quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Portugal tem beneficiado “elites económicas” e arrisca-se a ser um dos países mais desiguais

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Relatório da organização não governamental Oxfam alerta Europa para os perigos do caminho da austeridade e cita Portugal como exemplo de um país onde os cortes estão a travar o crescimento e a trazer mais pobreza.

Ou a Europa arrepia caminho em relação à austeridade ou o resultado da receita será apenas mais pobreza. Esta é a principal conclusão do último relatório da organização não governamental (ONG) Oxfam, que destaca Portugal como um dos casos onde as políticas seguidas estão a beneficiar apenas os mais ricos e a colocar o país em risco de se tornar num dos mais desiguais do mundo.

De acordo com o relatório da Oxfam, se nada for feito e as medidas de austeridade actualmente em vigor continuarem a ser implementas, em 2025 vão estar em risco de pobreza cerca de 25 milhões de europeus. “Apelamos aos Governos europeus que liderem um novo modelo social e económico que invista nas pessoas, reforce a democracia e procure um sistema fiscal justo”, afirma Natalia Alonso, responsável pela Oxfam na União Europeia.

Outro problema é que a organização, que foi formada em 1995 por 17 ONG internacionais espalhadas por 90 países, estima que possam ser necessários 25 anos para que se recupere o nível de vida que se tinha antes da crise económica e financeira – um caminho que só poderá ser invertido com medidas muito bem estruturadas de combate à pobreza.

Notas do Papa Açordas: É o que nós temos dito sempre: a austeridade não resolve o endividamento e cria um maior fosso entre os mais ricos e os mais pobres... Só os "calhaus com dois olhos" do desgoverno não compreendem...

Excedentários na mobilidade recebem 40% do salário ao fim de um ano

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O Governo aprovou a nova versão da lei da requalificação da função pública. Programa passa a ter duas fases e deixa de ter um limite máximo de 12 meses. Governo marcou encontro informal para esta tarde com os sindicatos.

A reformulação do diploma da lei da requalificação (que irá substituir a mobilidade especial na função pública) foi aprovada pelo Conselho de Ministros desta quinta-feira. O programa deixa de ter um limite máximo de 12 meses e passa a ter duas fases. Na primeira, os funcionários públicos considerados excedentários e que entram no sistema de requalificação recebem 60% do salário (havendo um patamar mínimo de 485 euros e um máximo de 1257 euros); numa segunda fase, passam a receber 40% do salário (com um mínimo de 485 euros e um limite máximo de 838 euros).

O secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, vai reunir-se esta tarde com os sindicatos para lhes apresentar a nova versão. De acordo com a Frente Comum, a Frente Sindical para a Administração Pública (FESAP) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, Hélder Rosalino marcou um encontro informal para esta tarde para dar conhecimento da nova proposta.

Na semana passada, o Governo já tinha dito que pretendia reformular o diploma antes da chegada da troika a Lisboa para a oitava e nona avaliação do programa de ajustamento português.

Nas Grandes Opções do Plano (GOP) para 2014, documento que esta semana enviou ao Conselho Económico e Social, o executivo já referia que os funcionários públicos excedentes que sejam colocados em requalificação vão poder manter-se nessa situação a receber uma compensação, mas com cortes progressivos ao longo do tempo.

Notas do Papa Açordas: Mas o objectivo do desgoverno continua a ser a mesma, isto é, mandar funcionários públicos para o olho da rua! Afinal, eles é que estão lá a mais, RUA!...

