sábado, 7 de setembro de 2013

Ignorância e falta de senso

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"Esta semana, os juízes do Tribunal Constitucional passaram, na perspetiva do Governo e do primeiro-ministro, de bestas a bestiais. De espaço onde impera a falta de senso, o Palácio Ratton transformou-se agora numa ode à razoabilidade. E tudo porque, desta vez, a douta decisão de validar as candidaturas dos chamados "dinossauros autárquicos" veio ao encontro dos desejos partidários mais íntimos do dr. Passos.
Tanta incoerência, graças a Deus. Definitivamente, Pedro Passos Coelho é, assim, uma espécie de serial killer constitucional. Na Universidade de Verão da JSD, o primeiro-ministro mostrou, mais uma vez, o desprezo que sente pela Constituição da República e pelo Tribunal Constitucional.
Numa extraordinária exibição de populismo e demagogia, temperada com ignorância q. b., Passos Coelho questionou, sob o aplauso frenético da assistência acrítica e submissa: "Já alguém se lembrou de perguntar aos 900 mil desempregados de que lhes valeu a Constituição até hoje?" Não vale sequer a pena enfatizar a falta de decência de - na boca do primeiro-ministro, e apesar de as estatísticas o demonstrarem há tempo demasiado, para sustentar o ataque a um acórdão do Constitucional - se manipularem os números do desemprego de acordo com as conveniências. E também não está em causa a legitimidade de contestar e discutir decisões judiciais. Em democracia, como é óbvio, não há vacas sagradas e tudo é questionável, a começar pelo próprio regime.
Do que se trata é de saber se é aceitável que um primeiro-ministro, seja ele qual for, insulte de forma grosseira a inteligência dos portugueses.
Só por ignorância ou má-fé é que alguém pode questionar o papel da Constituição no que à proteção social diz respeito. Por exemplo, o número 1 alínea e) do artigo 59.º diz que "todos os trabalhadores, sem distinção de idade, sexo, raça, cidadania, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, têm direito à assistência material, quando involuntariamente se encontrem em situação de desemprego". E, mais adiante, o número 3 do artigo 63.º determina que "o sistema de segurança social protege os cidadãos na doença, velhice, invalidez, viuvez e orfandade, bem como no desemprego e em todas as outras situações de falta ou diminuição de meios de subsistência ou de capacidade para o trabalho". Isto é, queira ou não queira o dr. Passos Coelho, a verdade é esta. Os desempregados - infelizmente não são todos - devem à Constituição da República a consagração do pagamento de subsídio de desemprego.
Mas do que se trata também é de avaliar se é tolerável que um primeiro-ministro proponha reiteradamente medidas que vão contra o texto constitucional. E que, à viva força, queira forçar um tribunal a quem é solicitado que se pronuncie sobre a conformidade das leis - sim, o Tribunal Constitucional não age por mote próprio - a dizer aquilo que mais lhe convém. É, aliás, de uma ingratidão sem nome acusar de falta de "bom senso" e de "ter protegido mais os direitos adquiridos do que as gerações do futuro", um tribunal que, por exemplo, permitiu, em nome do estado de emergência financeira, o corte de salários aos funcionários públicos, a não devolução imediata de subsídios de férias e de Natal suspensos em 2012 ou a cobrança de uma contribuição extraordinária de solidariedade.
Mas importa reter também a afirmação de que o problema não é da Constituição mas da interpretação que os juízes fazem dela. Parece-me claro que há, de facto, um problema, mas com a interpretação que o primeiro-ministro faz das palavras dos juízes. O que diz o acórdão não é que os funcionários públicos não podem ser despedidos. O que é afirmado é que pode haver despedimentos, desde que as condições sejam objetivas e controláveis.
Dito isto, parece evidente que quem padece de falta de bom senso é Pedro Passos Coelho quando, no mesmo discurso, decide desrespeitar o Tribunal Constitucional e também Cavaco Silva, que, convém não esquecer, foi quem manifestou fundadas dúvidas sobre a constitucionalidade da lei de requalificação dos funcionários públicos e, por isso, pediu a intervenção do Palácio Ratton.
Tivéssemos nós um Presidente da República que não fosse o "pai" deste Governo e já o primeiro-ministro tinha sido chamado a Belém para se retratar dos insultos proferidos contra o Chefe do Estado e o Tribunal Constitucional. Mas não temos, e é uma pena.
Retificação: Na semana passada, atribuí erradamente a Luís Marques Mendes a afirmação "ou se cumpre a Constituição ou se baixam os impostos". Ao visado e aos leitores, peço desculpa pelo equívoco." (Nuno Saraiva - Diário de Notícias)

