rosto de um homem em paz consigo mesmo e capaz de perdoar. Um milagre de humanidade e amor ao seu país, como o tempo haveria de explicar.
E para se ver como o mundo é falho de lógica, basta recordar que um contemporâneo de Mandela, visto como muito mais esperançoso para a causa da paz, Roberto Mugabe, se transformaria num miserável ditador que guiou a então próspera Rodésia ao miserável Zimbabwe de hoje, onde os homens voltaram a ser perseguidos pela cor da pele.
4- Serve isto para explicar que, descontado o habitual seguidismo nacional em relação aos seus velhos aliados, visível ainda há poucos anos na cimeira das Lajes, que selou a invasão do Iraque, a posição de Cavaco Silva enquanto primeiro-ministro de Portugal teve naquele ano de 1987 uma lógica compreensível vista à luz dos interesses e da política de alianças portuguesas. O Nelson Mandela que Cavaco receberia em 1993 (convém também lembrar isso), e que Clinton visitou com respeito e admiração, é uma revelação posterior.
Se pesarmos todos os argumentos e colocarmos as coisas numa perspetiva temporal, não temos senão de compreender as posições do Governo de Cavaco Silva em 1987 e de dar o devido valor às recentes palavras de Adriano Moreira em entrevista ao DN. Dizia ele que todos os ocidentais devem desculpa aos países africanos e que a diplomacia portuguesa é tão boa como a do Vaticano mas sem a ajuda do Espírito Santo... É mesmo isso.
Cavaco Silva só não explica completamente as balizas da sua posição porque quer ser politicamente correto à luz de 2013. Tão politicamente correto quanto todos aqueles que agora gritam sem saberem do que estão a falar e que não percebem a lição que deixa Mandela: o seu exemplo é demasiado grande para ser utilizado contra quem quer que seja." (João Marcelino - Diário de Notícias)


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

EL TEMPORAL AZOTA ALEMANIA

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El temporal azota Alemania

EL TEMPORAL AZOTA ALEMANIA

Coches y camiones se ven atrapados en un importante atasco a causa de la fuerte nevada caída sobre Olpe (Alemania). El temporal Xaver, que azota el norte de Europa con lluvias, nieve y vientos huracanados, ha paralizado el tráfico en muchos puntos de Alemania. (Marius Becker / EFE)-(20minutos.es)


FLORES POR MANDELA EN PEKÍN

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Flores por Mandela en Pekín

FLORES POR MANDELA EN PEKÍN

Un hombre coloca una rosa junto a una fotografía del expresidente Nelson Mandela en la embajada sudafricana en Pekín (China). Madiba, como era conocido popularmente en Sudáfrica, falleció este jueves a los 95 años. (Rolex Dela Pena / EFE)-(20minutos.es)

Nelson Mandela morreu

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Nelson Mandela morreu

Uma das figuras mais marcantes a nível mundial, Nelson Mandela, faleceu nesta noite. A saúde do ex-presidente sul-africano já estava muito debilitada.

Nelson Mandela, um ícone da luta pela igualdade racial, faleceu nesta noite, aos 95 anos.
“Ele partiu pacificamente na companhia de sua família”, declarou o presidente sul-africano, Jacob Zuma, ao comunicar a notícia ao Mundo.
O ex-líder rebelde e ex-presidente da África do Sul de 1994 a 1999 esteve internado entre Junho e Setembro devido a uma infecção pulmonar, mas acabou por falecer em casa.
“Ele agora descansou, ele agora está em paz. A nossa nação perdeu o seu maior filho. O nosso povo perdeu o seu pai”, assinalou o actual líder sul-africano.(Notícias ao Minuto)
Notas do Papa Açordas: Morreu o Homem que conseguiu implementar a convivência entre brancos e negros na África do Sul.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

SIGUEN LAS PROTESTAS EN UCRANIA A FAVOR DE LA UE

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Siguen las protestas en Ucrania a favor de la UE

SIGUEN LAS PROTESTAS EN UCRANIA A FAVOR DE LA UE


Policías antidisturbios se colocan en las inmediaciones del Parlamento ucraniano en Kiev (Ucrania). Centenares de opositores bloquearon por segundo día consecutivo la sede del Gobierno en Kiev en el marco de las protestas por la renuncia del Gobierno a un acuerdo de asociación con la Unión Europea y por la represión policial contra las manifestaciones populares. (Sergey Dolzhenko / EFE)-(20minutos.es)