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Una exposición sobre la resistencia chilena conmemora los 40 años del golpe

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Una exposición sobre la resistencia chilena conmemora los 40 años del golpe

Una exposición sobre la resistencia chilena conmemora los 40 años del golpe 

Imagen facilitada por Amnistía Internacional (AI) de una las fotografías del uruguayo Julio Etchart que forman parte de la exposición "El 11 de septiembre de Chile", que se exhibe en la sede de AI de Londres. (EFE) - (20minutos.es)



O mentiroso

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"Pouco há a fazer senão demonstrarmos a nossa indignada repulsa. O homem é um mentiroso compulsivo. Há dois anos ameaçou-nos com o empobrecimento, "única alternativa", dizia, à soberba que de nós se apossara para vivermos "acima das nossas possibilidades." Íamos, pois ficar mais pobres do que temos sido. Depois, como a Fénix que renasce das cinzas, gozaríamos de um cintilante futuro. O rol de miséria que se seguiu causou-nos infortúnios e desditas sem nome. Agora, o mesmo homem, possuído de amnésia contumaz, veio afirmar que nenhum político seria capaz de afirmar tal destino. A SIC, pressurosa e cheia de zelo informativo, foi aos arquivos e retransmitiu a primeira e a segunda mensagens. Acaso para avivar a lembrança do desmemoriado ou, simplesmente, para reforçar o que dele sabemos: transformou a mentira numa banalidade.
O pior de tudo é que não nos podemos esconder nem fugir deste homem. Ele está em todo o lado, com rostos diversos e múltiplos, a mesma voz enfática, a mesma mentira travestida, as mesmas maneiras afáveis e frias. Mentir a nós, que temos cama, mesa e roupa lavada asseguradas, é o menos. Mentir aos desempregados, aos velhos, aos miúdos famintos nas escolas, aos moços e moças que não sabem o que fazer porque lhes foi tirada a mais ínfima parcela de sonho - essa, sim, é uma mentira monstruosa, a merecer todas as maldições, os maiores dos desprezos, a mais vil de todas as execrações.
Como é possível que haja gente, presuntivamente de bem, a apoiar este mentiroso que não só nos empobreceu materialmente como nos enfraqueceu a alma, nos amolgou o espírito com perseverança infame, e continua a impelir-nos para uma perdição tão maldosa que, ela própria, nos escapa; como é possível?

A mentira multiplicada quebrou a coesão e colocou portugueses contra portugueses, numa endemia moral que irá prolongar-se. Com extrema dificuldade, os governos que se seguirão conseguirão repor o que nos indicava como o povo mais lógico, por mais unido, da Europa. O mentiroso conseguiu o que mais ninguém obteve, com repressão ou com o montante. Levou-nos até ao desgosto da palavra, porque houve quem acreditasse na voz de tenor, falsamente casta, e na insistência maviosa dos temas.
Redignificar a função, reabilitar a grandeza do falar verdade, é tarefa de resgate incomum; e não vejo quem disponha da elevação necessária e urgente para tal empreitada. Os políticos entenderam a facilidade como norma de uma vitória sobre o tempo, e abandonaram, por incúria e ignorância, as convicções e a consciência de missão. O seu combate é outro. E no caso português muito mais evidente, pelas debilidades culturais dos intervenientes. O mentiroso comum é desprezível; o mentiroso político, abominável: pertence a uma época estimulada pela incerteza, e incapaz de se opor às estruturas ideológicas que tomaram conta da Europa." (Baptista Bastos - Diário de Notícias)


Passos Coelho promove e aumenta colaborador

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João Montenegro, ex-secretário-geral da JSD, vai ganhar mais 366 euros, passando de adjunto a assessor.

A promoção foi publicada nesta terça-feira no Diário da República. O adjunto João Montenegro foi elevado a assessor no gabinete do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. A diferença está na remuneração, que será de mais 366 euros.

Segundo os despachos, Passos Coelho exonerou “a seu pedido do cargo de adjunto do Gabinete João Montenegro”, para depois designar o mesmo colaborador “como técnico-especialista João Montenegro para prestar as funções de assessoria técnica especializada”.

De acordo com os dados disponibilizados no site do Governo, a mudança de cargo representa uma promoção que implica o aumento da remuneração. Pelo estatuto remuneratório nos gabinetes ministeriais, Montenegro auferia como adjunto 3287 euros. Como assessor vai passar a ganhar 3653 euros.