A hipocrisia

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"1 A hipocrisia da vida política portuguesa pode ser mais uma vez verificada com a chamada Lei da Limitação dos Mandatos.Vale a pena relembrar que esta lei, acordada entre PS e PSD, em 2005, visava impedir os autarcas de se candidatarem a mais do que três mandatos em qualquer ponto do País. Há testemunhos desse propósito que presidiu ao entendimento - e que assim foi apresentado ao País.
Já na altura, os dois partidos, predispostos a serem corajosos com os autarcas, não foram capazes de assumirem que a eternização no poder também poderia assumir dimensões negativas nos cargos de primeiro-ministro ou de presidente de governo regional...
E, no entanto, a dúvida é legítima: se a eternização no poder pode ser má ao nível local (nos negócios, nos negócios...), não o será, por maioria de razões, nos poderes executivos regional e nacional, em que os interesses são maiores?
Mas voltemos à Lei da Limitação dos Mandatos dos autarcas. Sucedeu depois que, no recato nos gabinetes, "o legislador" produziu a lei que se conhece, propositadamente dúbia no seu texto. E quando, há poucos meses, o problema se colocou de forma inequívoca, por intervenção de Cavaco Silva, os partidos representados na Assembleia da República - todos - recusaram-se a clarificar a lei.
Todos sabiam que o processo acabaria no Tribunal Constitucional e que este, com aquele texto, presumivelmente decidiria como decidiu esta semana: o impedimento diz respeito apenas ao território (em que se exerceu a função nos três mandatos) e não à função.
Ou seja, os políticos empurraram a decisão para os juízes. Primeiro os dos tribunais comuns - e veja-se a balbúrdia que foi! - agora os do TC - e veja-se como todos suspiraram de alívio!Os principais políticos portugueses não tiveram coragem de hostilizarem as suas bases, sobretudo em ano eleitoral, como já antes não foram capazes de se autolimitarem nos seus cargos nacionais, que exercem ou a que aspiram.
3 Relembrados os factos, deixo a opinião: não faz sentido estigmatizar os autarcas e esquecer outros cargos de eleição direta. Os cidadãos são tão idóneos para escolherem governantes locais como para elegerem o chefe dos executivos nacional e regional, e assim, também, indiretamente, os ministros. Repare-se, por exemplo, que o Presidente da República, Cavaco Silva - que ocupa, aliás, o único cargo nacional com limitação de mandato -, leva mais de 20 anos de funções públicas nacionais, só suplantado pelo eterno Alberto João Jardim.
O combate aos interesses deve ser uma prática constante em democracia, mas um autarca não tem de ser mais suspeito do que um ministro das obras públicas, da economia ou da defesa. Para o favorecimento e o tráfico de influências existe a investigação policial. E se a lei partir do princípio de que o homem é sério, os anos não são um fator de desconfiança, são um capital de experiência que o tornam mais capaz para a realização dos anseios das populações.
Esta lei mostra como os diretórios dos partidos sentem dificuldades em ser coerentes até ao fim nas suas decisões, mas, independentemente disso, foi colocada na dimensão acertada pelo TC: limita mas não impede - e, sobretudo, coloca a decisão nas mãos dos eleitores."
(João Marcelino - Diário de Notícias)

Seguro diz que "esperteza saloia" foi andar a mentir

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O secretário-geral do Partido Socialista (PS) respondeu hoje às acusações do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, dizendo que "esperteza saloia" foi o que o líder do Governo teve ao "enganar os portugueses para ganhar as eleições".

