quarta-feira, 17 de julho de 2013

El Teide y su "sombrero"

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El Teide y su "sombrero"

El Teide y su "sombrero" 

Fotografía facilitada por la Agencia Estatal de Meteorología (Aemet) del fenómeno llamado "sombrero" del Teide. La interacción entre el océano, la atmósfera y el relieve hace de Canarias una auténtica "fábrica de nubes" como las popularmente llamadas "panza de burro", el "sombrero" del Teide y los gigantescos cumulonimbos asociados a temporales, que pueden superar los siete kilómetros de altitud. (EFE) - (20minutos.es)



O pesadelo

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"Não me recordo de um Presidente, na II República, ter sido criticado com tanta veemência e haver sido objecto de tantos enxovalhos como este dr. Cavaco que nos coube no infortúnio. Pelos vistos e feitos, tem tripudiado sobre a natureza da função, denegrido as características de "independência" constitucionais que jurou defender e resguardar, e tomar atitudes de soba com a displicência de quem não tem satisfações a dar. A sua presença em Belém tem sido assinalada por uma série de disparates, incúrias, pequeninas vinganças, intrigas baratas, aldrabices indolentes como a das falsas escutas. O pobre homem, por lacuna cultural e outras, não está hipotecado aos princípios republicanos que o 25 de Abril reanimou, embora fugazmente. Pertence a outra vigília, a outra aposta, e a um passado vazio de sentido histórico. Não soubemos evitar o triste incidente do seu surgimento, que se tornou uma pavorosa ameaça. Os cavaquinhos que por aí pululam correspondem às debilidades das nossas respostas, à alteração dos sistemas ideológicos e ao facilitismo da "era de acesso."

Houve, no Brasil dos anos 60, século passado, um cómico famoso, o Chacrinha (aliás, homem culto e lido), que dizia: "Eu não estou aqui para explicar; estou aqui para complicar." O epítome pode, e deve, ser aplicado ao dr. Cavaco. Nada, ou pouco mais do que nada, se lhe pode aduzir, politicamente, em seu abono. Onde toca, dificulta ou emaranha. A bizarria de criar um "compromisso de salvação nacional" que envolve três partidos e exclui outros três alimenta, ainda mais, as divisões na sociedade portuguesa e não soluciona nenhuma questão. O que, retoricamente, separa o PS do PSD e do CDS parece, no momento, irreparável. Seguro quer, nos diálogos, a presença de todos; porém, o PCP, e explica as razões, "não tem nada a ver com aquilo." Os dados estão, à partida, viciados, e a manobra resulta numa piada de mau gosto. E Seguro envolve-se numa ambiguidade grotesca: diz que vai "dialogar" com partidos e não com o Governo, como se aqueles não fossem componentes deste. A confusão acentua-se quando afirma apoiar a moção de censura de "Os Verdes". Entrámos, em definitivo, no reino da feira cabisbaixa.

Ninguém sabe em quem acreditar. Para salvaguarda da nossa saúde mental é melhor, pura e simplesmente, não acreditar em nada. Com perdão da palavra, penso que Seguro está longe da solução adequada, pois pertence ao sistema; mas também penso que é a solução emergente que se arranja. Como dizia o outro, pior do que está, é impossível. Haverá outros caminhos a percorrer, fora deste sistema horroroso de "alternância", que nos leva até ao desgosto de tudo. Mas a organização das "democracias ocidentais" impede a mudança, porque isso conduziria a uma substancial alteração do próprio capitalismo. Todavia, esta impossibilidade aparente não significa que nos resignemos. Capitular é deixar de ser. "(Baptista-Bastos - DN)


terça-feira, 16 de julho de 2013

Gemelos de panda gigante

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Gemelos de panda gigante

Gemelos de panda gigante 


Dos crías gemelas de panda gigante en el zoológico de Atlanta (Georgia), EE.UU. Una hembra de panda gigante de quince años llamada " Lun Lun" dio a luz este lunes a los primeros pandas gigantes que nacen en EE.UU. en este año 2013, y los primeros gemelos desde 1987. (Adam K. Thompson / EFE) - (20minutos.es)



Directora-geral do Tesouro lamenta falta de meios para avaliar swaps

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Elsa Roncon Santos, que pediu a demissão do cargo, afirmou que em Outubro de 2011 fez proposta ao Governo para ser a DGTF a gerir os derivados.