Segundo a página electrónica do Governo, o gabinete de Passos Coelho é composto por 63 colaboradores. Entre estes, há nove assessores e seis adjuntos. Nesta terça-feira, nesse mesmo portal, João Montenegro surgia identificado como adjunto. O despacho singulariza ainda a posição de Montenegro no gabinete pelo facto de explicar que as suas funções são as de um “técnico-especialista” no “âmbito das respectivas habilitações e qualificações”, embora com “o estatuto remuneratório” de um assessor. A remuneração estipulada de um técnico-especialista é igual à de um adjunto, ou seja, menos 366 euros do que um assessor.

Notas do Papa Açordas: Pode não haver dinheiro para não pagar as pensões, a educação ou a saúde mas, para promover e aumentar jotinhas imberbes, há com certeza... É assim a desgovernação de Passos Coelho...

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Cadena humana para recordar a los desaparecidos en la dictadura de Pinochetc

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Cadena humana para recordar a los desaparecidos en la dictadura de Pinochetc

Cadena humana para recordar a los desaparecidos en la dictadura de Pinochetc 

Cientos de personas conforman una línea de 1210 cuerpos acostados en Santiago de Chile para representar a los más de mil detenidos desaparecidos en la dictadura, en conmemoración del 40 aniversario del golpe militar al Gobierno socialista de Salvador Allende y su muerte, el 11 de septiembre de 1973, en la capital chilena. (Mario Ruiz / EFE) - (20minutos.es)


Declarados culpables los cuatro acusados de una violación mortal en la India

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Declarados culpables los cuatro acusados de una violación mortal en la India

Declarados culpables los cuatro acusados de una violación mortal en la India 

Un grupo de activistas se cubre la cara y se coloca sogas al cuello como signo de protesta mientras participa en una manifestación reivindicando endurecer las penas contra los delitos sexuales fuera del complejo del Tribunal de Distrito en Nueva Delhi (India). El Tribunal declaró culpables a los cuatro adultos acusados de la violación mortal de diciembre pasado que provocó un debate sin precedentes en la India. (Harish Tyagi / EFE) - (20minutos.es)

Residente da República

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"Este regime constitucional está agonizante: a Assembleia da República, sede da democracia, abastardou-se, os governantes mentem todos os dias, o povo tem sede duma justiça que nunca chega. O representante máximo do sistema, Cavaco Silva, já não exerce as suas funções presidenciais.
Ao Parlamento está atribuída a função constitucional de legislar. Mas os deputados entretêm-se apenas a fazer negócios. Várias dezenas acumulam a função parlamentar com a de administrador, diretor ou consultor de grupos económicos que beneficiam de favores do estado. Os restantes pactuam com esta promiscuidade. A Assembleia também não fiscaliza, como lhe competiria, a atividade governativa. Os deputados da maioria apoiam acriticamente as atitudes do governo, os da oposição são cadeias de transmissão das direções partidárias, os grupos parlamentares estão reduzidos à condição de claques. Entretanto, a legislação de maior relevância económica é produzida nas grandes sociedades de advogados. Os seus associados apresentam-se nos tribunais a litigar com base em leis que eles próprios produziram, violando o princípio constitucional da separação de poderes.
O governo, esse, está sem rumo. As medidas mais relevantes deste executivo são contrárias ao que Passos Coelho havia prometido em campanha, rompem o compromisso assumido com o eleitorado. Passos mentiu-nos e é, afinal, um mero seguidor das políticas de José Sócrates: reduz pensões e salários, fustiga cidadãos e empresas com impostos. Continua a beneficiar os bancos, aos quais garante elevada remuneração pela dívida pública e fundos para recapitalização; mantém os privilégios dos especuladores imobiliários, nomeadamente isenções fiscais, a nível de IMI e IMT. Garante taxas de rentabilidade obscenas nas parcerias público-privadas
Entretanto, o sistema judicial claudica. Sem independência e sem meios, revela-se incapaz de combater a corrupção que sequestrou o regime.
Só uma intervenção da Presidência da República poderia agora desencadear um processo de regeneração. Mas o residente de Belém, que jurou a Constituição e é o responsável pelo regular funcionamento das instituições, assiste, imóvel, ao estertor desta democracia moribunda."(Paulo Morais - Correio da Manhã)

Televisões não farão cobertura da campanha eleitoral autárquica

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As televisões dizem não ter meios para tal e reclamam critérios editoriais para seleccionar a informação.