"Quando o PS apresenta propostas para melhorar a vida das pessoas, para dar melhores condições aos empresários, o primeiro-ministro chama a isto tudo esperteza saloia", lamentou António José Seguro durante um discurso em Matosinhos, depois de ter sido levado em ombros ao lado do candidato socialista ao concelho, António Parada.
"Pois eu quero dizer ao primeiro-ministro uma coisa muito simples: esperteza saloia foi o que ele fez quando, há dois anos, mentiu aos portugueses, enganou os portugueses para ganhar as eleições. Isso é que não é justo", declarou o secretário-geral do PS.
Por seu lado, Pedro Passos Coelho acusou hoje a oposição de "esperteza saloia" utilizada nas tentativas de ganhar votos aos sociais-democratas, criticando o PS por marcar a reabertura parlamentar com a exigência de baixar os impostos.
"Como é que o principal partido da oposição decidiu encarar a reabertura parlamentar agora em setembro? Dizendo: é preciso baixar os impostos", criticou o líder social-democrata, questionando como é que é possível "construir o futuro com demagogia desta maneira".
Seguro contrapôs que o PS quer "ajudar os empresários da restauração baixando o IVA, ajudar as empresas reduzindo o IRC para 12,5% para os primeiros 12.500 euros de lucros, baixar o IMI das casas para ajudar as famílias".
Horas antes, durante um comício em Gondomar de apoio ao candidato do PS, Marco Martins, Seguro havia acusado Pedro Passos Coelho de se "queixar dos portugueses", dizendo que "é altura de dizer ao primeiro-ministro que os portugueses têm todo o direito a queixar-se".(Diário de Notícias)
Notas do Papa Açordas: Oxalá os portugueses no próximo dia 29 saibam mostrar a Passos Coelho um enorme cartão vermelho...





sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Afectados por la hipotec a, en ropa interior en una sucursal bancaria

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Afectados por la hipoteca, en ropa interior en una sucursal bancaria

Afectados por la hipoteca, en ropa interior en una sucursal bancaria

Integrantes de la Plataforma de Afectados por la Hipoteca (PAH), tras ocupar una sucursal del Banco Santander en Málaga en una protesta convocada simultáneamente en otras ciudades españolas y durante la que tres mujeres se han quedado en ropa interior. (Jorge Zapata / EFE) - (20minutos.es)





Rui Rio considera que situação da limitação de mandatos dos autarcas é "descredibilizadora"

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Presidente da Câmara do Porto discorda da decisão do Tribunal Constitucional, que permite ao autarca de Gaia atravessar o Douro e candidatar-se na outra margem.

Sem visar propriamente o Tribunal Constitucional, o presidente da Câmara do Porto, o social-democrata Rui Rio, disse nesta sexta-feira que discorda da "luz verde" dada às candidaturas de autarcas com três mandatos consecutivos que troquem de município.

"Eu sempre fui a favor da limitação dos mandatos. Naturalmente que discordo desta situação e penso que a maior parte dos portugueses discordará. Ou há limitação ou não há limitação. Situação de faz de conta, em que, no fundo, não há limitação porque quem quiser anda a passear pelo país, candidatando-se aqui e acolá, é um situação que não me agrada. Mas enfim, é o que é. Há tanta coisa no país que não me agrada..", declarou o autarca aos jornalistas.