A directora-geral da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF), que está a ser ouvida no Parlamento nesta terça-feira, lamentou as “conhecidas graves limitações de meios dos organismos públicos” para analisar questões complexas, como é o caso dos swaps subscritos por empresas públicas.

Perante as “dificuldades de recrutamento e manutenção de especialistas, não posso deixar de salientar esforço e dedicação dos funcionários da DGTF, que assegura funções que nem sempre foram acompanhadas pela disponibilização necessária dos meios”, afirmou Elsa Roncon Santos, na comissão parlamentar de inquérito aos derivados financeiros.

A directora-geral da DGTF, que pediu a demissão do cargo na semana passada, disse ainda que em Outubro de 2011 fez uma proposta à ex-secretária de Estado do Tesouro, hoje ministra das Finanças, no sentido de operacionalizar o despacho do seu antecessor, Carlos Costa Pina.

Nesse despacho, o ex-secretário de Estado do Tesouro do Governo PS instava à contratação criteriosa de derivados financeiros e à existência de um parecer prévio da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP). Em Outubro, Elsa Roncon Santos fez chegar a Maria Luís Albuquerque uma proposta sobre o tema.

Nessa proposta, “dava-se poderes para a DGTF validar as operações sempre que reunissem condições de parecer e de legalidade”, explicou a directora-geral, acrescentando que a sugestão “não teve acolhimento”, tendo a agora ministra das Finanças decidido depositar esses poderes no IGCP, por ser um organismo que “já tratava a dívida directa do Estado”.

O Governo tem vindo a ser criticado pela oposição pelo facto de as perdas potenciais associadas aos swaps terem duplicado desde que tomou posse, em Junho de 2011. Nessa altura, os derivados acumulavam um risco de prejuízo de cerca de 1500 milhões de euros, tendo alcançado 3000 milhões de euros no final de 2012.

Notas do Papa Açordas: Afinal, no caso dos "swaps", a D. Maria Luís sabia muito mais do que aquilo que disse no Parlamento. Mais uma acha para a fogueira...

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Descubre varias tumbas de vampiros en Polonia

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Descubre varias tumbas de vampiros en Polonia

Descubre varias tumbas de vampiros en Polonia 

Un arqueólogo trabaja al lado de un esqueleto con el cráneo enterrado entre las piernas en un grupo de tumbas descubierto durante las obras de construcción de un carretera en Gliwice, Polonia. Según los arqueólogos polacos que han analizado el yacimiento, las tumbas pertenecen a personas que fueron consideradas "vampiros". Las tumbas contienen siete esqueletos con la cabeza retirada de su sitio y colocada entre las piernas. Los expertos indicaron que los cadáveres habían sido objeto de una ejecución ritual diseñada para asegurar que no volvieran a la vida. (Andrzej Grygiel / EFE) - (20minutos.es)



Buscan a Marta del Castillo en La Rinconada

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Buscan a Marta del Castillo en La Rinconada

Buscan a Marta del Castillo en La Rinconada 
La Policía Nacional ha iniciado la búsqueda con georradar del cuerpo de Marta del Castillo en la finca Majaloba, en La Rinconada (Sevilla), zona que señaló en su ultima declaración el asesino de la joven, Miguel Carcaño. (Raúl Caro / EFE) - (20minutos.es)



Famílias portuguesas estão mais pobres

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A taxa de risco de pobreza das famílias com crianças aumentou em 2011 para 20,4 por cento, mais 2,5 pontos percentuais do que para a restante população.

Os dados, divulgados esta segunda-feira, são do Instituto Nacional de Estatística (INE), sendo que esta é uma das revelações do relatório sobre Rendimento e Condições de Vida que conclui que perto de 18 portugueses em cada 100 estavam em risco de pobreza, em 2011. Em termos numéricos, trata-se de um valor ligeiramente inferior ao registado em 2010.
Em contrapartida, o contributo dos subsídios para redução da taxa de risco foi em 2011 ligeiramente inferior ao registado no ano anterior. Com o desemprego a subir, a taxa de risco de pobreza também aumentou neste segmento da população. 
Notas do Papa Açordas: E de quem é a culpa? É do Sócrates? Tenham vergonha e parem com as políticas de austeridade, que só têm levado a miséria à população!...