RTP, SIC e TVI dizem que não se trata de posição concertada, mas devido à “interpretação restritiva da lei” feita pela CNE, todas preferem não emitir imagens de arruadas, idas a mercados ou comícios

Esta será uma campanha eleitoral absolutamente inédita em Portugal em 40 anos. Depois de terem decidido não realizar debates para as autárquicas, as três televisões de sinal aberto e os respectivos canais de informação pagos não darão qualquer notícia sobre acções de campanha dos candidatos às câmaras municipais e assembleias de freguesia.

Uma decisão radical que poderá levar os partidos políticos a colocarem rapidamente na sua agenda parlamentar a alteração à lei eleitoral.

Aquilo que os espectadores poderão ver nos ecrãs, nas próximas três semanas, serão apenas os líderes partidários a comentar ou a discursar, ainda que em acções de campanha dos seus candidatos autárquicos, unicamente sobre temas com impacto nacional como o desemprego, a troika ou as rescisões na função pública. E também reportagens de retratos socio-económicos, culturais e políticos de uma selecção de concelhos que de alguma forma são emblemáticos nesta disputa eleitoral. Mas nada de imagens de arruadas com bandeiras coloridas e bandas de música, distribuição de beijos e abraços nos mercados, ou dedos em riste no cimo de um palanque.

“Será uma cobertura muito limitada”, dizem as TV. Haverá mesmo orientações para que os líderes dos partidos sejam filmados em plano fechado, para não apanhar candidatos. Dos seis partidos com assento parlamentar, só o caso de João Semedo, coordenador do BE e candidato à Câmara de Lisboa, poderá levantar problemas. Mas as televisões dizem que só colocarão no ar declarações sobre temáticas nacionais.

Notas do Papa Açordas: Ora aqui está uma coisa com a qual concordamos plenamente. Estas eleições são a nível local pelo que não devem ultrapassar os limites da freguesia ou do concelho a que dizem respeito.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Israel blinda sus fronteras con al menos cuatro baterías antimisiles

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Israel blinda sus fronteras con al menos cuatro baterías antimisiles

Israel blinda sus fronteras con al menos cuatro baterías antimisiles 

Un soldado vigila la batería anti-misiles del sistema "Cúpula de Hierro" colocada la zona de Jerusalén (Israel). Israel había desplegado en la zona de Tel Aviv a finales del mes pasado una batería de interceptación de misiles cuando un ataque de EEUU a Siria parecía inminente. Estas se suman al menos a otras dos baterías similares en el norte del país y otra en las inmediaciones de la ciudad de Eilat, en el sur y a orillas del Mar Rojo, colocada en el mes de julio. El Comité de Exteriores del Senado de EE UU aprueba la resolución para atacar Siria. (Abir Sultan / EFE) - (20minutos.es)