Questionado se entendia que a lei de limitação de mandatos devia ser alterada, para passar a impedir a recandidatura a qualquer município de autarcas já com três mandatos consecutivos, Rio, que não apoia, e critica o PSD por apoiar, a candidatura ao Porto de Luís Filipe Menezes - que já cumpriu três mandatos em Gaia, onde acaba de renunciar ao cargo -, preferiu não desenvolver o tema. "Não vou falar mais sobre isso. O que acabei de dizer é aquilo que digo há muito tempo sobre esta e outras outras matérias. Não me sinto em convergência com muitas coisas que se passam no país, sinceramente. Discordo de muitas coisas que se passam no país, de um modo geral, e uma delas é esta. No política muitas vezes faz-se de conta. Ou há limites ou não há limites. Se há, há. Se não há, não há. Situações assim são profundamente descredibilizadoras", lamentou.

Notas do Papa Açordas: Rui Rio deve ser a única pessoa dentro do PSD, com alguma notoriedade, que não alinha no desgoverno que por lá vai...

Lista mensal de Aposentados e Reformados da CGA - mês de OUTUBRO/2013

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» Lista mensal de Aposentados e Reformados:


Aviso n.º 11118/2013, D.R. n.º 172, 2.ª Série, de 2013-09-06. Declaração n.º 186/2013, D.R. n.º 172, 2.ª Série, de 2013-09-06. Declaração n.º 187/2013, D.R. n.º 172, 2.ª Série, de 2013-09-06. Declaração n.º 188/2013, D.R. n.º 172, 2.ª Série, de 2013-09-06. Declaração de retificação n.º 958/2013, D.R. n.º 172, 2.ª Série, de 2013-09-06. Declaração de retificação n.º 959/2013, D.R. n.º 172, 2.ª Série, de 2013-09-06. Declaração de retificação n.º 960/2013, D.R. n.º 172, 2.ª Série, de 2013-09-06.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Un buque de guerra ruso atraviesa el Bósforo camino de Síria

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Un buque de guerra ruso atraviesa el Bósforo camino de Siria

Un buque de guerra ruso atraviesa el Bósforo camino de Siria 

El barco de inteligencia Ruso enviado a la costa de Siria, el CCB-201, navega junto a la costa del Bósforo en Estambul (Turquía). Un buque de guerra ruso, equipado como una central de espionaje, ha llegado hoy el Bósforo para dirigirse hacia el Mediterráneo, presumiblemente hacia las costas de Siria, asegura la edición digital del diario turco "Hürriyet". (Sedat Suna / EFE)-(20minutos.es)


Salários em Portugal baixam pelo segundo ano consecutivo

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Os salários em Portugal baixaram em 2013, pelo segundo ano consecutivo, segundo um estudo da consultora Mercer divulgado nesta quarta-feira, de acordo com o qual cerca de 31% das empresas congelaram os ordenados.

“Devido ao efeito de substituição de colaboradores contratados com níveis salariais mais baixos para as mesmas funções, verifica-se, pelo segundo ano consecutivo, uma redução real dos salários em todos os grupos funcionais”, segundo o estudo Total Compensation Portugal 2013.

A maior descida salarial foi verificada nas funções de direcção geral/administração e comerciais/vendas, com quebras de 4,94% e 1,48%, respectivamente.

Segundo o documento, cerca de 31% das 300 empresas que participaram no estudo “congelaram os salários para toda a sua estrutura”.

No que respeita ao número de trabalhadores, a maioria das empresas (65%) pretende manter o número de colaboradores este ano, mas 18% manifestaram intenção de reduzir o seu quadro de pessoal.

Para 2014, as estimativas da Mercer apontam para que o número de empresas que pretendem reduzir o seu quadro de pessoal baixe, passando dos 18% para cerca de 13%.

O estudo da consultora tem por base a análise de 114.526 postos de trabalho em 300 empresas presentes no mercado português, 56% das quais multinacionais, 43% empresas privadas e 1% públicas.