Estado vendeu BPN por 40 milhões mas já deve 100 milhões ao comprador

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O Estado vendeu o BNP ao BIC, por 40 milhões de euros, mas o comprador já enviou "faturas" de mais de 100 milhões ao vendedor, por compensações relacionadas com as contingências do acordo de privatização, assinado em março de 2012 por Maria Luís Albuquerque, a atual ministra das Finanças.

O Estado já deve ao BIC cerca de 100 milhões de euros, mais do dobro do que os 40 milhões que comprador pagou pelo BNP em março de 2012, noticia o jornal Público.

A verba é requerida no quadro da privatização do BPN, cujo contrato de execução prevê que o BIC Portugal se responsabilize por liquidar as contingências judiciais (ações instauradas contra o BPN por clientes e trabalhadores), mediante o compromisso de ser reembolsado pelo Estado depois, acrescenta aquele diário.

Segundo o Público, os 100 milhões agora reclamados constituem apenas uma pequena parcela das contingências relacionadas com o BPN, dado que a maior parte continua em contencioso. Uma primeira auditoria, parcial, encomendada pela CGD estimou em 600 milhões de euros as responsabilidades.

Notas do Papa Açordas:  Esta senhora se não existisse teria que ser inventada!... Tantas asneiras em tão pouco tempo de desgovernação é demais... Como diria o meu compadre: "Fogo na peça!..."

Marcelo acusa Cavaco de prolongar e agravar a crise

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Comentador responsabiliza Presidente da República por reacção negativa dos mercados internacionais.

Marcelo Rebelo de Sousa acusou neste domingo Cavaco Silva de prolongar e agravar a crise ao ter pedido aos partidos um proposta cheia de interrogações. Um acordo que “só por milagre” será conseguido e que vai deixar o Presidente “entalado”.

No seu habitual comentário na TVI, o antigo presidente do PSD considerou a intervenção de Cavaco “uma bomba”, uma “boa ideia em teoria”, mas “estragada na prática”.

É que para Marcelo a intervenção de Cavaco deixou demasiadas interrogações: não explicou o que faz ao Governo que Passos lhe tinha apresentado e o que faz se não houver acordo entre PSD, CDS e PS.

Mais: o comentador considera que o presidente errou ao anunciar eleições para 2014 sem ouvir, como era sua obrigação, todos os partidos e o Conselho de Estado.

Marcelo mostrou-se mesmo surpreendido pelo economista Cavaco Silva não saber que, ao prolongar a crise, os mercados iam reagir negativamente, ao nível do aconteceu quando Paulo Portas se demitiu do executivo.

“Não resolveu a crise e prolongou-a e ao prolongá-la agravou-a”, afirmou.

Notas do Papa Açordas: Este Cavaco é o máximo! Até os comentadores do seu partido o recriminam... Pode ir preparando o terreno para um governo presidênciável, pois o PS não vai ceder a chantagens...

domingo, 14 de julho de 2013

Pasión por el Chelsea en Tailandia

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Pasión por el Chelsea en Tailandia

Pasión por el Chelsea en Tailandia
 Los sguidores de Chelsea esperan la llegada de los jugadores a Bangkok, Tailandia. El Chelsea disputará un partido amistoso contra el Singha All-Star el próximo día 17 como parte de una gira asiática. (Rungroj Yongrit / EFE)-(20minutos.es)


El Ramadán, en Indonesia

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El Ramadán, en Indonesia

El Ramadán, en Indonesia 
Cientos de estudiantes indonesios leen el Corán, con motivo de la celebración del segundo día del mes del Ramadán, en el colegio Ar-Raudhatul Hasanah de Medan (Indonesia). (Dedi Sahputra / EFE)-(20minutos.es)