sábado, 7 de setembro de 2013

Ignorância e falta de senso

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"Esta semana, os juízes do Tribunal Constitucional passaram, na perspetiva do Governo e do primeiro-ministro, de bestas a bestiais. De espaço onde impera a falta de senso, o Palácio Ratton transformou-se agora numa ode à razoabilidade. E tudo porque, desta vez, a douta decisão de validar as candidaturas dos chamados "dinossauros autárquicos" veio ao encontro dos desejos partidários mais íntimos do dr. Passos.
Tanta incoerência, graças a Deus. Definitivamente, Pedro Passos Coelho é, assim, uma espécie de serial killer constitucional. Na Universidade de Verão da JSD, o primeiro-ministro mostrou, mais uma vez, o desprezo que sente pela Constituição da República e pelo Tribunal Constitucional.
Numa extraordinária exibição de populismo e demagogia, temperada com ignorância q. b., Passos Coelho questionou, sob o aplauso frenético da assistência acrítica e submissa: "Já alguém se lembrou de perguntar aos 900 mil desempregados de que lhes valeu a Constituição até hoje?" Não vale sequer a pena enfatizar a falta de decência de - na boca do primeiro-ministro, e apesar de as estatísticas o demonstrarem há tempo demasiado, para sustentar o ataque a um acórdão do Constitucional - se manipularem os números do desemprego de acordo com as conveniências. E também não está em causa a legitimidade de contestar e discutir decisões judiciais. Em democracia, como é óbvio, não há vacas sagradas e tudo é questionável, a começar pelo próprio regime.
Do que se trata é de saber se é aceitável que um primeiro-ministro, seja ele qual for, insulte de forma grosseira a inteligência dos portugueses.
Só por ignorância ou má-fé é que alguém pode questionar o papel da Constituição no que à proteção social diz respeito. Por exemplo, o número 1 alínea e) do artigo 59.º diz que "todos os trabalhadores, sem distinção de idade, sexo, raça, cidadania, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, têm direito à assistência material, quando involuntariamente se encontrem em situação de desemprego". E, mais adiante, o número 3 do artigo 63.º determina que "o sistema de segurança social protege os cidadãos na doença, velhice, invalidez, viuvez e orfandade, bem como no desemprego e em todas as outras situações de falta ou diminuição de meios de subsistência ou de capacidade para o trabalho". Isto é, queira ou não queira o dr. Passos Coelho, a verdade é esta. Os desempregados - infelizmente não são todos - devem à Constituição da República a consagração do pagamento de subsídio de desemprego.
Mas do que se trata também é de avaliar se é tolerável que um primeiro-ministro proponha reiteradamente medidas que vão contra o texto constitucional. E que, à viva força, queira forçar um tribunal a quem é solicitado que se pronuncie sobre a conformidade das leis - sim, o Tribunal Constitucional não age por mote próprio - a dizer aquilo que mais lhe convém. É, aliás, de uma ingratidão sem nome acusar de falta de "bom senso" e de "ter protegido mais os direitos adquiridos do que as gerações do futuro", um tribunal que, por exemplo, permitiu, em nome do estado de emergência financeira, o corte de salários aos funcionários públicos, a não devolução imediata de subsídios de férias e de Natal suspensos em 2012 ou a cobrança de uma contribuição extraordinária de solidariedade.
Mas importa reter também a afirmação de que o problema não é da Constituição mas da interpretação que os juízes fazem dela. Parece-me claro que há, de facto, um problema, mas com a interpretação que o primeiro-ministro faz das palavras dos juízes. O que diz o acórdão não é que os funcionários públicos não podem ser despedidos. O que é afirmado é que pode haver despedimentos, desde que as condições sejam objetivas e controláveis.
Dito isto, parece evidente que quem padece de falta de bom senso é Pedro Passos Coelho quando, no mesmo discurso, decide desrespeitar o Tribunal Constitucional e também Cavaco Silva, que, convém não esquecer, foi quem manifestou fundadas dúvidas sobre a constitucionalidade da lei de requalificação dos funcionários públicos e, por isso, pediu a intervenção do Palácio Ratton.
Tivéssemos nós um Presidente da República que não fosse o "pai" deste Governo e já o primeiro-ministro tinha sido chamado a Belém para se retratar dos insultos proferidos contra o Chefe do Estado e o Tribunal Constitucional. Mas não temos, e é uma pena.
Retificação: Na semana passada, atribuí erradamente a Luís Marques Mendes a afirmação "ou se cumpre a Constituição ou se baixam os impostos". Ao visado e aos leitores, peço desculpa pelo equívoco." (Nuno Saraiva - Diário de Notícias)