Notas do Papa Açordas: E ainda aquele rapazinho que não gosta de funcionários públicos, clama nas reuniões partidárias, de que não quer empobrecer os portugueses...



quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Presentación de la película "Ucrania no es un burdel"

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Presentación de la película "Ucrania no es un burdel"

Presentación de la película "Ucrania no es un burdel" 


La directora de cine Kitty Green (3-d) posa rodeada de activistas del grupo feminista Femen semidesnudas durante la presentación gráfica de la película "Ukraina Ne Bordel" (Ucrania no es un burdel) en el 70 Festival de cine de Venecia (Italia). La película ha sido presentada fuera de competición en el festival, que se celebra del 28 de agosto al 7 de septiembre. (Europa PressEttore Ferrari / EFE) - (20minutos.es)



Protesta contra a la producción de biocombustible

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Protesta contra la producción de biocombustible

Protesta contra la producción de biocombustible 


Activistas medioambientales vestidos de mazorcas de maiz, protestan frente al Parlamento Europeo en Bruselas (Bélgica). Eurodiputados y ONGs organizan un debate sobre el futuro de los biocombustibles, días antes de que el pleno de la Eurocámara vote sobre la propuesta de limitar el uso de los biocombustibles producidos a partir de cultivos por su impacto en el medio ambiente y el precio de los alimentos. (Olivier Hoslet / EFE) - (20minutos.es)



PS exige acesso aos autos de destruição dos papéis sobre swaps eliminados pela IGF

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Auditoria ao organismo público concluiu que foram destruídos documentos essenciais para avaliar fiscalização dos swaps.

O PS anunciou nesta quarta-feira, durante a audição no Parlamento ao ex-presidente da Metro de Lisboa/Carris, que vai exigir o acesso aos autos de destruição dos papéis de trabalho eliminados pela Inspecção-Geral de Finanças (IGF).

A deputada socialista Ana Catarina Mendes afirmou que o requerimento será entregue “ainda esta tarde”, de modo a obrigar o organismo a mostrar os autos que deveriam ter sido enviados à Direcção-Geral dos Arquivos como notificação da destruição, de acordo com as regras previstas pela portaria nº 525/2002.

Tal como o PÚBLICO avançou, a destruição destes papéis de trabalho foi revelada numa auditoria interna à IGF, que a actual ministra das Finanças solicitou no final de Maio. Nesse documento, a IGF referia que se “mostrou necessário” consultar esses papéis, mas que parte deles tinham sido eliminados: mais concretamente, os relativos aos relatórios de fiscalização da Metro de Lisboa, Metro do Porto, REFER e TAP produzidos em 2008.

Essa consulta era importante para analisar que procedimentos foram tomados pelos inspectores da IGF no controlo financeiro das empresas públicas, nomeadamente no que diz respeito à subscrição de swaps. Sobraram apenas os papéis de trabalho da Carris e CP.

A destruição dos documentos era justificada, na auditoria, com a portaria n. 525/2002, sendo que uma subinspectora-geral da IGF afirmava que tinham sido seguidas as regras de eliminação previstas na lei. No entanto, o que a portaria estabelece é que quaisquer documentos relacionais com o Sector Empresarial do Estado devem ter uma vida activa de três anos e uma vida semiactiva de 17, em que são mantidos em arquivo intermédio. Neste caso, foram destruídos logo ao final de três. A portaria prevê ainda que a Direcção-Geral de Arquivos seja sempre notificada, através de autos de eliminação, quando forem destruídos documentos.

Notas do Papa Açordas: A quem interessaria a destruição destes papéis de trabalho? Parece que não será preciso  pensar muito...

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Diana Hyad primera en nadar de Cuba a Florida sin protección antitiburones

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Diana Nyad, primera en nadar de Cuba a Florida sin protección antitiburones

Diana Nyad, primera en nadar de Cuba a Florida sin protección antitiburones

 La estadounidense Diana Nyad (c) llegando a Key West, Florida (EE UU), tras completar los 178 Km del paso entre Cuba y EE UU. Nyad, de 64 años de edad, cruzó el trayecto sin jaula para la protección contra los tiburones y ésta vez lo hizo con una mejor protección contra las medusas a lo largo de casi todo el recorrido. (EFE) - (20minutos.es)