Insustentáveis

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"1- Cavaco não se importou que este Governo demonstrasse a sua incompetência a toda a hora, conviveu calmamente com a profunda impreparação, suportou o deslumbramento ideológico e a ignorância, mas não aguentou ser humilhado e chantageado pelos líderes da coligação. Enquanto foi com o País, o Presidente aguentou, quando lhe tocou a ele, a conversa foi outra e acabou a confiança. Digamos que se esperava bem mais de Cavaco Silva. Mas, convenhamos, nem este presidente, disposto a tudo para não exercer as suas funções, poderia pactuar com o lamentável espectáculo das últimas semanas. Nem o mais inconsciente dos presidentes teria mantido a confiança nos presidentes dos partidos da coligação.
Passos e o ex-político Portas são tão credíveis e Cavaco Silva confia tanto neles que aquela espécie de golpe de Estado, em que um partido com 12% dos votos passava a governar o País sob o olhar de um primeiro-ministro que passaria a ser um rei das Berlengas com residência em São Bento, não lhe mereceu uma palavrinha que fosse.
Como é que o Presidente quer que CDS, PSD e PS façam um acordo, ou seja, que confiem uns nos outros quando ele próprio não tem o mínimo de confiança nos líderes dos dois partidos da coligação? Que parte do "vocês estão a mais" Passos e Portas não perceberam?
2- Parece, porém, que Passos e Portas não perceberam que o Presidente não confia neles e nem quer ouvir falar do take-overdo Governo pelo CDS. O primeiro-ministro, aliás, confessou no debate do Estado da Nação que ainda tem de interpretar "aquilo", leia-se o discurso do Presidente da República. Talvez fosse por isso que repetiu que tem um mandato e quer cumpri-lo, esquecendo que Cavaco já lhe tinha, pelo menos, cortado um ano.
Já Portas, o politicamente incompatível, ou pelo seu óbvio problema em entender o significado das palavras ou por estar irritado por lhe terem estragado a barganha, insistiu. Disse, no seu discurso, que a remodelação proposta era a solução para todos os problemas de coesão governamental. Só faltou mesmo dizer que ele e Passos beberam alguma coisa que lhes tinha finalmente feito ter sentido de Estado.
Talvez por estar a ver que Passos e Portas, o que obedece à sua consciência, não teriam percebido a parte do discurso em que demonstrava que já não contava com eles, talvez por não estar a gostar do espectáculo degradante que estava a ser levado à cena no hemiciclo, em que um ex-ministro demissionário ou ex-futuro vice-primeiro-ministro ou actual ninguém sabe o quê discursava, ex-futuros ex-ministros sorriam como se nada fosse, ex-futuros ministros fantasmas pairavam sobre a sala e um primeiro-ministro reafirmava o sucesso da sua política sem sequer sorrir, o Presidente da República fez um comunicado durante o debate do Estado da Nação ordenando aos partidos que se despachassem. Mais, lembrou que transmitiu aos líderes dos partidos quais eram os elementos que deviam ser tomados em conta.
Comunicar aos partidos àquela hora que tinham de chegar depressa a um acordo e quais eram os elementos que deviam ter em conta foi como dizer que o que se estava a passar na Assembleia era uma perda de tempo e que ele, e não os partidos, é que sabia o que estava em causa.
3- Cavaco tinha razão: aquele debate foi uma perda de tempo. Como também é uma perda de tempo o que ele está, tarde e a más horas, a tentar fazer. Promover um acordo de regime com estes interlocutores, neste momento, já não faz sentido. É inútil repetir que a perda de credibilidade em Passos e Portas é total, que a falta de sentido de Estado dos dois é chocante. É inútil voltar a lembrar o desastre das políticas. É inútil recordar a carta de Gaspar, a demissão de Portas, a sucessão de trapalhadas. É demasiado evidente que este Governo já não governa, apenas estrebucha e que não há remodelação que o regenere.
Claro que o Presidente sabe que um acordo com esta gente é impossível, que manter o País onze meses em campanha eleitoral é insustentável, que Seguro não pode aceitar nenhum tipo de acordo, que o resgate ou outro nome que lhe queiram dar é inevitável. Cavaco está apenas a fingir que acredita num acordo para que possa marcar eleições antecipadas agora dizendo que tentou tudo.
Sim, fazer já eleições é uma péssima solução, mas é a melhor de todas. A que permite limpar o ar, a que permitirá montar uma solução de consenso com alguma credibilidade, sem estes líderes, portanto." (Pedro Marques Lopes - DN)

sábado, 13 de julho de 2013

Pacheco Pereira: "Executivo não passa de navio fantasma cheio de gente morta"

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O social-democrata José Pacheco Pereira é taxativo na avaliação que faz à situação do Governo liderado por Pedro Passos Coelho. No formato ‘Quadratura do Círculo’, emitido ontem à noite na SIC Notícias’, Pacheco Pereira referiu que o “Executivo não passa de navio fantasma cheio de gente morta”, sendo que só falta “enterra-lo”.