A hipocrisia

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"1 A hipocrisia da vida política portuguesa pode ser mais uma vez verificada com a chamada Lei da Limitação dos Mandatos.Vale a pena relembrar que esta lei, acordada entre PS e PSD, em 2005, visava impedir os autarcas de se candidatarem a mais do que três mandatos em qualquer ponto do País. Há testemunhos desse propósito que presidiu ao entendimento - e que assim foi apresentado ao País.
Já na altura, os dois partidos, predispostos a serem corajosos com os autarcas, não foram capazes de assumirem que a eternização no poder também poderia assumir dimensões negativas nos cargos de primeiro-ministro ou de presidente de governo regional...
E, no entanto, a dúvida é legítima: se a eternização no poder pode ser má ao nível local (nos negócios, nos negócios...), não o será, por maioria de razões, nos poderes executivos regional e nacional, em que os interesses são maiores?
Mas voltemos à Lei da Limitação dos Mandatos dos autarcas. Sucedeu depois que, no recato nos gabinetes, "o legislador" produziu a lei que se conhece, propositadamente dúbia no seu texto. E quando, há poucos meses, o problema se colocou de forma inequívoca, por intervenção de Cavaco Silva, os partidos representados na Assembleia da República - todos - recusaram-se a clarificar a lei.
Todos sabiam que o processo acabaria no Tribunal Constitucional e que este, com aquele texto, presumivelmente decidiria como decidiu esta semana: o impedimento diz respeito apenas ao território (em que se exerceu a função nos três mandatos) e não à função.
Ou seja, os políticos empurraram a decisão para os juízes. Primeiro os dos tribunais comuns - e veja-se a balbúrdia que foi! - agora os do TC - e veja-se como todos suspiraram de alívio!Os principais políticos portugueses não tiveram coragem de hostilizarem as suas bases, sobretudo em ano eleitoral, como já antes não foram capazes de se autolimitarem nos seus cargos nacionais, que exercem ou a que aspiram.
3 Relembrados os factos, deixo a opinião: não faz sentido estigmatizar os autarcas e esquecer outros cargos de eleição direta. Os cidadãos são tão idóneos para escolherem governantes locais como para elegerem o chefe dos executivos nacional e regional, e assim, também, indiretamente, os ministros. Repare-se, por exemplo, que o Presidente da República, Cavaco Silva - que ocupa, aliás, o único cargo nacional com limitação de mandato -, leva mais de 20 anos de funções públicas nacionais, só suplantado pelo eterno Alberto João Jardim.
O combate aos interesses deve ser uma prática constante em democracia, mas um autarca não tem de ser mais suspeito do que um ministro das obras públicas, da economia ou da defesa. Para o favorecimento e o tráfico de influências existe a investigação policial. E se a lei partir do princípio de que o homem é sério, os anos não são um fator de desconfiança, são um capital de experiência que o tornam mais capaz para a realização dos anseios das populações.
Esta lei mostra como os diretórios dos partidos sentem dificuldades em ser coerentes até ao fim nas suas decisões, mas, independentemente disso, foi colocada na dimensão acertada pelo TC: limita mas não impede - e, sobretudo, coloca a decisão nas mãos dos eleitores."
(João Marcelino - Diário de Notícias)

Seguro diz que "esperteza saloia" foi andar a mentir

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O secretário-geral do Partido Socialista (PS) respondeu hoje às acusações do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, dizendo que "esperteza saloia" foi o que o líder do Governo teve ao "enganar os portugueses para ganhar as eleições".