STE admite recorrer ao TC por cortes nas pensões


O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) considerou hoje que a proposta de lei apresentada pelo Governo para convergência das pensões deve ser retirada pois visa apenas "cortes de pensões", correndo o risco de ser chumbada pelo Tribunal Constitucional.
"Nós ao Governo dissemos que isto não pode ser, que acreditamos que o Governo ainda tem a oportunidade de até à próxima semana, que eventualmente será a última reunião sobre este tema, de retirar esta proposta de cima da mesa sob pena de voltarmos a ter que pedir a intervenção do Tribunal Constitucional", disse a vice-presidente do STE, Helena Rodrigues.
Para a sindicalista, que falava no final de uma reunião com o secretário de Estado, Hélder Rosalino, a intenção do Governo nesta altura é clara: "Aquilo que está em cima da mesa são cortes de pensões e não convergência de regimes".
"Estarmos neste momento a fazer convergência com um regime que pelos vistos, ao que se diz também vai ser alterado, não sabemos que convergência é esta. Não há aqui convergência, aquilo que é o objetivo do Governo é o corte nas pensões. É aquilo que está em cima da mesa, nuns casos um corte de 10% e noutros casos será mais", insistiu.
De acordo com Helena Rodrigues, Hélder Rosalino enviará "ainda esta semana" uma nova proposta sobre este assunto, com algumas alterações, mas não especificou quais.
"Recálculo das pensões já atribuídas mantém-se e para nós é inaceitável", sublinhou ainda a sindicalista, referindo que parece que o Executivo de Passos Coelho tem "uma intenção de desgastar aquilo que são os nossos preceitos constitucionais".
As reuniões com os sindicatos sobre o tema da convergência dos sistemas de pensões público e privado prosseguem à tarde com a FESAP e a Frente Comum.
Na quarta-feira, os sindicatos voltam a reunir-se no âmbito das discussões relativas à Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, um encontro no qual deverá ser discutido o tema da requalificação/mobilidade, depois do Tribunal Constitucional ter chumbado as propostas de alteração do Governo sobre esta matéria.(DN)

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Alegre diz que Passos está a tornar-se político perigoso

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O histórico militante socialista Manuel Alegre disse hoje que o primeiro-ministro está a tornar-se um "político perigoso", e alertou que se o Presidente da República não intervir rapidamente haverá uma "grave degradação" do "sistema político democrático" português.

"Com os seus repetidos ataques ao Tribunal Constitucional (TC) e agora ao presidente do TC, o primeiro-ministro revela falta de cultura democrática e está a por em causa o próprio Estado de direito (...) e também o regular funcionamento das instituições democráticas", disse Manuel Alegre à agência Lusa.
Para o ex-candidato presidencial, Cavaco Silva deveria chamar a atenção a Passos Coelho: "Trata-se de uma pressão inadmissível e trata-se de pôr em causa a própria honorabilidade do presidente do TC", realça o socialista.
O antigo deputado do PS falava um dia depois de Passos Coelho ter contrariado a ideia de que é preciso rever a Constituição para implementar as medidas necessárias ao cumprimento do programa de ajustamento, sublinhando que é apenas preciso "bom senso".
Alegre assinalou também à Lusa que "maioria absoluta não é poder absoluto" e Passos Coelho, diz, "está a confundir" a maioria parlamentar absoluta de PSD e CDS-PP com poder absoluto.
"É nesse sentido que digo que ele [Passos Coelho] está a tornar-se um político muito perigoso. Se não houver uma intervenção rápida do Presidente da República para pôr cobro a esta situação, vamos assistir a uma grave degradação do nosso sistema político democrático", declarou o histórico socialista.(Diário de Notícias)
Notas do Papa Açordas: É preciso que os portugueses estejam alerta e não deixem que o "sistema" crie um novo Salazar...


Funcionários públicos na mobilidade podem perder mais de metade do salário

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Governo estuda cortes acima de 50% como alternativa ao chumbo do Tribunal Constitucional.