“Um navio fantasma que anda de porto em porto cheio de gente morta”.

A analogia foi estabelecida pelo social-democrata, José Pacheco Pereira, aplicando-a ao actual Executivo, que, nas suas palavras, “está morto, falta enterra-lo”.

O comentador falava na antena da SIC Notícias, no formato ‘Quadratura do Círculo’ que foi para o ar na noite de ontem, observando ainda que a “fórmula” apresentada pelo Presidente da República, 

Cavaco Silva, na passada quarta-feira, e assente num “compromisso de salvação nacional” entre PSD, CDS e PS, constituiu uma tentativa de o chefe de Estado “forçar um entendimento”, sustentado na incapacidade de o País conseguir regressar aos mercados.

Ao mesmo tempo, salientou o comentador, trata-se de uma solução de médio prazo, cujo intuito passa também por evitar eleições antecipadas, cenário que Cavaco Silva não deseja de todo.(Notícias ao Minuto)

Governo à moda dos Silvas

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Um era Primeiro-Ministro e não quer passar a pasta mesmo que quem mande seja o outro que fez um golpe de Estado irreversível e agora que mandava não quer perder o poder que ganhou e o outro tem eleições ganhas e não quer arriscar perder um voto que seja.

In  WEHAVEKAOSINTHEGARDEN

Saltando el muro de Al-Ram

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Saltando el muro de Al-Ram

Saltando el muro de Al-Ram
 Unos jóvenes palestinos usan una escalera para saltar el muro de separación en la localidad cisjordana de Al-Ram, al norte de Jerusalén, de camino a la oración de los viernes en la mezquita de Al-Aqsa en Jerusalén, Israel, durante el mes del Ramadán. (Atef Safadi / EFE)-(20minutos.es)




A proposta do Presidente

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"1- A proposta com que o Presidente da República (PR) surpreendeu o País tem um significado acima de todos: perdeu a confiança no Governo!
Isso é compreensível e, até, natural.
Depois da confissão de incapacidade contida na carta de despedida de Gaspar, da birra de Portas e da demonstrada incapacidade de Passos para liderar uma coligação sem sobressaltos, Cavaco Silva decidiu deixar de esperar por um qualquer milagre.
Quem ler com atenção o discurso que vai ficar para a história do sistema semipresidencialista português não pode deixar de retirar a conclusão de que o PR passou com desprezo político por cima dos votos de fidelidade mútua renovados entre PSD e CDS. Ignorou qualquer remodelação do Governo. E só explicou, antes de apresentar a sua proposta, porque é que, segundo ele, Portugal deve dispensar eleições a curto prazo. Nesta matéria (de recusa de eleições neste momento), Cavaco Silva tem sido, aliás, coerente.
O PR que merecia a fama de notário da Constituição passou, em pouco mais de uma dúzia de minutos, a ser o líder do País, o porta-voz das reservas que a maioria dos portugueses sistematicamente põe a grande parte da elite dirigente nacional. Essa atitude de Cavaco Silva convoca imensas simpatias, que bem lhe dispensa a perda de alguns dos mais contumazes e habituais defensores do espaço mediático.
2- Será sempre um mistério entender como podem Passos Coelho e Paulo Portas passar por cima desta humilhação pública sem precedentes. Serão, com certeza, e realmente, dois grandes homens de Estado - porque quase todos os outros homens que conheço não aguentariam a posição em que foram colocados depois da pomposa cerimónia de reconciliação de dias antes.
Pode ser que o PR venha, daqui a uns dias, a despachar uma remodelação ao fragilizado primeiro-ministro. Mas, para já, Portas regressou formalmente aos Negócios Estrangeiros, Álvaro Santos Pereira voltou ao convívio de quem já se despedira, Pires de Lima provavelmente deixará de estar disponível para a Economia e para aturar estes desconchavos e Passos Coelho ficou como um desconsiderado líder a prazo.
Uma situação destas é um vexame político e pessoal como raramente se viu.
3- Os próximos dias vão ser muito sensíveis.
Vista em Portugal, a proposta do PR suscita dúvidas e reservas e parece até contribuir para o agudizar da crise, não para clarificar a situação política portuguesa.
Vista do estrangeiro, da confiança dos mercados e das instituições que Cavaco Silva quer que continuem ao lado da recuperação portuguesa, essa mesma proposta é ainda mais difícil de entender.
É compreensível, por isso, a urgência que Belém pede aos partidos para o singular compromisso de "salvação nacional" que deverá marcar eleições antes do final da legislatura, garantir o apoio ao fecho do Programa de Ajustamento nos timingsassumidos (com novas medidas de austeridade se forem necessárias...) e ter também a dimensão de um acordo de médio prazo qualquer que seja o governo que saia das futuras eleições.
4- Tudo isto é novo, surpreendente e muito estranho. O mesmo PR que deixou a maioria ignorar o PS durante quase dois anos quer agora um acordo geral excluindo a extrema-esquerda.
O mesmo PR que rejeita eleições em setembro deste ano já as acha admissíveis em pleno regresso de Portugal aos mercados.
O mesmo PR que preza a autoridade executiva condenou este Governo à menoridade perante o País com uma desconsideração inimaginável e friamente executada - que nem por ser merecida deixa de ser brutal.
Pode ser que o PR tenha êxito nesta tomada da liderança do País. Seria bom que isso acontecesse, porque Portugal está há demasiado tempo entregue aos negócios e à imaturidade. Mas, neste preciso momento, é difícil de descortinar um bom fim para esta complexa situação. Há muitas incógnitas, demasiados obstáculos a vencer por entre os interesses contraditórios que os partidos se habituaram a colocar à frente dos interesses do País. Nisso o PR tem razão. E é por isso que mesmo quem não acredita deve esforçar-se por apoiar este "compromisso de salvação nacional". O caminho para um Portugal independente nas próximas décadas começa a ser muito curto e joga-se já nas próximas oitava e nona avaliação da troika, que, por favor, serão agora conjuntas.
A parte mais obscura da proposta do PR tem que ver com a possibilidade de queda deste Governo para o que há "outras soluções no quadro do nosso sistema jurídico-constitucional". Melhor do que eleições, sr. Presidente?" (João Marcelino - Diário de Notícias)