"Quando o PS apresenta propostas para melhorar a vida das pessoas, para dar melhores condições aos empresários, o primeiro-ministro chama a isto tudo esperteza saloia", lamentou António José Seguro durante um discurso em Matosinhos, depois de ter sido levado em ombros ao lado do candidato socialista ao concelho, António Parada.
"Pois eu quero dizer ao primeiro-ministro uma coisa muito simples: esperteza saloia foi o que ele fez quando, há dois anos, mentiu aos portugueses, enganou os portugueses para ganhar as eleições. Isso é que não é justo", declarou o secretário-geral do PS.
Por seu lado, Pedro Passos Coelho acusou hoje a oposição de "esperteza saloia" utilizada nas tentativas de ganhar votos aos sociais-democratas, criticando o PS por marcar a reabertura parlamentar com a exigência de baixar os impostos.
"Como é que o principal partido da oposição decidiu encarar a reabertura parlamentar agora em setembro? Dizendo: é preciso baixar os impostos", criticou o líder social-democrata, questionando como é que é possível "construir o futuro com demagogia desta maneira".
Seguro contrapôs que o PS quer "ajudar os empresários da restauração baixando o IVA, ajudar as empresas reduzindo o IRC para 12,5% para os primeiros 12.500 euros de lucros, baixar o IMI das casas para ajudar as famílias".
Horas antes, durante um comício em Gondomar de apoio ao candidato do PS, Marco Martins, Seguro havia acusado Pedro Passos Coelho de se "queixar dos portugueses", dizendo que "é altura de dizer ao primeiro-ministro que os portugueses têm todo o direito a queixar-se".(Diário de Notícias)
Notas do Papa Açordas: Oxalá os portugueses no próximo dia 29 saibam mostrar a Passos Coelho um enorme cartão vermelho...





sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Afectados por la hipotec a, en ropa interior en una sucursal bancaria

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Afectados por la hipoteca, en ropa interior en una sucursal bancaria

Afectados por la hipoteca, en ropa interior en una sucursal bancaria

Integrantes de la Plataforma de Afectados por la Hipoteca (PAH), tras ocupar una sucursal del Banco Santander en Málaga en una protesta convocada simultáneamente en otras ciudades españolas y durante la que tres mujeres se han quedado en ropa interior. (Jorge Zapata / EFE) - (20minutos.es)





Rui Rio considera que situação da limitação de mandatos dos autarcas é "descredibilizadora"

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Presidente da Câmara do Porto discorda da decisão do Tribunal Constitucional, que permite ao autarca de Gaia atravessar o Douro e candidatar-se na outra margem.

Sem visar propriamente o Tribunal Constitucional, o presidente da Câmara do Porto, o social-democrata Rui Rio, disse nesta sexta-feira que discorda da "luz verde" dada às candidaturas de autarcas com três mandatos consecutivos que troquem de município.

"Eu sempre fui a favor da limitação dos mandatos. Naturalmente que discordo desta situação e penso que a maior parte dos portugueses discordará. Ou há limitação ou não há limitação. Situação de faz de conta, em que, no fundo, não há limitação porque quem quiser anda a passear pelo país, candidatando-se aqui e acolá, é um situação que não me agrada. Mas enfim, é o que é. Há tanta coisa no país que não me agrada..", declarou o autarca aos jornalistas.

Questionado se entendia que a lei de limitação de mandatos devia ser alterada, para passar a impedir a recandidatura a qualquer município de autarcas já com três mandatos consecutivos, Rio, que não apoia, e critica o PSD por apoiar, a candidatura ao Porto de Luís Filipe Menezes - que já cumpriu três mandatos em Gaia, onde acaba de renunciar ao cargo -, preferiu não desenvolver o tema. "Não vou falar mais sobre isso. O que acabei de dizer é aquilo que digo há muito tempo sobre esta e outras outras matérias. Não me sinto em convergência com muitas coisas que se passam no país, sinceramente. Discordo de muitas coisas que se passam no país, de um modo geral, e uma delas é esta. No política muitas vezes faz-se de conta. Ou há limites ou não há limites. Se há, há. Se não há, não há. Situações assim são profundamente descredibilizadoras", lamentou.

Notas do Papa Açordas: Rui Rio deve ser a única pessoa dentro do PSD, com alguma notoriedade, que não alinha no desgoverno que por lá vai...