Os funcionários públicos podem sofrer cortes salariais acima de 50% após um ano
 na mobilidade. Esta será uma das alternativas que está a ser estudada pelo Governo em opção ao regime de requalificação, que foi chumbado pelo Tribunal Constitucional (TC).

De acordo com uma notícia avançada nesta segunda-feira pelo Diário Económico, o executivo pretende prosseguir com cortes mais profundos na remuneração destes trabalhadores, que actualmente já perdem 50% do salário quando atingem 12 meses em regime de mobilidade.

Já no sábado, o Expresso tinha avançado que o executivo estava a analisar reduções mais acentuadas para estes trabalhadores. O semanário especificava que, findo um ano na mobilidade, os funcionários poderão ficar a auferir entre 20 a 40% do vencimento.

Além desta medida, estão em estudo outras para compensar o chumbo do TC, conhecido na semana passada e que coloca em xeque poupanças de 842 milhões de euros que o Governo tinha acordado com a troika para os próximos dois anos.

De entre elas está a possibilidade de proibir que os funcionários públicos na mobilidade acumulem o seu vínculo ao Estado com funções no sector privado.

As alternativas ao chumbo do TC, que considerou inconstitucional o regime de requalificação (que o Governo queria implementar para substituir a mobilidade especial e que previa que os funcionários públicos perdessem o rendimento ou o vínculo ao Estado ao final de um ano), deverão ser apresentadas em breve.

Notas do Papa Açordas: Este sujeito que se intitula de primeiro-ministra deve ter uma cisma contra os funcionários públicos, será porque nunca o foi ou por ter sido enrrab... por algum? Quem souber, agradecemos que nos informe...

Vehículos militares de la OTAN cruzan la frontera

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Vehículos militares de la OTAN cruzan la frontera

Vehículos militares de la OTAN cruzan la frontera 


Un grupo de camiones cargados con vehículos militares de la Organización del Tratado Atlántico Norte (OTAN) cruza a Pakistán desde la frontera afgana en Chaman (Pakistán). La OTAN y las Fuerzas Armadas estadounidenses pretenden retirar de la zona sus tropas antes de que comience el años 2015. (Akhter Gulfam / EFE) - (20minutos.es)



Festival Internacional de Bandas Militares

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Festival Internacional de Bandas Militares

Festival Internacional de Bandas Militares 

La banda musical de las Fuerzas Armadas y la Guardia de Honor de la República de Bielorrusia actúa durante la ceremonia de inauguración del Festival Internacional de Bandas Militares "Torre Spasskaya" en la Plaza Roja moscovita, en Rusia. (Maxim Shipenkov / EFE) - (20minutos.es)

domingo, 1 de setembro de 2013

Alterem a Constituição

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"O Tribunal Constitucional (TC) voltou a chumbar uma lei do Governo. Nada de extraordinário, não se desse o caso de ser mais uma daquelas medidas que são essenciais para cumprir as metas previstas no memorando da troika. Nada de extraordinário, não se desse o caso de o Executivo estar a tropeçar frequentemente nas decisões do TC. Nada de extraordinário, não se desse o caso de a nossa Constituição da República permitir que a interpretação dos juízes eternize a desigualdade.

Isto não tem que ver com esquerda e direita e menos ainda com um manifesto contra a função pública. Utilizei bastante do meu tempo e do meu espaço para defender os funcionários públicos quando foram atacados pelo Governo e até escrevi, em Fevereiro de 2012, que "na mira de cortar a despesa pública, os funcionários públicos foram apontados como principal problema. A eles cabe-lhes pagar por todos os pecados do País". Estive sempre contra o Governo confiscar aos funcionários públicos dois subsídios e fui criticado, até por amigos, por ter defendido que seria mais justo tirar um subsídio ao público e outro ao privado.