quinta-feira, 11 de julho de 2013

La Policia intercepta una de red de Internet neonazi

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La Policía intercepta una de red de Internet neonazi

La Policía intercepta una de red de Internet neonazi
 Un hombre capta con su tableta una imagen en la que aparece propaganda nazi, durante una rueda de prensa ofrecida en el Ministerio del Interior de Múnich, Alemania. La policía interceptó una red de Internet neonazi llamada "Free net south" (FNS), y descubrió diversos lugares desde los que operaba. (Tobias Hase / EFE)-(20minutos.es)


O Cavaquistão

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"Cavaco Silva inaugurou ontem um novo tipo de negociação política e um novo estilo de governo. A negociação política é a da praça pública: tudo o que acontecer, acontecerá mais ou menos em direto e não ocorrerá jamais no recato do Palácio de Belém, que abdica para todo o sempre daquilo que durante anos nos andou a vender, a famosa magistratura de influência. Afinal, as negociações de bastidores - discretas, silenciosas e até eficazes - não existem, não servem para nada, são um logro total. O método Cavaco é mais básico, rudimentar e às três pancadas. O Presidente da República fala com os partidos, sindicatos e parceiros sociais com toda a pompa e circunstância durante dias, com fim de semana pelo meio, note-se o requinte de sadismo. No final deste longo e estúpido processo, o Presidente lê um discurso baralhado que lança a confusão absoluta no País. Abrem-se todos os cenários. Tudo é possível, até o impossível. Silva Peneda vai ser primeiro-ministro? Rui Rio?

Quanto ao novo estilo de governo, há aqui assunto para a ciência política, mas também há matéria para os seguidores desse grande maluco que era o Miguel Bombarda. Então é assim: daqui para a frente, o Governo de Passos é o governo iogurte. Embora tenha azedado, talvez até esteja definitivamente estragado, deve manter-se em funções até junho de 2014 (tem prazo de validade), mas se não for patriota o suficiente para encaixar esta menorização e enxovalho políticos sem paralelo histórico, então o Parlamento (e não a Presidência da República) tem condições constitucionais para encontrar uma solução. Qual? Bom, isso logo se vê, diz Cavaco sem dizer. Eleições é que não. Os investidores adoram estes filmes.