Lista mensal de Aposentados e Reformados da CGA - mês de OUTUBRO/2013

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» Lista mensal de Aposentados e Reformados:


Aviso n.º 11118/2013, D.R. n.º 172, 2.ª Série, de 2013-09-06. Declaração n.º 186/2013, D.R. n.º 172, 2.ª Série, de 2013-09-06. Declaração n.º 187/2013, D.R. n.º 172, 2.ª Série, de 2013-09-06. Declaração n.º 188/2013, D.R. n.º 172, 2.ª Série, de 2013-09-06. Declaração de retificação n.º 958/2013, D.R. n.º 172, 2.ª Série, de 2013-09-06. Declaração de retificação n.º 959/2013, D.R. n.º 172, 2.ª Série, de 2013-09-06. Declaração de retificação n.º 960/2013, D.R. n.º 172, 2.ª Série, de 2013-09-06.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Un buque de guerra ruso atraviesa el Bósforo camino de Síria

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Un buque de guerra ruso atraviesa el Bósforo camino de Siria

Un buque de guerra ruso atraviesa el Bósforo camino de Siria 

El barco de inteligencia Ruso enviado a la costa de Siria, el CCB-201, navega junto a la costa del Bósforo en Estambul (Turquía). Un buque de guerra ruso, equipado como una central de espionaje, ha llegado hoy el Bósforo para dirigirse hacia el Mediterráneo, presumiblemente hacia las costas de Siria, asegura la edición digital del diario turco "Hürriyet". (Sedat Suna / EFE)-(20minutos.es)


Salários em Portugal baixam pelo segundo ano consecutivo

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Os salários em Portugal baixaram em 2013, pelo segundo ano consecutivo, segundo um estudo da consultora Mercer divulgado nesta quarta-feira, de acordo com o qual cerca de 31% das empresas congelaram os ordenados.

“Devido ao efeito de substituição de colaboradores contratados com níveis salariais mais baixos para as mesmas funções, verifica-se, pelo segundo ano consecutivo, uma redução real dos salários em todos os grupos funcionais”, segundo o estudo Total Compensation Portugal 2013.

A maior descida salarial foi verificada nas funções de direcção geral/administração e comerciais/vendas, com quebras de 4,94% e 1,48%, respectivamente.

Segundo o documento, cerca de 31% das 300 empresas que participaram no estudo “congelaram os salários para toda a sua estrutura”.

No que respeita ao número de trabalhadores, a maioria das empresas (65%) pretende manter o número de colaboradores este ano, mas 18% manifestaram intenção de reduzir o seu quadro de pessoal.

Para 2014, as estimativas da Mercer apontam para que o número de empresas que pretendem reduzir o seu quadro de pessoal baixe, passando dos 18% para cerca de 13%.

O estudo da consultora tem por base a análise de 114.526 postos de trabalho em 300 empresas presentes no mercado português, 56% das quais multinacionais, 43% empresas privadas e 1% públicas.

Notas do Papa Açordas: E ainda aquele rapazinho que não gosta de funcionários públicos, clama nas reuniões partidárias, de que não quer empobrecer os portugueses...



quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Presentación de la película "Ucrania no es un burdel"

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Presentación de la película "Ucrania no es un burdel"

Presentación de la película "Ucrania no es un burdel" 


La directora de cine Kitty Green (3-d) posa rodeada de activistas del grupo feminista Femen semidesnudas durante la presentación gráfica de la película "Ukraina Ne Bordel" (Ucrania no es un burdel) en el 70 Festival de cine de Venecia (Italia). La película ha sido presentada fuera de competición en el festival, que se celebra del 28 de agosto al 7 de septiembre. (Europa PressEttore Ferrari / EFE) - (20minutos.es)



Protesta contra a la producción de biocombustible

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Protesta contra la producción de biocombustible

Protesta contra la producción de biocombustible 


Activistas medioambientales vestidos de mazorcas de maiz, protestan frente al Parlamento Europeo en Bruselas (Bélgica). Eurodiputados y ONGs organizan un debate sobre el futuro de los biocombustibles, días antes de que el pleno de la Eurocámara vote sobre la propuesta de limitar el uso de los biocombustibles producidos a partir de cultivos por su impacto en el medio ambiente y el precio de los alimentos. (Olivier Hoslet / EFE) - (20minutos.es)