Adivinhava-se que o argumento para lhes fazer esse confisco (os funcionários públicos têm uma segurança no emprego que o privado não tem) cairia por terra, mais dia menos dia. Ainda não foi desta, mas vai ser. Os funcionários públicos, em defesa dos seus próprios interesses, deveriam estar a lutar pela igualdade de direitos, não a tentar preservar o que não faz sentido. Com igualdade de direitos, perdem regalias estúpidas e alguma segurança no emprego, mas ganham melhores condições de trabalho, verdadeira progressão nas carreiras e no estatuto. Sem isso, vão perdendo direitos às pinguinhas, sem ganhar nada em troca.

A Constituição deveria ser alterada para permitir que qualquer governo possa legislar, sem margem para dúvidas, normas legais que garantam total igualdade de direitos e deveres para todos os trabalhadores. Chame-se o patrão Estado ou outra sociedade empresarial qualquer.
Vêm aí mais inconformidades constitucionais. Como a convergência da Caixa Geral de Aposentações com o Regime da Segurança Social e os seus efeitos retroactivos. A Constituição deveria ser alterada para permitir que qualquer governo possa legislar no sentido de garantir a igualdade entre todos os pensionistas, actuais e futuros. Ninguém pode receber mais por estar na função pública, do mesmo modo que faz todo o sentido corrigir as distorções dos privados que aproveitaram a regras dos melhores dez dos últimos 15 anos. A única maneira de garantir igualdade de tratamento é pôr toda a gente, actuais e futuros, a receber reforma de acordo com o que descontaram ao longo de uma vida de trabalho." (Paulo Baldaia - Diário de Notícias)

La lluvia y los tomates, los protagonistas de la fiesta

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La lluvia y los tomates, los protagonistas de la fiesta

La lluvia y los tomates, los protagonistas de la fiesta 


Una joven disfruta del caldo que se ha formado entre el jugo de los tomates de la guerra de la Tomatina y la lluvia. (GTRES) - (20minutos.es)



Passos Coelho lança forte ataque ao Tribunal Constitucional

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Primeiro-ministro não revela que medida substituirá o chumbo do Tribunal mas preço pode ser “mais elevado”.

Foi em tom de forte crítica ao Tribunal Constitucional (TC) e de dramatização sobre as consequências do último acórdão que Passos Coelho se dirigiu este domingo aos sociais-democratas, no encerramento da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide.

Defendendo que a actual Constituição permite as reformas necessárias para a conclusão do programa de ajustamento, Passos Coelho apontou o que tem faltado aos juízes do TC na interpretação da Lei Fundamental: “É preciso bom senso”. E acusou aquele órgão de soberania de “ter protegido mais os direitos adquiridos do que as gerações do futuro”.

Perante uma sala cheia de militantes sociais-democratas, o Presidente do PSD sublinhou a necessidade de o Estado reduzir despesa e comparou-o a uma empresa privada que precisa de dispensar trabalhadores para baixar custos. “Mas certas interpretações da Constituição dizem que não. Não são de bom sendo”, reiterou, acrescentando que as decisões do TC têm sido contraditórias.

“Disseram-nos que não podem baixar salários ou suspender subsídios. Façam outras reformas. Façam convergir o sector privado com o público. Foi o que fizemos. Também não é possível (…) Alguém percebe isto?”, disse, apontando um beco sem saída: “É a impossibilidade de lidar com a realidade”.

Num discurso de cerca de 50 minutos, por várias vezes interrompido por aplausos, Passos Coelho usou um tom de indignação e de crítica face à decisão sobre o diploma que abria a porta aos despedimentos na Função Pública: “Cristalizar os direitos adquiridos mesmo que não os possamos pagar. Isto é um absurdo, não acredito que este absurdo possa continuar.”

Notas do Papa Açordas: O rapazolas critica o Tribunal Constitucional e pede bom senso! Pois bem, nós achamos que o rapaz é que precisa de bom senso e deixar de lixar os portugueses... Oxalá o "palhaço" que está em Belém, acorde e promova eleições antecipadas...