Talvez seja eu, que estou fora de Lisboa e tal, mas não entendo nada. Quer dizer: os mercados acalmaram-se, as bolsas subiram, Passos e Portas engoliram o orgulho e chegaram a uma decisão: manter as aparências mais uns tempos. Talvez um ano, talvez menos, talvez mais, logo se veria. Seja como for, estava a funcionar. O País já assimilara em grande parte a decisão, a maioria parlamentar apoiava o acordo e os mercados já o tinham até benzido. Eis senão quando o Presidente decide que isto, afinal, é uma extraordinária porcaria em que ele não acredita. O que faz? Demite o Governo? Nada disso: quer dizer, diretamente não o faz, mas na verdade faz sem fazer. Mas acaba por não fazer. É isto o pântano cavaquista. Que me caia um raio em cima se Passos e Portas aceitarem esta aberração - o tal governo iogurte. Isso não vai acontecer. Um Governo com prazo de validade não existe, não tem força para ajudar uma avozinha a atravessar a rua, quanto mais governar um país falido. Cavaco quer conduzir o País sentado no banco de trás, mas agora tem de escolher o motorista. Quem? Qual? Porquê? Até ver, hoje estamos muito pior do que ontem. É o Cavaquistão."(André Macedo - DN)


Cavaco veta acordo PSD/CDS para a refundação do Governo

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Presidente pede "compromisso de salvação nacional" entre PSD, CDS e PS e diz existirem razões económicas, financeiras e políticas para recusar legislativas antecipadas antes do final do programa de ajustamento.

Cavaco Silva não deu o seu aval à solução proposta por Pedro Passos Coelho e Paulo Portas que implicava uma remodelação profunda do Governo, com a subida de Paulo Portas a vice-primeiro-ministro. “Recordo que o actual Governo se encontra na plenitude das suas funções”, afirmou o Presidente da República na comunicação que fez nesta quarta-feira ao país, e onde exigiu um "acordo de médio prazo entre os partidos que subscreveram o Memorando de Entendimento com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional, PSD, PS e CDS”.

O Presidente da República lembrou que “Portugal está viver uma grave crise política” e que “num quadro desta gravidade” todos têm de actuar de forma ponderada.

Por isso, propôs um “compromisso de salvação nacional” a ser assente em “três pilares fundamentais”: eleições antecipadas após Junho de 2014, apoio dos três partidos ao actual Governo e apoio dos mesmos ao Governo seguinte.

Cavaco Silva ameaçou depois Passos, Portas e Seguro que caso falhassem esse compromisso, os portugueses iriam ser capazes de “tirar as suas ilações” sobre as “responsabilidades" dos três partidos do arco da governação.

O “compromisso de salvação nacional” defendido por Cavaco está assente em três condições que o Chefe de Estado classificou como “fundamentais”. O primeiro é um “calendário mais adequado para a realização de eleições antecipadas”, a “coincidir com o final do Programa de Assistência Financeira, em Junho do próximo ano”.

A segunda condição é o “apoio à tomada das medidas necessárias para que Portugal possa regressar aos mercados logo no início de 2014 e para que se complete com sucesso o Programa de Ajustamento”.

A terceira e última é a garantia de que o “Governo que resulte das próximas eleições poderá contar com um compromisso entre os três partidos que assegure a governabilidade do país, a sustentabilidade da dívida pública, o controlo das contas externas, a melhoria da competitividade da nossa economia e a criação de emprego”.

Notas do Papa Açordas: Cavaco Silva certamente que vai ser um "case study" de como não se deve comportar um Presidente da República. Para além de não resolver a crise política, agravou-a ainda mais, no adiamento de uma solução credível: eleições imediatas. PSD e CDS estão queimados e, mais não quer, que atirar o PS para a mesma fogueira...

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Dia del barro en Michigan

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Día del barro en Michigan

Día del barro en Michigan 
Tres amigos posan durante la celebración del 26 Día del Barro en el centro Nankin Mills en Westland, Michigan, EE.UU. El lago de barro se consigue mezclando 180 toneladas de tierra con 76.000 litros de agua. (Jeff Kowalsky / EFE)-(20minutos.es)